sábado, 9 de fevereiro de 2008

Iberíades


O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Gilberto Madaíl, sugeriu à Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) a possibilidade de Portugal e Espanha organizarem conjuntamente o Campeonato do Mundo de 2018.

A revelação da proposta apresentada pela FPF junto do organismo homólogo espanhol foi avançada este sábado pelo próprio presidente da RFEF à entrada para o I Fórum do Futebol, a decorrer no Centro Nacional de Exposições, em Santarém.

“O presidente da FPF falou-me nessa possibilidade e eu não o contestei”, disse Angel Maria Villar, acrescentando aos jornalistas que o questionaram sobre a aceitação da proposta: “Se não contestei é porque estou a pensar".


Apenas para o jornalista que escreveu a notícia, posta a circular em toda a comunicação social portuguesa, como não estudou "espanhol técnico" fica a informação de que o que Angel Maria Villar quis dizer foi que "não respondeu". Enquanto a língua portuguesa existir, "contestar" em "espanhol" e "responder" em português são duas coisas diferentes...

Quanto à ideia de uma organização conjunta de um mundial de futebol, por parte de Portugal e Espanha, fica a certeza de que Sócrates, a criatura cuja prioridade é «Espanha, Espanha, Espanha», não teria melhor ideia, que o iberista Mário Lino aplaudirá certamente, pelo menos depois de pedir um parecer ao LNEC...

Para terminar, fica uma convicção: A presidência de Madahil à frente da FPF parece-se cada vez mais com a governação socratina. Por muito maus que sejam os seus servidores, continuam em funções. Tão firmes como os incompetentes Mário Lino e Alberto Costa no Governo, está Scolari à frente da selecção nacional. Tão teimoso como Sócrates e tão incapaz como ele, não se percebe como Madahil mantém no cargo Scolari, mesmo depois de uma assunção de incompetência como esta:

Luiz Felipe Scolari reconheceu este sábado que Portugal tem bons jogadores, mas não uma boa equipa. (Portugal Diário, 9/2/2008)



E de quem é a culpa?
Com uma inutilidade como Scolari, como haveria a selecção nacional de saber funcionar como equipa?

Sócrates, Madahil e Scolari, cada um no seu posto, formam uma excelente tripla, um notável trípico à incompetência e ao desperdício das capacidades nacionais.

Como ensinou o Prícipe Perfeito: «O fraco rei faz fraca a forte gente».

Continuem todos, que o País vai bem pelo vosso caminho!.

Quanto à organização desse putativo mundial, se a Espanha tiver interesse em organizá-lo precisa para alguma coisa da ajuda desta gente que apetece apelidar como um bando de cretinos (ofensa em que não caímos aqui)?

A Espanha só aceitará uma organização conjunta se isso servir ao seu projecto iberista. Mas tal projecto, tirando a Sócrates e a Mário Lino - dois iberistas, um não assumido e outro convicto -, interessa verdadeiramente aos Portugueses?







Trapalhadas 18


Os titulares de algumas paróquias, pertencentes a quatro dioceses do Norte e Centro do País, já comunicaram aos respectivos bispos a intenção de não apresentarem este ano a declaração de imposto sobre os rendimentos (IRS) de 2007.

Em causa está o facto de as áreas da fiscalidade da nova Concordata, assinada pelo Estado português e pela Santa Sé em 2004, não terem sido ainda regulamentadas, o que faz com que permaneçam em vigor as regras do antigo acordo. (Correio da Manhã, 9/2/2008)







Um sinal




O Tribunal Administrativo de Lisboa admitiu "liminarmente" a providência cautelar, com efeitos suspensivos, interposta pelo Sindicato Independente e Democrático dos Professores (Sindep), que apontava irregularidades cometidas pelo Ministério da Educação no âmbito da avaliação dos professores. A tutela tem 10 dias para contestar a decisão, que poderá mesmo congelar todo o processo.

Em causa, como avançou o DN há uma semana, quando a providência cautelar foi entregue, está um despacho do secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, em que este atribuiu à antiga inspectora-geral da Educação, Conceição Castro Ramos, competências para emitir recomendações em nome do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores (CCAP) - entidade a que esta vai presidir, mas que ainda não foi constituída. (Diário de Notícias, 9/2/2008)



Pode dar muito jeito ao Governo, por motivos eleitorais, avançar rapidamente com o novo regime de avaliação de professores, por forma a que, depois de vários anos de congelamento, subam finalmente de escalão antes das próximas eleições legislativas. E eles são uns 150.000... Muitos votos, se com a subida de escalão conseguirem esquecer as maldades que a ministra lhes tem feito...

Mas até lá, convinha que a senhora ministra vá cumprindo a lei que o seu ministério vai produzindo à pressa e abundantemente.

Aflito deve andar o irmãozinho do preso político Paulo Pedroso pois, com tantas alterações legislativas nunca mais consegue fazer a colectânea de Direito Escolar e mais tardiamente ainda a doutrina sobre este ramo do direito que o Ministério da Educação lhe encomendou, sobre um tema jurídico que não tem merecido a atenção dos nossos doutos professores universitários.

É certo que esta decisão judicial vale o que vale antes da oposição do Ministério da Educação e até à apreciação da acção principal.

Mas mesmo sabendo como funcionam os tribunais administrativos, agindo muitas vezes como se fossem órgãos do poder executivo e não do poder judicial, esta decisão constitui um sinal para a senhora Ministra da Educação; sinal que se sucede a outras decisões judiciais já transitadas em julgado que arrasaram escandalosas acções de Maria de Lurdes Rodrigues.

Só que ela continua a pensar que governa na Coreia do Norte. E tem boas razões para isso enquanto o grande chefe não for removido do pedestal do poder...



Um Anjo...




Não é para aumentar as audiências nem para fazer provocações ou insinuações.

Colocamos aqui a imagem da capa desta revista apenas porque achámos um dos títulos deveras interessante...

Clicar aqui para ver a capa inteira

Polícia socratina?



Já nos habituámos a ver versões muito desencontradas sobre intervenções policiais.

Na dúvida sobre os factos, ficam as imagens aqui.

e uma breve notícia da Lusa:

Agentes da PSP que guardam o Grémio Lisbonense, na Praça do Rossio, intervieram ontem à bastonada atingindo alguns sócios e amigos da associação que se insurgiram contra o despejo ordenado pelo tribunal.
Cerca das 20h00, agentes da PSP que guardam a associação, que hoje foi despejada do primeiro andar de um edifício da baixa pombalina que ocupava há mais de 150 anos, atingiram com cassetetes vários sócios e amigos da instituição que se encontravam nas escadarias de acesso às instalações insurgindo-se contra o despejo ordenado pelo tribunal.
O repórter fotógrafo da agência Lusa Mário Cruz também foi atingido pela polícia na cabeça, nos braços e nas costas.
Estávamos a tentar dialogar mas a polícia bateu indiscriminadamente na cabeça, nas mãos e no pescoço dos vários associados", afirmou à agência Lusa um dos sócios do Grémio Lisbonense, Daniel Melim, que tinha um saco com gelo sobre uma das mãos.




sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Mais um a meter água

Nem o Ministro da Defesa parece escapar à política socratina da verdade. O hábito da mentira, como um vírus, parece transmitir-se a todos os ministros... Mentir no governo de Sócrates já não é defeito. É feitio.


Hoje Os blindados Pandur II que Portugal comprou têm graves problemas técnicos. Metem água pelos periscópios, pelos faróis e pela rampa traseira. O SOL noticiou o facto na última edição, mas o ministro da Defesa desmentiu. Sucede que a notícia era rigorosamente verdadeira, como prova um relatório militar de 29 de Janeiro, que hoje reproduzimos

Trapalhadas 17



Primeiro o conteúdo da notícia: A eficácia do combate à droga parece estar tão bem como a eficácia do combate à corrupção...

