quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Abaixo de um ovo


A estudante de 19 anos que está internada, desde domingo, no serviço de Obstetrícia do Hospital de S. Teotónio, em Viseu, após ter abortado na casa de banho da residência da Escola Profissional de Torredeita (EPT), terá utilizado um número indeterminado de comprimidos "Citotec" para o fazer.


Aconselhado para as dores de estômago, mas com um elevado potencial abortivo, o medicamento terá sido oferecido por uma colega a quem a jovem garantiu conhecer os efeitos do produto por, alegadamente, já ter feito cinco abortos nas mesmas circunstâncias.


JN

13/2/2008

Há um ano atrás, os abortistas em defesa da, eufemisticamente, designada IVG, diziam:

- Que ninguém aborta de ânimo leve;
- Que é abortar é muito traumático;
- Que a legalização do aborto iria acabar com o aborto clandestino.

Um ano depois, 3 mulheres por dia são internadas por complicação pós IVG clandestina.

Neste caso, como nos milhares de abortos realizados legal ou ilegalmente, o menos importante é o feto ou o embrião.

Não era o novel Ministro da Cultura que dizia que há um ano, na louca cruzada abortista, repleta de bom-gosto: "um ovo não é igual a um pinto, um ovo não tem os mesmos direitos do que um frango." ?


A veracidade dos argumentos também vale pouco face à realidade do despreso pela vida alheia, especialmente da que não tem qualquer protecção da comunidade e que cai na total disponibilidade dos princípios e valores que nem sempre se possuem.

De facto, a dignidade humana desceu abaixo de um ovo ou do cu de onde saiu...

Ao menos nesta matéria, valemos o que queremos valer...








"Espacinhos"


O ME pretende concentrar algumas disciplinas para reduzir o número de professores a ensinar em cada turma. A governante explicou que um só professor poderá leccionar um conjunto de disciplinas à mesma turma, exemplificando com os casos de Matemática e Ciências ou Língua Portuguesa e Inglês. “O que acontece é que cada um dos espacinhos é preenchido por um professor e é isso que dá lugar à situação de os alunos conhecerem, por exemplo, 16 professores”. A ministra assegurou que não haverá redução do número de docentes. “Se quisermos reduzir, vamos ter de arranjar outros mecanismos”.

Correio da Manhã
13/2/2008

Para quem ainda não tinha percebido, a senhora Ministra da Educação explicou finalmente o que pensa das aulas: são, nas suas próprias palavras «espacinhos».

No passado eram eram espaços de saber, de aprendizagem, de cultura. Agora são «espacinhos», onde as crianças falam e brincam acompanhadas de umas pessoas odiosas, para ela, que ocupam os tempos livros das criancinhas.
E assim sendo, para quê ter dezasseis ou catorze ou doze indivíduos a tomar conta das criancinhas se podemos ter só metade?
Quem ensina português também ensina inglês técnico.
E quem ensina Matemática também ensina Ciências Naturais.
Se é só para ocupar o tempo das criancinhas, talvez bastassem umas mulheres a dias a ganharem o salário mínimo em vez de estar a contratar professores.

Depois arranjam-se as Novas Oportunidades e uma qualquer universidade independente. Em último caso pode comprar-se um pacote de Farinha Amparo. Pode ser que saia um diploma de engenheiro.


Trapalhadas 20

Governo adia de novo cobrança do imposto de circulação

Nas bases de dados do fisco faltam mais de meio milhão de carros O Governo vai adiar a cobrança mensal do imposto único de circulação - o ex-imposto de selo - durante os próximos meses, à semelhança do que aconteceu à matriculas de Janeiro, quando foi prorrogado o prazo de cobrança do imposto até 25 de Fevereiro. É que nas bases de dados dos registos automóveis, usados pelo Fisco, calcula-se que faltem mais de meio milhão de veículos, existem milhares de veículos sem proprietários, para além de dezenas de milhares com propriedade desactualizada.

Diário de Notícias
13/2/2008

Regresso à medievalidade


O País socratino não pára de regredir.
Em matéria de serviços de correio muitas localidades portuguesas estão a voltar aos tempos anteriores à criação dos Correios-Mores do Reino.

