terça-feira, 15 de julho de 2008

Nova Oportunidade para Sócrates


Estudo da CMVM

Um terço dos investidores em bolsa têm baixo nível de escolaridade

Os dados de um inquérito realizado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) revelam que quase um terço dos investidores portugueses tem, no máximo, a 4ª classe e não dispõe de grandes conhecimentos sobre o funcionamento da bolsa, noticia o 'Diário de Notícias'.

Segundo os dados do Relatório Anual de 2007 da CMVM, avançados pelo 'Diário de Notícias', três em cada 10 investidores só têm quatro ou menos anos de escola, e apenas 24% tem um curso médio ou superior. Em adição, cerca de um terço dos investidores não está activo no mercado de trabalho, sendo muitos destes reformados.

Para a entidade reguladora, citada pelo mesmo jornal, a baixa escolaridade dos investidores "levanta algumas preocupações com o nível de literacia financeira de um número muito significativo de investidores, tanto mais que é geralmente reconhecido que um elevado nível de cultura financeira diminui os (...) erros de comportamento".

Diário Económico
14/07/2008


Quem visitava ou operava na Bolsa de Valores de Lisboa antes das corretoras online e dos sistemas de homebanking, lembra-se bem dos bandos de reformados, donas de casa e taxistas que por ali deambulavam olhando para os terminais das cotações, sobretudo nos períodos de euforia, que coincidem geralmente com o fim do bull market e o início da inversão para o bear market.

Passaram já alguns anos, mas os reformados, taxistas e donas de casa, a que se juntam muitos construtores civis (ex-pedreiros), continuam a investir na bolsa, geralmente comprando no fim da tendência ascendente e só vendendo, a perder, exactamente quando, meses ou anos depois, se inicia a recuperação do mercado.

Ora, José Sócrates tem aqui mais uma oportunidade para as suas miríficas Novas Oportunidades.
Todos estes investidores bolsistas, tarimbados em perder dinheiro com a suas compras e vendas em contra-ciclo (mijando contra o vento, como se diz na gíria dos mercados) são potenciais candidatos ao programa Novas Oportunidades.
Sócrates tem aqui umas centenas ou milhares de candidatos a receberem um dos seus qualificadores diplomas, a bem das estatísticas do desenvolvimento humano.
Basta -los a escrever a sua história de vida, à maneira das Novas Oportunidades, transformando em poucas semanas estes infelizes que só têm a 4.ª Classe em analistas financeiros.
Eis mais uma oportunidade para Sócrates colocar Portugal na vanguarda das qualificações, mesmo que eles, continuando a não entender o que é a tendência do mercado e a não saber interpretar um simples gráfico, prossigam na sua saga de perder dinheiro na bolsa, mas mantenham a esperança de que um dia ainda ganharão...

Alguém que passe a ideia ao Engenheiro. Além do diploma ainda podem levar um portátil a 150 euros, para passarem a negociar pela Internet e contribuírem assim para o famigerado Choque Tecnológico.


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O autor deste texto tem todo o respeito por essa gente humilde que tenta apanhar algumas migalhas que sobram dos lautos banquetes bolsistas onde os grandes especuladores fazem fortunas monumentais.
A jocosidade deste artigo dirige-se não a eles, mas à fraude e demagogia das Novas Oportunidades de José Sócrates que quer dar a todos os portugueses um diploma que vale tanto como o que lhe saiu no pacote da farinha amparo da Universidade Independente: NADA..
Acrescento que se me parte o coração com a multiplicação de certas recomendações de compra que estão a ser feitas ultimamente e a publicitação de targets completamente irrealistas de casas financeiras que apenas pretendem despachar incómodos papéis para as mãos de infelizes como estes, servindo-se dos jornais económicos para enganar impunemente os incautos.






segunda-feira, 14 de julho de 2008

Os imponderáveis políticos que Sócrates não domina



Com a legislatura a chegar ao fim, o país político que José Sócrates encontra não é aquele que planeou

Os imponderáveis políticos que Sócrates não domina e que lhe podem tirar o poder

A um ano de três actos eleitorais que redefinirão quem vai ocupar toda a estrutura do poder político em Portugal, o primeiro-ministro, José Sócrates, encontra-se perante um país diverso daquele que esperava ter ao fim de três anos da sua governação, e que não previu no guião que elaborou para o seu consulado à frente do Governo. O primeiro-ministro tinha tudo desenhado para criar condições de reedição do seu poder absoluto em 2009, mas a realidade é diversa; Sócrates não consegue controlar os imponderáveis que poderão resultar mesmo na sua derrota.

Da forma como o país político evoluir no próximo ano dependerá o futuro de Sócrates, não só no que se refere à sua reeleição como primeiro-ministo, mas também na sua própria candidatura à chefia do Governo. Essa evolução depende de factores internos ao próprio PS e à governação e de factores externos, todos eles incontroláveis pelo primeiro-ministro.

É certo que muito do que de imponderável existe na situação política portuguesa tem pouco que ver com a própria política e até com o país. Ao contrário do que o primeiro-ministro esperava e todos os líderes mundiais previam, a crise económica é uma realidade incontornável. O disparar de preços dos alimentos, os valores exorbitantes que as taxas de juro atingem (com aumentos em média de 100 euros num ano no valor das prestações de pagamento de empréstimos à habitação na ordem dos 100 mil euros), a espiral de preços do petróleo (com empresas a comprarem já barris a mais de 200 dólares para assegurarem o stock do próximo ano) são três factores externos que o Governo não domina, mas que entram como uma onda gigante que destrói a praia que Sócrates estava a preparar para si e para o PS no final da legislatura.

Mas também há factores internos, quer nacionais, quer partidários, que poderão complicar os planos de uma segunda maioria absoluta de Sócrates. Factores que vão desde a nova liderança no PSD, que veio revitalizar a oposição de direita, até ao crescimento da oposição à esquerda, que, por mais que o primeiro-ministro desvalorize, não consegue travar, passando pelos problemas internos do PS, dos quais Manuel Alegre pode até ser o menor.

Isto para não falar sobre a sua relação com o Presidente da República. Quer Sócrates, quer Cavaco Silva têm insistido em fazer passar a imagem de relação cordial, mas esta tem as tensões próprias à natureza do poder de ambos os cargos e à personalidade e convicções dos seus protagonistas.

Será assim um ano de apreensão para José Sócrates e para os restantes actores políticos e cujo desfecho é impossível de prever.

São José Almeida
Público
13/07/2008


Publicidade enganosa


Esta tarde, ao entrar na cozinha, ligo a televisão e vejo na pantalha, sintonizada na TVI, nada mais nada menos que «O Menino de Ouro» nas Tardes da Júlia. Não o próprio Menino de Ouro, certamente muito ocupado nas actividades governativas, mas a sua biografia mais ou menos autorizada e mais ou menos oficial e, claro, a sua biógrafa Eduarda Maio.

Num momento em que a vida pública não corre nada bem ao Dourado Infante, os fartos minutos que a televisão do Grupo Prisa - dirigido em Portugal pelo inefável Pina Moura, camarada de partido do biografado - dedicou ao áureo Primeiro-Ministro, vieram mesmo a calhar. Diríamos «Ouro sobre Azul».

A entrevistadora e a biógrafa passaram em grandes linhas a vida da brilhante figura governamental, remetendo para o campo do rumor a questão da sua homossexualidade e atirando para o esquecimento assuntos essenciais como a forma duvidosa como obteve uma licenciatura na Universidade Independente ou como assinou de favor uma série de projectos arquitectónicos de que os próprios clientes ignoram a autoria e cuja qualidade estética inveja qualquer morador dos musseques de Luanda ou das Favelas do Rio de Janeiro.

Sobressaiu o rosto humano do já sepultado animal feroz, que visita anualmente a terra natal por altura das festas e que muito sofreu com a toxicodependência do irmão, recentemente submetido a um transplante pulmonar.

Nas Tardes da Júlia diariamente há uma rubrica publicitária sobre um livro de saúde que o público indiferenciado sorve como se de publicidade não se tratasse.

A promoção do livro do «Menino de Ouro» não se diferenciou muito dessas peças publicitárias mal dissimuladas dentro do programa de entretenimento para donas de casa. Espera-se é que, em nome da transparência democrática, a publicidade ao biografado, não se faça todos os dias e de forma tão descarada, sobretudo quando o programa é visto por milhões de espectadoras de reduzida cultura e que à falta de capacidade crítica facilmente comem gato por lebre...

O outro livro, sobre plantas, frutos e saúde, se não fizer bem, também não fará mal à saúde dos portugueses.

A publicidade enganosa sobre as virtudes áureas de José Pinto de Sousa, essa pode continuar a causar grande dano à saúde do País...



domingo, 13 de julho de 2008

Coerência socratina



Com a devida vénia ao Almocreve das Petas, recorde-se o que dizia Sócrates sobre o desemprego num debate parlamentar em 2003.

