quarta-feira, 16 de abril de 2008

Abaixo de cão



Tornou-se uma moda criticar, atacar e achincalhar Luiz Filipe Menezes.

Os ataques, críticas e censuras vêm de todos os lados: do poder socratino à oposição interna do PSD.

O homem parece não ter vocação para o cargo e até nós discordamos de quase tudo o que diz e do que pensa.

Um dos casos que mais tem sido pretextuado para fulminar Luiz Filipe Menezes foi um comunicado a propósito do Caso Câncio-RTP-Sócrates.

Vale tudo para atacar Menezes, até colocar-se ao lado da sr.ª Câncio, personagem que além de tudo o mais, confunde jornalismo com propaganda política e faz esta no lugar daquele.

Pode dar muito jeito aos opositores de Menezes. Mas aproveitar-se do caso da sr.ª Câncio para atacar Menezes também é abaixo de cão...


terça-feira, 15 de abril de 2008

Manipulação socratina da informação, tal qual se faz...


Manifestação, Dia D e Campanha de Desinformação

Ontem participei na manifestação realizada na Praça da Liberdade, no Porto, e devo dizer que não estou surpreendida com a falta de rigor relativamente aos números de participantes apresentados. Desde o "cerca de 100" manifestantes, até ao "mais de duzentos" passado ontem em rodapé na Sic-Notícias, até ao "cerca de 600" e até ao "algumas centenas" já ouvi muita coisa destinada essencialmente a intoxicar a opinião pública acerca da hipotética desmobilização de professores. Ora eu estive lá e garanto que éramos muitos... pelas nossas contas, à vontade, 2500 professores manifestaram-se ontem no Porto, depois de um dia de trabalho, alguns de nós sem tempo para mais do que sair das aulas e subir para a camioneta, paga por nós, não vá virem as bocas do costume!!.
Ontem já deixava aqui no ar a campanha de desinformação e a campanha que visa dividir os professores. Já vi este filme. Estou a vê-lo outra vez. Quanto mais divididos nos apresentarmos aos olhos da tutela, mais poder tem a tutela para impor tudo aquilo que entender. Vai daí é preciso minar e mina-se por todos os lados possíveis e imaginários.

Anabela Magalhães


Proeza de Vítor Constâncio


Num nos primeiros "posts" deste blogue denunciámos a ruinosa venda das reservas de ouro feita por Vítor Constâncio.

Carlos Carvalhas fez as contas. E hoje na TSF mostrou que entre 2002 e 2007 aquele génio da alta finança consegui destruir mais de 1500 milhões de euros no valor dos activos do Banco de Portugal apenas pela venda de parte das nossas reservas de ouros efectuada a preços de saldo.

Uma coroa de glória, pois, para o socratino mago da política financeira... que a avaliar pelo último relatório do Banco de Portugal está cada vez com mais dificuldade em colaborar com o Governo na acção de mascarar a realidade económica do País...

Pode-se varrer várias vezes o lixo para debaixo do tapete. Mas um dia não se consegue esconder mais...



A Pulhice por outros meios

Com o engenheiro Sócrates à frente dos destinos do País, a Política tornou-se autenticamente a Pulhice por outros meios, numa materialização prática do seu doentio carácter e da sua pérfida personalidade.

Hoje assistimos a mais um dia de glória neste modo de exercício do poder onde os fins justificam os meios, onde tudo vale para concretizar o seu único desígnio reduzido à mesquinhez da sua ambição de perpetuação do poder.

Com uma parte dos sindicatos controlada pelo PS e outra parte dominada pelo PCP, facilmente um escasso grupelho de sindicalistas, que não ultrapassa alguns milhares de indivíduos, absorveram com sofreguidão 100.000 professores que claramente manifestaram a sua posição face às políticas educativas da alucinada autocracia socratina numa histórica manifestação de soberana vontade popular.

Mais para diante se perceberá o que traficaram o PS e o PCP para além da divisão dos despojos da escola pública quando a gestão dos estabelecimentos de ensino cair nas mãos dos caciques locais destes partidos e quando a contratação de professores passar a realizar-se nos antros de corrupção e tráfico de influência em que se transformaram as mafientas autarquias portuguesas...


A chantagem socratina, tal como se faz...



A antiga secretária de Estado da Educação socialista Ana Benavente, os sindicatos cederam a uma chantagem do Governo sobre a avaliação dos professores.

Em declarações ao Rádio Clube Português, Ana Benavente afirmou que “quando escolas afirmam que não têm condições para fazer a avaliação este ano”, dizer aos professores contratados que “no próximo ano não serão colocados”, é “ameaçar com o desemprego”. “Isto é uma forma de chantagem”, sublinhou.

Ana Benavente, diz também que lhe dói mais por esta chantagem ter sido feita por um Governo do PS e que aparentemente ela surtiu efeito. “Acho que os sindicatos se assustaram”, afirma.

Público
15/04/2008


segunda-feira, 14 de abril de 2008

Por um Referendo nas escolas


Se já antes do famigerado Entendimento entre o Ministério da Educação e as organizações sindicais pensávamos ser importante realizar o Referendo nas escolas para conhecer a verdadeira vontade dos professores, agora consideramo-lo inevitável.

Esse Referendo, com múltiplas questões, deverá incidir, pelo menos, sobre três matérias:

  • Estatuto da Carreira Docente
  • Estatuto do Aluno
  • Regime de Autonomia, Gestão e Administração Escolar

Uma das questões terá de versar obrigatoriamente sobre a assinatura do dito Entendimento.

A organização e realização do Referendo caberia a uma plataforma onde se integrariam sindicatos e outras associações de professores.

Fica a sugestão, se os professores a considerarem pertinente.

Não pondo em causa o valor e o mérito da democracia representativa no interior do corpo docente, talvez seja chegada a hora da democracia directa, à semelhança do que se passou com a manifestação dos 100.000.

Até ao apuramento dos resultados, os Sindicatos deverão abster-se de assinar um documento para o qual não estão especialmente mandatados pelos professores.


domingo, 13 de abril de 2008

Uma luta nacional

A luta dos professores contra as ruinosas políticas do Ministério da Educação, que tem em execução uma estratégia de destruição do ensino público, é uma luta de todos, de docentes, de pais, de alunos, uma luta nacional.

Por isso, contra a sinistra ministra anarquista, fazemos eco da proposta do Kaos:





Dia 15, o já famoso dia D, será, segundo os sindicatos, o dia em que vão explicar o acordo aos professores. Não sei que tipo de explicação poderá haver nem a quantos ou quais professores isso será feito. Era importante que todos procurassem falar com os sindicatos e os informassem se desejam ou não que o acordo com a Sinistra Ministra seja assinado no dia 17. É importante que haja uma enorme mobilização dos professores para recusarem este acordo que mais não é que a aceitação deste modelo de avaliação, para o sistema de carreiras, para o processo de gestão e para tudo o mais que querem impor aos professores. Esta Ministra tem mostrado não ter qualquer considerção por uma carreira a que chamou de "professorzecos" e a quem tem tratado abaixo de cão. Será possivel haver algum acordo com tal gente?
Digam NÃO à assinatura deste acordo.



sábado, 12 de abril de 2008

Socratinadas, tal como se fazem...

No PS da Guarda veio agora saber-se que entre 400 novos militantes, várias dezenas moram na Associação de Dadores de Sangue da Guarda e os que não moram lá, moram na sede do PS de Celorico da Beira, que deve ser local muito aconchegado. A não ser que se trate de um takover do PS da Guarda por um grupo de vampiros que até agora dormia sossegado numa caverna na serra da Estrela, é muito socialista dador de sangue, com tanto empenho que vive de tubo posto e até manda a correspondência para a cama da Associação. Estas maravilhas de inscrição de militantes envolvem outro militante que têm também o perfil habitual: militante do distrito - funcionário da sede do PS – assessor do Grupo Parlamentar – assessor de Sócrates, que, questionado, responde não comentar porque são “questões internas” do PS. Tudo perfeito. Onde é que eu já vi isto?