E um dos responsáveis-mores pela vergonhosa situação é somente um vizinho do lado que esporadicamente vai blogando na Cosa Nostra do PS socratino nos intervalos do precioso tempo que gasta a preparar os CTT para a matança: para a sua futura privatização, depois de emagrecido com a eliminação das funções sociais que desempenha, levando correio a quem não vive nas cidades... Gostaríamos de ver Vital Moreira a incluir esta temática nos seus forjados panegíricos à política social socratina...


População sem correio. Numa localidade dos arredores de Barcelos as cartas são levantadas na mercearia


Agências de empregos

Ministra diz que municípios vão poder gerir contratação e colocação de professores

13.02.2008 - 09h16 Lusa


O Governo vai dar às autarquias a possibilidade de gerirem a contratação e colocação de professores, disponibilizando-se para contratualizar com os municípios interessados a transferência dessa competência, anunciou a ministra da Educação, numa entrevista à agência Lusa.

"O diploma prevê essa possibilidade. Havendo escolas e havendo autarquias disponíveis para essa experiência, o Ministério da Educação (ME) contratualizará os termos em que essa transferência pode ser feita", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues, explicando que está em causa "tudo o que respeita ao recrutamento, gestão e colocação de professores".



O poder socratino é especialista na contratação de professores; de certos professores universitários que se transformam em propagandistas do Governo, mas agora também de professores do Ensino Básico.

Os resultados têm sido bons e passarão a ser melhores.

Certos concursos que eram feitos a nível das extintas coordenações das áreas educativas passaram a ser feitos pelas próprias escolas. E quantos não têm sido os concursos feitos por medida, que por mero acaso parecem desenhados para Fulana A ou para Fulana B.

Também se alterou um mecanismo para substituição temporária dos professores que apesar de causar um intervalo de tempo de algumas semanas em que os alunos ficam sem aulas, tem a sábia virtude de fazer constar nas estatísticas que dois professores conseguiram colocação em vez de um só, mesmo que seja só estatísticamente e que isso prejudique os alunos. Nas concelhias do PS alguns professores alertaram para o problema, mas explicaram-lhe que politicamente essa era a melhor solução...

Só faltava mesmo passar a contratação de professores para as autarquias, o mesmo é dizer para as concelhias do PS e do PSD...


terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Saldos socratinos

Afinal não foi uma conhecida imobiliária espanhola que inventou os saldos no mercado imobiliário.

Sócrates tinha inventado primeiro. Quem perdeu foram os portugueses. Mas isso já é normal...

Estado vendeu imóveis a desconto

ultrapassando limite legal

O Estado vendeu imóveis a desconto em 2006, ultrapassando o limite estabelecido pela lei para as vendas a pronto pagamento, o que custou mais de 32 milhões de euros ao erário público, concluiu o Tribunal de Contas.


Jornal de Negócios com Lusa




O Estado vendeu imóveis a desconto em 2006, ultrapassando o limite estabelecido pela lei para as vendas a pronto pagamento, o que custou mais de 32 milhões de euros ao erário público, concluiu o Tribunal de Contas.

Na apresentação do parecer da Conta Geral do Estado de 2006 na Comissão de Orçamento e Finanças, o juiz conselheiro Raul Esteves disse que nesse ano foram vendidos imóveis no valor de 216 milhões de euros.

O Tribunal de Contas verificou que "foram concedidos descontos superiores a dois por cento de pronto pagamento permitidos por lei" nas vendas de imóveis do Estado feitas em 2006, as quais impuseram uma redução da receita de 32,2 milhões de euros aos cofres públicos.

O Tribunal de Contas está impedido de se pronunciar sobre o conjunto do património imobiliário do Estado português, porque não existe um inventário dos imóveis e porque os mapas contabilísticos desse património continuam a não integrar a Conta Geral do Estado, nota ainda o Tribunal presidido por Oliveira Martins.

Jornal de Negócios

12/2/2008




Socratinice do dia II

E a socratinice do dia vai para o ministro António Costa, agora em comissão de serviço na Câmara Municipal de Lisboa:

António Costa nomeou, em Janeiro, dois directores e quatro chefes de divisão para cargos no Urbanismo que não existem no organograma da Câmara de Lisboa. «Todas as decisões destes dirigentes são nulas», alerta a vereadora social-democrata Margarida Saavedra.
Sol
12/2/2008



Descaramento




O PS anda nervoso com as denúncias contra a corrupção. E isso nota-se tanto entre os socratinos como entre o que não alinham muito com o Governo socratino...

