Três versões para os "ataques" a Sócrates
20.02.2010 - 11:58 Por Nuno Simas
Uma “estratégia”, uma “operação” ou uma “campanha” contra José Sócrates. São três versões para a mesma tese dos ataques contra o líder socialista e primeiro-ministro. A primeira (estratégia) é do presidente do PS, Almeida Santos, a segunda (operação) é de José Magalhães e a terceira (campanha) de Edite Estrela. Que evitou dizer se seria negra, como o PS qualificou quanto ao processo Freeport, “ou de qual é a cor”.
À entrada da reunião da comissão nacional do PS, em Lisboa, as declarações de dirigentes socialistas eram de apoio ao secretário-geral, que consideram ser alvo de “ataques” por causa das escutas do processo Face Oculta que o ligam ao alegado plano de controlo dos media. A eurodeputada Edite Estrela apela aos portugueses a interrogarem-se “sobre estes continuados ataques que não são de hoje e que vão continuar, tal como dizia Brecht”.
José Sócrates recebeu o apoio discreto de uma dezena de militantes e apoiantes do PS à porta do hotel onde reuniu a comissão nacional.
Almeida Santos garante existir mais “uma estratégia” para atingir Sócrates, depois do caso Freeport e da Universidade Independente. “Vamos na quarta acusação grave [contra José Sócrates] e já provaram alguma coisa? A primeira falhou, a segunda falhou, a terceira falhou e a quarta também vai falhar”, disse.
Já José Magalhães, secretário de Estado da Justiça, garantiu que existe uma “operação tendente a neutralizar uma direcção eleita”, a do PS, por quem “mistura justiça e política”.
Depois da comissão nacional, Sócrates segue até ao Porto para uma reunião com militantes da federação do PS.
Público
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Verdadeiramente delirante...
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