Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Termo de encerramento


Por razões pessoais este "blog" chega ao fim.

E termina exactamente como começou, com uma extensa paráfrase ao manifesto de Almada Negreiros. Se ele conhecesse o José Sócrates Pinto de Sousa teria sido ainda mais verrinoso e acutilante. Ou talvez nem lhe dedicasse um manifesto.

Este Sócrates - que ao contrário do outro não sabe que nada sabe - não merece um manifesto, nem um blogue. Merece apenas uma borracha que apague esta mancha de incompetência e de indignidade da História de Portugal.


Uma geração que consente deixar-se governar por um José Sócrates é uma geração que nunca o foi.

É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos!

É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!

Abaixo a geração!

Porra para o José Sócrates, porra!

PIM!

Uma geração com um José Sócrates a cavalo é um burro impotente!

Uma geração com um José Sócrates ao leme é uma canoa em seco!

O José Sócrates é um magano!

O José Sócrates é meio magano!

O José Sócrates saberá fazer jogging, saberá inglês técnico, saberá enhenharia sanitária, saberá fazer ceias para democratas como Hugo Chávez, saberá tudo menos governar que é a única coisa que ele finge fazer!

O José Sócrates pesca tanto de governação que até faz governos com homens da estirpe de Mário Lino que toma os portugueses por uma cáfila de camelos!

O José Sócrates é um habilidoso!

O José Sócrates disfarça-se mal!

O José Sócrates tem rabos de palha!

Não é preciso ir pró Rossio para se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!

Não é preciso disfarçar-se para se ser salteador, basta governar como o José Sócrates!

Basta não ter escrúpulos nem morais, nem políticos, nem humanos!

Basta andar com as modas da terceira via, com as políticas e com as opiniões!

Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar calções desportivos e olhos meigos!

O José Sócrates nasceu para provar que nem todos os que governam sabem governar!

O José Sócrates é um autómato que deita para fora o que a gente já sabe o que vai sair... Mas é preciso continuar a adormecer o Povo!

O José Sócrates é um fruste engenho dele próprio!

O José Sócrates em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum.

Se o José Sócrates é português eu quero ser venezuelano!

O José Sócrates é a vergonha da política portuguesa!

O José Sócrates é a meta da decadência mental!

E ainda há quem não core quando diz admirar o José Sócrates!

E ainda há quem lhe estenda a mão!

E quem lhe lave a roupa!

E quem tenha dó do José Sócrates!

E ainda há quem duvide que o José Sócrates não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero!

E fique sabendo o José Sócrates que se um dia houver justiça no mundo toda a gente saberá que o autor de O Príncipe é o José Sócrates que num rasgo memorável de modéstia só consentiu a glória do seu pseudónimo Maquiavel.

E fique sabendo o José Sócrates que se todos fossem como eu, haveria tais munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar.

Mas julgais que nisto se resume a politiquice portuguesa?

Não Mil vezes não!

Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mais atrasado da Europa e de todo o Mundo!

O país mais selvagem de todas as Áfricas e Américas Latinas!

O exílio dos degradados e dos indiferentes!

A África reclusa dos europeus!

O entulho das desvantagens e dos sobejos!

Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!

Porra para o José Sócrates, porra! PIM!

Adaptado de José de Almada Negreiros

Poeta d'Orpheu

Futurista

E Tudo,

Feita por um Português de Lei

Que abomina a mediocridade, a hipocrisia e a mentira

.

Lindo menino



«Quero que o Governo de Angola saiba que temos confiança no povo angolano, que temos confiança em Angola, temos confiança no Governo angolano e no trabalho que tem desenvolvido", que tem "permitido que Angola tenha hoje um prestígio internacional, que tenha subido na consciência internacional e que seja hoje um dos países mais falados e mais reputados.»
José Sócrates


Não falando na corrupção, nos musseques de Luanda, na manipulação da comunicação social, na falta de democracia - Lisboa até está cada vez mais parecida com Luanda -, por acaso o Governo de Angola até quer nacionalizar duas empresas portuguesas: o BCP e o BPI.

Lindo menino, dourado!... Em Angola eras o Menino Diamante! mas daqueles falsos, feitos de vidro que por lá se traficam para enganar os incautos...




Partir, antes de partir

O socratino sr. Costa, em nome dos lisboetas e supostamente de todos os portugueses, entregou ao espanhol iberista José de Sousa, mas a outro José de Sousa, o José de Sousa Saramago, a Casa dos Bicos, edifício mandado construir pelo filho do «terríbil» Afonso de Albuquerque que não consta ter atraiçoado nunca a Pátria, mesmo quando se incompatibilizou com o Rei por amor a Portugal e com Portugal por amor ao Rei.

Nada tenho contra tal criatura. Mas tenho direito a achar que a cedência de um edifício público a um espanhol iberista é um ignóbel acto de traição à Pátria, para mais a alguém cujo único mérito é ter conseguido ganhar um Prémio Nobel da Literatura sem saber escrever no idioma materno.

Antes de partir, tomo a liberdade de partir a loiça toda para, do chão raso da minha ignorância, proclamar o que me parece óbvio sobre as qualidades literárias de tal súbdito do Reino de Juan Carlos, reproduzindo um comentário que fiz a um "post" do Portugal dos Pequeninos:




Permitam-me ter opinião.

Literariamente, Saramago não vale um vintém.

Os seus textos são como as fezes do Imperador da China. Toda a corte a cheirava e a achava divinal. Mas era merda como outra qualquer.

O Homem pode ter umas boas ideias e até jeito para o marketing a avaliar pelos títulos que dá aos seus livrecos.

Nunca vi escritor que escrevesse tão mal. Mas ainda não li Zezé Camarinha nem o Zé Cabra.

Se quando acabasse de garatujar os seus horrendos textos desse os manuscritos a um mediano escritor para reformar aquelas pobres e infelizes frases, talvez saísse dali alguma literatura de mediano valor.

Espero que em língua estrangeira, os tradutores tenham tido o cuidado de dar forma literária ao que Saramago escreve.

Tirando a Viagem a Portugal - que desconfio que foi apenas assinada por Saramago para dar mais uns lucros à editora - a custo se encontra em Saramago uma frase que tenha algum ritmo, alguma beleza, alguma riqueza de construção literária e não seja um amontoado tosco de palavras, como uma "instalação" destes pseudo-artistas que se julgam modernistas por descarregarem um carro de lenha ou de pedra numa galeria (supostamente) de arte...

Picasso conseguiu fazer um touro admirável de um simples selim. E Duchamp transformou um mictório numa peça de arte. Saramago não consegue transformar as suas toscas frases em nada para além do que elas são: toscas frases.

Mas como tudo na vida há gostos e gostos.
A felicidade que não sentiam os predestinados a quem era dada a honra de cheirar as fezes do Imperador da China...
Eram divinais e eles sentiam-se felizes, mesmo que não recebessem um Prémio Nobel...