Se este figurão não tivesse a colossal fortuna que tem dificilmente compatível com as actividades profissionais que desenvolveu ao longo da sua vida, e se Rui Mateus não tivesse escrito "
Contos Proibidos – Memórias de um PS Desconhecido", até pensaríamos que Mário Soares era um cristalino modelo de político impoluto.


Na última semana houve dois alertas fortíssimos contra a corrupção que está a corroer a sociedade portuguesa e o prestígio do Estado: o do gen. Garcia Leandro, que disse sentir crescer uma grande indignação popular contra casos sucessivos de corrupção, que são conhecidos, murmurados, insinuados, mas não investigados, a ponto de temer uma explosão incontrolada da ira popular; e o do novo bastonário da Ordem dos Advogados, dr. Marinho Pinto, que disse conhecer casos de tráfico de influência escandalosos e negócios suspeitos entre políticos, de sucessivos governos, empresas e empresários que actuam em Portugal. Trata-se de benesses e de concessão de favores que são "recompensados", depois, por chorudos lugares de gestão nessas mesmas empresas. E de negócios e empreendimentos milionários que implicam favores do Estado e concessões das autarquias, que se sobre- põem às regras públicas do ordenamento do território com o pretexto de potencial interesse nacional (PIN).

O grave é que tudo se passe na maior impunidade, sem que as instituições do Ministério Público, policiais e de controlo investiguem os rumores que circulam ou, se o fazem, as investigações não são divulgadas para terem, ao menos, a consequente sanção moral.

Mário Soares
Diário de Notícias
12/2/2008




Frase do dia

Socratinice do dia I


O mais socratino dos ideólogos do socratinismo, apoiando uma cretinice de José Eduardo Agualusa, advoga a imediata ratificação do novel Acordo Ortográfico, que não sendo socratino na origem, faria a glória de um qualquer José de Sousa.

Quem conhece Angola sabe bem que os angolanos são pouco favoráveis a alinhar com o Brasil e com brasileirismos. Por um lado, porque não lhes agrada o expansionismo brasileiro que se quer afirmar quase como um neocolonialismo substitutivo de uma alegado colonialismo português. Por outro lado e principalmente, porque o angolano analfabeto tem um linguajar semelhante ao que se fala no Brasil, facto que repugna ao angolano culto que dá uma indiscutível preferência ao falar e ao escrever de Portugal para se distinguir dos infelizes dos pés descalços incultos que não se distinguem dos favelados do outro lado do mar...

Esta é a realidade.

Pode haver e há vários diferendos entre Angola e Portugal. Este da ortografia não parece que seja um deles.

Quanto aos argumentos para a ratificação socratina desta cretinice, valem tanto como muitos outros argumentos devidos ao Grande Mestre Engenheiro Projectista e aos seus fiéis seguidores e aduladores...

Sem exagero se pode asseverar que estas normas ortográficas farão à língua portuguesa o que certo estilo arquitectónico faz à nossa paisagem: a desfiguração total...


Coincidências

Claro que o poder executivo é independente do poder judicial. Claro que a decisão é de um tribunal e não do Governo.

Mas depois de sabermos que a polícia passou a visitar as sedes dos sindicatos nas vésperas das manifestações e que os serviços de informação passaram a vigiar sindicalistas e manifestantes, ficamos desconfiados com tantas coincidências.


Primeira sentença por manifestação ilegal pós-Abril A 16 de Janeiro deste ano, João Serpa fica a saber que nas instalações do Sindicato da Construção Civil do Sul tinha sido entregue uma notificação para se apresentar no Tribunal de Oeiras no dia seguinte. Não sabia do que se tratava.

Quando chegou ao Tribunal de Oeiras apercebeu-se de que ia ser presente a julgamento, acusado de ter participado numa manifestação ilegal de trabalhadores da Pereira da Costa, em Janeiro de 2005, um caso que pensava estar encerrado há muito tempo. Assim, sem ter sido notificado ao longo de meses, sem ter levado consigo testemunhas, nem tão- -pouco um advogado contratado, João Serpa teve a defendê-lo um advogado oficioso. Acabou condenado.