Abrupto

Sexta-Feira Negra

Sexta-feira, no sábio exercício da mancomunação estratégica, Cavaco Silva promulgou o diploma que regula o novo regime de gestão e administração escolar e a Ministra da Educação e os sindicatos após uma longa cavaqueira acordaram celebrar um entendimento que todos entenderam publicitar como vitória de cada um.

Os 100.000 professores que se deram ao incómodo de ir a Lisboa manifestar a sua oposição às políticas educativas do Governo acabaram enganados pelos profissionais do malabarismo trapaceiro: políticos e sindicalistas.

No final das contas, de soma bastante negativa, mantêm-se os três abortos legislativos que regularam as clínicas de abortamento do futuro da Nação em que se transformaram as escolas públicas: o Estatuto da Carreira Docente, o Estatuto do Aluno e o Regime de Autonomia, Gestão e Administração Escolar.

Foi uma sexta-feira em grande para o poder socratino e para os sindicatos, embora muito negra para o sistema educativo.

Os sindicatos vangloriam-se de ter feito ceder o Governo. A Ministra da Educação, aliviada por saber que continuará até ao fim do mandado, reafirma que não cedeu, conseguindo levar avante quase todas as monstruosidades normativas e organizativas que o seu ministério produziu. E Sócrates vê garantida a reeleição e mais facilitada a maioria absoluta. O ensino público e o País, quem verdadeiramente interessava nesta magna questão, ficam condenados a prosseguir a sua irreversível caminhada para a mediocridade geral e para a indigência absoluta!...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Apenas mais um sinal destes tempos...



Deputados queixam-se da violação de ‘e-mails’

António Galamba, vice-presidente da bancada do PS, garante que, no Parlamento, recebe ‘e-mails’ já abertos. O assunto chegou à Comissão de Ética e mais queixas.


“Existem e-mails que chegam abertos e outros que não chegam”. Ao Diário Económico, o vice-presidente da bancada socialista, António Galamba, garante que não é o único deputado que já usa um disco rígido portátil onde trabalha os documentos mais importantes, já que tem “dúvidas sobre a segurança do sistema informático” no Parlamento, admitindo o “impacto político” da situação.

Esta é uma das muitas queixas de deputados de todos os grupos parlamentares sobre o serviço de internet na Assembleia da República. Na última reunião da Comissão de Ética, foi unânime (incluindo o presidente da Comissão, Luís Marques Guedes) o sentimento de “insegurança” na utilização do sistema, com os deputados a levantarem suspeitas sobre o acesso indevido a informação privada no Parlamento. O presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República, José Lello, garantiu ao Diário Económico que “não há falhas” da informática e que as situações detectadas se devem antes ao controlo apertado do sistema.

Mas o que é certo é que a situação já teve consequências no trabalho parlamentar. Perante o atraso na resposta de um especialista, contactado por e-mail pelo grupo parlamentar da maioria socialista, para dar o seu contributo na revisão de leis eleitorais, o PS foi apurar responsabilidades. O e-mail de resposta tinha sido enviado de imediato, mas ficou um mês retido no servidor e longe do seu destino. “Só um mês depois pudemos ponderar se avançávamos ou não com a iniciativa”, diz António Galamba um deputado que tem defendido uma maior transparência do trabalho dos políticos. Recentemente pediu ao Tribunal Constitucional que divulgasse a lista de políticos que pediram a este órgão segredo sobre os seus rendimentos.

Na reunião de quarta-feira, o social-democrata Agostinho Branquinho acrescentou dúvidas sobre outro ponto: os serviços têm o descritivo dos movimentos da sua caixa do correio electrónico, com os assuntos dos e-mails também registados. “Ter aqui um Big Brother instalado era a última coisa que me passaria pela cabeça”, dramatizou o deputado do PSD.

Ao Diário Económico, José Lello assegurou que este acesso é apenas permitido a um técnico de informática e mediante requerimento do próprio deputado. O presidente do Conselho de Administração assegura que “o sistema é isento e transparente e não tem qualquer falha a destacar”. Aliás, Lello não estava na reunião, mas já foi informado da preocupação dos deputados e vai levar o presidente da comissão aos serviços para “verificar que estão a ser cumpridos os preceitos da lei”.

Mas para já, a única alteração admitida ao funcionamento da internet dos deputados será no acesso a sites proibidos (de pornografia, por exemplo) e filtrados pelo próprio sistema do Parlamento. Uma reivindicação dos deputados que se sentiam “castrados na sua liberdade e no exercício político das suas funções”, nas palavras do social-democrata Luís Marques Guedes. Quem quiser pode levantar o filtro, desde que entregue um requerimento a justificar o seu pedido.

(...)

Diário Económico
11/04/2008



quinta-feira, 10 de abril de 2008

Tudo como previsto


Conforme antecipadamente previmos, a engenharia socratina, na sua especialidade de baixaria, haveria de esgravatar até encontrar ilícitos penais praticados por professores...

Professores suspeitos de agressões



quarta-feira, 9 de abril de 2008

Boa notícia


Num país onde todos os dias saem más notícias, esta é uma boa notícia, mas só para os próprios...

Julgamento de Fátima Felgueiras
Sócrates deixado em paz
Denunciante do caso do saco azul de Felgueiras desistiu de querer ouvir José Sócrates e António Guterres no julgamento de Fátima Felgueiras sobre acusações de corrupção que recaem sobre a autarca.

Sol
09/04/2008


Trapalhada 32

Não há quem pare o Ministério da Educação, na senda de sucessivos atropelos à lei.

E em relação à trapalhada do novo sistema de avaliação de professores, a ministra e os seus secretários já produziram um infinidade de alterações à lei, pelos procedimentos mais Simplex que se podiam imaginar: por ficheiros HTML, por PowerPoint, por e-mail, por fax, simplesmente por boca e até por rascunho manuscrito, os mais modernos tipos de actos normativos provindos do socratino Choque Tecnológico...



Tribunal dá razão a sindicatos

Faltas de professores para reuniões sindicais são justificadas

O Tribunal Central e Administrativo do Sul considera que os docentes podem participar em reuniões sindicais fora das escolas, dentro de um crédito anual de 15 horas para esse efeito, contrariando um despacho do secretário de Estado da Educação Valter Lemos.


O Tribunal Central e Administrativo do Sul deu razão a duas professoras de Leiria que reclamaram na Justiça o direito de participar em reuniões sindicais fora das escolas, dentro de um crédito anual de 15 horas previsto na lei para esse efeito.

A acção – apoiada pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) – foi interposta pelas docentes depois de Valter Lemos ter assinado um despacho, datado de 1 de Março de 2006, que levou algumas escolas a considerar injustificadas as faltas dadas pelos professores para participar em encontros dos sindicatos.

Sol
09/04/2008


Lição

Os professores têm medo de denunciar, por temerem retaliações externas e por o sistema educativo os culpabilizar pela indisciplina dos alunos.

Os conselhos executivos (que quando se chamavam "directivos" eram designados pelos alunos como conselhos "divertidos") querem mostrar ao exterior uma ficção cor-de-rosa da realidade cinzenta e negra das escolas.

O Ministério da Educação, que vê os professores como adversários ou inimigos, parece comprazer-se com todas as formas de desrespeito a que os docentes sejam sujeitos, incluindo a tortura burocrática a que os submete.

O Procurador da República, só pelo que se passou nos últimos dois dias (aqui e aqui) continua a ter cada vez mais razão, ainda que alguns iluminados venham vomitar críticas à intervenção do Ministério Público em questões de violência escolar.

