Face Oculta
Justiça
A PT terá assumido em 2007 o controlo da Taguspark com o apoio do presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, do Governo e de Armando Vara.
Segundo revela a edição de hoje do "Público", o plano para controlar a Taguspark já vinha de 2006, sendo que o principal intermediário neste processo foi Rui Pedro Soares, que renunciou recentemente ao seu cargo na Portugal Telecom por causa das escutas do caso Face Oculta.
O "Público" noticia que nessa altura, este responsável ter-se-á aproveitado de desentendimentos entre Isaltino Morais e o então presidente da Taguspark, Nuno Vasconcelos.
A saída deste responsável terá sido proposta várias vezes ao Conselho de Administração, mas até Março de 2007, as tentativas de Rui Pedro Soares nunca terão sido bem sucedidas, porque o ministro Mariano Gago se opunha.
Mas há cerca de três anos, essa oposição desapareceu, tendo a anterior administração sido destituída e substituída por outra, liderada por Américo Thomati, próxima de Isaltino e do Governo.
O "Correio da Manhã" por sua vez, afirma que Rui Pedro Soares terá tentado controlar a empresa em 2008, mas foi impedido por Isaltino. O próprio presidente da Câmara de Oeiras disse anteontem que tinha travado os planos da PT, versão que alegadamente contraria a informação do "Público", que terá tido acesso às actas das reunião do Conselho de Administração da Taguspark.
Jornal de Negócios Online
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Como fica claro, o Tagus Park seria um instrumento de financiamento de diversas actividades socratinas e de pagamento de vários peseteiros
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
O Encornado também fazia «exame prévio»...
Director do JN diz que Granadeiro pedia conhecimento prévio de notícias sobre PT
23.02.2010 - 19:33 Por Lusa
O director do "Jornal de Notícias" garantiu hoje que a administração do título não intervém na política editorial mas admitiu que o anterior administrador pedia para ter conhecimento prévio das notícias sobre a empresa.
Público
Pinto, Pinto , Pinto & Cândida
Bastonário dos Advogados defende escutas a polícias para combater violações do segredo de justiça
Proposta de Cândida Almeida sobre escutas a magistrados abre polémica nos meios judiciais
23.02.2010 - 12:55 Por Paula Torres de Carvalho
A possibilidade de magistrados virem a ser alvo de escutas telefónicas para melhor combater o crime de violação do segredo de justiça, defendida, ontem, pela coordenadora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, em entrevista ao Jornal de Negócios, lançou a polémica nos meios judiciais. No entanto, poucos se manifestaram disponíveis para comentar as declarações daquela magistrada.
O sr. Almeida Santos (de quem os espoliados de Moçambique sabem interessantes histórias dignas de um José Sócrates), já há vários dias avisou que não conseguem provar nada, nem na 1.ª, nem na 2.ª, nem na 3.ª, nem na 4.ª nem na 5.ª e já vamos na sexta.
A amiga do dito já fez transpirar que não conseguirá obter provas para acusar o Chefe Máximo.
Não varrer imediatamente a procuradoria-geral da república sucato-bananeira e a comissão de avençados do PS que finge que anda a investigar e a fazer acção penal é garantir ao Chefe Máximo que poderá continuar impunemente a fazer todo o tipo de trapaças e a tratar como parvos os Portugueses...
Convém ir treinado, especialmente se este PGR for mandado guardar porcos
Sócrates fala como se fosse um "arguido"
Na entrevista de ontem, José Sócrates enterrou-se ainda mais: falou como se fosse um "arguido" (que tem direito ao silêncio), e não como um primeiro-ministro (que tem o dever de sair do silêncio).
I. Ricardo Costa tem razão: José Sócrates está a confundir o caso PT/TVI com o caso Freeport. O caso Freeport é um caso judicial, mas o caso PT/TVI é um caso político. E a estratégia que José Sócrates usou para o primeiro não pode ser usada para o segundo. No caso Freeport, as críticas devem ser dirigidas à justiça. Os factos que existem não são suficientes para atacar José Sócrates. E as explicações do primeiro-ministro, até ver, foram suficientes. O ónus está com a justiça. Mas no caso PT/TVI o ónus está com José Sócrates.
II. O caso PT/TVI é um problema político, que requer uma resposta política. Que ainda não tivemos. Ontem, na entrevista a Miguel Sousa Tavares, o primeiro-ministro voltou a confundir as coisas. No caso Freeport, José Sócrates tem o direito ao silêncio. No caso TVI/PT, José Sócrates não pode - como fez ontem - refugiar-se no silêncio, nas respostas evasivas ou na lengalenga da conversa privada.
III. José Sócrates falou como se fosse um "arguido" de um processo judicial; seguiu às riscas as instruções do seu advogado , refugiando-se num formalismo legal que não tem justificação (sobretudo para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem ). Sócrates falou como se Miguel Sousa Tavares fosse um magistrado, e não um jornalista. E isto é um absurdo. José Sócrates não é um "arguido", é o primeiro-ministro, e tem de falar como a franqueza de um primeiro-ministro.
IV. Além de revelar uma fraqueza política nunca vista, esta conversa de "arguido" revela imensas contradições internas no discurso de José Sócrates. Um exemplo: Sócrates diz que, "por princípio", não fala sobre coisas que violam o segredo de justiça, mas, depois, usa as violações do segredo de justiça que lhe são "favoráveis" (despacho do PGR). Ou seja, Sócrates não invoca o "respeito pelo segredo de justiça" por convicção, mas por mera conveniência.