A 24 de Janeiro, quando foi lida a sentença - 75 dias de prisão remíveis a multa - já tinha consigo cerca de 50 trabalhadores da Pereira da Costa, seus colegas numa empresa de construção que em 2005 acumulava salários em atraso, e em relação à qual estava nomeado um gestor judicial, pois tinha sido requerida a falência da unidade.

(...)

Publicada em 29 de Agosto de 1974, pouco depois da Revolução do 25 de Abril, e até hoje nunca revista, a legitimidade da lei é contestada por constitucionalistas como Jorge Miranda, que já expressou a opinião de que aquela legislação já não está de acordo com a lei fundamental de 1976. Durante muitos anos, o certo é que as autoridades normalmente não actuavam, situação que se alterou a partir de 2002 com particular incidência nos distritos e Lisboa e de Braga.

Diário de Notícias
12/2/2008


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Honoris Causa...


Não há Primeiro-Ministro ou Presidente da República que se livre de receber pelo menos um doutoramento Honoris Causa.

Cavaco Silva está hoje a receber um em Espanha, país campeão em oferecer títulos a personalidades portuguesas por razões que só os beneficiários não entendem ou não querem entender...

Quanto a José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, qual será a universidade do mundo que tem a coragem ou a falta de vergonha de lhe oferecer um doutoramento Honoris Causa.

Vamos esperar para ver...

Se se concedessem doutoramentos
opprobrium causa, não lhe faltariam títulos...


O anticorporativismo dos novos corporativistas?

O aparelho público usa os seus poderes para controlar, não para servir o público. O Governo Sócrates não é socialista, reformador ou sequer maçon. É só corporativo.

João César das Neves
Diário de Notícias
11/2/2008



domingo, 10 de fevereiro de 2008

«Forte e feio»


Está difícil, pá!

A realidade é cada vez mais negra para os cidadãos que não são políticos, não roubam multibancos e recusam ser corruptos

O mês de Janeiro não foi nada fácil para o senhor presidente do Conselho, José Sócrates. Longe vão os tempos felizes da Presidência da União Europeia, das cimeiras, muitas, dos tratados, dos abraços, das assinaturas com pompa e circunstância, do “porreiro, pá”. De regresso à vidinha deste sítio cada vez mais deprimido, cada vez mais perigoso e cada vez mais mal frequentado, o senhor presidente do Conselho teve algumas surpresas desagradáveis e é de novo o protagonista principal de mais uma série de trapalhadas. Depois da licenciatura em Engenharia Civil na extinta Universidade Independente, surgem agora os extraordinários projectos assinados pelo engenheiro técnico José Sócrates e as dúvidas sobre a legalidade do subsídio de exclusividade a que os senhores deputados, coitados, têm direito para representarem na Assembleia da República os eleitores que ainda votam de quatro em quatro anos em listas partidárias que valem o que valem. Isto é, valem cada vez menos, uma vez que os eleitos se estão literalmente nas tintas para quem lhes deu o voto, suspendem e renunciam aos mandatos e vão tratar das suas vidinhas sempre que lhes aparece uma oportunidade de negócio, um emprego bem remunerado no Estado ou no sector privado. Seja como for, o senhor Presidente do Conselho andou em Janeiro numa roda- -viva, entre remodelações mais ou menos pífias, confusões entre ministros e secretários de Estado e as trapalhadas profissionais da sua vida de engenheiro técnico. Mas o que interessa verdadeiramente, que passa ao lado dos grandes noticiários e que a propaganda governamental tenta atirar todos os dias para o lixo, é a situação desgraçada em que se encontra o sítio e o pessimismo crescente dos indígenas que teimosamente ainda vivem e trabalham nesta choldra. Os dados que a propaganda tenta apagar dos noticiários falam por si. O desemprego é o terceiro mais elevado dos 27 países da União Europeia e o índice de confiança dos consumidores voltou a registar uma forte queda no mês de Janeiro, atingindo o nível mais baixo desde Setembro de 2005.

O discurso estafado do senhor presidente do Conselho sobre as culpas dos outros no mau estado do sítio esgotou-se de uma vez por todas. Três anos depois de ter chegado ao poder, o senhor engenheiro técnico projectista, mais tarde engenheiro civil, começa a viver dias difíceis. A propaganda começa a ser insuficiente para esconder uma realidade cada vez mais negra e cada vez mais insuportável para os cidadãos que não são políticos, não roubam multibancos e recusam ser corruptos.