Muitos continuarão a esconder a realidade ou a fazer de conta que ela não existe.

Com o tempo multiplicar-se-ão em Portugal casos como este. A socratinagem talvez rejubile com a anarquia vigente no nosso País, que progressivamente se há-de manifestar.


Oito adolescentes foram detidos na Florida por terem espancado uma rapariga, filmado as agressões e terem ameaçado publicar o vídeo na Internet, escreve a CBS News.

De acordo com o xerife de Polk County, Victoria Lindsay foi atacada no dia 30 de Março por seis raparigas em casa de uma amiga.

Duas das raparigas confrontaram Lindsay assim que entrou, com gritos e ameaças. Outra rapariga atingiu-a na cabeça várias vezes bateu-lhe com a cabeça na parede do quarto, deixando-a inconsciente. Quando a jovem acordou estava no sofá da sala cercada pelas seis raparigas. As adolescentes bloquearam a porta e agrediram Lindsay. Enquanto isso, dois rapazes vigiavam do lado de fora da casa.

Os pais de Lindsay mostraram-se indignados com a situação, dizendo que a motivação para o ataque foi produzir um vídeo que se tornasse popular no YouTube.

No entanto, a mãe de uma das raparigas detidas disse que Lindsay teria provocado os outros jovens com ameaças e insultos no MySpace, uma rede social na Internet.

Portugal Diário
09/04/2008




«Indicador avançado da desgraça»



Saber que o número de resgates de PPR disparou no primeiro trimestre pode parecer apenas mais um reflexo da crise económica e financeira. Nada disso. Este é um indicador avançado da desgraça. Só não vê quem não quer.

Ler ou escrever notícias sobre o estado da economia está a tornar-se um exercício monocórdico de desventura. O bom resultado do défice orçamental alumia fracamente o túnel da redução do crescimento económico, aumento da inflação, do desemprego, das desigualdades, da volatilidade dos mercados mobiliários e da queda dos imobiliários. Essa catadupa de estatísticas tem dois efeitos: por ser catadupa, banaliza a má notícia; por ser estatística, torna-se abstracta. Ora, o resgate massificado dos PPR não é uma coisa nem outra. É começar a rapar o fundo do baú.

Pedro Santos Guerreiro
Jornal de Negócios
09/04/2008

Sacos Rosa


Processo ‘Saco Azul’

Vara reitera apoio dado a Felgueiras

O ex-dirigente do PS, Armando Vara, afirmou esta terça-feira no Tribunal de Felgueiras que não está arrependido de ter apoiado, em 2001, a recandidatura da autarca Fátima Felgueiras à presidência da Câmara local.

O socialista defendeu a sua posição, considerando que “não tinha dúvidas sobre o carácter e a honestidade da presidente da Câmara de Felgueiras. Ainda hoje acho que fiz o que devia ter feito”.

Correio da Manhã
08/04/2008


Armando Vara está em todas e de todas vai saindo incólume, quando não promovido...
Depois do que se passou numa célebre fundação, seria expectável que fosse parar ao Aljube. Mas como sempre fez o que «devia ter feito» já está na administração do maior banco privado português, instituição que, como se costuma dizer nos mercados financeiros, é dona de metade de Portugal...

Sócrates, Vara e Fátima Felgueiras. Belo triunvirato. Bela imagem do Portugal socratino.



Brincar às escondidas


A vida está difícil para José Sócrates. Não há sítio aonde vá em que não haja manifestações de protesto.

A alternativa é ir de surpresa, em segredo, sem colocar o evento na sua agenda.

Visitar secretamente as tropas portuguesas no Afeganistão ainda se compreende. Precisar do mesmo artifício para ir à FIL talvez seja demais. Mas é revelador do estado em que se encontra o País... e da popularidade do seu líder...



Dos funcionários do Ministério da Justiça
Sócrates aparece de surpresa em reunião

José Sócrates apareceu esta terça-feira de surpresa no encerramento de uma sessão com 500 funcionários públicos da área da justiça para agradecer o “esforço” feito no desenvolvimento do Programa de Simplificação Administrativa (SIMPLEX).

O primeiro-ministro deslocou-se à Feira Industrial de Lisboa (FIL), ao fim da manhã, mas a visita não estava marcada na sua agenda pública, como confirmou o gabinete do Chefe de Governo.

Na sessão de encerramento da reunião esteve a ser discutido os projectos e objectivos dos balcões únicos para 2008. José Sócrates relembrou o trabalho realizado ao longo dos últimos três anos, por parte dos conservadores e oficiais de registo, frisando que essa acção teve um enorme impacto na vida dos cidadãos e das empresas, e dirigiu palavras de motivação para o futuro.

Correio da Manhã
08 Abril 2008 - 21.24h


terça-feira, 8 de abril de 2008

Dia histórico



Hoje é um dia histórico para "O Promulgador", prova de que a coligação estratégica socratino-cavaquiana funciona perfeitamente...

1000
diplomas legislativos foram já promulgados pelo Presidente da República, Cavaco Silva. Este número foi alcançado hoje com a promulgação do decreto-lei que aprova a organização e o funcionamento da Comissão da Carteira Profissional do Jornalista.


Coincidência das coincidências, trata-se de um diploma que enriquece sobremaneira a nossa democracia e a liberdade jornalística em Portugal..., pelo menos na opinião dos próprios jornalistas... que em vão clamaram pela intervenção presidencial...

Para o poder socratino é mais um dia de festa...


Mais um exemplo eloquente

Para o que interessa à ideologia dominante no sistema educativo português, os pais ou encarregados de educação fazem parte da comunidade educativa, a par dos alunos, dos funcionários e dos professores.

Quando não interessa, já vêem os pais ou os actos que este cometem como estando fora da comunidade educativa, como sucede com os comportamentos tipificados na lei como ilícitos penais.

Nestes casos já não ousam criticar a judicialização dos problemas de violência escolar, mas possivelmente pouco faltará...

O Triunfo dos medíocres...

Trapalhada 31


Medicamentos para diabetes perdem comparticipação

O novo protocolo diz que cabe à ANF negociar os descontos directamente com os subsistemas.

Uma caixa de tiras que os diabéticos utilizam para medir a glicemia custa 3,65 cêntimos. Sem comparticipação passa a custar quase 25 euros.

Desde o dia 27 de Março que os diabéticos que pertencem a subsistemas de saúde como a ADSE ou o SAMS deixaram de ter direito a comparticipação nos produtos que precisam para controlar a doença.

O novo protocolo feito entre o Ministério da Saúde e as farmácias dita novas regras. Os subsistemas de saúde têm que negociar directamente os descontos com as farmácias, uma medida que a ANF diz não fazer sentido.

No meio deste desentendimento o que é certo é que são os doentes que ficam prejudicados. A TVI contactou a Direcção-geral de Saúde para que nos prestassem mais esclarecimentos mas durante a manhã ninguém estava disponível.

TVI
[ Última actualização às 13:52 do dia 08/04/2008 ]


Os discípulos e o mestre

Que haja professores a fazerem blogues sobre educação, compreende-se. Em princípio versam sobre um assunto que conhecem e que os preocupa. No mínimo, e no pior dos casos, estão a defender um interesse próprio, profissional ou corporativo, e isso só por si justificará o esforço despendido.

Mas o que levará alguém a criar um blogue especializado em atacar professores e especialmente os críticos do eduquês? Alguma má experiência como aluno ou como encarregado de educação será motivação suficiente para se gastarem várias horas por dia a atacar os professores?

Nas últimas semanas têm nascido vários blogues de inspiração socratina, o que é revelador do pânico que sobre eles se está a abater, mas sobretudo do que os move e do carácter que têm ou que lhes falta...




segunda-feira, 7 de abril de 2008

Trapalhada 30


A ministra anarquista soma e segue na senda dos atropelos à legalidade. Já perdemos a conta às decisões judiciais que declararam a ilegalidade de actos ou a inconstitucionalidade de normas do Ministério da Educação, da sua autoria directa ou emanadas do Governo ou da Assembleia da República em matéria educativa.