Henrique Raposo (www.expresso.pt)
Nisto Sócrates tem razão
"A mim ninguém me trata por chefe"
22 Fev
José Sócrates demarcou-se das referências nas escutas ao seu nome, dizendo que o seu nome foi invocado indevidamente.
Nisto Sócrates tem razão. Normalmente tratam-no por Mentiroso!... Só os seus Capos o tratam por Chefe...
Desvergonha
Escolhendo a dedo os interveniente nesta campanha de desinformação, a putativa jornalista continua a fazer do Prós & Prós um mero tempo de antena do PS...
Não há vergonha...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Cândida Almeida considera a divulgação das escutas no âmbito de investigações judiciais violação um crime não justificado pelo dever de informação que considera não ser um direito absoluto. Para resolver o problema da violação do segredo de justiça defende a permissão das escutas telefónicas alargados a todos inclusive a magistrados. Inquérito aos Casos Freeport e Operação Furacão estará concluído em Março.
RTP
Se esta senhora, o seu Chefe Máximo e restante camarilha não andassem a empatar as investigações de eventuais crimes de José Sócrates, muitas das fugas destes atribulados processos não teriam sido necessárias ara mostrar aos Portugueses a espécie de máfia que controla Portugal...
Já agora, que tal se Cândida Almeida and friends investigassem o porquê de José Sócrates ter sido avisado que estava a ser escutado exactamente depois de uma célebre reunião de Pinto Monteiro...
Viver não custa! Custa é saber viver!...
Face Oculta
Soares Carneiro sai da Portugal Telecom com indemnização
22.02.2010 - 12h52
Por PÚBLICO
Fernando Soares Carneiro renunciou à administração executiva da Portugal Telecom (PT), mas vai receber uma compensação por deixar o cargo antes do fim do mandato.
Portanto: Um indivíduo renuncia a um cargo que exerceu de forma escandalosa, participando numa negociata política para um tal Chefe Máximo, que não se sabe se foi algum padrinho da Máfia, que algumas más línguas digam que é o admirável primeiro-ministro. Renuncia ao cargo e recebe mais do que a maioria dos portugueses ganha toda uma vida de trabalho honesto...
Mais palavras para quê!...
Fogo fátuo
Num país arruinado que se transformou num misto de campo cemiterial e de terreno pantanoso, estes sinais de fogo foram apenas sinais de um fogo fátuo...
Mero tacticismo
Agora que a tragédia da Madeira secundarizou as notícias deste escândalo, compreende-se que o PS tenha decidido cancelar o conflito com a Região Autónoma da Madeira.
O objectivo está alcançado à custa da morte e da destruição. Que importância tem isto se o objectivo prioritário de José Sócrates é apenas perpetuar-se no poder até à prescrição ou não pronúncia no Caso Freeport...
Maria Flor Pedroso vs Miguel Sousa Tavares
Miguel Sousa Tavares, uma espécie de jornalista, que é também uma espécie de escritor, conseguiu do mesmo José Sócrates, uma espécie de primeiro-ministro, uma espécie de entrevista ao fim de escassos minutos.
Assistindo-se ao tempo de antena do Chefe Máximo, percebe-se porquê...
Aliás, de um confesso admirador de José Sócrates não era expectável outra coisa...
Este Rui Pedro Soares merece um lugar de Capo
20 Fevereiro 2010 - 00h30Escutas
Benfica usado para queimar Moniz
Rui Pedro Soares reconhece que candidatura foi “cortina de fumo fundamental”.A possiblidade de uma candidatura de José Eduardo Moniz ao Benfica foi pensada por Rui Pedro Soares, administrador da PT, para desgastar a imagem do então director-geral da TVI. As escutas anexas ao processo ‘Face Oculta’ – e que resultaram num arquivamento por parte da PGR – mostram isso mesmo. Rui Pedro Soares e Armando Vara falavam sobre a compra da TVI, a saída de José Eduardo Moniz e o afastamento de Manuela Moura Guedes. O administrador da PT disse em tom irónico: 'Nós não estamos inocentes nessa coisa do Benfica.'
Vara e Rui Pedro Soares continuam a conversa em tom aparentemente coloquial, discutindo a direcção do 4º canal. Vara quer saber o que vai acontecer a Manuela Moura Guedes, considerada um obstáculo devido ao alinhamento do ‘Jornal Nacional’. Rui Pedro Soares esclarece-o: 'Ela fica lá dentro, mas na prateleira.' Quem vai controlar a televisão/informação serão 'eles', continua Rui Pedro Soares, que diz ainda ser muito importante responder ao 'pedido' do primeiro-ministro.
A longa conversa entre Rui Pedro Soares e Vara teve lugar a 21 de Junho. Três dias antes, Moniz já anunciara que não se candidatava ao Benfica, reconhecendo no entanto que tinha recebido diversos pedidos nesse sentido.