"Diário do Governo"


Ora para que serve o Diário do Governo, oficialmente chamado de Notícias?.

Além de dar emprego à suposta namoradinha de José Sócrates, que daquele púlpito ora apoia o Governo ora ataca a oposição, também serve para ajudar a implodir o PSD dando guarida aos críticos, como Luís Filipe Menezes que não tardou muito em fazer aos outros o que os outros lhe fizeram a ele.

Não admira que apesar de tanta mentira e demagogia, de tanto autismo e autocracia, José Sócrates ainda tenha tantos eleitores, mesmo descontando o facto de grassar o analfabetismo e a iliteracia neste pobre e aviltado resto de país...

Blá, Blá, Blá...


Bem pode o Primeiro-Ministro fazer a propaganda que quiser sobre o Aborto Ortográfico e a projecção da língua portuguesa no Mundo que advirá de tal criatura mal parida.

A realidade é esta. E veremos se o admirador de Zapatero tem tomates a sério ou é só a habitual lenga-lenga de que falava o Provedor de Justiça...


Só inglês, francês e alemão

Associação portuguesa de patentes alerta para novas regras europeias que não contemplam o português

Uma nova legislação europeia sobre patentes obriga a que estejam registadas apenas em inglês, francês ou alemão. A associação portuguesa do sector alerta que milhares de empresas portuguesas são prejudicadas e espera que o Governo português siga o exemplo espanhol e não assine

Segundo a ACPI (Associação dos Consultores de Propriedade Industrial) a alteração das exigências linguísticas do registo de patentes na Europa vai custar milhares de euros por patente às empresas portuguesas só em traduções, dificultando a transferência de tecnologia e a inovação no país.

«As mais prejudicadas com a projectada alteração serão as pequenas e médias empresas (PME) que não podem pagar uma média de três mil euros para traduzir cada patente, sabendo-se que cada inovação ou cada nova invenção tem cinco, seis ou sete patentes», disse à agência Lusa César Bessa Monteiro, presidente da ACPI.

Em causa está uma alteração à legislação de protecção de patentes que vigora em todos os países da Europa e que obriga quem quer registar a patente a traduzir essa patente na língua dos mercados onde a protecção vai vigorar.

«Com a actual proposta do Tratado de Londres, as patentes passam a estar disponíveis apenas em inglês, francês e alemão e deixam de estar disponíveis em português», afirmou César Bessa Monteiro.

«A nova legislação só beneficia as grandes empresas das grandes potências e sobretudo os Estados Unidos e o Japão», acrescentou.

Com centenas de páginas por patente - que inclui um sumário, uma memória descritiva e uma terceira parte a explicitar o objecto da protecção - a ACPI garante que se as novas regras entrarem em vigor vão estrangular a inovação no país.

«É aliás contraditório Portugal votar a favor do tratado de Londres, porque a política do Governo é favorecer a inovação», disse o presidente da ACPI que exige que o Executivo português se mostre contra o tratado.

«Espanha já disse que não ia assinar, para proteger a sua língua e as suas empresas. Do Governo português ainda não vemos nenhuma atitude claramente contra o tratado», afirmou Bessa Monteiro.

Lusa/SOL

Autismo


Os autistas em Portugal podem ser mais de 65 mil. Muitos não foram diagnosticados nem tiveram o tratamento adequado

por Helena Norte,
Jornal de Notícias, 15/07/2008


Alguns deles chegaram a ministros e um deles é Primeiro-Ministro. Consta que a mais eficaz terapia é um fármaco chamado Eleições. Parece que, lentamente, este medicamento os está a fazer cair na realidade.

O problema maior é que alguns combinam o autismo com a esquizofrenia. E a ciência médica ainda não consegue incutir neles a capacidade de distinção entre a realidade e a fantasia...

Há os que pensam que falsificando os exames os alunos passam a saber Português e Matemática.
Há os que confundem projectos de engenharia com simples jogos da Lego.
Há os que pensam que os banqueiros internacionais são uma espécie de tias ricas misericordiosas sempre dispostas a dar-lhe mais uns milhões emprestados para os seus devaneios e prodigalidades.
Há os que pensam que ainda são ministros quando é o engenheiro que decide por eles.
Há pelo menos um que pensa que é um Padrinho da Máfia que continuará eternamente a fazer a lei e a justiça à sua maneira, manobrando a lei processual penal e manipulando as investigações mais comprometedoras.
Quase todos eles pensam que os portugueses são todos estúpidos e não sabem distinguir a realidade da demagogia. Nisto só parcialmente estão iludidos. A acreditar nas sondagens há mesmo muitos portugueses que ainda não perceberam o Governo que têm. Se calhar há mais de 65.000 autistas. Nesse caso podem ser uns 3 milhões.



Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Lição chilena

Como tem sido divulgado na blogosfera, o actual modelo de avaliação dos professores foi quase plagiado por João Freire, um conhecido anarquista que levou Maria de Lurdes Rodrigues para a docência no ISCTE de onde, em malfadado dia, seguiu caminho para o Ministério da Educação.

Uma das razões que os professores apontam como causa do projecto de destruição do ensino público é precisamente o interesse do Governo em favorecer o ensino privado, para cortar nas despesas do Orçamento de Estado.

Pois aprecie-se o que aconteceu à colega de Maria de Lurdes Rodrigues, a Ministra da Educação do Chile, exactamente por esse motivo: a preterição do ensino público em favor do privado.

Em Portugal o Povo é mais sereno e os alunos, encantados com as altas notas nos exames que o GAVE forjou, ainda não perceberam o mal que esta sinistra ministra está a fazer ao seu futuro.

Seja pelas razões que forem, a dita senhora tem evitado pôr o pés - por respeito digo pés - nas escolas públicas portuguesas...



Imagem surripiada aqui

Impressiva imagem da dissolução nacional

Regressado de uma temporada no Oriente, onde desenvolve os seus estudos académicos, Miguel Castelo Branco, um dos mais cultos intelectuais portugueses e dentre eles um dos pouquíssimos que sente a Terra-Mãe, deixa-nos no seu Combustões - uma das pérolas da blogosfera - esta impressiva imagem do quanto se degradou e desagregou Portugal em apenas nove meses, o tempo de uma singela gestação, por má sina uma gestação maligna de um Governo incompetente e desvairado:

Foi preciso vir dos confins do mundo para me aperceber da magnitude da desagregação do Estado Português. Outros desculpar-se-ão invocando os distúrbios de Paris, outros lembrarão o flagelo napolitano, outros ainda refugiam-se no lirismo de uma terra abençoada pelo sol. Nestes curtos dias em Lisboa, para além do acentuar do cinzento esgar, das comissuras desencantadas, das fachadas literalmete vandalizadas e dos prédios devolutos, dos incêndios na Avenida e do fim de festa do tão prometido arranque económico - hoje tão credível como as profecias de Daniel - dei-me conta que já ninguém manda e já ninguém obedece. As facadas da praia anunciaram os tiros num ignoto bairro social. Talvez na próxima vez assista a tiroteio no Rossio. Volto para a Ásia com a clara sensação que Lisboa, nove meses volvidos, está muito diferente, para pior. Só nos falta emular Sadr city.