E compare-se com o que se passa hoje...

Para não se desistir da leitura, não se atente à qualidade habitual dos discursos de Sócrates, abaixo de presidente da junta de uma qualquer freguesia rural.

Quando muito, imagine-se aquele jeito afectado e efeminado de falar e gesticular, com a arrogância e altivez própria da sua orgulhosa estirpe...




O estado do sr. Sócrates

[O Orador: José Sócrates] - E a nossa mensagem é muito clara, Sr. Primeiro-Ministro: isto não está a correr bem, Sr. Primeiro-Ministro! Isto não está mesmo a correr nada bem!! Portugal tem hoje mais de 420 000 desempregados. Não se riem agora, Srs. Deputados do PSD?! É verdade!

E já não são só as vítimas habituais! Não! Agora, o desemprego sobe mais entre as pessoas com curso superior e sobe mais entre os jovens!! O drama do primeiro emprego, que marcou boa parte do cavaquismo, está de volta (...) É por isso que, se há uma "imagem de marca" deste Governo, se há uma imagem que marca a governação desta maioria, ela é, sem dúvida, a marca do desemprego. Triste marca!

[Aplausos do PS]

Não, Sr. Primeiro-Ministro! Isto não está a correr bem, isto não está a correr mesmo nada bem! E o que é extraordinário é que, nos debates teóricos sobre a forma de governar, ainda há muito quem pense e teime em afirmar, apesar de tudo, que não vê grandes diferenças na governação do PS e do PSD.

[Vozes do PSD: - Mas há, mas há!]

(...) E esta não é uma subtil diferença, esta não é uma questão política de somenos. Não! Esta é a diferença entre considerar ou não considerar o emprego como a prioridade central da política económica.

[Vozes do PS: - Muito bem!]

E o que temos visto deste Governo é que o emprego já não é um indicador económico valorizado na sua política. Em matéria de desemprego, o Governo só tem tido uma preocupação: por um lado, inventar desculpas, por outro, procurar culpados.

[O Sr. António Costa (PS): - Muito bem!]

E vai logo aos suspeitos do costume: a culpa já foi da "pesada herança", já foi dos sindicatos, já foi das leis laborais e até da Constituição, tendo passado, depois, para a conjuntura internacional (...) Não, Sr. Presidente e Srs. Deputados, a razão para o desemprego é outra: o desemprego aumenta porque a economia se afunda. E aqui, Sr. Primeiro-Ministro, mais uma vez, temos muito que conversar. Portugal ainda há um ano e meio crescia acima da média europeia. Hoje, Portugal é o país da Europa em pior situação económica.

[O Sr. José Magalhães (PS): - Agora não se riem!]

E uma coisa o Sr. Primeiro-Ministro não pode aqui dizer: é que tudo isto era inevitável ou que tudo está a correr como previsto. Não! O Sr. Primeiro-Ministro afirmou aqui, na Assembleia da República, que, consigo, com este Primeiro-Ministro, Portugal iria crescer, cada ano, dois pontos acima da média da União Europeia.

[Vozes do PS: - Exactamente!]

A verdade é que estamos a decrescer dois pontos para baixo da média europeia. E é caso para lhe recordar, Sr. Primeiro-Ministro, o conselho que, noutras circunstâncias, se apressou a dar a outros: não faça mais previsões, Sr. Primeiro-Ministro, nem deixe a Sr.ª Ministra das Finanças fazer mais previsões ..."

[Intervenção de José Sócrates (PS), na Reunião Plenária de 2 de Outubro de 2003, Debate: Estado da Nação]








sábado, 12 de julho de 2008

Método socratino

«Quando toma uma medidinha, o Governo está apenas preocupado com os interesses de um segmento do eleitorado. Uma vez satisfeito esse segmento, o Governo pode dedicar-se a satisfazer o segmento seguinte».

João Miranda
Diário de Notícias
12/07/2008

Lenga-lenga socratina

"A verdade é que, tendo-me deparado com quatro Governos - Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes e Sócrates - este último ganha aos pontos na "lenga-lenga". É preciso paciência...". É assim que Nascimento Rodrigues faz o balanço dos seus oito anos de mandato como Provedor de Justiça, que terminou na passada terça-feira.

Expresso
12/7/2008

Um socratino embrutecido


Já temos tido várias vezes a tentação de denunciar aqui o socratinismo cretinizante de que padece Emídio Rangel.
Não o fizemos antes pelo respeito ao seu problema de saúde, que espero esteja resolvido. Pelo menos não lhe faltam forças - o mesmo não se diga da lucidez - para produzir repetidas loas ao governo socratino.

Desta vez não se perdoa.

Numa rubrica bem cujo título condiz perfeitamente com as alarvidades panegíricas que dedicou a José Pinto de Sousa - Coisas do Circo -, faz esta afirmação que vinda mesmo do circo se afigura uma perfeita palhaçada, a menos que Emídio Rangel tenha ensandecido completamente, o que mudaria a origem do disparate... Um palhaço não diria melhor palhaçada... Ei-la:



Sócrates mostrou ontem no Parlamento que está em forma, tem uma estratégia para enfrentar as dificuldades da crise internacional e coragem inabalável para não deixar que o País se afunde no pessimismo.

Correio da Manhã
12/07/2008


Portugal socratino numa primeira página

Basta entrar na página electrónica do semanário Sol, para se ficar com uma ideia perfeita das sombras negras da governação socratina.


Aqui a imagem da crescente degradação da situação económica das famílias, que Sócrates vai tentando disfarçar como passes de mágica como o Passe Escolar, que não se confunde com o salvo-conduto para as criancinhas passarem todas de ano, que é uma das prendas envenenadas que anda a dar às famílias portuguesas.

Crise
Portugueses andam a levantar fundos de investimento e PPR

Os portugueses estão a levantar 22 milhões de euros por dia dos seus fundos de investimento e planos de poupança reforma.
E também andam a entregar as chaves das casas aos bancos.


Aqui é a trapalhada constante de enganos ou de mentiras.
Estradas
Sócrates enganou-se nas obras e custos

O primeiro-ministro deu informações incorrectas ao Parlamento sobre as novas concessões rodoviárias. José Sócrates afirmou na AR que estavam em causa «1.316km de estradas», mas a verdade é que o Governo já lançou concursos para a concessão de 2.470km.
Sócrates disse ainda que a «grande maioria» desses novos troços de auto-estradas têm portagem, o que também não é rigoroso.
O Presidente da República vai continuar a acompanhar este caso, pois está preocupado com as consequências que as obras podem ter no défice público.



Aqui temos o Far West em que Sócrates vai transformado o jardim à beira-mar plantado, cada vez mais longe da Europa desenvolvida e civilizada

Loures
Novos desacatos com 50 indivíduos no Bairro da Quinta da Fonte

Cinquenta indivíduos envolveram-se hoje, pela segunda vez em menos de 24 horas, num desacato com armas de fogo no Bairro da Quinta da Fonte, no Concelho de Loures, informou o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, que procedeu a detenções no local.


Isto é que se se vê só na entrada.

Quem espreitar essa luz da imprensa portuguesa que é o Correio da Manhã convence-se que «Já chegámos ao Brasil»... como antigamente se dizia jocosamente...

Não tarda que nas favelas do Brasil se diga o mesmo, mas mudando Brasil por Portugal...


sexta-feira, 11 de julho de 2008

Números do "sucesso" socratino

A mesma OCDE que conseguiu fabricar um relatório tão elogioso para o engenheiro apenas há uns dias atrás, que encheu de orgulho o garboso peito do exilado político Ferro Rodrigues, vem agora mostrar uma imagem mais consentânea com a realidade.

Mas não nos iludamos. Mesmo que Sócrates consiga destruir 500.000 postos de trabalho com a sua nefasta polílica enocómico-financeira, ele acabará daqui a um ano por vir propagandear que conseguiu criar 150.000 postos de trabalho, mesmo que ilíquidos. E mesmo assim ainda não se vê como. Talvez a Maria de Lurdes Rodrigues lhe diga para contabilizar 4 vezes os professores repetidamente contratados cada ano ao longo destes quatro anos, mais os contratados temporariamente para substituir professoras de baixa ou em licença de parto... Com esta habilidade cria com certeza os tais 150.000 postos de trabalho...


Taxa de desemprego em Portugal sobe para 7,5% em Maio

A taxa de desemprego em Portugal subiu para 7,5% em Maio, registando o primeiro aumento em quatro meses e continuando acima da média da Zona Euro, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

No quinto mês do ano, a taxa de desemprego portuguesa foi a quarta mais elevada no conjunto dos 30 países da OCDE e voltou a ficar acima da média dos parceiros da moeda única, onde o indicador se manteve nos 7,2%.