Depois o título da notícia, digna de um qualquer Sócrates do jornalismo: Diminuir 100% equivale a passar de 100 para zero. Como é que se passa para menos de zero no número de apreensões de droga?


Uma voz no silêncio...



Quantas vezes o silêncio não é mais ensurdecedor do que uma tempestade. Seja porque no lamaçal da corrupção e do tráfico de influências chafurdam elementos de todos os partidos, seja porque o poder socratino é retaliador e o engenheiro José de Sousa colocou ao seu serviço pessoal e do PS os serviços de informação que apenas deveriam servir o Estado, certo é que este silêncio é demasiado ensurdecedor e intolerável. Ainda assim, «há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não», quaisquer que seja as suas razões.
Manuel Alegre não se revê neste PS. E certamente os Portugueses não se revêem nesta Assembleia da República onde em vez do Povo mandam os partidos e os grupos de interesses que os suportam e engendram.

Guilherme Silva lembra questão levantada pelo PÚBLICO
Deputado do PSD pede que Sócrates dê explicações sobre subsídio de exclusividade
08.02.2008 - 17h07 Lusa, PÚBLICO
O deputado do PSD Guilherme Silva quebrou hoje o silêncio partidário sobre a polémica com o subsídio de exclusividade do ex-deputado José Sócrates, nos anos 90, defendendo que o primeiro-ministro deve explicações à Assembleia da República.

Guilherme Silva afirmou que “o ideal” era o primeiro-ministro ir dar explicações à Comissão da Ética, da Assembleia da República, embora admita que o faça por escrito, dado que “há uma situação nebulosa” quanto ao subsídio de exclusividade que recebeu enquanto deputado.

“Se eu sou deputado e também tenho um escritório aberto e não entra nenhum cliente, azar o meu. Não vou é dizer à Assembleia que quero um subsídio de exclusividade”, argumentou Guilherme Silva, que falou em nome pessoal, sem que tal vincule o PSD.

O PÚBLICO noticiou no sábado passado que José Sócrates acumulou actividades profissionais no sector privado, entre finais de 1988 e princípios de 1992, com as funções de deputado do PS, que exercia em regime de exclusividade.

As explicações dadas pelo actual chefe do Governo e secretário-geral do PS são, para Guilherme Silva, “insuficientes”.

Partidos em silêncio

Na resposta ao PÚBLICO, Sócrates garantiu que, após ser eleito deputado, a sua “actividade privada tornou-se, naturalmente, muito residual, resumindo-se à intervenção pontual em pequenos projectos a pedido de amigos, sem remuneração”.

O primeiro-ministro adiantava que, além de ter declarado todos os rendimentos – de “acerto final de contas”, em 1989, após ter cessado a colaboração com a empresa Sebastião Santos Goulão – na declaração fiscal, comunicou também aos serviços da assembleia esse montante, “para que não fosse aplicado nesse ano, como não foi, o regime de dedicação exclusiva”.

“A Assembleia da República tem uma Comissão da Ética, era aí que deveria dar explicações. O ideal era ir pessoalmente, mas aí a forma é o menos importante. O importante era dar explicações”, afirmou à Lusa Guilherme Silva.

Na sexta-feira passada, o PÚBLICO noticiou que José Sócrates assinou, enquanto engenheiro civil, entre 1980 e 1990, projectos que não eram seus durante os anos 80, posteriormente aprovados pela Câmara da Guarda. Sócrates desmentiu o PÚBLICO, que acusou de “um ataque pessoal e político” por causa dessa “pretensa notícia”.

Nos dias seguintes, os partidos da oposição – PSD, CDS e Bloco de Esquerda – mantiveram silêncio sobre este caso. O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, garantiu que não iria usar as notícias do Público como “armas de arremesso” contra o primeiro-ministro.



Ibéria

Se a socratina prioridade é «Espanha, Espanha, Espanha» e se Zapatero é o melhor amigo de Sócrates, não é estranhável que o aliado britânico tenha encerrado o serviço de emissão de passaportes em Lisboa, transferindo-o para Madrid, correndo já a designação oficial dos consular services for Iberia...

Quem por cá não cuida da sua independência e se comporta como um provinciano serviçal de Madrid não pode depois exigir que os outros, os estrangeiros, nos tomem por coisa diferente do que uma mera região espanhola...



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Trapalhadas 16


Um só já era suficiente para sair trapalhada. Com os dois junto, as trapalhadas sucedem-se.
Há poucos dias numa decisão simultaneamente «preliminar» e definitiva, a nova ponte sobre o Tejo seria construída no eixo Chelas-Barreiro. Hoje, mudando, sem mudar, de posição, foi solicitado ao LNEC um estudo para decidir o local da futura travessia. Com mais uma decisão tomada em cima dos joelhos, parece a muitos entendido no assunto que o tempo previsto para o estudo do LNEC é insuficiente.
Se se passar o mesmo que com o local do novo aeroporto eufemisticamente chamado de Lisboa, a nova ponte, ainda vai ser um túnel, se entretanto Mário Lino ou Sócrates não se lembrarem que talvez uma travessia por ferry boat é mais conveniente para ligar Lisboa ao deserto da margem sul...

Indiferença

Imagem discretamente surripiada aqui.


Mais uma notícia sobre o passado que não passa de José de Sousa, vulgo Sócrates, que passou muito pouco na restante comunicação social.

Não é todos os dias que uma criatura que ocupa o lugar de Primeiro-Ministro merece o destaque de um jornal como o Crime. Mas com o engenheiro Sócrates começa a ser usual.

No entanto, apesar da gravidade dos factos, foi evidente uma grande indiferença que começa a tornar-se um hábito, o que é duplamente grave. Primeiro porque os órgãos de comunicação social ditos de referência têm outras referências e preferem manter as referências que sobre eles faz o poder instituído. Depois porque, tirando os socratinos do costume, já ninguém espera de Sócrates mais do que o que ele nos tem mostrado ser capaz.

Notícia, notícia seria o Presidente da República fazer alguma coisa que não fosse apelar aos portugueses para brincarem ao Carnaval.

Mas os Portugueses estão cada vez mais fartos destas palhaçadas como mostrou um insigne General...

Ataque ao Conservatório Nacional


A senhora Ministra da Educação pode saber muito de engenheiros e de engenharias. Mas sobre educação parece saber muito pouco, a não ser como destruí-la.

Desta vez o ataque é o Conservatório Nacional.



"Manobras de Intimidação"

Manobras de Intimidação
Por Constança Cunha e Sá

«A investigação do PÚBLICO sobre a actividade profissional do eng. Sócrates causou uma viva e estridente indignação entre muitas alminhas que pairam por aí, a grande altitude, indiferentes aos "pequenos pecados" que recheiam o curriculum do primeiro-ministro e a milhas dos jogos mesquinhos que animam esta "campanha pessoal e política". Antes de mais, porque qualquer trabalho jornalístico, digno desse nome, deve incidir sobre os inegáveis méritos que nos oferece o presente e não sobre o longínquo e insignificante passado de quem actualmente nos governa. Dá ideia de que tudo o que se escreva sobre os anos 80 é, como disse o eng. Sócrates, um esforço desesperado de "arqueologia jornalística" que só os obscuros interesses da Sonae conseguem justificar. Em Portugal, ao contrário de outros países mais picuinhas, o passado prescreve rapidamente: um político surge do nada, dependente das circunstâncias e das necessidades do dia. Pouco importa que, na altura, o actual primeiro-ministro já fosse dirigente do PS e deputado na Assembleia da República. E pouco importa também, como é óbvio, que o actual primeiro-ministro possa estar a mentir sobre a autoria dos projectos que assinou ou que aqueles "caixotes" irrepreensíveis tenham sido concebidos por si. O que importa, sim, é assinalar a "campanha" de um jornal que tem o atrevimento de tornar públicas as actividades públicas de uma figura pública. Como é que, depois da "novela do canudo", António Cerejo tem o descaramento de aparecer, agora, com esta "soap opera dos projectos"? Esta, sim, é a pergunta que se impõe. O facto de o Ministério Público ter arquivado o processo da licenciatura do eng. Sócrates sem se dar ao trabalho de explicar como é que apareceu um certificado falso, na Câmara da Covilhã, ou um documento rasurado na Assembleia da República é, para estas impolutas alminhas, um pormenor insignificante em que não vale a pena pensar. É assim que florescem as mais subtis manobras de intimidação.»