A 23 de Junho, Vara e Rui Pedro Soares voltam a ironizar sobre a candidatura ao Benfica. E estão visivelmente satisfeitos com o negócio da compra da TVI feita no mais absoluto sigilo. Só no dia 26 é que José Sócrates, devido à intervenção de Cavaco Silva, anuncia que se opõe ao negócio. Nessa conversa, também transcrita pela Polícia Judiciária de Aveiro, Rui e Paulo Penedos concordam que só uma 'teoria da conspiração anularia a sensação de que se tratou de uma guerra entre empresas'. Paulo volta a falar da questão do Benfica e garante que mesmo 'não se tendo o gajo candidatado [Moniz] foi uma cortina de fumo fundamental'. Rui elogia as suas capacidades. 'Podemos escrever um livro e começar a ser pagos a peso de ouro.' A estratégia estava tão bem montada que até no PS 'ninguém percebeu o que se estava a passar'.
A 5 de Agosto, José Eduardo Moniz anuncia que deixa a TVI para passar para a Ongoing – e garante que o alinhamento da estação privada se irá manter. Manuela Moura Guedes ainda acreditava que voltaria à antena.
RUI PEDRO SOARES LIDEROU NEGÓCIO DE AQUISIÇÃO DA TVI
Rui Pedro Soares liderou todoo negócio de compra da TVI. Chegou a ir a Madrid falar com o patrão da Prisa e deu conta a Armando Vara de que Sócrates queria que ele estivesse três meses em Espanha após a aquisição se concretizar.
O que resulta das escutas – que para o procurador-geral da República não indiciam qualquer crime – é que o negócio estava quase a concretizar-se, e que o principal objectivo era mesmo alterar o alinhamento editorial daquele canal. Numa escuta percebe-se que Henrique Granadeiro, presidente do conselho de administração da PT, podia estar contra o negócio. 'O Henrique está contra a operação', diz Rui Pedro Soares.
'SÓCRATES SABIA HÁ DEZ MESES'
'O Público vende pouco mas faz manchetes', desabafa Rui Pedro Soares para Armando Vara. Ambos estão de acordo que o jornal então dirigido por José Manuel Fernandes é um problema, porque marca o alinhamento dos telejornais. 'Se se conseguir que deixe de fazer...', dizem. A conversa, datada de 21 de Junho, é uma das que Pinto Monteiro considerou não configurar qualquer ilícito. Aliás, o PGR vai mais longe e diz mesmo que só uma tese 'conspirativa' é que poderia deduzir haver algum plano para controlar a Comunicação Social.
Pinto Monteiro garante ainda que Sócrates não sabia do negócio da compra da TVI e que as escutas que o CM agora revela apenas mostram falta de transparência política. Mesmo a interceptação feita de uma conversa entre Vara e Rui Pedro Soares, onde o administrador da PT diz que o primeiro-ministro sabia do negócio há 10 meses.
NA REVISTA DE RUI PEDRO SOARES
Inês de Medeiros pediu um parecer à Comissão de Ética para saber se o seu cargo de deputada a limita à actividade parlamentar. Eleita nas listas dos socialistas na actual legislatura, Inês de Medeiros colabora desde 2008 com a revista ‘Relance’, propriedade de Rui Pedro Soares, ex-administrador da PT, apanhado nas escutas do processo ‘Face Oculta’.
A LISTA DE TODAS AS PESSOAS ESCUTADAS
Paulo Penedos,Assessor Jurídico da PT
Foi um dos três alvos directos das escutas. Neste caso actua como advogado ao serviço de Rui Pedro Soares.
Armando Vara, era ‘Vice’ do BCP
Aliado político e amigo de Sócrates, foi directamente alvo de escutas. Está indiciado por um crime de tráfico de influências.
Rui Pedro Soares, Administrador da PT
Peça essencial deste caso, foi o terceiro homem a ser escutado pela PJ.
Martim Figueiredo, Director do i
É referenciado no despacho do procurador-geral a falar com Penedos.
Joaquim Oliveira, Controlinveste
Vara pede-lhe para falar com os directores do JN e DN para não fazerem perguntas incómodas
J. Eduardo Moniz, ex-Homem Forte da TVI
Estava no centro do furacão, negociando a sua saída da TVI com Zeinal Bava. Acabou na Ongoing Media.
João Carlos Silva, Vogal do TagusPark
Advogado, militante do PS, ex-presidente da RTP e amigo de Vara.
Florbela , Funcionária da PT
Só está identificada pelo nome próprio no processo.
Paloma, Secretária de Polanco, na Prisa
Referida por Rui Pedro Soares em telefonemas para Madrid
Manuel Godinho, Sucateiro de Ovar
O processo anda todo à sua volta. Inicia-se de uma investigação de fraude fiscal e ganha proporções políticas inimagináveis.
Namércio Cunha, Colaborador de Manuel Godinho
Não tinha qualquer cargo na O2 (empresa de Manuel Godinho), mas está indiciado por associação criminosa.
Paulo Varela, Gestor da Visabeira
Uma das grandes empresas da região de Viseu, ligada às telecomunicações.
Maribel Rodrigues, Funcionária de Manuel Godinho
É acusada de associação criminosa, em conjunto com o sucateiro de Ovar, e está sujeita a uma caução.
José Penedos, Administrador da REN
Apanhado em conversas com o filho, o quadro da REN acaba por deixar o cargo por imposição do juiz.
João Cordeiro, não está identificado
Terá sido escutado numa conversa considerada relevante.
Lopes Barreira, Consultor
Amigo pessoal de Vara e com contactos na política era frequentemente contactado por Godinho.
Francisco C ardoso dos Reis, Presidente da CP
Foi considerado um entrave nas intenções de Manuel Godinho. Tentaram que deixasse o cargo.