No início de Julho, o gabinete de estatística europeu Eurostat já tinha também anunciado uma subida da taxa de desemprego em Portugal, tendência hoje também confirmada pela OCDE.

Diario Económico Online


Runo ao abismo


Se a estatística económica conseguisse enganar a realidade das empresas e das famílias do mesmo modo que a estatística educativa consegue disfarçar a ignorância dos alunos...

Mas a economia não se consegue enganar, e quando falta o dinheiro e o emprego, nem a propaganda nem a mentira mudam a percepção da realidade, a não ser de alguns esquizofrénicos que continuam a pensar que estão a governar Portugal, rodando o volante de um veículo descomandado que perdeu os mecanismos de direcção mas que segue o rumo do abismo...



Só um quarto dos portugueses acha que o país vai na direcção certa

As conclusões do Eurobarómetro da Comissão Europeia mostram que os portugueses estão cada vez mais pessimistas.

As conclusões do Eurobarómetro da Comissão Europeia mostra que os portugueses estão cada vez mais pessimistas.

A mais relevante está no facto de mais de dois terços admitirem que tem dificuldade em pagar as contas. Mas há outras conclusões que mostram que os portugueses estão cada vez mais pessimistas. E são muitas!

Quase dois terços dos portugueses pensam que, no próximo ano, a situação tenderá a piorar no que respeita ao emprego (contra 40% dos europeus), e três em cada cinco que o mesmo sucederá em relação à situação económica em geral (contra metade dos europeus). Apenas 26% dos portugueses pensam que o país segue numa direcção certa: dos 27 países da UE, apenas seis apresentam percentagens inferiores a esta.

Jornal de Negócios

O Mugabe europeu



Se Mugabe tivesse juristas em vez de homens armados de catanas, trabalhava assim para controlar o seu país.

O engenheiro Sócrates, dispondo de um exército de juristas e não tendo catanas, opera deste modo para controlar todo o aparelho de Estado:


Ponto mais polémico resida na figura do secretário-geral de segurança
PS aprova sozinho Lei de Segurança Interna com voto contra de Alegre e oposição


A Lei de Segurança Interna foi hoje aprovada em votação final no Parlamento apenas com os votos do PS, mas dois deputados socialistas - Manuel Alegre e Teresa Alegre Portugal - juntaram-se à oposição no voto contra. Na votação na generalidade, a 8 de Maio, a bancada do PSD e Manuel Alegre tinham optado pela abstenção.

Quanto à votação final global da lei de organização e investigação criminal, a proposta do Governo foi aprovada apenas pelos deputados do PS e teve os votos contra de toda a oposição, do CDS-PP ao Bloco de Esquerda.

O ponto mais polémico da lei de segurança interna reside na figura do secretário-geral de segurança, havendo críticas sobre a alegada interferência deste na área da investigação criminal que é da competência do Ministério Público. As suas funções, que incluíam a coordenação das forças policiais, passam agora a ser delimitadas a situações como ataques a órgãos de soberania, hospitais, prisões e escolas, sistemas de abastecimento de água e electricidade, bem como estradas e transportes colectivos.

No debate na especialidade, o PSD defendeu, a propósito da figura do secretário-geral de segurança, uma separação mais nítida entre a segurança pública e a investigação criminal, enquanto o BE alertou para o perigo para o Estado de direito democrático que representa os poderes atribuídos à nova figura que coordena as polícias.

O Governo e também o PS já vincaram, em diversas ocasiões, que o secretário-geral de segurança não tem acesso a processos em concreto, nem interfere na sua investigação.
11.07.2008 - 14h55 Lusa

Socratinada (quase) perfeita

O mago da Governação estatística conseguiu tirar mais uns coelhos da cartola para intrujar mais uma vez a populaça.

Eis mais uma socratinada (quase) perfeita, "quase" porque alguém reparou no embuste.


A administração central do Estado pode vir a arrecadar mais dinheiro do que aquele que terá de gastar para sustentar as medidas sociais anunciadas

As medidas de combate à crise deverão gerar um ganho orçamental. Feitas as contas, as ajudas na área da habitação, educação e transporte, combinadas com uma nova taxa cobrada às empresas petrolíferas, geram um saldo positivo de cerca de 20 milhões de euros no orçamento gerido pelo Governo. Já as autarquias podem ver as suas contas penalizadas em cerca de 100 milhões de euros. As estimativas são do próprio executivo: o aumento das deduções no IRS dos encargos com juros de empréstimo à habitação pode custar ao Estado 40 milhões de euros, a criação do passe escolar e o alargamento da acção social escolar, um pouco mais de 30 milhões de euros. Já o imposto sobre as petrolíferas deverá render 100 milhões.

Público
11/07/2008



Uma imagem que caracteriza um Primeiro-Ministrom



Errar acontece até aos melhores.

Quando se é completamente ignorante ainda acontece com mais frequência.

Como é possível que o Governo tenha negociado e celebrado um acordo com a Nissan-Renault e nem um dos seus numerosos membros e assessores conhecesse a lei fiscal?

Como é possível?

Com o engenheiro tudo parece possível...

Foi necessário o alerta de uma simples associação cívica para o Governo descobrir o que está na lei.

Para fazer figuras destas é melhor não termos Governo: bastava a Quercus!...




Pedidos esclarecimentos ao primeiro-ministro

Quercus: carros eléctricos estão isentos de imposto automóvel, ao contrário do que disse Sócrates

11.07.2008 - 11h30
Por Lusa

A Quercus exigiu hoje esclarecimentos ao Governo sobre o pagamento de imposto automóvel nos carros eléctricos, dado que a lei já isenta estes veículos, ao contrário do que diz ter sido a ideia passada pelo primeiro-ministro na cerimónia de assinatura do memorando de entendimento entre o Estado e a Renault-Nissan para a comercialização de um veículo com essas características em Portugal a partir de 2011.

Na terça-feira, o primeiro-ministro afirmou que o Executivo iria estudar um modelo fiscal para permitir que os futuros carros eléctricos, sem emissões poluentes, possam pagar menos do actual imposto automóvel.

"Se um carro eléctrico já existisse actualmente, apenas pagaria 30 por cento do imposto automóvel, já que este imposto tem em 70 por cento uma componente ambiental. O Governo está disponível para criar um quadro fiscal ainda mais atraente", disse José Sócrates.

A associação ambientalista considera que "há dois erros na afirmação do primeiro-ministro: a componente ambiental representa 60 por cento e não 70 por cento do cálculo do imposto e um veículo eléctrico está isento dos impostos".

Contactado pela Lusa, fonte oficial do gabinete do primeiro-ministro disse que Sócrates quis valorizar o facto de Portugal ter uma taxa de imposto automóvel "das mais favoráveis da Europa para promover veículos amigos do ambiente".

"Quando se referiu aos 30 por cento de pagamento sobre a cilindrada do imposto automóvel [o primeiro-ministro] estava a referir-se ao caso de se aplicar o regime geral. Mesmo nesse caso, no regime geral, pagaria apenas 30 por cento", defendeu o assessor de imprensa de José Sócrates.

Segundo um comunicado da Quercus enviado hoje à Lusa, "um veículo eléctrico está isento tanto de Imposto sobre Veículos como de Imposto Único de Circulação".

Para esta afirmação os dirigentes ambientalistas basearam-se na lei que cria o Código do Imposto sobre Veículos (antigo imposto automóvel) - de Junho de 2007 -, que refere no artigo 2º que os veículos exclusivamente eléctricos não pagam este imposto.

"Estão excluídos da incidência do imposto os seguintes veículos: Veículos não motorizados, bem como os veículos exclusivamente eléctricos ou movidos a energias não combustíveis", refere o artigo.

No que respeita ao Imposto Único de Circulação, a mesma legislação isenta os "veículos exclusivamente eléctricos ou movidos a energias renováveis não combustíveis" do pagamento dessa taxa.

A Quercus defende que os veículos eléctricos devem continuar nos próximos anos "a merecer um tratamento preferencial", continuando a beneficiar deste regime de isenção.

O gabinete do primeiro-ministro garantiu à Lusa que os veículos eléctricos "não pagam nem passarão a pagar [impostos automóvel e de circulação]".

"Antes pelo contrário. O Governo está empenhado em criar um regime fiscal ainda mais favorável para os veículos eléctricos", afirmou a mesma fonte.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Uma vergonha para os burlões



Apesar de só 20% dos conteúdos do Exame Nacional de Matemática do 9.º ano de escolaridade respeitarem a este ano lectivo (o resto eram conteúdos do 4.º, 6.º e 7.º anos), metade dos alunos continua a ter negativa no Exame.

Isto dá a imagem do valor real dos alunos portugueses e da fraude que o Ministério da Educação impõe aos professores.

Nem com esta burla, Maria de Lurdes Rodrigues conseguiu esconder a mentira que é o sistema educativo.