Público
7/2/2008



"A casa do emigrante"



A casa do emigrante
por Helena Matos:

Foram anos a libertar-se desse passado em Couvadoude, Rapoula, Valhelhas… e agora as fotografias das casas caíam em plena Lisboa. Quem pode falar de modelo finlandês ou de MIT quando fez projectos para casas de emigrantes em Covadoude? É a estética do poder e não a ética da política aquilo que preocupa Sócrates.

Na verdade Sócrates sabe que os portugueses já viram o que tinham a ver sobre o seu actual primeiro-ministro. As revelações em torno da sua vida académica, a governamentalização da CGD, as trapalhadas da OTA, a aprovação com carácter de urgência do Código de Processo Penal… nada disso indignou verdadeiramente a Pátria. Na verdade fê-la sorrir. E o que Sócrates teme acima de tudo é que esse sorriso, apesar de tudo ainda eivado de indiferença, se transforme em riso algures entre o desdém e a histeria.
E convenhamos que a casinha de Valhelhas tem material estético suficiente para tirar a Sócrates o que ele mais preza: essa espécie de patine que transformou um rapaz esperto da província num líder que diz, sem rir, que se está a fazer História.
Sócrates não ignora que essa espécie de ’sushi gauche ex-caviar’, que para efeitos mediáticos constitui o mundo da cultura e que não o apoiando directamente como fez com Soares também não o hostiliza, transformou o termo emigrante em sinónimo de mau gosto. É óbvio que esse mundo da cultura fala com admiração das canções dos espanhóis e italianos que emigraram para a Argentina, alguns deles adoram até fazer documentários sobre os imigrantes em Portugal, sobretudo se esses imigrantes forem africanos e logo cumprirem o papel-tipo que está reservado aos negros nestes guiões auto-denominados interventivos. Muitos estão dispostos a consumir as versões épicas e xaroposas sobre a emigração irlandesa para os EUA mas jamais concederão o mesmo olhar aos emigrantes portugueses.
Esses homens e mulheres que em meados do século passado partiram em busca duma vida melhor são para eles e para os seus clones de direita uma mácula na paisagem e um grão de areia na engrenagem das ideologias. Para a direita, eles cometeram o erro de não se terem conformado com a pobreza, preferindo a aventura da passagem a salto a uma vida entre courelas, regida pelo princípio “habitualidade”. Para a esquerda os emigrantes cometeram o pecado capital de não ficar à espera que a revolução os libertasse. Libertaram-se eles mesmos e isso nunca lhes foi perdoado. A estas reservas políticas juntaram-se as estéticas quando os emigrantes resolveram exibira sua recente libertação ou melhor dizendo moderna abastança. Nada que nunca se tivesse visto antes: quem não ouviu falar das “casas de brasileiro”? Mas não só os “brasileiros” eram em muito menor número do que estes seus descendentes nos sonhos, como a França, a Alemanha ou o Luxembrugo, ao contrário do que acontece com o Brasil, ficam logo ali. Assim mal chegava o Verão era vê-los a conduzir loucamente carros novinhos em folha, para chegarem mais depressa e logo mais cedo impressionarem a terra a que continuavam a chamar sua, apesar desta nunca lhes ter dado nada. Para amenizar os quilómetros traziam cassettes com canções que referiam romarias, saudades, aldeias e namoros. Por ironia do destino a estes cantares dá-se, com ar perjorativo, a designação de “música de emigrante” enquanto se reserva a expressão “música popular” para o repertório que as élites acham não tanto que o povo cantou mas sobretudo que devia cantar.
As élites tremeram de horror quando, nos anos 60 e 70 do século XX, perceberam que os meninos a quem eles até há pouco davam sapatos velhos movimentavam agora contas bancárias com a mesma destreza com que anos antes manejavam fisgas e “armavam aos pássaros”. Mas o pior de tudo foram e são as casas. Em poucos assuntos haverá mais preconceitos e lugares comuns do que a propósito destas casas. Por estranho que pareça o escândalo não é que José Sócrates com uma formação académica pouco credível tenha colocado assinaturas em projectos que não eram seus mas sim que esses projectos sejam de “casas de emigrantes”.
Creio contudo que se percebe muito melhor Sócrates depois desta investigação do PÚBLICO. Ao olhar para aquelas casas entende-se de que país foge Sócrates. Percebe-se melhor a pidesca ASAE, a obsessão com a facturação dos ginásios e até muita da pesporrência com que fala das e para as pessoas. Cada vez que se lembra Couvadoude, Rapoula e Valhelhas Sócrates deseja mergulhar nesse universo Second Life que constitui a contínua apresentação das medidas governamentais, um universo higienizado, regulamentado nos seus mais pequenos gestos e onde o Estado é uma espécie de grande fiscal do gosto e big brother do fisco.
Infelizmente Sócrates não aprendeu nada humanamente com esta sua experiência profissional. E não por falta de matéria. Ao ler-se a investigação do PÚBLICO encontramos pessoas dispostas a pagar para acelerar os processos perdidos num enredo de entidades licenciadoras - câmara, comissões de coordenação, ministério da Agricultura, Direcção-Geral do Planeamento Urbano - entidades essas que a par de pareceres técnicos vários e contraditórios escrevem palermices como esta: “por se tratar de um prédio muito estreito, resulta inesteticamente feio.” Mas palermices como esta não só podem impedir uma pessoa de fazer a casa que quer como promovem que, em todos os degraus da administração pública, apareça sempre alguém que faz a tal assinatura. Foi isso que Sócrates trouxe de Valhelhas: a noção de que, no Estado, o verdadeiro poder está nas gestão das assinaturas.

Público
6/2/2008

Trapalhadas 15

O Ministério da Justiça mostra-se cada vez mais como não sendo o seu ministério, o do eterno ministro Alberto Costa, que quando Ministro da Administração Interna também pensava que aquele ministério não era o seu.
Não bastando o facto de o Director da PJ emitir opiniões que descredibilizaram a própria PJ, a investigação portuguesa e o País perante o Mundo e especialmente perante a Inglaterra onde o próprio Primeiro-Ministro parece cada vez mais empenhado em estar ao lado dos pais de Maddie, só nos faltava o Ministro da Justiça subscrever as desajeitadas e inapropriadas declarações de Alípio Ribeiro, falando de um processo sobre o qual não deveria falar e do qual não deveria ter conhecimento

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Estatuto dos engenheiros


A senhora Ministra da Educação, que é uma grande especialista no estudo dos engenheiros, como se pode ver pela sua bibliografia abaixo transcrita, quando abandonar as funções governamentais que tão garbosamente exerce, fará bem em realizar um estudo sobre "A visão do engenheiro em Portugal: Antes e depois de Sócrates".

A avaliar por um comentário extraído da Grande Loja, são cada vez mais os engenheiros que em público receiam ostentar o título académico:


Nuno Nasoni disse...

Pela minha parte, como engenheiro que sou (com curso tirado numa Universidade "a sério"), as tropelias do sr. faxeado, e da sua distinta obra, são motivo de vexame.
É que começa a ser difícil as pessoas com quem contactamos disfarçarem um sorriso quando sabem qual a habilitação académica. Quase apetece dizer, como a Mário Lino, "mas inscrito na Ordem"!