Outra visão da Primeira República


O poder Socratino tem, como é do conhecimento público, em preparação há longa data as Comemorações do Centenário da Primeira República.

Sabendo-se - como avisou Paul Valléry - que «a história é o produto mais perigoso que a química do intelecto elaborou», convém estar de sobreaviso sobre tais comemorações, que no entender do socratino não militante do PS que as preparou - Vital Moreira -, deveriam servir para muito mais do que para fazer estudos históricos desse período. O lente coimbrão até alvitrou a necessidade de grandes obras legislativas a esse respeito, entre as quais segundo entendimento de alguns a legalização do casamento dos homosexuais, ou da paneleirada como aqui se prefere dizer...

Quem não esperou para ver foi um grupo de maduros que promete mostrar outra visão do que foi a Primeira República:


Sabendo-se como são recrutados e formados os historiadores das nossas universidades, muito bem fará o simples leigo em estar de pé atrás perante o que se vai ler e se vai escrever, o que equivale a dizer ter uma prudente e sábia atitude crítica.

Falsários da História não faltam entre nós. Abundam os cronistas oficiais do regime e urge estar bem atento à expectável demagogia comemorativista dos socratinos.

Aquele grupo de maduros promete não os deixar pôr o pé em ramo verde.
E quantos ramos uns ainda muito verdes, outros já bem podres não tem a centenária árvore da República. Oh se tem!...

A Política do Medo

Os professores andam com medo da própria sombra. Saiba como se criaram as condições para o triunfo da mentira

A mentira é como o vírus do ébola

O medo regressou e em força. São cada vez mais os professores que enviam emails com denúncias que terminam com um pedido de "por favor, não me identifique!" Nós sabemos que os modernaços montaram um sistema kafkiano, diria mesmo goebelsiano, de controlo, vigilância e repressão. Numa manobra de engenharia social, que faria encher de orgulho Estaline e Goebels, os modernaços montaram um sistema que impôs a autocensura aos professores e que os leva a ter medo da própria sombra. Primeiro, construiram a arquitectura jurídica: estatuto da carreira docente, modelo burocrático de avaliação de desempenho e novo modelo de gestão. Depois, calaram os sindicatos. Sabe-se lá como e porquê! De seguida, acenaram com migalhas de poder aos adesivos. O sistema está montado e assenta num artifício muito simples: associar a avaliação de desempenho dos professores aos resultados dos alunos. É essa associação que incentiva e permite a construção da grande mentira. Todos mentem. E mentem porque tem de ser. Tal como acontecia durante os planos quinquenais do fim da era de Estaline, no final dos anos quarenta e princípios da década de 50, todas as unidades de produção, sovietes incluídos, exageravam nos resultados e colocavam nos relatórios aquilo que os comissários políticos queriam ler. Havia fome nas cidades nos campos porque a produção de cereais caíra para os mínimos? E depois? O que interessavam eram os relatórios. Se os relatórios diziam o contrário, era porque a ficção fabricada para agradar aos comissários era preferível à dura e crua realidade dos pessimistas que ainda não tinham sido capazes de fazer o corte com a realidade e formatar a cabeça de acordo com a estrutura cognitiva do Homem Novo. Agora, passa-se o mesmo nas escolas portuguesas. Os professores habituaram-se a mentir porque perceberam que a ficção construída para agradar aos comissários políticos é preferível à nua e crua realidade. O corte com a realidade está a fazer-se desde 2005. E faz-se atraves da escrita e das acções de propaganda, ditas acções de formação sobre avaliação de desempenho. A escrita de relatórios permite o desenvolvimento de competências de literacia ao estilo do orwelliano do "double-speak". A aquisição do "double-spaeak" faz-se, sobretudo, através dos relatórios que os professores são obrigados a redigir, respondendo a questões dirigidas, em formato de grelhas, que induzem o professor a construir uma "realidade" de faz-de-conta. E o professor faz isso porque sabe que o colega do lado também faz. É uma espécie de ébola que tudo contamina. A mentira impõe-se porque é mais fácil e mais lucrativa, a curto prazo, do que a verdade. A pior herança desta equipa ministerial foi a criação de condições nas escolas para o triunfo da mentira.

Ramiro Marques


Afinal não era uma gafe

Afinal não era uma gafe. Era uma premonição. O Menino de Ouro é um autêntico oráculo...

Os portugueses já estão mesmo mais pobres, cada vez mais...





Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Quando os assuntos da governação viram palhaçada


A taxa Robin dos Bosques voltou a abrir a sessão plenária, desta quarta-feira, com o PCP, que agendou ontem um debate de actualidade, a usar uma citação do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais para garantir que a taxa não terá qualquer impacto: «A taxa Robin dos Bosques não terá qualquer impacto nos lucros das companhias e representa apenas uma antecipação do imposto a pagar de 110 milhões de euros!»

Os «Verdes» citam um comunicado da Galp para garantir a mesma conclusão: a taxa «não tem qualquer impacto. Só antecipa o pagamento de impostos». «É a própria Galp a gozar a iniciativa do Governo», afirmou a deputada Heloísa Apolónia.

A oposição foi unânime em considerar que o Executivo não explicou ainda os efeitos da taxa Robin dos Bosques, aprovada em Conselho de Ministro na passada semana. O ministro dos Assuntos Parlamentares, Santos Silva, reagiu às críticas afirmando que a proposta de lei para a criação da taxa dará entrada ainda esta quarta-feira na Assembleia da República, e será depois distribuída, «como é do regulamento».

O ministro garantiu que a taxa sobre as reservas petrolíferas é «autónoma» e reiterou o que o primeiro-ministro já tinha dito no debate do Estado da Nação: «O Governo conta arrecadar mais de 100 milhões de euros».

Entre as dúvidas da oposição sobre a taxa, o deputado do PSD baptizou-a com outro nome - «taxa Pinóquio», porque é uma taxa que é uma coisa e na realidade é outra?» - e o CDS-PP fala em taxa «Menino d`Ouro»: «Convém, do ponto de vista do cidadão, discutir-se a taxa Menino d`Ouro que é o dinheiro que o fisco recebeu a mais com a subida do preço e a ida atrás do IVA em matéria de receita», afirmou Paulo Portas, referindo-se ao imposto arrecadado pelo Estado, desde o início do ano, quando os combustíveis já aumentaram 30 vezes.

Portugal Diário
16/07/2008

Quando o exemplo vem de cima



Finalistas faltam ao exame

Todos os alunos finalistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) boicotaram, ontem, o exame final do 6º ano da licenciatura, que consideram "excessivo e desnecessário".