É apenas mais uma trapalhada deste misterioso ministério, cujo rumo mais certo é o abismo nacional.

Teimando em não querer começar de novo um edifício normativo aberrante e um sistema de avaliação onde não se vislumbram virtudes, a ministra, para sanar a inconstitucionalidade e corrigir as injustiças por ela geradas, arrisca-se a nova trapalhada, ou no melhor dos casos a promover a professor titular algumas centenas de docentes, aumentando as despesas do ministério quando o propósito único da lei era exactamente poupar nas despesas.

Nisto tudo não há só teimosia. Há muita incompetência e irresponsabilidade!

Decisão do Tribunal Constitucional

Considerada inconstitucional norma que impediu concurso a professor titular em caso de doença

07.04.2008 - 21h11 Lusa

O Tribunal Constitucional declarou inconstitucional a norma que impediu os docentes em situação de dispensa total ou parcial da componente lectiva, mesmo por motivos de doença, de concorrer a professor titular.

O acórdão n.º 184/2008 do TC declara "a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral", da norma do artigo 15.º, n.º 5, alínea c) do Decreto-Lei n.º 15/2007 por considerar que viola o direito constitucional à protecção da saúde ao estabelecer que na altura do concurso só poderiam concorrer docentes em prestação efectiva de funções, desconsiderando, por exemplo, professores que se encontrassem na altura doentes.

O Decreto-Lei n.º 15/2007 estabelece o estatuto da carreira dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário, bem como o regime jurídico da formação contínua de professores.

"Como se tratou de um concurso extraordinário e irrepetível, realizado em Junho de 2007, significa que o concurso a professor titular decorreu ferido de inconstitucionalidade e há professores que estando em condições de ser professor titular, atingindo o topo da carreira, hoje não o são", revelou o dirigente da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, em conferência de imprensa.

"Teimosia do ministério terá excluído cerca de 3200 professores"

Mário Nogueira disse, também, que em 30 de Abril de 2006 se encontravam em situação de dispensa de componente lectiva 3185 professores, "a maioria dos quais de topo de carreira e em condições de candidatura a professor titular, mas que foram inconstitucionalmente impedidos de o fazerem".

"O Ministério da Educação levou por diante um concurso que tem uma norma que o fere de inconstitucionalidade e neste caso já não é passível de recurso. A teimosia do ministério terá excluído cerca de 3200 professores simplesmente porque estavam doentes", afirmou o sindicalista.

Para Mário Nogueira, esta decisão do TC "além de ser uma derrota política terrível mostra que a teimosia do ministério é infinita". "Ou o Ministério da Educação anula o concurso de professor titular e faz um novo concurso, ou tem de abrir um concurso para estes milhares de titulares e aí tem de simular as condições de candidatura no momento em que não puderam concorrer", disse, considerando que "estes professores que tinham vaga têm de entrar sem que os que não deveriam então ter entrado percam o lugar".

Ministério cumprirá decisão do tribunal

Fonte do Ministério da Educação disse à Lusa que o "Ministério da Educação cumprirá a decisão do tribunal".

domingo, 6 de abril de 2008

Outro caluniador



Batalha: Comemorações do dia do combatente

General receia fim da liberdade

Os "tempos de crise" vividos neste momento em Portugal, associados aos sentimentos de "resignação e fatalismo" predominantes, "anunciam um futuro sem liberdade", afirmou ontem na Batalha o ex-governador de Macau, general Rocha Vieira.

Convidado a discursar nas cerimónias do Dia do Combatente, junto ao túmulo do Soldado Desconhecido, no Mosteiro Santa Maria da Vitória, Rocha Vieira manifestou--se preocupado com a crise de valores.

'Vivemos tempos de crise. São tempos de máscaras e aparências, em que se esquece o valor do serviço e o respeito pela realidade. São tempos que ignoram o passado da independência e anunciam um futuro sem liberdade', afirmou o agora chanceler das Antigas Ordens Militares, nomeado pelo Presidente da República, Cavaco Silva.

Segundo Rocha Vieira, é preciso reagir e saber escolher para ultrapassar o momento actual. É tempo 'para voltarmos aos valores essenciais, para defendermos a memória dos que construíram Portugal independente, para honrarmos a responsabilidade de deixar aos sucessores mais do que aquilo que herdámos dos que nos antecederam', adiantou o general.

Em relação às Forças Armadas, o último governador de Macau referiu a necessidade de se garantir a sua unidade e dignidade e atribuiu aos políticos a responsabilidade de 'fazerem corresponder as missões que atribuem aos militares com os meios que põem à disposição dos que colocam em risco as vidas para as cumprir'. 'A dignidade das Forças Armadas exige que ao seu quadro de missões corresponda o adequado sistema de meios', sublinhou Rocha Vieira.

O general realçou ainda a importância das forças militares na defesa da independência, na garantia da liberdade e no 'regular funcionamento das instituições democráticas' do País.

Presente na cerimónia em representação do ministro da Defesa, o secretário de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar, João Mira Gomes, encarou as palavras de Rocha Vieira não como uma crítica mas co-mo a constatação do que já está a ser feito pelo Governo. 'Sabemos que as forças em missão internacional têm de estar bem equipadas e é isso que está a acontecer', garantiu o governante.

Ontem comemorou-se o 90.º aniversário da Batalha de La Lys e a 72.ª Romagem ao Túmulo do Soldado Desconhecido.

Correio da Manhã
06/04/2008


Por que será?

Corrupção autárquica: ‘Pacote Cravinho’

Parlamento com resultado decepcionante

Um ano depois do colóquio internacional sobre o combate à corrupção, promovido pelo presidente do Parlamento, o que mudou? Segundo a Oposição, o tema esmoreceu e o resultado final do grupo de trabalho, criado para o efeito, "foi decepcionante". O assunto foi lançado na agenda no primeiro discurso do 5 de Outubro do Presidente da República, em 2006. O então deputado do PS João Cravinho apresentou um conjunto de propostas e chegou a ser recebido em Belém. No final, pouco sobrou das suas iniciativas mais emblemáticas.

Correio da Manhã
06/04/2008

A voz que Sócrates ouve...

Metade dos portugueses discorda da ministra

Mais de 70 por cento dos portugueses não tem dúvidas de que o trabalho dos professores deve ser avaliado, ainda assim, metade da população acredita que o Ministério da Educação deve recuar, para já, no sistema de avaliação de desempenho que pretende aplicar.

Segundo uma sondagem CM/Aximage, 51,5 por cento dos inquiridos entende que, após a manifestação que juntou cerca de cem mil docentes em Lisboa, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues deve recuar na avaliação do desempenho.

Na sua maioria, acredita que a avaliação devia avançar com critérios diferentes dos actuais (43,3%), enquanto 18,7 por cento não poupa críticas à forma como o Governo conduziu o processo. A solução apontada é, por isso, maior diálogo entre escolas, Ministério e professores. Há 8,7 por cento de inquiridos que sugere uma avaliação independente feita por uma entidade independente da tutela.

Correio da Manhã
06/04/2008


Citação do dia

«Mal um governo obtém um indicador favorável envolve-se de imediato em políticas demagógicas de benefícios e facilidades.»

António Barreto
Público

sábado, 5 de abril de 2008

Exercer a cidadania


Batatas e nabos


"Paulo Portas não me impressiona nem pressiona, porque não lê, não estuda. Ele herdou o partido do táxi e vai deixar o CDS-PP como o partido da trotinete".

Ministro da Agricultura, Jaime Silva


A frase até tem a sua piada. Mas a um ministro exige-se mais do que fazer nabices e andar à batatada com um dirigente partidário. E não se tem visto muito mais do que isso, não contando com as trapalhadas do quadro de mobilidade dos seus funcionários.