12:58 PM, Fevereiro 06, 2008



Algumas das obras de Maria de Lurdes Rodrigues, especialista naquela que já foi uma prestigiada profissão em Portugal...:
  • (no prelo) «O papel social dos engenheiros», em Manuel Heitor (org.) A engenharia em Portugal no Século XX, Lisboa, D. Quixote
  • (no prelo) «As mulheres engenheiras em Portugal», em Ana Cardoso de Matos e Álvaro Ferreira da Silva (orgs.), Engenheiros e Engenharia em Portugal. Séculos XIX e XX, Évora, CIDEHUS/Colibri
  • 2004 «Entre culture française, myte anglais et esprit allemand: genèse de l`enseignement technique au Portugal» em La formation des ingénieursen perspective. Modeles de référence et réseaux de médiation (XIXe et XXe siècles), Rennes, Presses Universitaires de Rennes
  • 2003 «A profissão de engenheiro em Portugal e os desafios colocados pelo Processo de Bolonha», em jornadas O Processo de Bolonha e as Formações em Engenharia, Universidade de Aveiro (difusão em DVD e em http://paco.ua.pt/documentos/?p=Bolonha)
  • 2002 «Engenharia e sociedade: a profissão de engenheiro em Portugal», em José Maria Brandão de Brito (org.), Engenho e Obra, Lisboa, D. Quixote
  • 2002 «A sociedade da informação em Portugal: metodologias de observação», em Indicadores de Ciência y Tecnologia en Iberoamerica, Agenda 2002, Argentina, RICYT
  • 1999 Os Engenheiros em Portugal, Oeiras, Celta
  • 1997«Le génie electrotechnique au Portugal», em Laurence Badel (org.), La Naissance de L´Ingénieur-Électricien. Origines et Développement des Formations Nationales Électrotechniques, Paris, Association pour L'Histoire de l'Electricité en France/PUF
  • 1994 «A situação dos engenheiros em Portugal entre 1972-1991», Organizações & Trabalho, nº 10

Por este andar, não tarda e a palavra engenheiro aparece nos dicionários com um valor semântico mais enriquecido e com significações que nunca antes teve.

E quanto aos professores. Consta que não é fácil os docentes de Filosofia e de História referirem o nome de certo filósofo grego sem ouvirem uma série interminável de impropérios e de gargalhadas.

Ao que isto chegou!...


Um blog a ver e ler

Graças a José Maria Martins, tomei conhecimento deste Blog é de ver e ler:


Enquanto esperamos

Enquanto ansiosamente esperamos para ver se o sistema socratino conseguiu neutralizar o anunciado Crime de amanhã, dedicamos ao Mestre um irónica prosa do jornal do regime que ainda assim não consegue filtar tudo...

DN

SÓCRATES E O LIXO DEBAIXO DO TAPETE


João Miguel Tavares
Jornalista


José Sócrates está tramado. Não há forma de sair airosamente deste novo Civilgate, agora descoberto na Guarda. Se a notícia do Público for verdadeira e ele realmente tiver andado a assinar projectos alheios, é uma tragédia ética. Se a notícia for falsa e aquelas moradias tiverem mesmo saído da sua cabecinha, é uma tragédia estética. Entre o bem e o belo, é natural que Sócrates se agarre ao bem, que é qualidade mais apreciada num político, mas quando olhamos para aquelas fotografias de casas de emigrantes horrendas made by José damos todos graças a Deus de o homem ter optado pela política em detrimento da engenharia.


Entalado entre dois desastres, Sócrates reagiu de forma desastrada. Eu começo a desconfiar que quem assina o boletim de militante socialista deve ser inoculado com algum vírus que o leva a gritar "cabala" sempre que confrontado com factos desagradáveis. Eu tinha o nosso primeiro-ministro em melhor conta. Transformar uma notícia perfeitamente legítima, bem fundamentada e assinada por um dos poucos jornalistas que em Portugal ainda fazem investigação a sério, num "ataque pessoal e político" é uma pouca-vergonha. Se Sócrates entende que se trata de uma calúnia, então apresente factos - e não gritinhos histéricos.

Eu, pelo meu lado, o que gostava de saber não é porque é que o Público persegue José Sócrates - é porque é que o Público, tendo uma notícia deste calibre nas mãos, optou na primeira página por a colocar em rodapé. É que convém estar atento aos detalhes. Para quem não reparou, a manchete do Público na sexta- -feira foi "Democracias fecham os olhos aos abusos das ditaduras, denuncia ONG", o que para além da elegância da formulação é algo de tão original quanto dizer que as galinhas têm penas e que os cães fazem ão-ão. Ou seja, aquela primeira página não mostra que Sócrates é perseguido - mostra, pelo contrário, que Sócrates mete demasiado medo a demasiada gente, como depois se comprovou pelo manto de silêncio que caiu sobre as pessoas envolvidas na notícia. E este silêncio, francamente, começa a cheirar muito mal.

É que por muita tolerância que o povo português tenha para com a pequena trapaça - e tem, e muita -, há sempre um momento em que se esgota o espaço debaixo do tapete: empurra-se o lixo, mas ele já não cabe. Para Sócrates, este pode muito bem vir a ser esse momento. Ao garantir, preto no branco, que todos aqueles projectos são da sua autoria e responsabilidade, ele cometeu um erro estratégico: enterrou-se neste caso até ao pescoço. Agora, se for apanhado, não tem como sair de mansinho. Uma mentira destas nem o padre Melícias consegue absolver.


Socratinice do dia


Se houvesse um prémio "Socratinice do Dia", este ia inteiramente para o deplorável artigo de Mário Crespo, publicado no JN.

A pobreza do argumentário relativista é tão confrangedora que não merece o tempo de qualquer contestação.

Para Mário Crespo, as dificuldades económicas da época tudo justificam, mais o facto de então todos fazerem o mesmo.... incluindo o «academicamente credenciado» José Sócrates..., por acaso o único dos trapaceiros desses anos difíceis que chegou a Primeiro-Ministro..., o que no mínimo deveria fazer alguma diferença.

É que, como ensina o nosso Povo,
«Cesteiro que faz um cesto, faz um cento, dando-lhe verga e tempo»...

E desde então, não tem faltado ao nosso cesteiro nem verga, nem tempo...






Ei-la: a Grande Chefa. Sem comentários...



Maria de Lurdes Rodrigues ha sempre ragione




Educação: Novo decreto publicado ontem
Ministra preside a avaliação

O Conselho Científico para a Avaliação dos Professores (CCAP), o órgão consultivo criado para acompanhar a aplicação do regime de avaliação dos docentes e que o Governo quer ver “dotado de autonomia técnica e científica”, pode, em qualquer uma das suas reuniões, ser liderado pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, ou por um dos seus secretários de Estado.

O decreto regulamentar que define a composição e funcionamento do conselho, ontem publicado em Diário da República, determina que “o membro do Governo responsável pela área da educação pode participar nas reuniões do CCAP, a convite do presidente ou por sua iniciativa, caso em que assume as funções de presidente”.

Na prática, apesar de o decreto sublinhar a necessidade de o conselho científico adoptar “como princípios de actuação a imparcialidade” e “objectividade”, a própria ministra pode, se assim entender, imiscuir-se nas tomadas de decisão desse organismo.

(Correio da Manhã, 6/2/2008)


terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Concordamos

«Nem todas as reformas implementadas ou iniciadas estão a coberto do risco de retrocesso»
Vital Moreira
(Público, 5/1/2008)


Concordamos plenamente com esta afirmação. Portadora de uma validade abstracta, esta asseveração assume na governação socratina o valor de uma verdade opodítica. Para um Primeiro-Ministro que faz ou não faz reformas em função das sondagens e da opinião popular, o rumo da política governativa pode mudar a cada passo e o que ontem era reforma a empreender é hoje firme realidade onde não se deve tocar, especialmente se o perigo de perder as próximas eleições começa a espreitar...