Os 230 estudantes concentraram-se, em silêncio, à porta dos Hospitais da Universidade de Coimbra, durante a manhã, e recusaram-se a realizar a prova marcada para o início da tarde. Segundo Fernando Correia, representante dos alunos, os futuros médicos consideram o exame 'dispensável' e 'sem razão de ser'.

Correio da Manhã
16/7/2008


Quando o Primeiro-Ministro, que era um aluno cábula, consegue obter a equivalência à licenciatura da maneira que todos conhecem;

Quando a Ministra da Educação defende que todos os alunos devem obrigatoriamente passar e manda fazer exames com graus de dificuldade para atrasados mentais;

Quando uma Directora Regional da Educação diz, preto no branco, que «os alunos têm direito ao sucesso»;

O que é que se pode esperar destes meninos de ouro das universidades portuguesas?

Estudar dói e o Verão está escaldante!

O modelo socratino de avaliação se é para uns é para todos.

Viva a escola socratina!
Os professores que estudem, que os alunos têm mais que fazer!


Sobre a biografia semi-oficial do áureo Primeiro-Ministro

Uma interessante crítica literária do acrítico livro de Eduarda Maio sobre o menino de Vilar de Massada.

A subdirectora da Antena 1, Eduarda Maio, a quem o programa de televisão O Juiz Decide deu nos anos 90 uma relativa notoriedade, acaba de publicar uma biografia do actual primeiro-ministro. E não há duas maneiras de dizer isto: trata-se de um péssimo livro. Com esta biografia não se aprende nada de relevante sobre a carreira e a ascensão política de José Sócrates que não estivesse já nos jornais. A narrativa dos acontecimentos decisivos (a candidatura à liderança do PS, a maioria absoluta) não acrescenta dados novos. Se Sócrates, num ou noutro episódio, é alvo de ataques, Eduarda Maio não os investiga; aproveita apenas para realçar as qualidades que levaram o nosso Herói a resistir-lhes. “À firmeza do seu trabalho parlamentar, José Sócrates juntava agora o seu espírito. Gostava de quebrar a solenidade pardacenta das sessões, de remoçar o debate político salpicando-o de humor e sacudindo-lhe o excesso de sisudez e de monotonia” (p. 211). O tom é “hagiográfico”, disse Pacheco Pereira. Pior do que isso: é parolo.

Há páginas e páginas de resumos de peças de propaganda, como artigos de jornal ou programas partidários; e passagens chatas e compridas como quem recita em versão alargada um curriculum vitae. A abordagem da autora consiste numa espécie de contemplação beata. Maio entrevistou alguns próximos de Sócrates, que lhe contaram como o nosso primeiro-ministro é um “bom amigo”, um “menino de ouro”, tem extraordinárias capacidades de trabalho e é um devoto dos livros. “‘Quando ele teve que aumentar o IVA, nem dormiu na noite anterior’, afirma Renato Sampaio” (p. 311). Nem por uma vez a jornalista se lembra de investigar o que está realmente em jogo nessas amizades e inimizades políticas, o que as move, o que torna o nosso homem tão “persuasivo” – em suma, tudo aquilo que é propriamente a política. E nunca, sobre uma matéria controversa (a co-incineração, o caso da licenciatura, conflitos pessoais variados), dá voz aos críticos.

Seria possível escrever uma biografia interessante sobre o actual primeiro-ministro? É tentador pensar que os nossos actuais líderes, seguindo uma tendência que é sociológica e que não é portuguesa, não são propriamente personagens carismáticas, mas indivíduos formados nas máquinas partidárias, que (sejam quais forem outras qualidades que eventualmente tenham) não têm vidas aventurosas nem biografias emocionantes.

Tudo isso é certo, mas há ainda qualquer coisa de relevante nesse cinzentismo. Talvez José Sócrates, Filipe Menezes, Passos Coelho, não se prestem a histórias fascinantes; mas prestam-se, apesar de tudo, a uma história relevante da nossa democracia. Através da biografia de um deles poderíamos conhecer alguma coisa sobre os mecanismos que fazem de um indivíduo um caso de sucesso político nos dias de hoje: aquilo que realmente condiciona promoções e despromoções, alianças e zangas, numa época em que os confrontos ideológicos estão esbatidos. Mesmo sem fazer um julgamento sumário do regime, importava conhecer um pouco mais sobre o funcionamento interno dessas instituições cruciais da democracia que são os partidos políticos. Há uma biografia política que mereceria ser escrita, sobre um homem banal num regime banal.

E – uma última nota – eu não detesto Sócrates pessoalmente, como figura. Suspeito até – suspeito apenas, porque a biografia de Maio não dá para mais – de que mesmo no plano pessoal haveria algo de interessante para contar na história de um José Sócrates. Aos sete anos de idade, viveu o divórcio litigioso dos pais, que se arrastou em tribunal por seis anos; e até aos 16 ficou afastado da mãe e dos seus dois irmãos. Folheando o livro, é difícil não reparar nas fotos de infância desta criança que nunca sorri; e que tem outras tragédias na sua vida familiar. Não estou a incitar ao voyeurismo, mas não seria relevante investigar a relação entre a criança das fotos e o político que, paradoxalmente, se tornou popular (pelo menos numa dada fase) por uma certa reserva e mesmo uma certa antipatia? Outros superam tristezas por uma extroversão exuberante e maníaca; não assim Sócrates. Mas, numa biografia de 350 páginas, de prosa redundante e rendilhada (e frequentemente ridícula), Maio não dedica uma linha a investigar como é que a criança que depois foi primeiro-ministro atravessou tudo isto.

Ivan Nunes

Time Out
terça-feira, 1 de Julho de 2008

Este não é o ministério dele




Setúbal - Suspeita de roubo de duas pistolas-metralhadoras na Bela vista

Metralhadoras roubadas à PSP

Ninguém sabe o que aconteceu a duas pistolas-metralhadoras Pietro Beretta, calibre 9 mm, e a vários carregadores de munições, que estavam guardados na Esquadra da PSP da Bela Vista, em Setúbal. O desaparecimento ocorreu há dois meses. A PSP, que não afasta a hipótese de roubo, investiga o paradeiro das armas e das munições.

Correio da Manhã
16/07/2008


Já tinham invadido uma esquadra. Ontem atacaram a tiro um posto da GNR. Agora até roubaram duas metralhadoras noutra esquadra da PSP.

E nem falamos no far west em que se transformou Loures...

Tudo isto acontece em pouco tempo ao Ministro Rui Pereira.

Lembrando as célebres palavra de Alberto Costa, este também não é o ministério de Rui Pereira...

Mas estes são os criminosos e malfeitores com quem ele tem de lidar, se conseguir...

E pelos vistos são cada vez mais...




Coincidencia



Tal como se esperava, o «Banco de Portugal baixou a sua previsão do crescimento económico deste ano para 1,2 por cento, uma diminuição de oito décimas em relação à previsão anunciada em Janeiro e que era de dois por cento» (Público).