António Ribeiro Ferreira, Jornalista
Correio da Manhã
10/2/2008



À atenção do Governo socratino

É bem provável que também ajude a evitar arrogâncias e autoritarismos governamentais, pelo que se recomenda aos ministros mais achaqueados por estas patologias neuróticas. Deixa-se a notícia ao cuidado da novel Ministra da Saúde, que antes de tentar implementar a receita no nosso SNS fará bem em recomendar aos membros do seu Governo. Melhora a disposição e previne complexos de perseguição acompanhados pela obsessão da calúnia e do ataque pessoal.





Sexo é o melhor remédio, dizem os britânicos

O Reino Unido está a promover o sexo como uma alternativa ao ginásio enquanto arma na luta contra a obesidade e como panaceia para problemas cardíacos, problemas ósseos e até para as rugas


A campanha foi lançada no site do Serviço Nacional de Saúde (SNS) do Reino Unido e incentiva os cidadãos a terem mais sexo.

A ideia é levar os britânicos a ter mais actividade física, sobretudo aqueles que não têm tempo de ir ao ginásio ou de correr no parque. Para esses, a solução está em casa, debaixo dos lençóis, diz o SNS.

As relações sexuais são apontadas como uma actividade que leva o organismo a produzir endorfinas, substância natural que tem efeitos benéficos a nível da prevenção dos problemas do coração, mas também para os ossos, a pele, os músculos e até para o cabelo, segundo defende o SNS.

Especialistas contactados pelo jornal The Guardian dizem que tais afirmações não são erradas, mas que não têm fundamento científico. No entanto, a direcção do SNS reafirmou junto do mesmo jornal as vantagens do sexo, que diz ser também um remédio contra as dores de cabeça e as constipações.

SOL

"Português técnico"

Compraz-se uma vez mais Vital Moreira com a extraordinária obra socratina, agora a propósito de uma prova de recrutamento de professores.

Nada a opor a que o Ministério da Educação faça provas para seleccionar os professores que admite ao seu serviço.

Só há um pequeno
pormenor...
Visa essa prova excluir os candidatos ao ofício de professor que não sabem escrever correctamente em língua portuguesa, por mero acaso sem nenhuma importância, a sua língua materna, a língua em que estudaram pelo menos 16 anos...

Esses candidatos têm uma licenciatura, que certamente foi obtida sem o favor decorrente de serem secretários de estado...

E esses candidatos, portadores de uma licenciatura, em grande parte conferida por universidades públicas, não sabem escrever correctamente em língua portuguesa...

Mas o que andará o Ministério da Educação a fazer há 30 ou 40 anos? Em afincada campanha de ANAlfabetização do País? Parece que tem conseguido bons frutos dessa missão!...

Sócrates e a sua Ministra da Educação só são responsáveis pelos últimos três anos, ainda incompletos. Mas fizeram alguma coisa para que os licenciados do futuro saiam das universidades portuguesas sabendo ler e escrever?

Nada, absolutamente nada!
Para agravar a situação ainda adoptaram à força o sistema bolonhês de produção de licenciados de aviário.

Há trinta anos, fazia-se uma prova na 4.ª Classe para seleccionar quem sabia ler e escrever em língua portuguesa.

O que Sócrates - um modelo acabado do aluno selecto e aplicado - propõe é que ao fim de 16 anos de estudos (sem contar as repetências) os licenciados sejam submetidos a uma prova para eliminar os que não sabem escrever português.

É bastante pouco!
Mas é o melhor que Sócrates e a sua Ministra da Educação tem a propor ao seu imbecilizado país...

E o futuro será ainda mais radioso quando o novo sistema de avaliação dos professores começar a produzir efeitos...

Não é preciso fazer um desenho para se perceberem as consequências que terá na qualidade da educação o facto de um dos elementos da avaliação dos docentes ser o sucesso estatístico dos seus alunos, não aferido por qualquer avaliação externa e independente...

Pelo menos para Sócrates e para a sua Ministra da Educação não é preciso fazer um desenho. Eles conhecem bem o resultado futuro deste sistema. Foi exactamente para isso que o estabeleceram...

Os suculentos frutos desta política apenas serão colhidos quando já estiverem reformados. E para eles ainda chegará o dinheiro amealhado à conta dos tansos que votaram neles. O pior vai ser depois...