Nem com um teste feito para alunos do 7.º ano, nem impondo critérios de correcção viciados, nem forçando alguns professores correctores a subirem de níveis 2 para níveis 3, os embusteiros do Ministério da Educação conseguiram melhor do que 50% de negativas.

Os autores da burla deveriam ter vergonha e demitir-se... O País está condenado enquanto o Ministério da Educação se comportar como um bando de falsários que quer fabricar sucesso estatístico à força...


Mais de metade dos alunos tiveram positiva no exame

Negativas na prova de Matemática do nono ano caem quase 40 por cento num ano

10.07.2008 - 21h59 Isabel Leiria

Depois do sucesso no exame nacional de Matemática do 12.º ano, com a média nacional dos alunos internos a disparar para os 14 valores (em 20), agora foram os alunos do 9.º que revelaram uma melhoria muito significativa em relação à prova de 2007. A percentagem de negativas caiu de 72,8 por cento para 44,9 por cento, o que significa que há menos 38,3 por cento de notas negativas face à prova de 2007.

Em comunicado, o Ministério da Educação (ME) sugere algumas explicações para esta evolução. A saber: o “esforço dos professores e alunos” e os “instrumentos de apoio”. “Os alunos que agora fizeram exames trabalharam pelo segundo ano consecutivo no contexto do Plano de Acção para a Matemática”, lembra o ME.

Este programa, estreado em 2006 nas escolas básicas com 2.º e 3.º ciclo, não deu quaisquer frutos em termos de resultados nos exames nacionais no ano passado. Em 2007 aconteceu mesmo o pior resultado de sempre, com quase três em cada quatro alunos a chumbar na prova.

Mas para os professores da disciplina existem outras razões que podem explicar o sucesso deste ano, que se traduz numa duplicação das positivas. Tanto a Associação de Professores de Matemática (APM) como a Sociedade de Professores de Matemática (SPM) consideraram, no dia em que foi conhecida a prova, que o exame tinha sido o mais fácil de sempre (foram estreados em 2005).

“Em todos os casos os conceitos avaliados são simples e testados com exemplos demasiado elementares”, apontou a SPM em comunicado, acrescentando que havia questões que podiam ser resolvidas por alunos do 2.º ciclo e até do 1.º (até ao 4.º ano) e que de fora tinham ficado tópicos “importantes do 9.º”, como equações e polígonos. A APM fez um comentário semelhante e escreveu que, sendo muito provável que os resultados venham a ser melhores face aos dos anos anteriores, tal não significará necessariamente que “existiu uma melhoria nas aprendizagens dos alunos”.

Esta alegada maior facilidade poderá ajudar a explicar o facto de a percentagem de notas de nível 5 (a mais alta) ter subido de 1,4 por cento para 8,3 por cento. As classificações equivalentes a Bom (nível 4) dispararam de oito por cento para 21,4. A que se juntam 25,5 por cento de Satisfaz. Tudo somado, houve mais alunos a ter positiva do que negativa a Matemática. A classificação mais baixa de todas (nível 1), por exemplo, foi atribuída a apenas 3,3 por cento. Em 2007, foram 25 por cento a ter esta nota.

O director do Gabinete de Avaliação Educacional (Gave), organismo responsável pela elaboração das provas, sempre rejeitou estas críticas e alegou que o exame tinha sido “muito claro”, o que fez com que “a leitura fosse mais simples, mesmo quando as questões eram mais complexas”. Além disso, a prova contou com mais meia hora de duração em relação aos anos anteriores.

Em relação ao Português, o número de positivas foi semelhante ao do ano passado: 83,4 por cento contra 86,4 em 2007, com a grande maioria dos alunos a ter notas de 3 e 4.



O Socratinismo tal como se exerce


Governo não respondeu a 90 requerimentos

Obras Públicas bate recorde negativo, deixando 19 requerimentos e 72 perguntas sem resposta

De uma lista publicada pela primeira vez no portal do Parlamento constam todos os requerimentos e perguntas a que o Governo não deu resposta até 30 de Junho: 90 e 550, respectivamente, nos últimos dez meses.

A lista oficial, que não distingue os requerimentos e perguntas dentro do prazo dos que não estão, mostra também os ministros mais e menos cumpridores. O recorde negativo pertence ao ministro das Obras Públicas.

O título de 'campeão das não respostas' aos deputados, com 72 perguntas e 19 requerimentos não respondidos, aparece em altura difícil. É que, esta semana, a nova líder do PSD voltou a acusar o Governo de esconder os relatórios de custos da construção de novas estradas pelo país.

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Agusto Santos Silva, defende o seu colega de Governo, Mário Lino: "O ministro das Obras Públicas é aquele que mais tem ido à comissão responder aos deputados", disse ao JN.

Aliás, o governante rebate os números argumentando com a entrada em vigor do novo regimento da Assembleia da República a 23 de Abril. "À luz do acordo sobre o novo regimento, que estabelece o prazo transitório de 60 dias para o Governo responder ao Parlamento, só podemos contar os requerimentos não respondidos no grupo dos que foram enviados até 30 de Abril e estavam sem resposta a 30 de Junho".

Pelas contas de Santos Silva, o número de não respondidos por parte da Administração Central é 64, num total de 340 requerimentos entrados até 30 de Abril. Ou seja, argumenta Santos Silva "81% foram respondidos e 19% não. Mas vamos fazer melhor".

O ministro acredita que, à luz deste acordo, haverá 26 desses requerimentos que ainda podem ser respondidos dentro do prazo, que em Setembro encolhe para 30 dias.

Ainda assim, na lista oficial do Parlamento - acessível em www.parlamento.pt, e que passa a ser publicada mensalmente - pode concluir-se que 15 requerimentos enviados ao ministério das Finanças e 12 ao ministério do Ambiente não foram respondidos. O mesmo destino tiveram, até à mesma data de 30 de Junho, nove requerimentos dirigidos ao Governo em geral e 11 enviados ao Ministério da Saúde. O maior número de não respostas é a deputados do PSD - 38, e do PS - 35, em parte porque são aqueles que mais requerimentos fazem ao Governo e a organismos públicos. O PCP ficou sem resposta a 11 requerimentos, o CDS-PP a 15 e o BE a oito. Não há registo de não respostas a requerimentos dos Verdes.

Jornal de Notícias
10/7/2008

À atenção do engenheiro e da socióloga


Depois de ensino secundário com formação insuficiente
Ordem dos Engenheiros critica facilitismo para entrar nalguns cursos

O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo, criticou hoje o facilitismo no acesso a alguns cursos de engenharia, após um ensino secundário onde a formação nas áreas da matemática, física e química é insuficiente. Segundo Fernando Santo, devido à falta de formação básica nas áreas de engenharia, "as universidades e os politécnicos têm pela frente um problema".

"Ou mantêm as regras de exigência adequadas às formações e exigências que querem garantir no final dos cursos aos seus alunos - e então terão muitos poucos alunos e estará em causa a sua sobrevivência -, ou têm de abrir as portas para adequar as exigências à falta de formação nivelando por baixo e, infelizmente, é isso o que está a suceder em muitas escolas", afirmou o bastonário, no dia em que foram conhecidas as vagas no ensino superior público para o próximo ano lectivo.

O bastonário realçou, ainda, que no ano passado "apenas quatro Institutos Politécnicos exigiam matemática como cadeira específica" para cursos de engenharia, pelo que "os alunos poderiam entrar nos outros politécnicos sem matemática, porque não era exigida". "É por esta via do facilitismo que estamos a encher o número de vagas, que são desejáveis a nível do país, mas que tem aqui um 'handicap' grave em termos de formação base", realçou.

09.07.2008 - 15h00 Lusa

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Falar e fazer


No seu inveterado modo de ser narcísico e demagogo, Sócrates propagandeou estar entre os pioneiros deste Mundo com a celebração de um memorando com a Renault-Nissan sobre um famigerado carro eléctrico.

Quem o ouvisse pensaria que o carro foi concebido por portugueses e seria construído em Portugal. No fim de contas o Governo limita-se a beneficiar fiscalmente a comercialização desses veículos e a promover um sistema de recargamento das baterias.

Embora seja de louvar o esforço, é bastante pouco para quem se vangloria de pioneirismo.

Enquanto este engenheiro fala, há outros engenheiros que fazem, como os da Revigres que por uma pequenissima razão pessoal me enchem de satisfação, que dedico a alguém que já não pode comemorar este feito...


Revigrés desenvolve tecnologia fotovoltaica inovadora

A Revigrés lidera um consórcio promotor do Solar Tiles, projecto de desenvolvimento de sistemas solares fotovoltaicos em coberturas e revestimentos cerâmicos.

Um projecto tecnologicamente inovador a nível mundial, que vai ser objecto de candidatura ao QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional, e cujo valor do investimento previsto para o desenvolvimento do protótipo é de 1,7 milhões de euros.