O estranho ou talvez não é que o relatório do Banco de Portugal saiu milimetricamente depois do debate sobre o estado da nação, no Parlamento, o que obviamente alterou alguns dos pressupostos fundamentais da discussão, beneficiando objectivamente José Sócrates.

Mais uma coincidência, e mais uma vinda de Vítor Constâncio...


Terça-feira, 15 de Julho de 2008

O (des)Governo da Nação



No debate do Estado da Nação ocorrido no Parlamento na semana passada, o Governo apresentou um conjunto de propostas, de âmbito fiscal e social, com o intuito de responder à situação que o país está a viver, caracterizada pelo Executivo como sendo de emergência social e resultante da alta do preço do petróleo, dos preços dos bens alimentares e da subida das taxas de juro.

Tenho para mim, porém, que as propostas apresentadas constituem um imenso conjunto de equívocos, de falta de adequação à realidade e de demagogia, que revelam bem o estado de desnorte a que chegou o Governo. Vejamos porquê.

Primeiro. A situação que estamos a viver não é de emergência, porque não é conjuntural: como vezes sem conta já referi, trata-se de uma situação estrutural, que só é passível de resolução com um aumento da competitividade e da atractividade da nossa economia que permita a criação de mais riqueza, de forma sustentada. Só assim será possível reduzir o desemprego e acudir às necessidades sociais mais prementes. Certo: a alta do preço do petróleo e dos bens alimentares, tal como a subida das taxas de juro, vieram tornar o quadro pior – mas os factores de insucesso já cá estavam… E como creio que os dias com petróleo e alimentos baratos não voltarão mais e as taxas de juro demorarão a descer, apelidar a situação que vivemos como "de emergência" é, no mínimo, desadequado. Um equívoco.

Segundo. Mas se a situação fosse realmente de emergência, seria natural que quaisquer medidas apresentadas tivessem impacto imediato sobre a população (isto é, que ajudassem já). Simplesmente, quer o aumento das deduções das despesas com empréstimos à habitação em sede de IRS, quer a redução das taxas máximas do IMI e o alargamento do prazo de isenção do pagamento deste imposto terão efeitos em… 2009 (que, curiosamente – ou talvez não… –, é ano de eleições)!... Quanto às medidas de apoio social, as ajudas aos alunos para material escolar, manuais e refeições, e ainda para os passes escolares, terão efeitos em… Setembro, quando se iniciar o próximo ano lectivo (isto para não falar que já hoje existem condições especiais nos passes escolares para crianças e estudantes, que tornarão a abrangência e o impacto destas medidas menor do que o proclamado pelo Primeiro-Ministro). Fica, pois, a questão: emergência social?!... Outro equívoco – agora, acompanhado de demagogia.

Terceiro. No que toca às medidas fiscais já referidas, julgo importante enfatizar o seguinte:
O IMI, que o Primeiro-Ministro classificou como "um paradigma de punção social sobre as classes médias", representa, em 2008, apenas cerca de 5% do que os portugueses pagarão a mais em impostos em relação ao que pagavam quando este Governo tomou posse… além de que é receita das Câmaras Municipais (não do Estado Central), pelo que, apesar de representar uma perda de receita no perímetro das Administrações Públicas, são as autarquias que arcarão com ela… Trata-se, portanto, de ajudar… com o dinheiro dos outros! Bom exemplo que o Governo dá à sociedade, não é, caro leitor?...

No IRS, a introdução da progressividade nas deduções com despesas de habitação veio complicar ainda mais o sistema fiscal… ou seja, trata-se de uma medida ao arrepio das tendências internacionais em matéria de impostos, que vão no sentido da simplificação dos sistemas fiscais e da diminuição das taxas de tributação. Se se queria ajudar, por que não fazê-lo através do auxílio directo do lado da despesa, mediante a declaração de rendimentos dos contribuintes?!... Isto para já nem mencionar o facto de, nos dois escalões de IRS mais baixos (e esta medida incide sobre os primeiros 4 escalões), a maioria dos contribuintes não pagar IRS… tal como nem todas as famílias referidas pelo Ministro das Finanças serão abrangidas, pois nem todas suportam empréstimos à habitação. Portanto, uma decisão do meu ponto de vista errada e com alcance social muito reduzido.

Cá estão, caro leitor, novos equívocos e demagogia… em larga escala.

Quarto. Tudo somado, e de acordo com as contas do Governo, as medidas de apoio social custarão cerca de 30 milhões de euros (já este ano) e as medidas fiscais implicarão uma perda – apenas em 2009 – de cerca de 45 milhões de euros (nas deduções no IRS) e de cerca de 50 milhões no IMI (a suportar pelas autarquias). Tudo somado, menos de 0.02% do PIB este ano e pouco mais de 0.05% em 2009 – isto é, no conjunto, nem a uma décima do PIB chegamos!... Demagogia sem limites.

Quinto. O imposto "Robin dos Bosques", a aplicar às mais-valias potenciais resultantes da valorização das reservas de crude das petrolíferas é, apenas e só, a antecipação do pagamento do imposto por parte destas empresas que operam em Portugal – e que, sendo pago num determinado ano, implicará a redução do IRC pago no ano seguinte. Como, quer o Governo, quer a Galp reconheceram, trata-se de uma medida neutra do ponto de vista fiscal para as petrolíferas… e, portanto, também para os cofres públicos, que recebem mais num ano e menos no ano seguinte – o que, nesse ano, é compensado pela nova antecipação do imposto, e assim sucessivamente até que algum dia este imposto extraordinário acabe (o que deteriorará as contas do exercício orçamental em questão) ou as reservas petrolíferas não sejam valorizadas (o que, claro, implicará a não cobrança do imposto antecipado). E, no entanto, lá foi esta medida apresentada como a implementação de um imposto extraordinário que servirá para redistribuir riqueza!... Aqui, a demagogia já dá lugar ao descaramento de tentar fazer passar uma coisa por aquilo que ela não é!...

Sexto. Com a maioria das "ajudas" às famílias a ter lugar apenas em 2009, o Governo estima antecipar já para este ano, com uma taxa "Robin dos Bosques" de 25%, uma receita de pouco mais de 100 milhões de euros. Ou seja: as ajudas a conceder são diferidas na sua maior parte para 2009; o recebimento é antecipado!... É ou não preciso ter descaramento para proceder desta forma e ainda querer fazer parecer que se trata de uma actuação para fazer face à situação de emergência social?!... E depois admiram-se de, qualquer dia, ninguém os levar a sério…

Miguel Frasquilho
Jornal de Negócios

A mancha que alastra



Nem se diga que o problema é da periferia das grandes cidades. Estes dois casos são na Póvoa de Varzim e em Torres Vedras.

  • 11:43 Posto da GNR atingido com dois tiros
  • 11:25 Brasileiro esfaqueado até à morte
Mais comentários para quê?