Deserções

À medida que se vai revelando a verdadeira natureza de José de Sousa, vulgo Sócrates, escondida atrás de um estafado discurso vitimizador, o senhor engenheiro, aprendiz de tiranete, vai perdendo apoios, mesmo entre os indefectíveis.

Olhando para trás, Sócrates vê cada vez menos figurantes no grupelho que arrastou consigo na onda de ignaros votantes perdidos na névoa da falta aparente de melhor alternativa.

Aqui mais um abandona o barco do grande timoneiro socialista, ao descobrir, muito tardiamente, "Um passado inconveniente"..., demasiado inconveniente..., especialmente quando o futuro já não se afigura nada promissor...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Trapalhadas 14


Fenprof entregou 1ª providência cautelar contra ministério

A Federação Nacional de Professores entregou esta segunda-feira a primeira de quatro providências cautelares contra o Ministério da Educação. A Fenprof diz que o Ministério está a agir ilegalmente ao exigir uma avaliação de professores sem cumprir os procedimentos necessários. (TSF, 4/2/2008)



Pode ser apenas mais uma manobra sindicalista em defesa de interesses corporativos ou simples agitação contra a mal-amada Ministra da Educação.

Mas decisões judicias contra as trapalhadas desta aduladora da tirania socratina são já várias. Vamos esperar para ver a decisão dos tribunais.

Está bem que os professores sejam rigorosamente avaliados.

Mas convinha, também, que os alunos passassem a ser avaliados por outros processos que não os da ficção e do faz de conta.

E já agora não se perdia nada em que o Ministério da Educação e os seus iluminados fossem avaliados por mais de trinta anos de retumbante sucesso educacional...


No espírito das Novas Oportunidades


A Direcção Nacional da PSP quer desarmar todos os elementos policiais que obtiverem uma média negativa (inferior a dez, numa escala de zero a vinte valores) no Plano de Avaliação e Certificação de Tiro (PACT), em fase experimental desde o início de 2008. No entanto, antes de ponderar o desarmamento a PSP promete trabalhar para dar condições de prática de tiro a todo o efectivo policial. (Correio da Manhã, 4/2/2008)



A Direcção Nacional da PSP está completamente desfasada do espírito das Novas Oportunidades, e arrisca-se a estragar o sucesso estatístico do engenheiro Sócrates.

Certamente todos estes polícias já viram um filme de cowboys ou brincaram ao Carnaval com uma pistola de água. É o suficiente para redigirem uma História de Vida e receberem um diploma socratino sobre tiro com qualquer arma e de qualquer calibre, pelo menos de armas ligeiras.

Modernizem-se senhores da Direcção Nacional da PSP! Os tempos são outros! Se aderirem ao espírito das Novas Oportunidades, os agentes da PSP ainda ficam internacionalmente classificados entre os melhores atiradores da Europa!

E se alguém denunciar que não sabem pegar numa arma, terão o engenheiro em vosso socorro a proclamar que são calúnias e ataques pessoais.








Necrofilia e casamento homossexual...


Vital Moreira, que presidiu à "Comissão de Projectos para as Comemorações do Centenário da República" apoda de Necrofilia a produção editorial acerca do Regicídio.

Será que, em nome da verdade e da transparência, o Decreto-Lei n.º 17/2008 não deveria ter estabelecido entre os objectivos da
Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República o «festejo sectário da vitória do republicanismo maçónico e socialista sobre a infecta monarquia»?

Sua Excelência, o Presidente da República deu um claro aviso a Vital Moreira e a todos os socratinos que querem aproveitar as comemorações para fazerem política partidária:

«As comemorações da fundação da República não devem servir de pretexto para dividir os portugueses em torno de polémicas velhas de décadas, destituídas de sentido no nosso tempo».

«Como é próprio de um regime democrático e pluralista, não cabe ao Estado patrocinar versões oficiais ou oficiosas da História».


Quem não gostou nada da posição do Presidente da República foi a paneleirada nacional que aplaudiu o pensamento de Vital Moreira, segundo o qual «o centenário da República deveria ser inserido no maistream da acção política e governativa até 2010, em tudo o que tenha a ver com a realização do Estado de Direito, com o aprofundamento da democracia e da cidadania, com a coesão social e territorial, com a promoção da igualdade nos planos social, de género».

E não é que desejavam que o centenário da implantação da República fosse o momento adequado para a legalização do casamento homossexual?


De facto, da Rotunda ao Parque Eduardo VII vai só um passinho!...






Cúmulos

Do Cúmulo das Pressas ao Cúmulo das Trapalhadas vai um passinho muito curto.

O Primeiro-Ministro que sempre afirmou que não remodelaria na Praça Pública, parece ter preferido remodelar na Capoeira das Galinhas e por telefone.

E entre dois Pintos Ribeiros, escolheu o Pinto errado, por engano!

O
Galinheiro está, pois, composto por mais um Pinto...

Pinto de Sousa, o Sócrates
Pinto Monteiro
Pinto Ribeiro
Marinho e
Pinto

Piu, piu...


A engenharia dos pareceres

Sobre a engenharia dos pareceres jurídicos graciosos, num país que tem a felicidade de ser governado por um engenheiro que fez engenharia graciosamente, leia-se, verdadeiramente grátis esta prosa do Venerável José da Grande Loja.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Sobre o famigerado "Choque Tecnológico"





Sobre o famigerado "Choque Tecnológico", limitamo-nos a este singelo excerto do Editorial do Diário de Notícias:.


O choque tecnológico que ainda falta acontecer

Nos últimos seis anos, as exportações industriais portuguesas de alta tecnologia representaram apenas 11% das vendas totais ao estrangeiro. E estes números estagnaram nos últimos dois anos.

Post Script: Aguardamos uma carta do senhor Primeiro-Ministro à redacção do DN desmentindo mais esta calúnia e este ataque pessoal... Possivelmente não foi ele que governou nos últimos dois anos... Ou então a culpa foi dos importadores estrangeiros que não importaram mas deveriam ter importado mais tecnologia portuguesa. Ou então alguém está a manipular as estatísticas para atacar o Governo e principalmente o Primeiro-Ministro. Muito provavelmente as exportações de alta tecnologia aumentaram nos últimos dois anos e o editorialista do DN estava equivocado. É mesmo possível que, desde a implementação do Choque Tecnológico, Portugal se tenha transformado no primeiro produtor e exportador mundial de alta tecnologia e nós, por malícia para com o Primeiro-Ministro, não reparámos nisso ou não queremos admitir esta verdade.


De Sócrates, o filósofo grego

Do verdadeiro Sócrates, o filósofo grego, para os ilustres juristas defensores do Sócrates, o político português, mesmo que em nome da mera lógica formal espezinhem os valores elementares da ética política:

«É preciso que os homens bons respeitem as leis más, para que os homens maus respeitem as leis boas».

(Sócrates, o filósofo grego)







Partida de Carnaval...





Não havia corso de Carnaval que não tivesse preparado um carro ou pelo menos um boneco alusivo ao Ministro da Saúde.

Mas o engenheiro José de Sousa pregou-lhes uma boa partida. Quando menos esperavam substituiu o ministro, trocando as voltas aos foliões.

Bela partida de Carnaval.

Cavaco Silva é que não faz aos portugueses partida igual, mas com o Primeiro-Ministro...

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Sócrates "O Filantropo"

Vital Moreira, o mais socratino de todos os socratinos, recorre às suas habilidades jurídicas para declarar "Sem Fundamento" as imputações feitas pelo jornal Público a José Sócrates, argumentando que o regime de exclusividade não é incompatível com actividades não remuneradas.