De acordo com os promotores, “o desenvolvimento deste novo tipo de produtos cerâmicos multifuncionais, previsto para o período de dois anos, permitirá validar a tecnologia e os processos de produção para rapidamente serem produzidos e colocados no mercado mundial”.

Através de um filme que é depositado nos revestimentos cerâmicos, explica o consórcio promotor, “consegue-se captar a energia emitida pelo sol, armazená-la e transformá-la em energia eléctrica. Tal tem como base uma tecnologia extremamente sofisticada, desenvolvida à escala laboratorial e, por isso, com um custo de investimento muito elevado, o que justificou o recurso ao apoio do QREN”, justifica a mesma fonte.

“Tecnicamente, consiste no desenvolvimento de protótipos funcionais de produtos cerâmicos fotovoltaicos integrados, de elevada eficiência, para o revestimento de edifícios (telhas e revestimentos exteriores de fachada) que incorporem filmes finos fotovoltaicos (da última geração)”, conclui-se. Pretende-se que os protótipos a desenvolver se caracterizem por uma elevada qualidade estética e desempenho técnico.

O consórcio é formado pela Revigrés (promotor) e Dominó, empresas de revestimentos cerâmicos; Coelho da Silva (coberturas cerâmicas); De Viris, Natura e Ambiente (desenvolve e implementa soluções integradas de sustentabilidade ao nível dos recursos água e energia); e entidades do Sistema Científico e Tecnológico Nacional, designadamente CTCV – Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro, INETI – Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Universidade do Minho, CENIMAT – Centro de Investigação em Materiais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e a ADENE – Agência para a Energia.

Jornal de Negócios


segunda-feira, 7 de julho de 2008

Não somos nós que falamos de eleitoralismo...


Depois da Burla dos Exames Nacionais e da vergonhosa entrevista de Maria de Lurdes Rodrigues ao Expresso, só indivíduos de baixa condição moral ainda aceitam estar num grupelho de gente medíocre a que por antonomásia alguns chamam Governo...


SEDES acusa José Sócrates de governar para as eleições

É mais um documento muito duro para o Governo. A Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES) – que em Fevereiro tinha alertado para um “mal-estar difuso” que se “alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional” – vem agora a público, a propósito da discussão do Estado da Nação (quinta-feira, no Parlamento), acusar o executivo de José Sócrates de estar a governar pensando nas eleições de 2009 em vez de na administração do país.

Os membros do Conselho Coordenador da SEDES, no primeiro documento emitido desde que Luís Campos e Cunha lidera a associação (assumiu o cargo em Abril), não têm dúvidas em afirmar que a aproximação das eleições (europeias, autárquicas e legislativas) tem tido “consequências claras e visíveis na vida política portuguesa”. Essas consequências não são positivas. Para a SEDES, depois de três anos “de esforços de estabilização orçamental” e de “várias reformas que exigiram coragem política”, o executivo começa a recuar.

E dá como exemplos a “declaração do fim da crise orçamental”; “a ênfase nos investimentos públicos”; “a cedência à agitação social” e “as recentes baixas de impostos”.

07.07.2008 - 19h51 Luciano Alvarez
Público


Imagem eloquente da Socratinada



Projecto, previsto para Portimão, arrisca-se a ser transferido para Espanha

Demora no licenciamento trava abertura da primeira escola para sobredotados do país

A criação da primeira escola para sobredotados do país, em Portimão, está a ser travada pela demora das autoridades em licenciar o projecto, que corre o risco de ser transferido para Espanha, dizem os mentores.

O projecto foi entregue à Direcção Regional de Educação do Algarve em Fevereiro, mas até agora não houve resposta.

07.07.2008 - 10h57 Lusa


Comentário breve:

Maria de Lurdes Rodrigues e José Sócrates estão mais preocupados em transformar os jovens portugueses em alunos medíocres do que em criar gerações de excelência.
A excelência incomoda os medíocres.

Citação do dia


O país dos efeitos especiais

Este não é um Governo de meninos de ouro. É, quanto muito, de Peter Pans. Não cresce, vive no mundo do faz de conta. Durante algum tempo fez de conta que era reformista. Depois tentou fazer de conta que era conciliador. Agora chega-se à conclusão que é simplesmente um alquimista de ilusões. Os efeitos especiais sempre foram a linha de força deste Governo.

Fernando Sobral
Jornal de Negócios




domingo, 6 de julho de 2008

Desmacarada a demagogia de uma milagreira





A Associação de Professores de Matemática, que tinha destoado das severas críticas que a Sociedade Portuguesa de Matemática fez aos exames nacionais, finalmente reconheceu o óbvio.

O Albino continua a macaquear a Ministra da Educação e a tentar fugir a uma evidência que até um chimpazé consegue captar...


Professores duvidam de "milagre" na Matemática

A Associação de Professores de Matemática não acredita que a melhoria nos resultados dos exames nacionais da disciplina corresponda a uma diferença efectiva na aprendizagem dos alunos. "Acredito que haja um maior empenho das escolas, dos professores, dos alunos, mas uma diferença tão grande não é explicável por isso", diz Rita Bastos, presidente da associação, que não tem dúvidas de que os exames foram "acessíveis".

Por outro lado, os professores também não estão de acordo com a análise da ministra da Educação, que atribuiu a subida a mais trabalho e aos efeitos do Plano de Acção para a Matemática. Até porque o Plano se destina a alunos do ensino básico, até ao 9.º ano, e por isso, "não é possível que estes resultados sejam um reflexo disso", explica Rita Bastos.

Também Manuela Mendonça, da Fenprof, salienta esta "incorrecção" nas razões apresentadas por Maria de Lurdes Rodrigues. Mas vai mais longe e considera o discurso da ministra "demagógico". "Ainda que as medidas implementadas resultassem, e temos muitas dúvidas, não teriam resultados tão expressivos no imediato", diz a dirigente sindical.

"Há a tentativa de criar uma realidade virtual através das estatísticas, que não tem correspondência ao nível da melhoria da aprendizagem", acusa. "São demasiados os indícios de que houve interferências do Ministério para conseguir estes resultados."

Para o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Albino Almeida, é necessário comparar as notas dos exames com as avaliações dos alunos nos último três anos. "Se estiveram em linha com as notas anteriores, ficam mal aqueles que falam de facilitismo, se foram diferentes, então é preciso levar as críticas a sério." Até esse trabalho estar feito, "a Confap não vai alinhar no festival dos que falam em milagres a matemática, nem dos que falam em tragédia a português", diz, salientado que embora se tenha falado de exames mais fáceis, os resultados foram bem diferentes, já que a português pioraram.

Diário de Notícias
6/7/2008


Os Velhos do Restelo

A Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, declarou ontem que os sociais-democratas que criticaram as obras públicas propagandeadas pelo Governo, incluindo o TGV, são "velhos do Restelo".

Hoje o Público noticia:


O Presidente da República espera há dois meses informações que pediu ao primeiro-ministro sobre custos das novas estradas e, farto de esperar, no dia a seguir à entrevista de José Sócrates resolveu passar ao ataque. Cavaco Silva acha que é necessário repensar tudo em matéria de obras públicas e tem dúvidas, por exemplo, em relação ao projecto do TGV. O Governo insiste em levá-las por diante. A chamada cooperação estratégica atravessa o seu pior momento e a tendência é para piorar. Até porque Cavaco entende que uma das suas principais funções como Presidente da República é cumprir o seu dever de fiscalização e considera que, nestes investimentos, o Governo não lhe está a fornecer os dados para efectuar de uma forma correcta essa fiscalização.

O Presidente da República, que já está na casa dos 70 e mora para os lados do Restelo, mais concretamente em Belém, será um desses "Velhos"?

sábado, 5 de julho de 2008

Adivinhem lá

Ontem, a menina Câncio, a suposta namoradinha de José Sócrates, voltou a aproveitar o pasquim onde escreve, que outrora foi um jornal de referências, para atacar Manuela Ferreira Leite.

Quem não se deu à perda de tempo de ler, adivinhe lá qual foi o tema, mais uma vez?

O casamento da paneleirada, pois então.

E por que será esta obsessão com este tema tão caro a certas criaturas que ainda não tiveram a coragem de o assumir frontalmente, rabejando como se faz aos touros para fugir de alguma cornada?...

Alívio


Quando ouvi o engenheiro a discursar após a Cimeira Luso-Marroquina estremeci no momento em que ia anunciar um reforço das comunicações com o Reino de Marrocos.

De repente pensei que era mais um TGV a ligar Lisboa a Rabat.

Felizmente alguém avisou a tempo o engenheiro que apesar de sermos vizinhos de Marrocos há um oceano pelo meio entre os dois Estados.