Abílio Martins, Director de Comunicação da PT
Surge nas conversas com Rui Pedro Soares e Penedos a propósito da compra da TVI.
Pedro Vilas Boas, Quadro do BCP
Desconhece--se as circunstâncias em que foi apanhado nas conversas tidas como suspeitas.
Fernando SC, Administrado da PT
Fala sobre o negócio da venda da TVI. Soares Carneiro era o administrador da PT indicado pelo Estado.
Francisco Bandeira, Vice-Presidente da CGD, Administrador da PT e Presidente do BPN
É apanhado a falar com Vara em várias escutas. Falam sempre de milhões.
Marco Perestrello, Secretário de Estado da Defesa
Apanhado nas escutas com Rui Pedro Soares a propósito do negócio com Figo.
André Figueiredo, Assessor de Sócrates no PS
Surge numa das conversas que a PJ considerou relevante e mandou extrair certidões.
Vítor Baptista, não identificado
O seu nome surge no despacho do PGR mas não está identificado.
Dina Aguiar, Jornalista
Deverá ser a jornalista da RTP. Desconhece-se as circunstâncias em que foi escutada.
Sara e Diogo, não identificados
Não estão identificados e desconhece-se as circunstâncias em que foram ouvidos.
NOTA EDITORIAL
INTERFERIR É LEGÍTIMO?
Conhecida a argumentação do procurador--geral (PGR) para arquivar as escutas de Sócrates ficamos a saber que Pinto Monteiro considera legítimo que os políticos interfiram na alteração da linha editorial dos órgãos de Comunicação Social. E que isso não é crime.
Com esta bizarria, para não dizer pior, o PGR optou, portanto, pela interpretação mais restritiva do artigo 9º da lei 34/87, que tipifica o crime de atentado ao Estado de Direito. Ou seja, não releva uma eventual tentativa – e neste crime basta tentar – de subversão do Estado de Direito por meios não violentos. Num crime em que não existe qualquer experiência interpretativa, o procurador-geral ficou-se pela valoração implícita do cenário pior: o crime só se concretizará, eventualmente, pela violência. A sua interpretação é legítima mas com o que se vai sabendo percebe-se que a opção de tirar Sócrates do caso sobrepõe-se a tudo. Mesmo que para tal o Direito seja uma mera linha que não se ultrapassa mas se empurra para o lado.
Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto
VARA: CORTES NA PUBLICIDADE
Questionado sobre os cortes de publicidade do BCP, nos jornais ‘Público’ ou ‘Sol’, Vara sustentou que as campanhas são adjudicadas a uma empresa de meios
JOÃO SEMEDO: INQUÉRITO
João Semedo, deputado do Bloco de Esquerda, não está esclarecido e insiste na proposta inicial do seu partido para a criação de uma comissão de inquérito
PEDRO DUARTE: INTRANQUILIDADE
Pedro Duarte, deputado do PSD, afirmou ontem que o ambiente que se vive no país em termos de liberdade de imprensa não deixa ninguém tranquilo
JOÃO OLIVEIRA: CONTRADIÇÕES
João Oliveira, do PCP, apontou várias contradições nas respostas dadas por Armando Vara, ontem, na Comissão de Ética, e entendeu que ficou muito por esclarecer.
GOVERNANTE APANHADO NAS ESCUTAS
Marcos Perestrello, um dos benjamins do Partido Socialista (PS), que ocupa actualmente o cargo de secretário de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar, garante que desconhecia a negociação em torno do apoio eleitoral de Luís Figo a José Sócrates e diz que a conversa que teve com Paulo Penedos, apanhada nas escutas telefónicas, está 'descontextualizada'. No entanto, o secretário de Estado de Santos Silva recusou responder às questões apresentadas pelo Correio da Manhã.
'Não correspondem aos termos da conversa e estão absolutamente descontextualizadas do conjunto de uma longa conversa mantida entre mim e o Dr. Paulo Penedos', explicou o governante num comunicado enviado às redacções pela assessoria do PS.
Nas escutas agora conhecidas, Paulo Penedos conta a Perestrello que Rui Pedro Soares, o ex-administrador da PT envolvido na polémica, 'vai para Milão encontrar-se com o Figo para com ele celebrar uma coisa um bocado pornográfica', isto é, o apoio do ex-jogador ao PS 'à razão de 250 mil euros por ano'. Na resposta, o então candidato à Câmara de Oeiras afirma que 'isso, aliás, vale muitos votos'. E acrescenta: 'Essa m... dá muitos subsídios de desemprego...' De seguida, Penedos justifica-se dizendo que 'o gajo [Figo] conhece toda a gente e mais alguma e toda a gente em quem ele tropeça, do mundo da bola, de repente estão a apoiar o PS e o Sócrates'.
No comunicado, Marcos Perestrello sublinha que 'desconhecia completamente o assunto' – até receber a chamada – e destaca que a sua opinião sobre o valor pago a Luís Figo 'é diametralmente oposta à interpretação feita pelo jornal'. Ainda assim, o governante não esclarece se o comentário que fez surgiu a título de crítica ao valor da verba negociada. Aliás, quando questionado pelo CM sobre a forma insultuosa como as suas declarações podiam ser entendidas entre os mais de 500 mil desempregados existentes no País, o gabinete do secretário de Estado da Defesa apenas respondeu que o governante 'nada tem a acrescentar ao comunicado emitido a partir da sede nacional do Partido Socialista'. Marcos Perestrello recusou-se também a responder sobre se irá retirar consequências políticas da sua conversa com Rui Pedro Soares, agora conhecida.