Nós que somos estúpidos e que nos deixamos iludir por estas argumentações de natureza meramente formal, acreditamos piamente que, além de todas as virtudes já conhecidas, entre as quais as estéticas, José Sócrates é um verdadeiro missionário da engenharia, que trabalhava graciosamente, num meritório e louvável exercício de projectista
pro bono.

E tal gesto é tanto mais admirável quanto não conhecia os beneficiários de tais projectos arquitectónicos graciosos, que também não o conheciam a ele...

Sócrates, tornou-se assim num paradigma da filantropia graças ao génio jurisprudencial e doutrinário de Vital Moreira...

Trapalhadas 13

IUC: Confusão na tributação automóvel:
400 mil pagam por carro que não têm

Cerca de 400 mil contribuintes podem ter de pagar imposto sobre automóveis que já não têm e não utilizam. Trata-se de uma consequência directa do Regime Transitório de Saneamento do Registo Automóvel, anunciado ontem pelo secretário de Estado da Justiça, Tiago Silveira.

(Correio da Manhã, 2/2/2007)

Interrogação de Pacheco Pereira

Interroga-se Pacheco Pereira, no Abrupto:

Será que os senhores jornalistas da televisão (a julgar pelos dois noticiários do almoço que vi sobre esta matéria na RTP e na SIC) não se importam de se preparar um pouco melhor para não fazerem perguntas genéricas ao Primeiro-ministro e receberem respostas genéricas, quando há documentos, datas, declarações, e outro material concreto já publicado que impede exactamente que nos bastemos por essa vaga generalidade?


Modestamente, tentamos responder:

Os senhores jornalistas da televisão prepararam-se e bem. Mas prepararam-se exactamente para fazerem perguntas genéricas ao Primeiro-ministro de modo a receberem respostas genéricas.

E assim cumpriram perfeitamente a sua função!

Para que hão-de eles fazer perguntas embaraçosas ao senhor Primeiro-ministro?

Têm a vidinha para governar e possivelmente os filhinhos para sustentar.

E há que ser fiel ao lema socratino:

«Mais vale um jornalista cobarde com emprego do que um jornalista corajoso despedido»!

Bom jornalismo socratino


Embora já não seja novidade, fica cada vez mais evidente que para o engehneiro José de Sousa, vulgo Sócrates, o bom jornalismo é o que se pratica na Coreia do Norte e que alguns apaniguados fazem na RTP e no DN...


PÚBLICO
Editorial

Jornalismo e política, ética e lei

02.02.2008 - 11h16 :, Direcção Editorial

Quando, em Outubro do ano passado, o jornalista do PÚBLICO enviou ao gabinete do primeiro-ministro um conjunto de oito perguntas sobre o seu trabalho como engenheiro técnico, José Sócrates fez chegar, por mail, ao director do jornal uma mensagem que começava da seguinte forma: “Insiste o jornal que V. Exa. dirige em vasculhar o meu passado em constantes e desesperadas tentativas para descobrir qualquer coisa, mínima que seja, que permita atacar-me pessoal e politicamente. É uma forma de estar na política – mais do que uma forma de estar no jornalismo – que já não passa despercebida a ninguém”.

Referia-se a seguir a um exercício de “arqueologia jornalística” e acrescentava: “Espero que não deixem em branco as décadas de 60 e 70 que, bem exploradas, e com os critérios em voga, ainda poderão render uma ou duas manchetes…” Só depois respondia a parte das questões colocadas. De então até ontem as outras questões enviadas para o gabinete do primeiro-ministro não obtiveram respostas concretas diferentes das que divulgámos ontem e hoje.

Algumas das expressões utilizadas nessa mensagem foram ontem repetidas pelo primeiro-ministro na sua declaração aos jornalistas, praticamente palavra por palavra. A nossa notícia foi apresentada como sendo, “basicamente, um ataque pessoal e político na senda de outros que o PÚBLICO já fez”. A seguir acrescentou que “todos os projectos que assinei na década de 80, há mais de 25 anos, são da minha autoria e da minha responsabilidade”.

Ora acontece que, mesmo que o primeiro- -ministro o repita muitas vezes, o PÚBLICO não está na política: está no jornalismo. E saber se o titular máximo do poder executivo pautou a sua carreira pessoal e profissional por critérios éticos rigorosos faz parte dos deveres de qualquer jornal numa democracia liberal. O PÚBLICO não decidiu perseguir o primeiro-ministro: decidiu verificar se era ou não verdade aquilo que Abílio Curto, antigo autarca socialista da Câmara da Guarda, dissera numa entrevista à Rádio Altitude, isto é, se José Sócrates, durante a década de 80, enviava muitos processos para essa autarquia, sendo que, e citamos, “nem todos os projectos seriam da autoria dele”.

No nosso entender, apurar esses factos não traduz qualquer esforço de “arqueologia jornalística”. Primeiro, porque fora nessa mesma década de 80 que Sócrates deixou de ser apenas um técnico da Câmara da Covilhã para ascender à liderança do PS no distrito de Castelo Branco, sendo depois eleito pela primeira vez deputado em 1987. Ou seja, o PÚBLICO investigou factos ocorridos numa época em que José Sócrates começou a ter responsabilidades políticas. Depois, porque importava saber se era ou não correcto assinar projectos de que não se havia sido autor. Como ontem escrevíamos, o penalista Manuel Costa Andrade, catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, considerou esse comportamento como “uma fraude à lei, embora sem relevância criminal, mas portadora de uma inquestionável carga ética negativa”.

Finalmente porque entendemos que o facto desse tipo de prática ser habitual em muitos municípios isso não o legitima. Sobretudo quando a nossa investigação apurou que alguns dos proprietários dos edifícios cujos projectos foram assinados por José Sócrates indicavam outros autores que, por serem funcionários da Câmara da Guarda, nunca poderiam assinar os projectos pois interviriam no processo de aprovação.

O que está em causa é uma prática que, contornando a lei, faz com que o técnico que elabora o projecto de construção para um cliente particular é o mesmo que depois, no município, o aprova e o fiscaliza. Esta é uma promiscuidade que o presidente da Associação de Engenheiros Técnicos, Augusto Guedes, relaciona com a fuga ao fisco e com a corrupção, considerando, por isso, que devia ser criminalizada.

Estes factos são suficientemente graves para merecerem ser noticiados. Sobre estes factos foram feitas perguntas concretas ao gabinete do primeiro-ministro a que este respondeu de forma genérica. O PÚBLICO editou os testemunhos que recolheu e o desmentido geral do primeiro-ministro, cumprindo todas as regras do bom jornalismo.

O entendimento que o PÚBLICO tem dos seus deveres jornalísticos é o mesmo que tem sido repetidamente adoptado em sentenças do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem: o controlo público das figuras públicas é central na vida política em liberdade. De resto foi também esse o entendimento do nosso Ministério Público quando decidiu arquivar a queixa que o primeiro-ministro fez contra o autor do blogue “Do Portugal Profundo” a propósito do que este publicara sobre as condições em que José Sócrates completou a sua licenciatura.

Escreveu a 10 de Dezembro de 2007 a procuradora-geral adjunta Cândida Almeida: “Quem desempenha funções de órgão de soberania sujeita-se a ver a sua actividade profissional eou institucional sindicada pelos cidadãos”. Poderíamos multiplicar os exemplos de políticos, e até de altos-funcionários, que noutras democracias tiveram de se explicar sobre factos ocorridos décadas antes.