Golos na própria baliza


Com Luís Filipe Menezes a falhar sucessivos penáltis, para derrotar José Sócrates só mesmo os autogolos de Maria de Lurdes Rodrigues...




Juntamo-nos ao Protesto!



Da nossa parte juntamo-nos já ao Protesto.

Estamos perante uma das maiores cretinices (mesmo cretinices) da nossa história cultural, cujos autores principais são Cavaco Silva e José Sócrates.

E não dizemos "jamé"! Dizemos mesmo NUNCA!

Ratifiquem o Aborto Ortográfico! Se quiserem criem uma polícia linguística!

Nunca respeitaremos o Aborto Ortográfico! Nunca, em nenhuma parte, seja em artigos de opinião ou em artigos científicos, seja em jornais, revistas ou livros. Nunca!

Desafiamos outros autores de blogues à desobediência civil.

A este Aborto Ortográfico que o eixo Sócrates-Cavaco quer impor aos portugueses, dizemos Nunca!



Polémica: Acordo Ortográfico

Apelo ao protesto cívico

O escritor e eurodeputado Vasco Graça Moura admitiu a hipótese de organizar um abaixo-assinado contra a aplicação em Portugal do Acordo Ortográfico.

Em declarações ao CM, o escritor disse que a iniciativa é 'uma das formas que pode assumir a mobilização da sociedade civil' contra o texto assinado em 1990 por representantes de sete países de expressão oficial portuguesa, que aguarda ratificação da Assembleia da República para entrar em vigor. Por enquanto, este opositor aposta na acção 'das instituições que se posicionam contra o Acordo', designadamente a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) e a União de Editores Portugueses (UEP). No entanto, admite a possibilidade de enveredar pela via da 'mobilização da sociedade civil', disse ao CM. 'Ainda não tenho um propósito formado sobre o abaixo-assinado', acrescentou, mas 'é uma possibilidade', admitiu.

Graça Moura, uma das vozes mais activas na oposição ao texto, considera que o Acordo 'perspectiva a liquidação da Língua Portuguesa'. Numa conferência realizada na quinta-feira (organizada pela APEL e a UEP), Vasco Graça Moura defendeu mesmo que 'é um acto cívico batermo-nos contra [o Acordo]'.

Na próxima segunda-feira, o escritor participará na audição parlamentar da Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura para, segundo esta entidade, 'dinamizar a audição das várias posições e opiniões que sobre a matéria'. 'Vou fazer uma intervenção semelhante àquela que fiz ontem [quinta-feira] na conferência, mas um pouco mais pormenorizada', adiantou. Na audição de segunda-feira, Graça Moura vai ter como ‘opositor’ o professor catedrático Carlos Reis.

A rejeição do Acordo não é consensual entre os escritores portugueses. Francisco José Viegas, considera que 'os ingleses e os americanos não precisaram de acordo porque cada um tinha uma grande força no plano cultural e político'. O caso português é, obviamente, diferente. 'Diante de 180 milhões de brasileiros, acho que temos pouca força', sublinhou.

OPINIÕES

'CONSTRUÇÃO DA FRASE É DIFERENTE' (Zita Seabra, Editora da Alêtheia)

'Não é na ortografia, mas na construção da frase que os brasileiros escrevem de maneira completamente diferente da nossa, pelo que a aproximação do português do Brasil e ao do de Portugal não poderá ser feita através de um acordo ortográfico.'

'CONTINUAREMOS COMO QUISERMOS' (Francicso José Viegas, Escritor)

'Como autor, tanto me faz – continuaremos todos a escrever como acharmos mais graça. Quanto à conversa sobre a ‘abertura de um debate’, acho estranho que durante 19 anos estivessem todos calados e contentes e que agora ande tudo com o dicionário etimológico na mão.'

'ACORDO SERVIRÁ APENAS O BRASIL' (António B. Lopes, Presidente da APEL)

'A questão estava enterrada em Dezembro e foi ressuscitada por pressão do Brasil. Como foi sublinhado na conferência de quinta-feira, o Acordo não vem servir para nada; servirá apenas a apropriação da língua pelo Brasil nos fóruns internacionais.'




José Luís Feronha com Lusa



Trapalhada 29


O Governo que tem um rumo e que nunca recua, para não variar faz mais uma trapalhada. Num dia uma ilustre secretária de estado fazia o elogio do novo regime de custas dos processos de adopção que até seria melhor para os casais adoptantes. No mesmo dia já se decide voltar atrás. Terá sido por terem aparecido críticas na comunicação social?


Adopção

Governo recua nas custas

O Governo prepara-se para recuar na aplicação de custas judiciais à abertura dos processos de adopção e isentar os candidatos a pais adoptivos do pagamento de 576 euros, segundo apurou o CM.

Fique a saber tudo na edição deste sábado do jornal 'Correio da Manhã'.

Elogio de Sócrates



De vez em quando neste blogue também se pode elogiar o engenheiro projectista José Sócrates.

Para quem tivesse dúvidas sobre a sua face humana, há que reconhecer que não esquece os amigos.

Neste caso trata-se de um amiguinho e de uma amiguinha.

Primeiro foi Diogo Infante, que logo a seguir à chegada de Sócrates ao poder adquiriu uma projeccção televisiva como nunca teve, especialmente com a apresentação do programa "Cuidado com a Língua".

Agora é Fernanda Câncio a ganhar um lugar também na RTP como apresentadora da série «O Meu Bairro».


Como não somos maldosos, temos de reconhecer que Sócrates não esquece os amigos.

O mais que se possa dizer serão certamente calúnias...



As três velocidades

O processo de avaliação está a arrancar na maioria das escolas, mas com velocidades diferentes, segundo o ministério.

Expresso
4/4/2008


As três velocidades parecem ser: devagar, devagarinho e parado, apesar das ameaças e intimidações...


sexta-feira, 4 de abril de 2008

Anedotas do dia

Parece óbvio que a haver o célebre «erro de casting», esse não é Valter Lemos. Para acrobacias circenses e outras palhaçadas similares era difícil arranjar melhor.

Ficámos então a saber que há alguém que está a destruir a escola pública e esse alguém não é o próprio (des)Governo...

E também não é verdade que a desautorização dos professores seja um dos problemas do sistema de ensino em Portugal...

Duas anedotas deste calibre no mesmo dia é proeza que não está acessível a qualquer comediante; só aos sobredotados...

Valter Lemos, está no sítio certo e no lugar exacto. E ao lado da ministra completam a obra dramatúrgica em permanente criação e exibição, ora de peças trágicas ora de mirabolantes comédias...

Valter Lemos denuncia «campanha contra a escola pública»

O secretário de Estado da Educação afirmou, esta sexta-feira, que «há uma campanha orquestrada contra a escola pública». Ainda assim, Valter Lemos escusou-se a apontar os seus responsáveis.

( 20:47 / 04 de Abril 08 )



Valter Lemos falava à margem do IX Fórum da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Corporativo, que hoje se iniciou no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, com a participação de cerca de mil estudantes.

«Do meu ponto de vista, é muito condenável a campanha que se está a fazer contra a escola pública e é totalmente imerecida porque foi a escola pública que cumpriu a importantíssima função de democratizar o ensino em Portugal e também porque, para a maior parte dos portugueses, não existe alternativa ao ensino público», frisou.

Questionado sobre quem é que está por detrás dessa campanha, o secretário de Estado da Educação escusou-se a responder.

«Eu só vejo as vossas notícias, é isso que eu vejo, vocês é que saberão», disse Valter Lemos, dirigindo-se aos jornalistas.

O secretário de Estado considerou que não é verdade que a desautorização dos professores seja um dos problemas do sistema de ensino em Portugal, conforme hoje referiu a Conferência Episcopal Portuguesa.