PERFIL
Marcos da Cunha e Lorena Perestrello de Vasconcellos nasceu a 23 de Agosto de 1971 e licenciou-se em Direito. O pai foi um sacerdote famoso da oposição republicana ao Estado Novo que trocou o sacramento pelo matrimónio. Passou pelo Parlamento como deputado eleito por Beja. O jovem socialista passou ainda pela vereação da Câmara de Lisboa e, nas últimas autárquicas, concorreu à Câmara de Oeiras. No Facebook, o sportinguista diz ser fã de Bill Clinton e Felipe González. Foi director do Centro de Arbitragem de Seguros Automóvel. Foi também secretário nacional para a Organização do PS.
'ALMA SOCIALISTA DESONRADA'
Vicente Jorge Silva, ex-deputado do PS, diz que 'nunca como agora' viu a ‘alma socialista’ 'tão perdida, penada e desonrada pelo carreirismo, pela vileza e pela falta de carácter'. Num artigo de opinião publicado no ‘Sol’ – 'PS: em busca da honra perdida' –, o antigo parlamentar recorda outro momento conturbado do PS, em 2004, com o escândalo Casa Pia, e lembra uma discussão que teve com o então deputado José Sócrates: 'Percebi o instinto autoritário de Sócrates e a sua desconfiança visceral em relação aos jornalistas – com excepção dos jornalistas alinhados e amigos'.
PORMENORES
BUSCAS
A Polícia Judiciária de Aveiro e magistrados da 9.ª Secção do DIAP de Lisboa realizaram buscas na PT e no Taguspark, na segunda-feira, na sequência das suspeitas sobre os pagamentos a Figo para apoiar Sócrates.
750 MIL EUROS
Luís Figo terá recebido 750 mil euros da Portugal Telecom depois de ter participado num pequeno-almoço com José Sócrates na véspera das eleições legislativas, em Setembro. Todo o processo foi controlado por Rui Pedro Soares.
EMPRESA
Football Dream Factory, empresa para dar a conhecer novos talentos do futebol, foi a última iniciativa empresarial de Luís Figo, instalada no Taguspark. No entanto, a actividade económica da firma é praticamente nula.
AS PERGUNTAS QUE FICARAM SEM RESPOSTA
1 - Confirma o conteúdo das escutas com Rui Pedro Soares?
2 - Considera que os termos utilizados na conversa ofendem mais de meio milhão de desempregados no País?
3 - Vai tirar consequências políticas daquelas declarações?
4 - Pretende accionar algum tipo de mecanismo legal?
ISALTINO MORAIS PREOCUPADO
A Câmara de Oeiras está 'preocupada' com o envolvimento do Taguspark, de que é accionista, no processo ‘Face Oculta’. 'A Câmara de Oeiras teve conhecimento destas diligências através da comunicação social (...) Encaramos com preocupação este facto e aguardamos as explicações que a Comissão Executiva não deixará de prestar num curto prazo', disse ontem o presidente daquela autarquia, Isaltino Morais, confirmando que a autarquia 'é accionista de referência do Taguspark, com 18 por cento do capital, o que não lhe confere qualquer responsabilidade na gestão da empresa'.
RUI PEDRO: 'JÁ TEMOS O LUSOMUNDO TRATADO'
Em Junho, Rui Pedro Soares e Paulo Penedos davam como certa a compra da TVI pela PT e o novo director de Informação até já estava escolhido: Paulo Baldaia (director da TSF). Penedos classifica o nome como 'inatacável', lembrando que se trata de um jornalista próximo de António José Seguro (PS). Na escuta do dia 20 de Junho, Soares diz que Baldaia 'vai ser muito importante porque o João Marcelino [director do DN] é amigo do gajo', e conclui: 'Temos o Lusomundo tratado' – grupo DN, JN e TSF, cujo dono é Joaquim Oliveira, que esteve em contacto com Vara enquanto decorriam mudanças na TVI. Recorde-se que Vara foi apanhado a dizer a Oliveira que as notícias dos seus jornais sobre a saída de Moura Guedes da TVI iam 'dar mau resultado'. O patrão da Controlinveste disse-lhe então que já tinha falado com os directores 'para terem atenção'. O CM tentou, sem sucesso, contactar os visados.
JORGE MIRANDA: EXCESSOS
O constitucionalista Jorge Miranda entende que há um 'excesso de protagonismo' de dirigentes dos sindicatos de Justiça, bem como do presidente do STJ e PGR
TOMATI: TRANSPARÊNCIA
O presidente do Taguspark, Américo Tomati, garantiu ontem que todos os seus actos de gestão são 'transparentes' e recusou comentar processos judiciais
LUÍS FIGO: QUEIXA NA ERC
Luís Figo voltou a negar ter recebido contrapartidas da PT ou do Taguspark e avançou que vai fazer uma participação à Entidade Reguladora da Comunicação Social
JERÓNIMO: APURAR A VERDADE
O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, diz que a declaração do primeiro-ministro 'foi uma afirmação do afirmado' e que se impõe o apuramento da verdade, 'para bem de todos'
PAULO BALDAIA: DESMENTE
Paulo Baldaia, director da TSF, escreveu ontem um e-mail interno a desmentir as notícias do caso ‘Face Oculta’: 'Nunca estive para ir para a TVI e mal conheço Rui Pedro Soares '
Correio da Manhã
Apenas mais um "soldado" ao serviço do Chefe...