E que foram chamados a explicarem-se não por esses factos configurarem um crime – algo de que nunca o PÚBLICO acusou José Sócrates –, mas sim por terem tido comportamentos eticamente questionáveis. Da mesma forma que um jornalismo incómodo para o poder não faz dos jornalistas políticos, nem tudo o que a lei não criminaliza é ético. Ora, numa democracia e em liberdade, os cidadãos, e os jornalistas, têm o direito de questionar os comportamentos éticos, não apenas de saber se esses comportamentos caem ou não sob alçada da lei. Tal como não estamos na política, também não fazemos parte da máquina judicial.

P.S. Ontem, ao minuto 18 do seu Jornal da Tarde, a RTP abria com a seguinte frase a sua peça sobre o nosso trabalho: “A nova ofensiva do jornal PÚBLICO apresenta-se como uma investigação jornalística a partir de declarações de um antigo presidente da Câmara da Guarda...” Não foi solicitado a qualquer membro da direcção do PÚBLICO que se pronunciasse sobre esta acusação. Será este o bom jornalismo que Sócrates defende?


É Carnaval...




Apelando "à descontracção"

Cavaco Silva recusa comentar notícias sobre o primeiro-ministro

O Presidente da República apelou hoje "à descontracção" e a que "não se fale de política por ser Carnaval", escusando-se a comentar as notícias do PÚBLICO sobre o primeiro-ministro. "É bom que tenhamos agora quatro dias em que não se fala de política para os portugueses não pensarem nisso e os próprios políticos poderem gozar com tranquilidade", disse Cavaco Silva aos jornalistas. (Lusa, 2/2/2008)



Então, Senhor Presidente da República!

Esperemos que a palhaçada dure só mais quatro dias.

Caso contrário, o Povo começa a não gostar deste circo.

E a palhaçada tem limites, especialmente para quem é Presidente da República!




Pensamento aristotélico...





«Sócrates é meu amigo, mas sou mais amigo da verdade».

(Aristóteles)

Questões sem resposta...


Para além das
calúnias e dos ataques pessoais, ficaram três questões por responder:


5 – Os rendimentos auferidos pelo eng. José Sócrates no exercício da sua actividade profissional em regime de profissão liberal foram sempre declarados em sede de imposto sobre o rendimento?

6 – Alguma vez o eng. José Sócrates assinou projectos, memórias descritivas, cálculos de betão ou estimativas de custos de que não fosse de facto o autor?

7 – O eng. José Sócrates alguma vez assinou projectos, memórias descritivas, cálculos de betão, estimativas de custos, declarações de responsabilidade ou termos de responsabilidade relativos a obras projectadas pelos engenheiros Fernando Coutinho Caldeira, António Patrício ou Joaquim Valente?



Nem Sisa, nem ciso...




O homem que não chegou a Primeiro-Ministro por não ter pago a Sisa, às vezes parece não ter ciso ou toma-nos por uma caterva de parvos...

«A aposta na continuidade da equipa governativa, com pequenos ajustes a nível dos secretários de Estado, revela que se privilegiou a estabilidade do elenco e o conhecimento das pastas à tese (muito fantasiada, aliás) do "efeito redentor" das remodelações governamentais».

António Vitorino
(Diário de Notícias, 01-02-2008)


O Gervásio entendeu melhor o que se passou e especialmente o que se vai passar a seguir...



Socratina remodelação





O engenheiro que não faz remodelações na praça pública, que não remodela por pressão de ninguém, que não corta cabeças governamentais por mero tacticismo político, trabalha assim, meticulosamente, planificadamente, curiamente...


Ministros remodelados não queriam sair

Os ex-ministros Correia de Campos e Isabel Pires de Lima não queriam sair do Governo, ao contrário do que foi dito. Campos só pediu a demissão quando percebeu que o primeiro-ministro se preparava para o dispensar, tendo-se antecipado e escrito a carta de renúncia.

José Sócrates apanhou de surpresa Correia de Campos e Isabel Pires de Lima com a notícia de que os ia substituir no Executivo.

O ministro da Saúde, aliás, já estava ‘remodelado’ sem o saber, na segunda-feira de manhã, quando visitou, ao lado do Presidente da República, o laboratório português da Labesfal, em Tondela. E quanto à ministra da Cultura, recebeu o telefonema de Sócrates a chamá-la de urgência a S. Bento quando estava no Porto, e com a agenda cheia para esse dia.

De qualquer modo, foi o ex-ministro da Saúde que precipitou os acontecimentos. Tendo sido informado da intenção do primeiro-
-ministro, terá imposto a saída imediata do Executivo, deixando Sócrates irritado e obrigando-o a uma verdadeira ‘corrida contra o tempo’ – tanto na comunicação ao Presidente da República, como nos convites aos novos ministros e, sobretudo, no telefonema a Isabel Pires de Lima, dizendo que fora finalmente aceite o seu pedido para abandonar funções.

A ‘pressa’ com que tudo teve de ser feito tornou-se evidente, também, quando se percebeu que a remodelação ia ser feita por etapas e não ia ficar pelos dois ministros e pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (Amaral Tomaz), em relação a quem era público, há pelo menos um mês, que ia abandonar funções. O próprio primeiro-ministro anunciou, na posse de Ana Jorge e Pinto Ribeiro, que ia haver mais mudanças.

O pré-aviso de Sócrates

A remodelação já andava a ser pensada por Sócrates há muito tempo. A Amaral Tomaz – que manifestara vontade de sair em Agosto –, pediu para esperar pelo fim da Presidência Portuguesa. E, já com o aproximar do final do ano, começou a sondar nomes alternativos para várias pastas, como a das Obras Públicas. Viana Baptista foi um deles. A falta de alternativas com peso político e técnico, porém, foi atrasando a execução do plano de remodelação, fazendo prolongar a ‘agonia’ de Campos diante da crescente contestação pública. O ministro chegou a ter um conselheiro em comunicação no gabinete, nas últimas semanas, depois de ter pedido ajuda nesse matéria ao próprio Sócrates.

Preocupado com a renovação da maioria absoluta em 2009, e sabendo que a Saúde é uma área sensível, o primeiro-ministro já decidira que teria de remodelar.

(Sol, 1/1/2008)





Trapalhadas 12





Ontem, dia 1 de Fevereiro, comemorou-se o Regicídio.
Curiosamente, falou-se mais do assassinato político do engenheiro José de Sousa, a propósito de mais uma das suas trapaças, do que do assassinato físico do penúltimo rei de Portugal. Sinais dos tempos...

Entretanto, ao mesmo tempo que o poder socratino inviabilizou no Parlamento a aprovação de um
voto de pesar sobre os cem anos do Regicídio, confirma-se mais uma trapalhada socratina a propósito das comemorações do centenário da implantação da República.

Tirar coelhos da cartola é arte sublime do engenheiro José de Sousa. Planificar actividades com calendários consistentes e exequíveis é demasiada engenharia para este especialista em demagogia e manipulação. Não há nem Diploma nem Novas Oportunidades que escondam esta triste realidade. Ainda nem sequer à comissão quando se esgotou o prazo para a dita ter apresentado um programa de comemorações.



Centenários polémicos

Cerimónias do Regicídio e 100 anos da implantação da República geram divisões ao mais alto nível

Ainda faltam dois anos para o centenário da República, mas o acontecimento já ameaça ser polémico. O sinal começou a ser dado com a evocação dos 100 anos do Regicídio.

A própria criação da Comissão do Centenário da República está a revelar-se difícil. Finalmente há decreto, mas ainda não estão escolhidos os seus membros (um presidente e quatro vogais) e o processo já está atrasado.

O decreto que enquadra a criação da Comissão do Centenário foi publicado esta semana. Mais precisamente no dia 29, dois dias antes do prazo inicialmente previsto para que essa comissão apresentasse a sua proposta de comemorações.

O decreto andou quatro meses algures entre a Presidência do Conselho de Ministros e o Palácio de Belém. Aprovado a 3 de Outubro pelo Governo, só foi promulgado pelo Presidente da República no dia 16 deste mês. O PR tem 40 dias para decidir sobre um decreto governamental.