Mas se a Espanha quer construir um túnel no Estreito de Gibraltar, fica a esperança de que Mário Lino se lembre de outro túnel ou de uma ponte entre o Algarve e o Atlas.

Socratinice do dia (senão do século)...


No blogue dos canhotos - onde escreve o famoso Paulo Pedroso, o tal que será futuro Primeiro-Ministro segundo a proclamação da pitonisa Ana Gomes - pontua uma criatura que dá pelo nome de Rui Pena Pires.

Consta que é companheiro da indescritível Maria de Lurdes Rodrigues. Pelo menos é um afanoso defensor das ruinosas políticas educativas da dita senhora.

Deixamos esta pérola da sua autoria, onde se combina em grandes doses tanta imbecilidade como demagogia:

A acusação de facilitismo é, em rigor, a arma retórica usada por aqueles que reagem à generalização do sucesso como excesso de sucesso, a arma dos que gostariam de reservar para si e para os seus o acesso aos benefícios da educação. A onda do facilitismo é a onda das acusações de facilitismo, uma onda ideológica radicalmente conservadora e elitista.

Uma imagem

Como tudo ou quase foi dito na comunicação social e na blogosfera sobre a fraude dos exames, especialmente em Matemática, não perdemos tempo a bater mais na ceguinha ou na mentirosa.

Uma imagem vale mais do que mil palavras...



sexta-feira, 4 de julho de 2008

O melhor para ele



Para António Pinto de Sousa desejamos o mesmo que para nós e para as nossas famílias: que os médicos, a sorte e Deus (se existir) estejam com ele neste difícil momento.

Quando está em causa a Vida, tudo o resto é secundário.


Interrogação legítima


Por que será que Sócrates e o seu PS dourado têm tanto medo do combate à corrupção?

Por que é que correram para longe com João Cravinho e deitaram para o lixo o seu projecto anti-corrupção?

Por que revelam um afã tão desmedido em controlar a investigação criminal?

Por que tentam manietar o poder judicial?

O que motivará a obsessão de José Sócrates em ter nas suas mãos o aparelho policial e ser ele próprio ou os seus a definirem as prioridades de investigação criminal?

Por que receiam tanto a independência da magistratura judicial e a magistratura do Ministério Público?

Por que têm medo de um PGR e de um Provedor de Justiça que não pertençam à corja socratina?

Será que entre tantos dourados existirá alguma ferrugem?


Pinto Monteiro falou em duplicação de funções com o Ministério Público
Críticas do PGR levam PS a corrigir Conselho de Prevenção da Corrupção
04.07.2008 - 18h24 Lusa

O PS corrigiu hoje o projecto de criação de um Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC), depois de o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, ter criticado a duplicação de funções com o Ministério Público. Antes da votação na especialidade na comissão de Assuntos Constitucionais, a bancada do PS entregou uma proposta para alteração, retirando ao conselho a atribuição de "tratar informações relativas à detecção e à prevenção" da corrupção.

Em vez de "tratar", o conselho tem agora a competência para "organizar informações relativas à prevenção", retirando a palavra "detecção", que esteve na origem das críticas quer do procurador quer da oposição.

A 25 de Junho, ouvido na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, Pinto Monteiro, considerou que o CPC tem um "pendor governamental". O procurador criticou também a duplicação de funções do CPC com o Ministério Público, nomeadamente na recolha e tratamento de informações na detecção de corrupção. A mesma crítica foi feita no dia do debate do projecto socialista em plenário da Assembleia da República, a 19 de Junho, e hoje reiterada através do deputado do CDS-PP Nuno Melo.

Hoje, na hora de votação na especialidade, o PS votou sozinho o diploma, com os votos contra do CDS-PP e abstenção das restantes bancadas.

O debate e votação na especialidade da proposta do Governo sobre o mapa judiciário foram adiados para a próxima semana.

Citações di dia

O chefe do Executivo resolve falar ao País, cumprindo assim a velha praxe de uma aparição anual. A conclusão da entrevista do primeiro-ministro é mais do que óbvia – Portugal é governado por um santo. Aliás, o percurso abençoado de Sócrates fica bem patente na recente biografia e na revelação de um “menino de ouro”. Só um País como Portugal pode confessar tão profunda ingratidão pelo sacríficio, esforço e preocupação de um primeiro-ministro com tão celeste vocação política. Se Portugal se vê confrontado com o resultado de más decisões e com a imagem intolerável do atraso, Sócrates aparece e afirma a perfeição da inocência política. Sócrates é o “menino de ouro” do socialismo moderno e o primeiro-ministro de um Governo cinza, sem talentos, no meio de um País parado à espera de uma hipoteca.

Carlos Marques de Almeida
Diário Económico





Há quem diga que a entrevista [de José Sócrates] à RTP foi um estertor. Não me parece, mas nota-se que muito do que estava cimentado é hoje colado com cuspo. E continua a não haver autocrítica. Nem uma gota.

Nuno Rogeiro
Jornal de Notícias

Socratinadas nas Águas de Portugal


Mesmo nomeando habilidosamente um correlegionário para o Tribunal de Contas, os pareceres deste tribunal não se têm prestado à mentira e à ocultação que Sócrates tanto desejaria.

Ainda assim a corja socratina continua a tentar controlar tudo e todos. Agora parece ser a Provedoria de Justiça que Sócrates quer dominar..



Água 2008-07-04 00:05

Tribunal arrasa gestão da Águas de Portugal

Lucros empolados, explorações ilegais e prémios sem critério para trabalhadores.

Nuno Miguel Silva

O Tribunal de Contas (TC) acusa: “O grupo AdP [Águas de Portugal] foi utilizado como instrumento da política externa do Governo português, tendo sido incentivada a sua expansão pelos mercados onde o Governo desenvolvia acções de cooperação”. Segundo a instituição presidida por Guilherme d’Oliveira Martins, “esta decisão teve fortes impactos negativos para o grupo empresarial traduzidos num sistemático esforço de financiamento e num acumular de resultados económico-financeiros acentuadamente negativos”.

De acordo com a auditoria do TC ao grupo AdP, incidindo nos exercícios de 2003 a 2006, só em 2005 e em 2006 a unidade de negócios internacional da Águas de Portugal registou prejuízos acumulados de 61,4 milhões de euros, tendo sido esta a unidade que mais agravou a situação financeira do grupo liderado por Pedro Cunha Serra desde meados de 2005.

No exercício do contraditório, o presidente da AdP reconhece a situação deficitária da área internacional, mas relembra que desde que iniciou o mandato prosseguiu uma política de alienação dos negócios fora de Portugal, como foram os casos no Brasil, vendidas em 2007, e da redução da posição em Cabo Verde. O TC adverte, contudo, que “esta operação traduziu-se num prejuízo contabilístico de 72,3 milhões”.

Pedro Serra adianta, em resposta às conclusões da auditoria, que está em curso o processo de encerramento da unidade de Timor Leste. Mesmo assim, a AdP mantém ainda uma concessão em Moçambique e contratos de prestação de serviços em Angola e na Argélia. A política de internacionalização da AdP foi iniciada no final da década de 90 do século passado, quando foi seu presidente, entre 1996 e 2002, o actual ministro das Obras Públicas, Mário Lino. A auditoria revela ainda que “nove empresas do grupo AdP procediam, em Dezembro de 2007, à captação de água em 72 locais diferentes sem estarem legalmente autorizadas para o efeito”.

Diário Económico


Desavergonhices do embusteiro


Sócrates talvez não saiba o que é a progressividade fiscal, o mínimo de existência, os escalões contributivos, o regime de isenção. Se não sabe, é ignorante.

Se sabe, tentou enganar mais uma vez os portugueses. Qualquer pessoa pela sua experiência como contribuinte percebia que as suas últimas promessas têm uma eficácia desprezível. Não é necessário ser especialista em Direito Fiscal para ter visto logo que Sócrates estava a mentir outra vez.

Mas o vício do embuste é um vício inveterado. E Sócrates - já se viu - tem a mesma facilidade para falar como tem para mentir e intrujar o Povo.





Primeiro-ministro prometeu apoiar os mais carenciados

Promessas fiscais de José Sócrates para as famílias terão efeitos marginais

04.07.2008 - 08h40 Rosa Soares, Luísa Pinto, Catarina Gomes, Vítor Costa

As promessas do primeiro-ministro de aumentar as deduções fiscais relativas a despesas com habitação e de reduzir as taxas de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) deverão ter um resultado nulo ou pouco significativo nos bolsos dos contribuintes.

Na entrevista dada à RTP na quarta-feira, José Sócrates fez declarações vagas sobre as medidas prometidas e ontem o seu gabinete insistia que os detalhes das propostas só seriam apresentados no próximo dia 10 durante o debate do Estado da Nação no Parlamento. Sócrates insistiu ainda que quer que estas medidas se façam sentir em 2008, algo que só é possível se a legislação for alterada de forma a entrar em vigor ainda este ano.