Nem de propósito

Esta madrugada, à meia noite e cinco minutos, alertava para certas recomendações de compra e targets favoráveis quando até um míope percebe que o caminho dos mercados continua a ser para baixo, com todos os ursos a ajudar.

Por acaso, o PSI-20 já esteve a cair 5%.

A CMVM nunca se importa quando quem quer vender recomenda ao público para comprar ou quem quer comprar recomenda aos outros para venderem.

Não é de agora e continuará a ser assim. O actual Ministro das Finanças que por lá já andou sabe como é...

E não é agora que está no Governo que vai fazer diferente dos outros.

Luz para os cegos do neo-liberalismo


O País tem estado entregue à seita neo-liberal que domina o PS e o PSD e que inquinou também o PP de Paulo Portas.

A cegueira é tal entre estes iluminados que não vendo no neo-liberalismo uma das principais causas da ruína económica portuguesa, propõem ainda mais liberalismo e mais abertura da economia portuguesa ao exterior para resolver os problemas nacionais.

Não chegando o ultra-liberalismo socratino, no PSD António Borges e Pedro Passos Coelho propuseram aumentar a dose desta poção letal que em poucos anos fez desaparecer grande parte da nossa indústria, da agricultura e das pescas.

No dia em que o dogma neo-liberal viu a sua eficácia destrutiva denunciada ao mais alto nível com a intervenção do governo americano numa acção de semi-nacionalização para salvar da falência, duas gigantescas empresas, a Freddie Mac e a Fannie Mae, o Diário Económico publicou um excelente artigo de Joseph E. Stiglitz, Prémio Nóbel da Economia.

Dedicâmo-lo à seita neo-liberal, na qual se inclui José Sócrates e os demais comparsas, que estendo aos ultraliberais do PSD, do genial gestor António Borges ao brilhante Pedro Passos Coelho que ainda não mostrou saber fazer nada mas memorizou bem a cartilha ideológica dos seus correlegionários...




Será o fim do neo-liberalismo?

Existe uma grande disparidade entre os retornos sociais e os retornos privados. Se não forem alinhados, o sistema de mercado nunca poderá funcionar bem.

Joseph E. Stiglitz

O mundo não tem poupado o neo-liberalismo, essa amálgama de ideias que tem por base a noção fundamentalista de que os mercados se auto-corrigem, aplicam recursos de forma eficiente e servem devidamente os interesses do público. Foi este fundamentalismo de mercado que esteve na génese do “thatcherismo”, da “reaganomics” e do chamado “Consenso de Washington”, que privilegiou a privatização, a liberalização e os bancos centrais independentes focalizados apenas na inflação.

Os países em desenvolvimento têm-se digladiado entre si nos últimos 25 anos e o resultado dessa luta é hoje claro. Os países que adoptaram políticas neo-liberais são os grandes derrotados. E por duas razões. Primeiro, não souberam tirar partido do crescimento. Segundo, e quando cresceram de facto, os benefícios ficaram essencialmente nas mãos dos que ocupam o topo da pirâmide.

Por muito que os neo-liberais não queiram admiti-lo, a verdade é que a sua ideologia chumbou ainda noutro teste. Ninguém pode dizer que os mercados financeiros tenham feito um excelente trabalho no final da década de 90. Mas produziu, apesar de tudo, alguns efeitos positivos, como a descida dos custos de comunicação, que resultou numa maior integração da China e da Índia na economia global.

A má aplicação de recursos no sector imobiliário não ajuda a vislumbrar esses benefícios. As novas habitações construídas para famílias que não têm meios para as pagar resultou apenas em angústia e trauma para os milhões de famílias que tiveram de abandonar as suas casas. Em algumas comunidades, a actuação do governo tem-se limitado ao arresto de bens. Noutras, impera a consternação. E nem mesmo os chamados cidadãos modelo, aqueles que sempre se pautaram pela prudência no recurso ao crédito e pela liquidação das suas prestações, são poupados. Antes pelo contrário: os mercados desvalorizaram as suas casas muito acima das suas piores previsões.

Importa dizer que a “febre” do investimento imobiliário gerou alguns benefícios de curto prazo. Isto é, permitiu que algumas famílias americanas gozassem o seu estatuto de “proprietários” – durante escassos meses, é certo – e a possibilidade de viverem numa casa de maiores dimensões. O pior é o preço que as famílias e a economia mundial estão a pagar. Milhões de pessoas perderam a sua casa e poupanças, e as execuções hipotecárias precipitaram o abrandamento da economia global. O prognóstico é consensual: o abrandamento, além de generalizado, veio para ficar.

Mais: os mercados não nos prepararam para a escalada dos preços do petróleo e dos bens alimentares. Como é óbvio, nenhum destes sectores é um exemplo de economia de livre mercado, mas é precisamente aqui que reside parte da questão: a retórica do livre mercado tem sido usada selectivamente, isto é, adoptada quando serve interesses específicos e rejeitada quando não é esse o caso.

Uma das poucas virtudes da administração Bush será, talvez, o reduzido “fosso” entre a retórica e a realidade, comparando com os anos de governo de Ronald Reagan. A retórica de livre comércio de Reagan era acompanhada pela imposição de restrições ao comércio, entre as quais as conhecidas restrições “voluntárias” às exportações de veículos automóveis.

As políticas de Bush foram ainda piores, na medida em que se limitaram a servir os interesses da indústria militar norte-americana. A administração Bush só por uma vez foi mais “verde” – leia-se amiga do ambiente. Refiro-me aos subsídios à produção de etanol, cujo impacto ambiental permanece ambíguo. O mercado energético continua a ser alvo de distorções, introduzidas em parte pelo regime fiscal, mas se Bush tivesse levado por diante os seus planos, a situação seria hoje muito mais grave.

A combinação da retórica de mercado livre e de intervenção do governo foi nefasta para os países em desenvolvimento. A não intervenção no sector agrícola – orientação dada por organismos internacionais – expôs ainda mais os seus agricultores à devastadora competição dos EUA e da Europa. Os seus agricultores até seriam capazes de competir com americanos e europeus. O problema não é esse. O problema é não poderem competir com os subsídios atribuídos pelos EUA e pela UE. Não admira, por isso, que os investimentos agrícolas nos países em desenvolvimento tenham decrescido e agravado o “fosso” alimentar.

Os protagonistas deste erro, os que sugeriram esta orientação, nada têm a recear, uma vez que os custos serão suportados pelas populações desses mesmos países, em particular pelos mais pobres.

Os defensores do fundamentalismo de mercado querem agora que os erros do mercado sejam vistos como erros de governo. Um delegado do governo chinês colocou o dedo na ferida: os EUA deviam ter feito mais para ajudar os norte-americanos com rendimentos mais baixos a gerir melhor o problema do crédito hipotecário à habitação. Estou plenamente de acordo, mas isso não altera os factos: os bancos norte-americanos geriram especialmente mal o risco e essa má gestão tem consequências globais. Mas a injustiça é ainda maior quando se sabe que, apesar dos erros, os gestores dessas instituições saíram airosamente e com indemnizações milionárias.