Controlo dos media
João Carlos Silva alega que quis fintar Figo na Taguspark
por HUGO FILIPE COELHOHoje
Caso Figo. O gestor vai esta semana explicar à administração da empresa a sua versão das escutas em que foi apanhado a falar do negócio
Tudo não passou de um plano para enganar Luís Figo. Esta é a explicação que o administrador executivo, João Carlos Silva, deverá dar aos accionistas da Taguspark sobre as escutas telefónicas que levaram o DIAP a suspeitar que o contrato publicitário entre a empresa e o ex-jogador tivesse servido para "pagar" o apoio político a José Sócrates.
Fonte próxima do gestor - que negociou o acordo à revelia do Conselho de Administração, mas não da Comissão Executiva da Taguspark - disse ao DN que nas conversas telefónicas com o advogado Paulo Penedos, já publicadas na imprensa, João Carlos Silva discutia como seria preciso "tapar os olhos" aos agentes de Figo, para "pôr aquilo a render dinheiro".
Segundo a mesma fonte, o ex-jogador terá começado por exigir 250 mil euros por ano durante cinco anos (1250 euros), nessas negociações. O contrato, que alegadamente foi assinado, é de três anos e tem um valor de 750 mil euros (distribuídos da seguinte forma: 350 mil, mais 200 e mais 200) e uma cláusula sobre a renúncia.
"A ideia", explica, "era que Figo gravasse um vídeo publicitário no primeiro ano - e as principais coisas da campanha - e depois denunciava-se o contrato para não lhe pagar o acordado, nos restantes anos."
A versão é contrária à das suspeitas do DIAP (e da notícia do semanário Sol), segundo as quais os executivos da Taguspark seguiam instruções para comprar o apoio político do ex-futebolista. Figo - que desmente as acusações - tomou o pequeno-almoço com José Sócrates no último dia de campanha para as legislativas. Horas depois, gravou o filme para a Taguspark.
O homem por detrás do alegado esquema de corrupção seria Rui Pedro Soares, o ex-administrador da PT, que renunciou ao mandato na última semana, depois de a Judiciária realizar buscas no seu gabinete.
Numa escuta, a 10 de Junho, Paulo Penedos diz ao actual secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrelo, que o seu chefe (Rui Pedro Soares) "foi a Milão ter com o Figo para celebrar uma coisa um bocado pornográfica". A seguir desfaz o mistério: "Há dias disse- -me, muito contente, que tinha conseguido que o Figo apoiasse o Sócrates […], hoje ligou-me a pedir que lhe fizesse um contrato de patrocínio para a Fundação Luís Figo, à razão de 250 mil euros por ano."
Segundo apurou o DN, terá sido Soares, então responsável pelo marketing da PT, a sugerir à Taguspark o contrato com Luís Figo e dado aos executivos o contacto do agente do jogador. João Carlos Silva e Américo Thomati, o presidente da Comissão Executiva, passam então a negociar. Embora relatassem a Penedos e, por inerência, a Soares, os passos das negociações, nenhum prestou contas aos accionistas maioritário da gestora do parque.
A dada altura, Silva fala com Isaltino Morais, autarca de Oeiras, principal accionista da Taguspark, para fazer "a cama para o negócio". Mas Isaltino já veio dizer que os valores de que lhe falaram nessa altura foram bem mais baixos.
Esta semana, os dois executivos - Américo Thomati e João Carlos Silva vão explicar ao Conselho de Administração da Taguspark os contornos do negócio com Figo.
DN
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Balanço da 2.ª semana
Leite Pereira continua director do JN...
Paulo Baldaia continua director da TSF...
Henrique Granadeiro - o Encornado - continua presidente não executivo da PT e Zeinal Bava - o Encornador - continua presidente executivo da mesma empresa, com o seu acólito socratino Fernando Soares Carneiro...
Pinto Monteiro continua procurador-geral da república...
Noronha do Nascimento continua presidente do Supremo Tribunal de Justiça...
Teixeira dos Santos continua ministro das finanças...
José Sócrates continua primeiro-ministro...
Cavaco e Silva continua impavidamente a gerir a sua carreira...
Portugal continua a afundar-se...
Só mesmo o bói Rui Pedro Soares se demitiu da administração, mas continua na PT a governar a vidinha...
Nem Berlusconi consegue ir tão longe, nem mesmo sendo dono de um grupo de comunicação
Face OcultaJornalistas no puzzle dos negóciosPor Ana Paula Azevedo e Felícia CabritaNas conversas interceptadas a Armando Vara e Paulo Penedos – que os magistrados que investigam o caso Face Oculta consideraram conter «indícios muito fortes» do crime de atentado contra o Estado de Direito e de um plano do primeiro-ministro para controlar a TVI e outros órgãos de comunicação social – há jornalistas que são referidos como peças estrategicamente colocadasDe resto, os órgãos de comunicação social dividem-se em duas categorias: os que estão com o PS e os que constituem a «imprensa hostil».
Isto mesmo é comentado no dia 17 de Junho de 2009, numa conversa interceptada a Paulo Penedos. Ao final da noite, Penedos tem como interlocutor alguém que surge identificado nas escutas apenas como «Luís».