Nas respostas dadas, o primeiro-ministro acentuou ainda, em diversos momentos, que em relação ao aumento das deduções com os encargos com a habitação pretende beneficiar os “escalões mais baixos” e “as famílias mais carenciadas”, garantindo que o actual limite máximo de dedução, que é de 30 por cento das despesas suportadas, com o limite máximo de 586 euros, até agora igual para todos os escalões, se vai manter inalterado para os agregados com rendimentos mais elevados.

Deduções sem impacto

A consulta das estatísticas de IRS de 2006 e a forma como está redigida a lei fiscal permitem verificar, no entanto, que o aumento que vier a ser concretizado não terá resultados práticos significativos. Por um lado porque, segundo as estatísticas de IRS, em média, as famílias com rendimentos anuais brutos mais baixos já não pagam IRS. Os dados deste imposto referentes a 2006 (os últimos disponíveis) mostram que uma família com rendimento bruto até 5.000 euros (pouco mais de 357 euros mensais considerando 14 salários) pagou pouco mais de 15 euros de imposto. Ou seja, mesmo que o aumento das deduções venha a fazer-se sentir nestas famílias, a poupança nunca ultrapassará este valor anual. No escalão seguinte (entre 5.000 e 10.000 euros) a poupança seria de apenas 49 euros. E mesmo no terceiro escalão, que vai até aos 13.500 euros (pouco mais de 964 euros mensais de salário bruto) a poupança apenas seria 176,34 euros anuais, cerca de 14 euros por mês.

Nestes três escalões, ainda segundo as mesmas estatísticas, encontram-se 2,5 milhões de agregados (ou famílias) de um total de pouco mais de 4,3 milhões de agregados que entregaram a sua declaração de rendimentos naquele ano. Acontece que, ainda segundo as mesmas estatísticas, apenas pouco mais de um milhão de famílias utilizou esta dedução em 2006, tendo deduzido um montante de 447 milhões de euros. Ou seja, mesmo que este milhão de famílias estivesse dentro destes três escalões, a poupança que obteria com o aumento das deduções nunca ultrapassaria os 14 euros mensais.

Mas não são apenas as estatísticas que indiciam que o aumento das deduções terá pouco efeito prático, especialmente sobre os contribuintes de menores rendimentos. A forma como a lei fiscal está feita permite que sejam as famílias de maiores rendimentos a poderem deduzir mais despesas ao seu rendimento bruto. Isto porque a lógica da dedução é a de que o contribuinte vá deduzindo ao seu rendimento bruto várias despesas até ao momento em que já não tenha imposto a pagar ao Estado.

Acontece que no Código do IRS estão previstas nove categorias de despesa que podem ser deduzidas e se, por exemplo, se chegar à terceira categoria e já não haja imposto a pagar, então, as restantes já não se deduzem. Ora, as despesas com encargos com a habitação, são a quinta categoria a deduzir, ficando atrás das despesas de saúde, de educação, entre outras. Ou seja, o aumento desta parcela pouco efeito terá para os contribuintes de menor rendimento.

Quem ganha com o IMI

A segunda promessa feita por José Sócrates, a descida das taxas de IMI, também tem a forte possibilidade de vir a beneficiar poucos contribuintes.

Actualmente existem duas bandas de taxas de IMI. Uma que varia entre 0,2 e 0,5 por cento e que se aplica aos prédios novos ou aos que foram transaccionados a partir de 2003; e outra que varia entre 0,4 e 0,8 por cento e que se aplica aos restantes prédios. Dentro destas bandas cabe a cada município definir qual a taxa a aplicar.

A promessa do primeiro-ministro é de que irá reduzir estas taxas, mas, mais uma vez, a medida poderá não ter grandes efeitos. Primeiro, porque actualmente a lei fiscal isenta do pagamento deste imposto todos as famílias que preencham duas condições: que tenham um rendimento anual inferior a cerca de 10 mil euros e cuja casa não tenha um valor patrimonial superior a cerca de 50 mil euros. Ou seja, por mais mexidas que se faça nas taxas, estes contribuintes não irão sentir qualquer diferença.

Depois, a lei fiscal permite ainda uma outra isenção. As casas cujo valor patrimonial seja inferior a 157.500 euros estão isentas por seis anos e as casas que tenham um valor entre 157.500 e 236.250 euros estão isentas por um período de três anos. Mas estas isenções apenas vigoram desde 2003, ano em que foi introduzida a reforma da tributação do património pela então equipa liderada pela ministra das Finanças Manuela Ferreira leite. Antes disso as isenções (então de Contribuição Autárquica e não de IMI) chegavam aos dez anos para as casas cujo valor não ultrapassasse os 113.492 euros.

Por lógica, os contribuintes de mais baixos rendimentos compram casas de valor mais reduzido pelo que, a grande maioria deles gozam actualmente de isenção de imposto, logo, não sentirão, no imediato, uma redução de taxas.

Assim, apenas beneficiarão de uma redução de taxas os contribuintes que tendo comprado uma casa de baixo valor já saíram do período de isenção e todos os que compraram casas de valor mais elevado e, como tal, não tiveram direito a isenção. Refira-se que, segundo números publicados pelo Jornal de Negócios, 70 por cento das casas transaccionados entre 2004 e Janeiro de 2006 não pagavam IMI, beneficiando de uma qualquer das isenções.

Mas mesmo os contribuintes sem qualquer isenção poderão não sentir qualquer alteração no imposto a pagar, a menos que a redução de taxas seja muito significativa. Isto porque como são as Câmaras Municipais a fixar as taxas, muitas delas já aplicam valores que não são o limite máximo. E analisando os 10 concelhos mais populosos do país, verifica-se que apenas três – Vila Nova de Gaia; Porto e Cascais - aplicam as duas taxas máximas (0,8 e 0,5 por cento). Lisboa, por exemplo, aplica uma taxa de 0,7 e 0,4 por cento. Logo, se o Governo vier a descer os limites máximos para 0,7 e 0,4 por cento, os munícipes de Lisboa não notarão qualquer alteração.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Coisas de um ministro por engano

Afinal, o ministro que chegou a ministro porque o engenheiro confundiu dois homónimos anda por aí, mas só para se mostrar e para mostrar o seu carácter e a sua dignidade...


Ministro da Cultura recusa-se a receber peticionários contra o Acordo

O Ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, cancelou a audiência que o 1.º signatário da petição manifesto em defesa da língua portuguesa contra o acordo ortográfico lhe solicitou em 5 de Junho, para entrega de um dossier de documentação sobre o Acordo Ortográfico, a qual estava marcada para 12 de Junho às 18:30.

Na manhã do próprio dia 12, a audiência foi confirmada em contacto telefónico com o Gabinete do Ministro. Às 15h do dia 12, a audiência foi cancelada sine die, alegando-se compromisso “imprevisto” do Ministro. O mesmo “imprevisto” era afinal a tomada de posse da Comissão Organizadora das Comemorações Oficiais do Centenário da República, a qual teve lugar no Palácio de Belém às 19:00, e a qual estava agendada há semanas.

Aguarda-se o reagendamento da audiência desde dia 12 de Junho.

Em Defesa da Língua Portuguesa Contra o Acordo Ortográfico

Coincidência

Por razões ponderosas e incontornáveis, não vimos nem ouvimos as entrevistas de Manuela Ferreira Leite e de José Sócrates Pinto de Sousa.

Apenas nos pareceu uma estranha coincidência que a RTP arranjasse (em todos os sentidos da palavra) um tempo de antena ou uma putativa entrevista para o Primeiro-Ministro, imediatamente depois da nova dirigente do PSD ter sido entrevistada num canal privado.

Segundo se vê na blogosfera, uma questão dita fracturante colocada a Manuela Ferreira Leite causou inúmeros reflexos críticos. Ignoramos se igual questão terá sido colocada ao seu opositor na emissora oficial do Governo.

Radiografia da Governação Socratina


Medina Carreira deu ontem a alguns portugueses, os poucos que vêm a Sic Notícias, muitas fotografias e uma radiografia da governação socratina: uma governação de mentira e de incompetência.

Quem não viu, veja aqui.


Ele só, Sócrates




"Eu show Sócrates"


O ministro da Agricultura perde a paciência e insinua que a CAP e a CNA albergam extremistas (de esquerda e direita). Os representantes dos agricultores aproveitam o deslize e recusam falar com Jaime Silva. O que faz o primeiro-ministro? Anuncia que é ele quem vai negociar com os agricultores.

Take 1 – O ministro da Agricultura perde a paciência e insinua que a CAP e a CNA albergam extremistas (de esquerda e direita). Os representantes dos agricultores aproveitam o deslize e recusam falar com Jaime Silva. O que faz o primeiro-ministro? Anuncia que é ele quem vai negociar com os agricultores.