Mas os outros que se lixem! Estes chicos-espertos, entretanto, governaram bem a vida!...




Trapalhadas19


De facto, a arrogância e a incompetência são mesmo duas irmãs gémeas e inseparáveis:

Decisão depois de reunião com Conselho das Escolas
Ministério da Educação alarga margem de manobra para avaliação de professores
PÚBLICO 10.02.2008 - 09h09 Bárbara Simões
As datas para que as classificações dos professores sejam expressas mantêm-se, mas a maneira como cada escola irá organizar-se para cumprir essa avaliação poderá ser mais flexível e não obedecer aos prazos intermédios previstos. A decisão foi ontem anunciada pelo Ministério da Educação (ME).

"Vamos dar às escolas liberdade de se organizar, desde que respeitem os objectivos decisivos", disse ao PÚBLICO o secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, depois de uma reunião com a direcção do Conselho das Escolas (órgão consultivo do ME que representa todos os estabelecimentos de ensino).

Nas datas das classificações - o final deste ano lectivo para os professores contratados e o do próximo para os outros - "não há qualquer adiamento", mantém Jorge Pedreira. Pelo meio é que será possível gerir etapas, sempre que as escolas "fundamentarem a impossibilidade que têm de cumprir" metas calendarizadas.

Para o próximo dia 25, por exemplo, estava marcado o fim do prazo para os estabelecimentos de ensino aprovarem as grelhas de avaliação e definirem o que será mais valorizado em cada parâmetro.

Para os docentes, a esperança na suspensão dos procedimentos em curso nas escolas, no âmbito deste modelo de avaliação dos professores, foi reforçada, na sexta-feira, pelo Tribunal Administrativo de Lisboa, que aceitou a providência cautelar, interposta por um sindicato (o Sindep), para adiamento da avaliação do desempenho dos professores. Os sindicatos têm defendido que não há condições para avançar com a avaliação no ano lectivo em curso.

A suspeita de ilegalidade que motivou a acção do Sindicato Independente e Democrático dos Professores (Sindep) tem a ver com um despacho do secretário de Estado Jorge Pedreira. Na antiga inspectora-geral da Educação, Conceição Castro Ramos, foram delegadas competências para emitir recomendações atribuídas por lei ao Conselho Científico para a Avaliação dos Professores, ainda por constituir.


Um mapa não socratino da Ibéra

Para os iberistas e socratinos e a propósito dos posts escritos mais abaixo, deixamos um mapa do que deveria ser a Ibéria do futuro, roubado ao Egitanense.



Falta-lhe Gibraltar e Andorra, mas não lhe falta o principal...
Ceuta e Melilla já estão onde deverão estar...



sábado, 9 de fevereiro de 2008

Alegre e Cavaco

Não sabemos se por trás da mediana inteligência do engenheiro José de Sousa se esconde suficiente argúcia e maquiavelismo para ter percebido que a vitória de Cavaco seria a melhor garantia para se manter no poder, impedindo com a extemporânea candidatura de Mário Soares uma eventual vitória de Manuel Alegre.

Se não planeou a situação que veio a concretizar-se nas eleições presidenciais, o acaso da história bafejou-o abundantemente, mostrando que o ditado popular muitas vezes não se aplica, a avaliar pelo rol interminável de casos em que vemos a sorte a proteger os débeis e os medíocres.

Sócrates não encontraria melhor padrinho e protector do que Cavaco que dele não se diferencia tanto quanto parece, descontadas das trapaças e indignidades da vida privada do actual Primeiro-Ministro. Une-os o vazio de ideias e a confrangedora ausência de um projecto nacional para além do controlo do défice e da obsessão pela carreira pessoal que Cavaco disfarça perfeitamente na bem urdida aparência do Homem de Estado que não se vislumbra em Sócrates nem que o envernizem com litros de mentira, de propaganda e de demagogia.

Com Manuel Alegre na Presidência da República talvez esta carnavalada socratino-cavaquiana terminasse mais cedo ou ao menos se dissimulasse com alguma aparência de decoro.

Os que votaram em Cavaco apenas para derrotar um desertor e traidor da Pátria não têm motivos para se penitenciar. Mas os que votaram em Cavaco por convicção começam a achar que compraram «gato por lebre» (expressão que quem tem memória da história financeira do País sabe como se aplica tão perfeitamente ao Senhor Presidente da República)... «Gato por lebre»...