TSF
4/4/2008


Augusto S. S.: entre a demagogia e a insanidade

A evidência dos factos dispensa comentários...

Assembleia da República

PSD diz que democracia “está em agonia” e que PS restringiu direitos fundamentais

04.04.2008 - 12h15 Lusa

O PSD defendeu hoje no Parlamento que a democracia portuguesa “está em agonia”, acusando o PS de ter instalado uma cultura de medo na sociedade e de ter restringido o exercício dos direitos fundamentais.

“A democracia não está morta, mas está em agonia”, declarou o deputado social-democrata Montalvão Machado, durante uma interpelação do PSD ao Governo sobre o estado da democracia em Portugal.

O Governo respondeu através do ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, dizendo que quem está “em agonia” não é a democracia mas sim “a actual liderança bicéfala do PSD”.

Montalvão Machado defendeu que “o exercício livre dos direitos fundamentais é muito menor” desde que o PS governa e prometeu que “em 2009 o PSD voltará para restituir ao país um ambiente de verdadeira convivência democrática”.

“Cultura de medo”

“Há uma cultura de medo nos juízes, nos médicos, nos sindicatos, nos militares, na função pública, na sociedade em geral, imprópria de uma verdadeira democracia”, alegou.

Montalvão Machado apontou como exemplo, entre outros, o caso da ida da PSP a um sindicato da Covilhã, que disse ter acontecido “a mando do Governo, a mando do primeiro-ministro”.

Referindo-se depois à televisão pública, o deputado do PSD afirmou que “o Governo manda calar todos os que não se comportam como ele, sobretudo o maior partido da oposição”.

Santos Silva argumenta com “reforço” dos direitos fundamentais

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, desvalorizou as acusações e defendeu que, pelo contrário, “houve um reforço significativo dos direitos fundamentais” desde que o PS governa.

Santos Silva referiu a reforma do Parlamento como uma das medidas promovidas pelo PS para “reforçar a qualidade da democracia” e sublinhou que “o PSD foi o único partido que votou contra o novo regimento, que reforçou substancialmente os direitos da oposição”.

“O estado de agonia não caracteriza a democracia portuguesa, caracteriza sim a actual liderança bicéfala do PSD”, sustentou.

Em relação à televisão pública, o ministro disse que o PSD pode “interrogar-se sobre a sua própria capacidade de gerar iniciativas com valor noticioso”, e acusou os sociais-democratas de fazerem “uma feia campanha para pressionar os meios de comunicação social”.

Os mentirosos e os coxos...



Bem diz o sábio Povo português que se apanha mais depressa um mentiroso do que um coxo...



Escolas: afinal, são 260 armas

A ministra da Educação referiu, esta quinta-feira, que no ano lectivo 2006/2007, no âmbito do programa Escola Segura, foram detectas 140 armas na posse de alunos nos estabelecimentos de ensino ou nas imediações. Lurdes Rodrigues referia-se aos dados do relatório apresentado em Dezembro e que dão conta, apenas, das ocorrências de posse e uso de armas e não do número de armas apreendidas pela PSP, no âmbito do programa Escola Segura.

Fonte policial explicou ao PortugalDiário que as situações de posse e uso de arma referem-se «à detecção de um individuo armado» e as apreensões referem-se ao facto de «esse indivíduo ter na sua posse, por exemplo, três armas». A mesma fonte esclareceu também que a maioria das ocorrências com armas são detectados «junto às escolas» e «não no interior».

O relatório da PSP sobre o programa Escola Segura, a que o PortugalDiário teve acesso, e divulgou no passado dia 26 de Março, mostra que das 260 armas apreendidas, 13 eram armas de fogo, 165 armas brancas e 82 de outro tipo.

Ainda segundo o relatório, no último ano lectivo, a PSP registou 67 ocorrências de posse e uso de arma, mais 6,3 por cento do que no ano anterior, quando foram registadas 63 ocorrências.

Portugal Diário
4/4/2008



Benzeduras

Foto educadamente roubada aqui.


Muito bem faz José Sócrates em benzer-se nas escolas. E o mesmo deveria fazer a sua ministra da educação, porque Belzebu parece estar a encarnar nos professores, depois de ter possuído os alunos. Todo o cuidado é pouco com as coisas do demónio...

«Regime dominado como o do Dr. Salazar»

Grande Entrevista António Borges
Temos um regime dominado como o do Dr. Salazar"
Há dois países em Portugal, o das grandes empresas cotadas que nem sabem o que fazer aos lucros e o de todas as outras, que não sabem se chegam ao fim do mês. As primeiras são protegidas por um Estado fechado e inibidor da iniciativa empresarial. Há solução? Há, mas podem contar com a obstrução dos que exercem poderes controladores. Os piores direitos adquiridos são os dos patrões. Leia uma grande entrevista a António Borges, publicada na edição de hoje do Jornal de Negócios.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O rosto humano da ministra

Não é apenas José Sócrates que tem um «rosto humano».

A revista Sábado, de 3 de Abril, traz uma peça sugestivamente intitulada «A vida de Lurdes na Escola».

Parece que a senhora não quis contribuir para a elaboração do artigo. Mas a sua imagem até não sai mal pintada.

Criança a quem a vida não terá trazido facilidades, filha de uma mãe solteira, Maria estudou num dos colégios da Casa Pia. O resto é o relato do seu dia-a-dia escolar, a vivência religiosa com as freiras, a relação com colegas e professores.

Enfim. Longe da tirânica ministra que alguns tomam por sinistra, aparece uma figura de rosto humano, uma aluna ligeiramente acima do mediano, de quem não se esperaria muito, que até tinha alguma irreverência escolar, que chega a ministra, sem que ninguém lhe divisasse futuro tão promissor ainda que não fosse das piores alunas.

O rosto humano da ministra é mais exaltado num comentário jornalístico. A ministra que não ri nem sorri, afinal «é divertida e conta anedotas aos colaboradores mais próximos no ministério, para manter o bom ambiente»...

Malevolamente pensamos nós que para ter sucesso terá de ter um bom reportório para quebrar o gelo que deve andar congelando as salas e gabinetes ministeriais...

Depois deste trabalho jornalístico sobre a infância e a juventude, talvez se justificasse agora um segundo artigo sobre os tempos da militância anarquista com João Freire, o sábio do ISCTE a quem encomendou o projecto que deu origem ao famosíssimo Estatuto da Carreira Docente.

Esses tempos de heterodoxa militância e de colaboração nas revistas anarquistas A Ideia e A Batalha, que Maria de Lurdes deixa em branco no seu currículo oficial, talvez merecessem mais interesse e devessem suscitar tratamento jornalístico, por serem mais consentâneos com os momentos actuais de dissolução da autoridade e da disciplina, nas famílias, nas escolas e no Estado...


Despudor


Como alguém disse um dia: «Em Portugal o importante não é ser ministro, mas ter sido ministro».

Pina Moura e Ferreira do Amaral já o tinham demonstrado. Por isso, nada a estranhar que agora seja a vez de Jorge Coelho - depois de passar de Ministro das Obras Públicas para opinador político com funções no partido - passar de opinador político ou propagandista do PS para presidente da maior empresa de construção civil.

Como à mulher de César não basta ser séria, sempre que a Mota-Engil ganhar um concurso público, no mínimo, suscitar-se-ão legítimas suspeitas, tanto mais quanto entre as contas dos partidos e as contas das empresas de construção civil há intensas interconexões...

Mas como uma demonstração de despudor nunca vem só, alguém que é presidente da maior câmara municipal do País - a sua capital -, que é um ex-ministro do actual Governo socratino e que é considerado o número dois do PS passa a acumular a sua função política governativa com o lugar de comentador político televisivo.