Penedos informa-o que estão em curso grandes mudanças nos media – e descreve-lhe os negócios iminentes (compra da TVI e saída de José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes e mudança de proprietário no Correio da Manhã).
Pelo meio, Penedos e o seu interlocutor falam da imprensa que lhes é «hostil» – «o SOL, o Expresso, a SIC, a Renascença, a TVI e o Público».
No dia 20, quando os termos da compra da TVI pela PT já estão negociados e Rui Pedro Soares se prepara para viajar para Madrid, mandatado para assinar o contrato com a Prisa, Paulo Penedos e Rui Pedro Soares discutem quem ficaria à frente da estação e da Media Capital.
Rui Pedro diz que «uma das razões para ser a PT a comprar» é ele próprio «poder ir» para a estação. Diz que até já «está escolhido o director de informação – o Paulo Baldaia», director da TSF (do grupo Controlinveste de Joaquim Oliveira).
Penedos diz que esta escolha é «inatacável» e lembra que o jornalista «é dado como próximo do Tó-Zé» (referindo-se a António José Seguro, de quem Baldaia foi assessor de imprensa quando era secretário de Estado no Governo de Guterres).
Além disso, acrescenta, tem tido «muita visibilidade com o Diário de Notícias», cujo director, «João Marcelino, puxou muito pelo gajo».
Rui Pedro Soares responde que «vai ser muito importante porque o João Marcelino é amigo do gajo, temos o Lusomundo tratado [ou seja, o grupo DN/JN/TSF], e ele também é muito amigo do Vasconcellos, do Mora e do António Costa» (referindo-se, respectivamente, a Nuno Vasconcellos e Rafael Mora, presidente e vice-presidente da Ongoing e administradores não executivos da PT, e ao director do Diário Económico).
‘Isso é pressão’, acusa director do jornal i
Quando surgem os primeiros rumores de que a PT está a negociar a compra da TVI, os jornalistas, nomeadamente os da área económica, começam a fazer perguntas.
Um deles é Martim Avillez Figueiredo, director do jornal diário i. Na noite do dia 22 de Junho, o jornalista queixa-se a Paulo Penedos da atitude de Rui Pedro Soares: depois de o confrontar com as informações que corriam sobre negócio, o administrador da PT «foi telefonar para Francisco Santos [administrador do i], a reclamar das perguntas».
«Rui Pedro não mediu o que fez, a verdade é que o negócio está iminente», «o que ele fez chama-se pressão e isso não se faz» – queixa-se Martim, acrescentando que não percebe os socialistas: «Em vez de fazerem uma ponte só destroem».
Sabendo que a notícia sairá mais tarde ou mais cedo e que vai ter o efeito de uma bomba no plano político, alguém se encarregou de dar informações para baralhar.
À uma hora da madrugada de 23 de Junho, depois de verem nas televisões as primeiras páginas dos jornais que na manhã seguinte estariam nas bancas, Paulo Penedos e Rui Pedro Soares comentam o título do Diário Económico, de que a espanhola Telefónica estava na corrida pela TVI.
Paulo pergunta se, «quando eles referem Telefónica, querem dizer PT». Rui Pedro confirma e diz: «Correu bem, vamos ver o que temos amanhã. Pelo menos a notícia já não vai de chofre».
Notícias no mesmo sentido saíram também em Espanha. Ao final da manhã, antes de partir para Madrid, o gestor da PT quer saber como Paulo Penedos «sente a imprensa». Concluem que a ideia de «guerra entre empresas» tinha pegado.
Mas naquele dia o i noticiava já a venda da TVI com os devidos contornos: «PT, Ongoing e Controlinveste lutam pela TVI». Ao início da tarde, Martim Avillez Figueiredo diz a Paulo Penedos que não acredita «na versão Telefónica», que «não passa de lóbi da PT para justificar internamente ou publicamente o negócio com a TVI». Em suma, na sua opinião, «é uma notícia de lóbi colocada».
As notícias obrigam a PT a fazer um comunicado à CMVM (Comissão de Mercado de Valores Imobiliários), admitindo que está a negociar com a Prisa.
Notícias de Espanha: «é decisivo»
No dia 24, quando já todos os jornais falam do negócio, Rui Pedro Soares continua em Madrid e comenta ao telefone, com Penedos, as reacções em geral e dentro do PS. Falam então de Afonso Camões, recém-nomeado pelo Governo presidente da administração da agência noticiosa Lusa, e da «informação que há sobre o gajo no mercado». Camões era até aí administrador do DN (grupo Controlinveste) e Rui Pedro Soares diz que, «no mercado, sabem que ele é um próximo do chefe» (José Sócrates).
De Madrid, Rui Pedro Soares pede a Penedos que contacte Sónia Teixeira da Mota, do escritório de advogados de José Miguel Júdice, para esta pedir à agência de comunicação que lhes faz a resenha de imprensa para enviar as notícias «que já tenham saído em Espanha sobre a Telefónica a fazer um acordo com a Prisa». Depois, Penedos devia enviá-las rapidamente para Nuno Vasconcellos e Rafael Mora, pois isso «é decisivo».
Paulo Penedos cumpre a ordem e faz depois um telefonema a Rafael Mora, a pedir o email para onde podia enviar-lhe as notícias.