Actualmente, existe uma grande disparidade entre os retornos sociais e os retornos privados. Se não forem alinhados, o sistema de mercado nunca poderá funcionar bem. O neo-liberalismo foi sempre uma doutrina política ao serviço de certos interesses e nunca se fundamentou em teorias económicas. Tal como, sabêmo-lo hoje, não é fundamentado em experiências históricas. Se aprendermos esta lição, talvez se faça luz ao fundo do túnel.

Tradução Ana Pina
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Joseph E. Stiglitz, Prémio Nobel da Economia

Nova Oportunidade para Sócrates


Estudo da CMVM

Um terço dos investidores em bolsa têm baixo nível de escolaridade

Os dados de um inquérito realizado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) revelam que quase um terço dos investidores portugueses tem, no máximo, a 4ª classe e não dispõe de grandes conhecimentos sobre o funcionamento da bolsa, noticia o 'Diário de Notícias'.

Segundo os dados do Relatório Anual de 2007 da CMVM, avançados pelo 'Diário de Notícias', três em cada 10 investidores só têm quatro ou menos anos de escola, e apenas 24% tem um curso médio ou superior. Em adição, cerca de um terço dos investidores não está activo no mercado de trabalho, sendo muitos destes reformados.

Para a entidade reguladora, citada pelo mesmo jornal, a baixa escolaridade dos investidores "levanta algumas preocupações com o nível de literacia financeira de um número muito significativo de investidores, tanto mais que é geralmente reconhecido que um elevado nível de cultura financeira diminui os (...) erros de comportamento".

Diário Económico
14/07/2008


Quem visitava ou operava na Bolsa de Valores de Lisboa antes das corretoras online e dos sistemas de homebanking, lembra-se bem dos bandos de reformados, donas de casa e taxistas que por ali deambulavam olhando para os terminais das cotações, sobretudo nos períodos de euforia, que coincidem geralmente com o fim do bull market e o início da inversão para o bear market.

Passaram já alguns anos, mas os reformados, taxistas e donas de casa, a que se juntam muitos construtores civis (ex-pedreiros), continuam a investir na bolsa, geralmente comprando no fim da tendência ascendente e só vendendo, a perder, exactamente quando, meses ou anos depois, se inicia a recuperação do mercado.

Ora, José Sócrates tem aqui mais uma oportunidade para as suas miríficas Novas Oportunidades.
Todos estes investidores bolsistas, tarimbados em perder dinheiro com a suas compras e vendas em contra-ciclo (mijando contra o vento, como se diz na gíria dos mercados) são potenciais candidatos ao programa Novas Oportunidades.
Sócrates tem aqui umas centenas ou milhares de candidatos a receberem um dos seus qualificadores diplomas, a bem das estatísticas do desenvolvimento humano.
Basta -los a escrever a sua história de vida, à maneira das Novas Oportunidades, transformando em poucas semanas estes infelizes que só têm a 4.ª Classe em analistas financeiros.
Eis mais uma oportunidade para Sócrates colocar Portugal na vanguarda das qualificações, mesmo que eles, continuando a não entender o que é a tendência do mercado e a não saber interpretar um simples gráfico, prossigam na sua saga de perder dinheiro na bolsa, mas mantenham a esperança de que um dia ainda ganharão...

Alguém que passe a ideia ao Engenheiro. Além do diploma ainda podem levar um portátil a 150 euros, para passarem a negociar pela Internet e contribuírem assim para o famigerado Choque Tecnológico.


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O autor deste texto tem todo o respeito por essa gente humilde que tenta apanhar algumas migalhas que sobram dos lautos banquetes bolsistas onde os grandes especuladores fazem fortunas monumentais.
A jocosidade deste artigo dirige-se não a eles, mas à fraude e demagogia das Novas Oportunidades de José Sócrates que quer dar a todos os portugueses um diploma que vale tanto como o que lhe saiu no pacote da farinha amparo da Universidade Independente: NADA..
Acrescento que se me parte o coração com a multiplicação de certas recomendações de compra que estão a ser feitas ultimamente e a publicitação de targets completamente irrealistas de casas financeiras que apenas pretendem despachar incómodos papéis para as mãos de infelizes como estes, servindo-se dos jornais económicos para enganar impunemente os incautos.






Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Os imponderáveis políticos que Sócrates não domina



Com a legislatura a chegar ao fim, o país político que José Sócrates encontra não é aquele que planeou

Os imponderáveis políticos que Sócrates não domina e que lhe podem tirar o poder

A um ano de três actos eleitorais que redefinirão quem vai ocupar toda a estrutura do poder político em Portugal, o primeiro-ministro, José Sócrates, encontra-se perante um país diverso daquele que esperava ter ao fim de três anos da sua governação, e que não previu no guião que elaborou para o seu consulado à frente do Governo. O primeiro-ministro tinha tudo desenhado para criar condições de reedição do seu poder absoluto em 2009, mas a realidade é diversa; Sócrates não consegue controlar os imponderáveis que poderão resultar mesmo na sua derrota.

Da forma como o país político evoluir no próximo ano dependerá o futuro de Sócrates, não só no que se refere à sua reeleição como primeiro-ministo, mas também na sua própria candidatura à chefia do Governo. Essa evolução depende de factores internos ao próprio PS e à governação e de factores externos, todos eles incontroláveis pelo primeiro-ministro.

É certo que muito do que de imponderável existe na situação política portuguesa tem pouco que ver com a própria política e até com o país. Ao contrário do que o primeiro-ministro esperava e todos os líderes mundiais previam, a crise económica é uma realidade incontornável. O disparar de preços dos alimentos, os valores exorbitantes que as taxas de juro atingem (com aumentos em média de 100 euros num ano no valor das prestações de pagamento de empréstimos à habitação na ordem dos 100 mil euros), a espiral de preços do petróleo (com empresas a comprarem já barris a mais de 200 dólares para assegurarem o stock do próximo ano) são três factores externos que o Governo não domina, mas que entram como uma onda gigante que destrói a praia que Sócrates estava a preparar para si e para o PS no final da legislatura.

Mas também há factores internos, quer nacionais, quer partidários, que poderão complicar os planos de uma segunda maioria absoluta de Sócrates. Factores que vão desde a nova liderança no PSD, que veio revitalizar a oposição de direita, até ao crescimento da oposição à esquerda, que, por mais que o primeiro-ministro desvalorize, não consegue travar, passando pelos problemas internos do PS, dos quais Manuel Alegre pode até ser o menor.

Isto para não falar sobre a sua relação com o Presidente da República. Quer Sócrates, quer Cavaco Silva têm insistido em fazer passar a imagem de relação cordial, mas esta tem as tensões próprias à natureza do poder de ambos os cargos e à personalidade e convicções dos seus protagonistas.