No comunicado do Conselho de Ministros em que o decreto foi aprovado, anunciava-se que a Comissão devia apresentar a sua proposta de comemorações até ao dia 31 de Janeiro de 2008.

(Sol, 1/2/2008)




sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Outra "calúnia"...





Certamente estaremos perante mais um
ataque pessoal e mais uma calúnia do jornal Público...

Entre finais de 1988 e o final de 1991
Sócrates acumulou subsídio de exclusividade como deputado com funções privadas

01.02.2008 - 23h12 José António Cerejo
O ex-deputado José Sócrates recebeu indevidamente um subsídio de exclusividade da Assembleia da República, entre finais de 1988 e princípios de 1992, por acumular as suas funções parlamentares com a actividade profissional de engenheiro técnico, enquanto projectista e como responsável pelo alvará de uma empresa de construção civil. Sócrates nega que tal tenha acontecido, mas diversos documentos por ele assinados confirmam a violação do regime legal de dedicação exclusiva.

Declarando “sob compromisso de honra” que “exerceu as funções de deputado em regime de exclusividade” entre Outubro de 1988 e o final de 1991, o então porta-voz do PS para a área do Ambiente requereu ao presidente da Assembleia da República que lhe fosse pago, relativamente àquele período, um subsídio mensal para despesas de representação reservado aos deputados em dedicação exclusiva. O pedido foi feito em Fevereiro de 1992 porque o processamento do abono em causa, correspondente a 10 por cento do vencimento (100 euros, vinte mil escudos à época), tinha estado congelado desde a publicação da lei que o criou, em Agosto de 1988, devido à existência de dúvidas sobre o conceito de dedicação exclusiva.



A incontrolável atracção pela porcaria...


Portugal Diário (2008/02/01 | 19:18)

Sócrates projecta casa em cima de curral de vacas

Projecto foi assinado quando o primeiro-ministro exercia funções privadas

O primeiro-ministro e ex-ministro do ambiente, José Sócrates, projectou uma casa, enquanto exerceu funções privadas de projectista de edifícios, na década de 80, por cima de um curral de vacas «sem drenagem de esgotos», segundo criticou a arquitecta que apreciou o projecto.


Apenas dois comentários:

Um, jocoso, para dizer que perante casos como este, a autoria dos projectos «é inquestionável»...

Outro, mais sério, para constatar uma evidência. A publicação de notícias como esta mostram como, apesar de todos os seus métodos autocráticos, o poder do senhor engenheiro José de Sousa não é ilimitado, havendo brechas no sistema de controlo socratino da comunicação, que se abrirão cada vez mais à medida que se aproximar o fim da sua infeliz e nefasta presença na chefia do governo
.

O poder socratino tal qual se exerce...

TGV

Oposição quer ouvir Governo sobre alegadas pressões

O PCP, o BE e o CDS-PP querem explicações ao Governo sobre alegadas pressões para que dois técnicos superiores alterassem um parecer sobre os traçados de TGV entre Alcobaça e Pombal. O PSD ainda não se pronunciou sobre o caso.

( TSF, 13:51 / 01 de Fevereiro 08)


O PCP, o Bloco de Esquerda e o CDS-PP pediram, esta sexta-feira, explicações ao Governo a às entidades envolvidas sobre alegadas pressões para que dois técnicos superiores alterassem um parecer que chumbava todos os traçados de TGV entre Alcobaça e Pombal.

Este pedido surge na sequência de a SIC ter avançado, esta quinta-feira, que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro terá afastado compulsivamente da comissão de avaliação do projecto dois técnicos, após terem rejeitado a pressão.

«É urgente que a Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações e a Comissão de Poder Local e Ambiente façam uma audição urgente», levando à Assembleia da República os responsáveis da CCDR do Centro e «os ministros do Ambiente e das Obras Públicas», salientou o comunista Bruno Dias.

Para o deputado do PCP, «é exigível que o Governo e as instituições do Estado esclareçam de uma vez por todas o que está a acontecer e o que vai acontecer num processo que está longe de ser transparente».

A mesma opinião é apresentada por Helena Pinto, do BE, para quem este processo «começa com situações de pressões politicas que não se entendem para que no fundo o traçado previsto pela RAVE seja aquele que a CCDR do Centro acaba por apoiar».

Também para António Carlos Monteiro, do CDS-PP, urge ouvir o ministro do Ambiente, porque é «inaceitável que, em matérias tão sensíveis como a alta velocidade, os funcionários do Ministério do Ambiente sejam colocados na situação de terem que fazer pareceres à medida daquilo que são os interesses das Obras Públicas».

Até ao momento, o PSD, principal partido da oposição, não se pronunciou sobre este caso.

Artista português...






Além de tudo o mais que se possa dizer acerca da irrelevância penal ou da censurabilidade ética, estamos indubitavelmente perante um primor artístico que honra a engenharia e a arquitectura portuguesas, cujo reconhecimento da paternidade nenhum engenheiro ou arquitecto recusaria.

O mais que algumas pessoas mal intencionadas possam dizer não passa de
calúnias e de ataques pessoais.

A arte, a ciência e a técnica da engenharia está-lhe no sangue. Esmagados perante esta vocação transcendental, pode mesmo dizer-se que antes de ser engenheiro já o era... desde o princípio dos tempos...

Quando perdermos o político, Portugal e quiçá o Mundo ganharão decididamente um engenheiro e, porque não, um arquitecto.

Quando o poder Socratino conseguir estender a oferta de diplomas das Novas Oportunidades à universidade portuguesa, nenhum júri recusará a esta história de vida artística um diploma de mestrado ou de doutoramento...




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Acreditar no Pai Natal



Um mês depois da entrada em vigor do diploma que clarifica a taxa de IVA a aplicar aos ginásios, a Secretaria de Estado do Desporto revela que vai ser realizada uma investigação a estes espaços para garantir que não há cartelização no sector, uma vez que a descida do IVA não provocou uma baixa generalizada no preço das mensalidades.

"O Governo tomou a decisão de baixar a taxa do IVA de 21 para 5 por cento com o intuito de ver baixar o preço pago pelo consumidor e não de ver aumentar os lucros dos ginásios", sublinhou o secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, no final de uma reunião realizada hoje com a associação de ginásios AGAP. (Público, 1/2/2008)



Acreditar que depois de baixar o IVA as empresas baixariam o preço dos serviços ao consumidor é tão pueril como acreditar no Pai Natal.

E não é que os socratinos acreditaram mesmo?...

A imperiosidade de o Presidente agir

José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa nunca revelou possuir competência para as altas funções que exerce.

Junta um vazio total de conteúdo a uma forma autocrática de exercício de poder que descredibiliza as instituições.

As notícias que vão chegando mostram graves deficiências de carácter, incompatíveis com a tão apregoada ética republicana.

Talvez não se possa esperar muito de Cavaco Silva que conseguiu habilmente forjar uma imagem de "homem de Estado" que verdadeiramente parece não possuir.

É hora de colocar a sua carreira pessoal atrás do interesse nacional e demitir o Primeiro-Ministro, personagem cuja honestidade levanta sérias dúvidas, senão mesmo incontornáveis certezas.

Depois Do Portugal Profundo e da Grande Loja do Queijo Limiano advogamos aqui a imperiosidade de Cavaco Silva nomear um Governo de iniciativa presidencial.

Temos dúvida se Cavaco Silva terá coragem para o fazer.

Mas não temos dúvidas que é seu indeclinável dever fazê-lo!

A blogosfera mostrou já o seu poder. Cavaco Silva tem de assumir as suas responsabilidades. E a cidadania blogosférica terá de lhe dar a força que lhe falta para tomar a decisão que se impõe, a bem de Portugal!