Take 2 – O ministro da Ciência não quer dar mais dinheiro às universidades à beira da ruptura financeira. O ministro das Finanças vai mais longe e diz que aquelas universidades têm um problema de gestão (claro como a água…!). O que faz o primeiro-ministro? Manda dizer que ele mesmo se ocupará do dossier “universidades”.

Compreende-se a descoberta tardia (há uns meses estes grupos seriam corridos a pontapé…), por Sócrates, dos seus dotes negociais. Não se compreende é a desautorização de dois ministros (três, se contarmos com Teixeira dos Santos), a quem passou um atestado de menoridade, com consequências previsíveis nos próximos confrontos com o Portugal corporativo.

Estes episódios reforçam a ideia de que Sócrates deixou de navegar com GPS para navegar à vista. Se o primeiro-ministro acha que os ministros não prestam, substitua-os. Porque insistir no “one man show” em que se transformou a sua governação tem riscos. Graves. E se amanhã alguma corporação disser que já não se senta com Sócrates? O primeiro-ministro cede o lugar ao Presidente da República?

Camilo Lourenço
Jornal de Negócios

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Citação do dia


Os sinais de desagregação da autoridade do Estado são bem visíveis e mais frequentes do que imaginamos. Quando um aluno bate num professor, quando se dão tiros num comício em que está presente o primeiro-ministro ou quando um arguido bate num juiz, o que temos é a completa inversão da pirâmide de valores, é o fracasso das estruturas em que assenta o Estado de Direito. Impressiona-me a condescendência de uma cultura que assiste passivamente a tudo isto. Sendo o homem lobo do homem, como disse Hobbes, se a autoridade do Estado não for exercida com responsabilidade e sem transigir na defesa da liberdade e da segurança, acabamos por morrer às mãos uns dos outros. (...)


É óbvio que a falta de respeito pelos juízes e a degradação da sua imagem foram alimentadas por este Governo, numa política de pura e baixa propaganda eleitoral, o que decisivamente contribuiu para estas agressões. Por isso, os juízes não devem aceitar fazer julgamentos em tais condições, até porque têm a obrigação de proteger a segurança e a tranquilidade das pessoas que vão ao tribunal.

Rui Rangel, Juiz desembargador

Correio da Manhã


terça-feira, 1 de julho de 2008

Galeria dos Ministros da Educação


Amanhã, a excelentíssima ministra Maria de Lurdes Rodrigues inaugura a Galeria dos Ministros da Educação, nas instalações do Ministério, na Avenida 5 de Outubro, que reúne as imagens dos ministros desta pasta nos últimos 40 anos, por sinal os mais gloriosos do sistema educativo português.

É graças a muitos deles que um aluno português escreveu esta preciosa redacção.

Alunos destes «têm direito ao sucesso», nas sábias palavras de outra personagem que encerraria muito bem a galeria se num próximo mandato substituísse a especialista em estatística educativa e desconstrução sociológica: a Directora Regional de Educação do Norte.



Redassão: 'O mano'

Quando eu tiver um mano,
vai-se chamar Herrar, porque
Herrar é o mano.

Fim.

O meu menino é d'oiro




O meu menino é d'oiro
É de oiro fino
Não façam caso que é pequenino

Elogio da Indignidade (Sem comentários)





Biografia de Sócrates, «o menino de ouro do PS»

Livro de Eduarda Maio apresentado. Dias Loureiro confessou-se «emocionado» com a leitura

A biografia de José Sócrates, da autoria da jornalista Eduarda Maio, foi apresentada esta segunda-feira para uma plateia que surpreendeu pela ausência de todos os ministros do actual Governo, refere a Lusa.

O ex-ministro e ex-secretário-geral do PSD, Dias Loureiro, discursou durante a sessão de apresentação e revelou que a afectividade do actual primeiro-ministro foi a característica que mais o «emocionou» na leitura do livro «Sócrates - o menino de ouro do PS».

«O lado dos afectos foi dos que mais me emocionou, o seu amor pela sua terra. Estão em Vilar de Maçado os valores que o amarram à vida. Há duas coisas que não podemos escolher: os nossos pais e a terra onde nascemos. Temos a obrigação de respeitar essa herança, amá-la e transmiti-la», afirmou.

Entre elogios de «enorme generosidade», «sensatez», «prudência», «coragem» e «capacidade de liderança», Dias Loureiro classificou Sócrates como um «homem trabalhador» e um «homem de detalhes»: «Só quem está atento aos detalhes pode fazer grandes coisas. Essa é uma característica dos grandes homens».

António Vitorino foi o segundo a discursar e salientou que «Sócrates é o primeiro líder do PS totalmente formado em democracia». «José Sócrates é um político moderno porque é profissional no desempenho da sua actividade. Sócrates focaliza-se nos resultados. Sócrates percebe que nenhuma estratégia fixista pode ter sucesso num mundo em rápida mudança. Mas Sócrates tem um princípio bem fixo: o interesse geral deve prevalecer sobre o interesse particular», declarou.

Título não é elogio ao primeiro-ministro

A sub-directora de informação da Antena 1 Eduarda Maio discursou posteriormente e fez questão de esclarecer a origem do título «Sócrates - o menino de ouro do PS»: «Parece que estamos perante um título que é um elogio ao primeiro-ministro mas esse título é estritamente jornalístico. O título é do Correio da Manhã, nem sequer é meu. Foi retirado de uma notícia sobre bastidores [do PS]. Algumas pessoas que o queriam ver líder do PS falavam dele como menino de ouro».

Na sessão de apresentação da primeira biografia do primeiro-ministro estiveram alguns secretários de Estado, como Fernando Serrasqueiro e José Miguel Medeiros, alguns deputados socialistas, como Maria de Belém, Marques Júnior, Miranda Calha, José Junqueiro e Renato Sampaio, e alguns dirigentes do PS, como José Mota e Rui Oliveira e Costa.


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PS(D) (salvo seja): Coibimo-nos de dizer mais seja o que for sobre Dias Loureiro e Eduarda Maio, além das alusões feitas abaixo...

Grande filho do povo...


É como ver um copo meio cheio ou meio vazio.

Uns vêem o PSD a apanhar o PS.

Outros admiram-se como é que o PS de Sócrates ainda tem tantos eleitores.

Nós limitamo-nos a achar que este povo merece a sorte que tem. Um povo que gerou esta criatura, que a elegeu engandado e que continua a deixar-se enganar, merece Sócrates e ainda pior, se houver pior...

Se as eleições fossem hoje, o PS tinha razões de sobra para se preocupar. O PSD de Manuela Ferreira Leite está mesmo a apanhar o Partido Socialista de José Sócrates.

Os socialistas têm ainda de se preocupar seriamente com o Bloco de Esquerda, que surge com alguma surpresa como a terceira força política portuguesa.

Se as eleições fossem agora o PS ganharia com 36,3% dos votos, mas sem maioria absoluta. O Partido Socialista não garantia também uma grande vantagem sobre o PSD, já com Manuela Ferreira Leite na liderança, os sociais-democratas são a escolha de 34,9% dos portugueses.

A grande surpresa da sondagem TVI/Intercampus é o Bloco de Esquerda, que passa a terceira força política com 13,4% das intenções de voto. O PCP reúne 10,1%, o CDS-PP 4,2 e 1,1% faz outra escolha.

TVI

Percalço na "Carreira de Sócrates"



Presidente polaco recusa assinar Tratado de Lisboa

O presidente polaco recusou assinar o Tratado de Lisboa. Em declarações a um jornal polaco, Lech Kaczynski justificou a sua decisão pelo facto de este documento já não fazer sentido depois do "não" irlandês.

O presidente polaco recusou assinar do Tratado de Lisboa, ao considerar que não faria sentido dar a sua aprovação a um documento já rejeitado pelos eleitores irlandeses em referendo.

Em declarações ao jornal Dziennik, Lech Kaczynski mostrou-se confiante de que União Europeia continuará a funcionar mesmo que não de uma forma ideal, o que não é admirar porque a UE é uma «estrutura complicada»

«É difícil de dizer como acabará toda esta situação. Mas, por outro lado, a afirmação de que não há união sem o tratado não é séria», acrescentou o chefe de Estado da Polónia.

Kaczynski lembrou que foi este mesmo o raciocínio que surgiu na mente dos apoiantes da Constituição Europeia no momento em que esta foi rejeitado por franceses e holandeses em 2005.

TSF




Ou muito nos enganamos ou a "Carreira de Sócrates", pelo menos a europeia, sofreu mais algum percalço.

Sarcozy, de quem a única coisa aproveitável é mesmo a Carla Bruni, teve um início auspicioso de presidência da UE.

Claro que a Comissão Europeia já iniciou as suas manobras chantagistas sobre a Polónia. Com a sua pulhice habitual, talvez tudo se resolva para maior glória e brilho do Menino de Ouro.