Já não chegava termos dois imparcialíssimos comentadores como Marcelo Rebelo de Sousa e António Vitorino. Agora temos mais outro imparcialíssimo comentador, com a agravante de desempenhar um dos cargos mais importantes do País que já deu um Presidente da República e um Primeiro-Ministro.

Este regime tornou-se num circo em que os simples cidadãos são tratados como palhaços ou como animais amestrados...

Não há vergonha nem respeito.

Só já falta mesmo o engenheiro técnico e projectista José Sócrates, recuperar o famoso Conversas em Família de Marcelo Caetano...

Já agora, a Maria de Lurdes Rodrigues e o Valter Lemos mandavam colocar o retrato do Grande Mestre em todas as escolas do País e içar todos os dias de manhã a bandeira do PS em cada escola portuguesa com no seu Director Executivo a presidir à cerimónia com o seu punho erguido...



quarta-feira, 2 de abril de 2008

Uma pedra preciosa


O autor, usando o pseudónimo não passarão!, publicou numa caixa de comentários do blogue a A Educação do meu Umbigo, um excelente texto que merecia ver a luz da imprensa em qualquer jornal.

Para que não se perca e tenha o destaque que merece, aqui fica a sua transcrição com duas ou três compreensíveis correcções gráficas:


Pedreiras

Jorge Pedreira admitiu hoje o óbvio: a Avaliação do Desempenho não tem por objectivo cimeiro aumentar a qualidade da oferta educativa das escolas e, muito menos, promover o desenvolvimento profissional dos docentes. Nas palavras do Secretário de Estado (que é Jorge mas que de educação nada percebe) apenas visa contribuir para a redução do défice público. — Eureka! O enigma da má-fé ministerial fica finalmente revelado.

No fórum da ‘TSF’ da manhã de hoje, Pedreira, justificou os motivos pelos quais o ME discorda da proposta de António Vitorino em adiar a avaliação e testar-se o modelo preconizado pelo M.E. em escolas piloto durante um ou dois anos.

Pedreira (o Jorge, que até é secretário da ministra Lurdes), confessou o politicamente inconfessável: “Terá de haver avaliação para que os professores possam progredir na carreira e assim possam vir beneficiar de acréscimos salariais” (sic).

Ou seja, aquilo que hoje se discute no mundo ocidental (democrático e desenvolvido, como rotula mas desconhece a “primeira ministra”), gira em torno da dicotomia de se saber se a avaliação do desempenho docente serve propósitos de requalificação educativa (se para isso directamente contribui) ou se visa simplesmente constituir-se em mais um instrumento de redução do défice público.

Nesta matéria, Pedreira (o tal que é Jorge e ao mesmo tempo teima em ser secretário da ministra que também parece oriunda de uma pedreira), foi claro: Importa conter a despesa do Estado com a massa salarial dos docentes; o resto (a qualidade das escolas e do desempenho dos professores) é tanga(!!!).

Percebe-se, assim, por que motivo este modelo de avaliação plagia aquele que singra na Roménia, no Chile ou na Colômbia, países aos quais a OCDE, o FMI, o New Public Management americano, impuseram a desqualificação da escola pública em nome da contenção da despesa pública. Percebe-se, assim, por que razão a ministra Maria de Lurdes (que tem um secretário que, como ela, também é pedreira) invoque a Finlândia para revelar dados estatísticos de sucesso escolar e a ignore em matéria de avaliação do desempenho docente. Percebo a ministra pedreira: não se pode referenciar aquilo que não existe. A Finlândia, com efeito, não tem em vigor qualquer sistema ou modelo formal e oficial de avaliação do desempenho dos professores!

Agradeço à pedreira intelectual que grassa no governo de Sócrates (que por acaso não é pedreiro — até é engenheiro), finalmente nos ter brindado com tão eloquente esclarecimento. Cito-os: A avaliação dos Docentes é mais um adicional instrumento legislativo para combater o défice público(!).

Obrigado, Srs. Pedreiras, pela clarificação do óbvio.


Mensagens de Fátima...


Nos últimos dias chegaram de Fátima várias mensagens.
Não são mensagens celestiais. São mensagens terrenas, mas que alguns que se acham acima do comum dos mortais fariam bem em escutar.

Não será por acaso que versam exactamente sobre os dois grandes pilares da sociedade - a escola e a família - dois pilares que a engenharia socratina tem tentado demolir.

Mas versam também sobre a natureza do Estado que o jacobinismo socratino concebe como ateu quando deveria apenas ser laico, como anti-eclesial quando deveria no máximo ser neutral em nome da subversão do princípio da igualdade, que não consistindo em tratar todos por igual consiste sim em tratar por igual o que é igual e diferente o que é diferente...


Mensagem primeira

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, afirmou esta segunda-feira, na abertura da assembleia plenária do organismo, que decorre até quinta-feira em Fátima, que “o Estado Democrático não pode ser militante ateu”.

Para o arcebispo de Braga, “o Estado tem de reconhecer, respeitar e procurar satisfazer a opção dos cidadãos a quem proporciona as condições necessárias para viver a sua religião, respeitando as outras crenças”.

Correio da Manhã




Mensagem segunda


Homilias contra a lei do divórcio automático

Está definida a primeira batalha dos bispos portugueses após a eleição dos novos órgãos da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP): o divórcio fácil.

A proposta que o Partido Socialista vai apresentar no próximo dia 16 na Assembleia da República, de integrar o divórcio no programa Simplex, fazendo com que seja mais rápido e fácil o fim do casamento, mesmo quando as partes estejam em litígio, está a provocar uma enorme revolta no seio da Igreja.



Mensagem terceira


"É muito difícil ser professor, dado o contexto económico, social, o multiculturalismo, a falta de identidade, a falta de uma fundamentação antropológica do sistema educativo", disse hoje aos jornalistas o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Carlos Azevedo, num intervalo dos trabalhos da Assembleia Plenária do episcopado, a decorrer em Fátima.

"É muito mais difícil ser professor hoje que há uma década atrás e não é por acaso que alguns professores universitários pedem a reforma mal podem, às vezes com prejuízo pessoal", acrescentou o prelado, para caracterizar "todo o ambiente" em torno da educação.

"De paixão, a Educação passou a histeria", disse ainda D. Carlos Azevedo, recorrendo a uma expressão utilizada pelo ex-secretário de Estado Joaquim Azevedo, que esta manhã reflectiu com os bispos em torno do tema da educação.

"Merece-nos muito respeito o ser educador hoje. O educador tem um papel muito difícil. E nós queremos ajudar", acrescentou, explicando que o tema voltará a estar em debate na Assembleia Extraordinária da CEP, em Junho.

Público



E ainda há uma quarta mensagem

No Altar do Santuário, o mandamento que está presentemente em reflexão é

«Viver em Verdade»

Para alguns, que vivem permanentemente na mentira, é difícil... muito difícil...


Hoje já não é dia das mentiras...


... para as pessoas comuns ou normais...


Ministro da Economia de Pedro Santana Lopes
dá razão a António Borges


Álvaro Barreto nega ter rompido com a Goldman Sachs

02.04.2008 - 19h48
Por Cristina Ferreira
Carlos Lopes (arquivo)

Álvaro Barreto, ex-ministro da Economia de Pedro Santana Lopes, afirmou, em declarações ao PÚBLICO, que não rescindiu o contrato de prestação de consultoria na área da reestruturação energética celebrado com a Goldman Sachs (GS), confirmando assim que a decisão partiu de Manuel Pinho.

Público
2/4/2008

Fala quem sabe, mas manda quem pode...

Sem comentários. Apenas com sublinhados...


Belmiro: baixa do IVA "é um acto de publicidade" sem "qualquer impacto" na economia

02.04.2008 - 18h28

Por Lusa

O empresário Belmiro de Azevedo disse hoje que a descida do IVA de um ponto percentual anunciada pelo Governo é um acto publicitário e sem impacto na economia.