À noite, comentam a cobertura que as televisões estão a fazer dos acontecimentos (nomeadamente, a intervenção de José Sócrates no Parlamento, a negar que soubesse de algum negócio e depois Ferreira Leite a dizer que o primeiro-ministro tem de saber). Para Penedos, «a SIC adoptou uma postura mais dura». E, pelo telemóvel, põe Rui Pedro a ouvir a entrevista da líder do PSD na SIC Notícias.No dia 26 de Junho, Vítor Baptista, deputado e líder do PS-Coimbra, comenta com Penedos a intervenção de Cavaco Silva, que exigira explicações e «transparência nos negócios» à PT. «Desde quando o Presidente da República fala de empresas cotadas na Bolsa?», questiona. E pede a Paulo Penedos algumas ideias, pois vai escrever um artigo sobre o assunto.
Penedos sugere que deve lembrar «a postura de Jorge Sampaio» aquando da «reestruturação do sector energético», em que chamou as partes envolvidas e ouviu toda a gente no recato de Belém, ao contrário do que Cavaco Silva acabara de fazer.
O artigo de Baptista (intitulado «A surpresa do Presidente da República») seria publicado no Diário Económico e no jornal As Beiras. «A intervenção pública, excessiva, do Presidente da República, num momento destes e a cerca de poucos meses de eleições legislativas, corre o risco de ser interpretada como sendo mais um agente activo e interessado na luta política partidária», escreve Baptista.
‘O SOL está porreiro’
Penedos comenta também com Rui Pedro Soares as notícias desse dia 26.
«A imprensa está boa», diz Rui, «até o SOL está porreiro».
O SOL dizia então que a saída de José Eduardo Moniz da TVI tornara-se inevitável no último ano devido às pressões da Prisa, aos cortes na publicidade e às dificuldades em termos de financiamento bancário, faltando apenas acertar o valor da indemnização.E dizia ainda que só a pressão política gerada pelas intervenções de Cavaco Silva e dos partidos da oposição fizera o grupo espanhol recuar – uma informação incompleta à luz do que se sabe hoje com estas escutas, em que se verifica que, nessa altura, José Eduardo Moniz ia sair, sim, mas pela mão da administração da PT, que pretendia que assinasse um contrato de consultor do grupo.
Um contrato que, como Rui Pedro Soares afirma nas conversas com Penedos, tinha de estar assinado antes de a PT fechar definitivamente o negócio com a Prisa.
Nesse mesmo dia, mais à noite, Penedos lamenta-se a Abílio Martins, director de comunicação da PT: «As pessoas que falam da crise do tempo do Governo do bloco central esquecem-se que naquela altura não havia quatro canais de televisão, internet, blogues» e que, por isso, «a possibilidade de controlar as coisas era muito maior».
Nisto concordamos
Pelo menos com esta bicada dada ao verbo de encher que está em Belém concordamos...
Face Oculta «merece ser esclarecido até à exaustão»
Candidato a Belém se estivesse no lugar de Cavaco teria chamado PGR e Presidente do Supremo
Fernando Nobre defendeu este domingo que o caso Face Oculta «merece ser esclarecido até à exaustão», adiantando que se estivesse no lugar de Cavaco teria chamado a Belém o Procurador-Geral da República e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, escreve a Lusa.
«Sou um cidadão que tem lido o que sai nos jornais, o que nem é sempre a verdade e podem ser meias verdades, agora o que eu acho é que o senhor primeiro ministro, que é um ser muito frontal, tem de dizer ao país tudo aquilo que pensa», afirmou, em entrevista à agência Lusa, o candidato à Presidência da República.
Fernando Nobre adiantou que caso fosse chefe de Estado «teria chamado o senhor PGR, o senhor presidente do STJ» e «ter-lhes-ia falado bem olhos nos olhos», admitindo contudo que, «provavelmente» o presidente Cavaco Silva - de quem disse ter «uma imagem de seriedade e dignidade» -, «tê-lo-á feito».
TVI 24
Então esperemos por amanhã
Questionado, ontem, através do gabinete de imprensa, sobre a contradição entre as suas respostas ao PSD e, pelo menos, um despacho seu, Pinto Monteiro apenas fez chegar ao DN esta informação: "Respondo segunda-feira se assim entender".
DN
Portanto, estamos assim.
O senhor procurador-geral da República Sucato-Bananeira responde amahã, mas só se entender.
Se não entender não responde...
Se seguir as pisadas do Chefe Máximo dirá que está a ser vítima de uma campanha negra, de uma perseguição política e que contra ele está a ser cometido um crime de violação do segredo de justiça.
Terá sido da chuva?
MANIFESTAÇÃO
Grupo de socialistas convocou manifestação de apoio a José Sócrates por SMS mas ninguém apareceu. O PS garantiu nada ter a ver com a manifestação.
Correio da Manhã
Só Visto!
Na televisão do regime, Figo aparece numa reportagem sobre o seu filantropismo na Operação Nariz Vermelho, no programa Só Visto!
Esta lavagem da imagem do peseteiro aparece exactamente quando se prova que vendeu caro o apoio ao engenheiro das patranhas e trapaças.
A Fundação Luís Figo aprendeu com o Chefe Máximo e veio desmentir que tivesse recebido dinheiro, quando se sabe que foi ele próprio e não a Fundação que recebeu o dinheiro.
Continuam a tomar-nos por palhaços...