Alegre preparado para desafios fora das fronteiras do PS

09.02.2008 - 20h34 Lusa

O deputado e ex-candidato presidencial Manuel Alegre afirma-se preparado para enfrentar desafios fora do Partido Socialista, deixando em aberto a possibilidade de “ir às urnas no país”.

"Não me desafiem para coisas que é perigoso desafiar-me. Não me desafiem para eleições de secretariado, ou para congressos. Eu já fui a um congresso do Partido Socialista e sei como é”, afirmou Manuel Alegre, num recado à liderança da sua formação política. “Se me desafiam para combates dessa natureza, eu respondo: vou às urnas, mas no país. Irei às urnas no país”, avisou.

O deputado do PS falava à margem de um encontro de “reflexão” que hoje juntou cerca de duas centenas de militantes socialistas num hotel de Lisboa. Os efeitos das políticas do Governo de José Sócrates e o actual momento do PS formaram o prato principal.

O ex-candidato presidencial pretende instituir uma corrente de opinião no seio do PS, força política que diz estar em crise e excessivamente controlada pelo Executivo.

“O partido está muito governamentalizado. Tudo começa e acaba no Governo. E portanto, como eu disse, há um buraco negro na esquerda, na democracia dentro do próprio partido”, sustentou.

Iberíades


O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Gilberto Madaíl, sugeriu à Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) a possibilidade de Portugal e Espanha organizarem conjuntamente o Campeonato do Mundo de 2018.

A revelação da proposta apresentada pela FPF junto do organismo homólogo espanhol foi avançada este sábado pelo próprio presidente da RFEF à entrada para o I Fórum do Futebol, a decorrer no Centro Nacional de Exposições, em Santarém.

“O presidente da FPF falou-me nessa possibilidade e eu não o contestei”, disse Angel Maria Villar, acrescentando aos jornalistas que o questionaram sobre a aceitação da proposta: “Se não contestei é porque estou a pensar".


Apenas para o jornalista que escreveu a notícia, posta a circular em toda a comunicação social portuguesa, como não estudou "espanhol técnico" fica a informação de que o que Angel Maria Villar quis dizer foi que "não respondeu". Enquanto a língua portuguesa existir, "contestar" em "espanhol" e "responder" em português são duas coisas diferentes...

Quanto à ideia de uma organização conjunta de um mundial de futebol, por parte de Portugal e Espanha, fica a certeza de que Sócrates, a criatura cuja prioridade é «Espanha, Espanha, Espanha», não teria melhor ideia, que o iberista Mário Lino aplaudirá certamente, pelo menos depois de pedir um parecer ao LNEC...

Para terminar, fica uma convicção: A presidência de Madahil à frente da FPF parece-se cada vez mais com a governação socratina. Por muito maus que sejam os seus servidores, continuam em funções. Tão firmes como os incompetentes Mário Lino e Alberto Costa no Governo, está Scolari à frente da selecção nacional. Tão teimoso como Sócrates e tão incapaz como ele, não se percebe como Madahil mantém no cargo Scolari, mesmo depois de uma assunção de incompetência como esta:

Luiz Felipe Scolari reconheceu este sábado que Portugal tem bons jogadores, mas não uma boa equipa. (Portugal Diário, 9/2/2008)



E de quem é a culpa?
Com uma inutilidade como Scolari, como haveria a selecção nacional de saber funcionar como equipa?

Sócrates, Madahil e Scolari, cada um no seu posto, formam uma excelente tripla, um notável trípico à incompetência e ao desperdício das capacidades nacionais.

Como ensinou o Prícipe Perfeito: «O fraco rei faz fraca a forte gente».

Continuem todos, que o País vai bem pelo vosso caminho!.

Quanto à organização desse putativo mundial, se a Espanha tiver interesse em organizá-lo precisa para alguma coisa da ajuda desta gente que apetece apelidar como um bando de cretinos (ofensa em que não caímos aqui)?

A Espanha só aceitará uma organização conjunta se isso servir ao seu projecto iberista. Mas tal projecto, tirando a Sócrates e a Mário Lino - dois iberistas, um não assumido e outro convicto -, interessa verdadeiramente aos Portugueses?