(...)

O Governo anunciou na semana passada que irá descer a taxa normal de IVA de 21 para 20 por cento a partir de Julho.

"Os impostos mudam-se de uma maneira programada e não de um momento para o outro", acrescentou o líder do grupo Sonae (proprietário do PÚBLICO), lembrando que o IVA é um imposto que penaliza o consumo e que é injusto (porque penaliza da mesma maneira pobres e ricos).

Vários comentadores têm dito que seria preferível anunciar alterações fiscais deste género no âmbito do orçamento do Estado, mas o Governo decidiu anunciar esta descida do imposto depois de se ter sabido que o défice público de 2007 ficou abaixo do previsto, reduzindo-se para os 2,6 por cento do PIB.

Belmiro de Azevedo disse ainda que o dinheiro que o grupo Sonae entrega ao Estado em IVA representa 13 por cento das receitas totais deste imposto.

(...)

Questionado se sentiu na pele essa discriminação, Belmiro afirmou: "Quando sou discriminado pelo Governo faço senti-lo ao Governo." "António Borges é muito competente e honesto", acrescentou Belmiro de Azevedo.

Branqueamento da Ministra da Educação


Prosadores, comentadores, colunistas e políticos de segunda linha, tanto nos jornais como nas televisões, começaram habilmente a queimar o Secretário de Estado da Educação Valter Lemos, apresentando-o como o responsável pela obsessão legiferante do Ministério da Educação.

Outros foram mais longe. Pretenderam apresentar este desastrado e pouco fotogénico Secretário de Estado como a malévola prefiguração do Eduquês, contra o qual alegadamente estaria a própria Ministra e o Primeiro-Ministro...

Maria de Lurdes Rodrigues apareceria assim como a ministra traída por um secretário de estado comprometido com a ideologia educativa que tem causado, ao longo de três décadas, nefastos efeitos na formação e educação dos jovens portugueses.

Não percebendo o verdadeiro objectivo desta campanha que está apenas no seu início, alguns professores, levados por um irascível espírito de vindicta, começam a rejubilar e a criar expectativas mais favoráveis para as suas pretensões profissionais e pessoais.

A estratégia é habilidosa, mas baseia-se na manipulação da realidade e tem um objectivo perverso. Transformando Valter Lemos no bode expiatório dos erros clamorosos do Ministério da Educação, pretende-se salvar Maria de Lurdes Rodrigues da demissão, para preservar o Governo da enorme contestação pública de que tem sido alvo.

De suprema responsável por tudo o que se tem passado no sistema educativo português nos últimos três anos, Maria de Lurdes seria transformada numa inocente vítima dos defensores do Eduquês e numa defensora de uma verdadeira regeneração das escolas portuguesas.

Talvez os sindicatos já se dêem por satisfeitos com a cabeça de Valter Lemos num prato e uma alteração moderada no sistema de avaliação dos professores.

Portugal precisa de bastante mais do que a demissão de um ministério inteiro. Precisa de uma desinfestação geral das aberrações ideológicas que pervertem todo o sistema educativo, da Avenida 5 de Outubro à mais longínqua escola da província, como ficou evidenciado de maneira ostensiva no último programa Prós & Contras. Mas isso é querer demais. É como sonhar com a cura de um corpo completamente minado por uma doença letal...








terça-feira, 1 de abril de 2008

Se seguissem o conselho de Vitalino Canas


Ele há tantas coisas boas de que o Governo de José Sócrates se pode orgulhar, e haveria de ser um ministro a vir falar de capelas, capelinhas e, enfim, descoordenação governamental...


Polémica: Falta de coordenação denunciada

Ministro critica capelinhas no Governo


Luís Amado, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, denunciou ontem a "política de capelinhas" em todos os ministérios, incluindo o seu, que dificulta a coordenação ministerial. O ministro defendeu uma maior coordenação entre os membros do Governo, com especial urgência na Cultura e na Economia, áreas-chave na defesa dos interesses de Portugal no Mundo.

(...)

Os ministérios da Cultura e da Economia, tutelados respectivamente por José Pinto Ribeiro e Manuel Pinho, contactados pelo CM, optaram por não comentar as declarações de Luís Amado.

Correio da Manhã
1/4/2008

Basófias...


A propaganda política construiu de Sócrates a imagem de um intrépido combatente contra os poderosos, entre os quais os bancos. Só ele teria a coragem suficiente para pôr os bancos a pagar impostos. E afinal foi o que se viu: o habitual; muita conversa e poucos ou nenhuns resultados resultados.




Bancos pagaram apenas 13,6% de IRC no ano passado


Os bancos portugueses obtiveram em 2007 lucros de 2,4 mil milhões de euros, mais 9,1% que no ano. Estes são os primeiros dados oficiais do sector, ontem divulgados pela Associação Portuguesa de Bancos (APB). Os números são referentes a uma amostra do conjunto das instituições bancárias, que representam 96,4% do activo líquido do sector em 2006.

Diário de Notícias
1/4/2008


A verdadeira Alma dos Socratinos


Nenhuma notícia, reportagem ou texto de opinião aprece nos jornais por mero acaso.

E nenhuma está desprovida de um objectivo qualquer, por mais ou menos inconfessável que seja.

Já tínhamos alertado aqui no blogue que não tardariam a aparecer nos jornais artigos a denunciar acções de violência ou de desrespeito praticadas por professores sobre alunos.

É fácil perceber de onde, porquê e como vêm parar à comunicação social notícias como esta, precisamente numa altura em que o tema era a indisciplina dos alunos e a sua violência sobre colegas e professores.

Só por inocência ou por estultícia poderemos pensar que se trata de mera coincidência!...


Pais queixaram-se ao MP e pedem afastamento da docente

Professora terá utilizado fita-cola para calar alunos do 3º ano

01.04.2008 - 20h29 Samuel Silva

Os pais de três alunos do 3º ano do 1º ciclo da escola EB1 do Salgueiral, em Guimarães, processaram a professora de inglês da turma por maus-tratos infantis. Segundo os encarregados de educação, a professora castigou as crianças, com idades entre os sete e os oito anos, sentando-os de frente para a parede e com as bocas tapadas com fita-cola, como castigo pelo mau comportamento.

Público

Perplexidade, folgando...

Se os homens comuns, que usualmente dizem a verdade no resto do ano, dizem mentiras no Dia 1 de Abril, o que fará José Sócrates no dia de hoje?

Tira uma folga?

Se a propaganda fizesse milagres...

Hoje no Jornal de Negócios

Três anos de PIN mas só 11 projectos em execução

Os projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN) foram criados em 2005. Passados quase três anos, apenas 11 estão em execução e nenhum está concluído. Esses 11 aprovados representam um investimento de 2,9 mil milhões de euros e criam 9.901 postos de trabalho. Isto num total projectado de 14,3 mil milhões e 57 mil empregos.

Mais uma calúnia contra o Governo



Relatório sobre pluralismo político-partidário

ERC: PSD é sub-representado e PS "apagado", como partido autónomo do Governo, na RTP

31.03.2008 - 18h03 Lusa

O PSD é sistematicamente sub-representado nos blocos informativos da RTP enquanto o PS é "apagado" como partido autónomo do Governo, conclui o relatório sobre pluralismo político-partidário que o organismo regulador apresentou hoje ao Parlamento.

De acordo com o relatório sobre pluralismo político-partidário na RTP, que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) entregou hoje à Assembleia da República, é "detectável um relativo excesso de presença do Governo e PS", sendo também "sistemática a sub-representação do PSD nos diferentes serviços de programas da RTP".

O documento adianta ainda que "a presença do Governo apaga a presença do PS enquanto partido da maioria, na informação do serviço público de televisão".

Público
31/4/2008