Será assim um ano de apreensão para José Sócrates e para os restantes actores políticos e cujo desfecho é impossível de prever.

São José Almeida
Público
13/07/2008


Publicidade enganosa


Esta tarde, ao entrar na cozinha, ligo a televisão e vejo na pantalha, sintonizada na TVI, nada mais nada menos que «O Menino de Ouro» nas Tardes da Júlia. Não o próprio Menino de Ouro, certamente muito ocupado nas actividades governativas, mas a sua biografia mais ou menos autorizada e mais ou menos oficial e, claro, a sua biógrafa Eduarda Maio.

Num momento em que a vida pública não corre nada bem ao Dourado Infante, os fartos minutos que a televisão do Grupo Prisa - dirigido em Portugal pelo inefável Pina Moura, camarada de partido do biografado - dedicou ao áureo Primeiro-Ministro, vieram mesmo a calhar. Diríamos «Ouro sobre Azul».

A entrevistadora e a biógrafa passaram em grandes linhas a vida da brilhante figura governamental, remetendo para o campo do rumor a questão da sua homossexualidade e atirando para o esquecimento assuntos essenciais como a forma duvidosa como obteve uma licenciatura na Universidade Independente ou como assinou de favor uma série de projectos arquitectónicos de que os próprios clientes ignoram a autoria e cuja qualidade estética inveja qualquer morador dos musseques de Luanda ou das Favelas do Rio de Janeiro.

Sobressaiu o rosto humano do já sepultado animal feroz, que visita anualmente a terra natal por altura das festas e que muito sofreu com a toxicodependência do irmão, recentemente submetido a um transplante pulmonar.

Nas Tardes da Júlia diariamente há uma rubrica publicitária sobre um livro de saúde que o público indiferenciado sorve como se de publicidade não se tratasse.

A promoção do livro do «Menino de Ouro» não se diferenciou muito dessas peças publicitárias mal dissimuladas dentro do programa de entretenimento para donas de casa. Espera-se é que, em nome da transparência democrática, a publicidade ao biografado, não se faça todos os dias e de forma tão descarada, sobretudo quando o programa é visto por milhões de espectadoras de reduzida cultura e que à falta de capacidade crítica facilmente comem gato por lebre...

O outro livro, sobre plantas, frutos e saúde, se não fizer bem, também não fará mal à saúde dos portugueses.

A publicidade enganosa sobre as virtudes áureas de José Pinto de Sousa, essa pode continuar a causar grande dano à saúde do País...



Domingo, 13 de Julho de 2008

Coerência socratina



Com a devida vénia ao Almocreve das Petas, recorde-se o que dizia Sócrates sobre o desemprego num debate parlamentar em 2003.

E compare-se com o que se passa hoje...

Para não se desistir da leitura, não se atente à qualidade habitual dos discursos de Sócrates, abaixo de presidente da junta de uma qualquer freguesia rural.

Quando muito, imagine-se aquele jeito afectado e efeminado de falar e gesticular, com a arrogância e altivez própria da sua orgulhosa estirpe...




O estado do sr. Sócrates

[O Orador: José Sócrates] - E a nossa mensagem é muito clara, Sr. Primeiro-Ministro: isto não está a correr bem, Sr. Primeiro-Ministro! Isto não está mesmo a correr nada bem!! Portugal tem hoje mais de 420 000 desempregados. Não se riem agora, Srs. Deputados do PSD?! É verdade!

E já não são só as vítimas habituais! Não! Agora, o desemprego sobe mais entre as pessoas com curso superior e sobe mais entre os jovens!! O drama do primeiro emprego, que marcou boa parte do cavaquismo, está de volta (...) É por isso que, se há uma "imagem de marca" deste Governo, se há uma imagem que marca a governação desta maioria, ela é, sem dúvida, a marca do desemprego. Triste marca!

[Aplausos do PS]

Não, Sr. Primeiro-Ministro! Isto não está a correr bem, isto não está a correr mesmo nada bem! E o que é extraordinário é que, nos debates teóricos sobre a forma de governar, ainda há muito quem pense e teime em afirmar, apesar de tudo, que não vê grandes diferenças na governação do PS e do PSD.

[Vozes do PSD: - Mas há, mas há!]

(...) E esta não é uma subtil diferença, esta não é uma questão política de somenos. Não! Esta é a diferença entre considerar ou não considerar o emprego como a prioridade central da política económica.

[Vozes do PS: - Muito bem!]

E o que temos visto deste Governo é que o emprego já não é um indicador económico valorizado na sua política. Em matéria de desemprego, o Governo só tem tido uma preocupação: por um lado, inventar desculpas, por outro, procurar culpados.

[O Sr. António Costa (PS): - Muito bem!]

E vai logo aos suspeitos do costume: a culpa já foi da "pesada herança", já foi dos sindicatos, já foi das leis laborais e até da Constituição, tendo passado, depois, para a conjuntura internacional (...) Não, Sr. Presidente e Srs. Deputados, a razão para o desemprego é outra: o desemprego aumenta porque a economia se afunda. E aqui, Sr. Primeiro-Ministro, mais uma vez, temos muito que conversar. Portugal ainda há um ano e meio crescia acima da média europeia. Hoje, Portugal é o país da Europa em pior situação económica.

[O Sr. José Magalhães (PS): - Agora não se riem!]

E uma coisa o Sr. Primeiro-Ministro não pode aqui dizer: é que tudo isto era inevitável ou que tudo está a correr como previsto. Não! O Sr. Primeiro-Ministro afirmou aqui, na Assembleia da República, que, consigo, com este Primeiro-Ministro, Portugal iria crescer, cada ano, dois pontos acima da média da União Europeia.

[Vozes do PS: - Exactamente!]

A verdade é que estamos a decrescer dois pontos para baixo da média europeia. E é caso para lhe recordar, Sr. Primeiro-Ministro, o conselho que, noutras circunstâncias, se apressou a dar a outros: não faça mais previsões, Sr. Primeiro-Ministro, nem deixe a Sr.ª Ministra das Finanças fazer mais previsões ..."

[Intervenção de José Sócrates (PS), na Reunião Plenária de 2 de Outubro de 2003, Debate: Estado da Nação]








Sábado, 12 de Julho de 2008

Método socratino

«Quando toma uma medidinha, o Governo está apenas preocupado com os interesses de um segmento do eleitorado. Uma vez satisfeito esse segmento, o Governo pode dedicar-se a satisfazer o segmento seguinte».

João Miranda
Diário de Notícias
12/07/2008

Lenga-lenga socratina

"A verdade é que, tendo-me deparado com quatro Governos - Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes e Sócrates - este último ganha aos pontos na "lenga-lenga". É preciso paciência...". É assim que Nascimento Rodrigues faz o balanço dos seus oito anos de mandato como Provedor de Justiça, que terminou na passada terça-feira.

Expresso
12/7/2008

Um socratino embrutecido


Já temos tido várias vezes a tentação de denunciar aqui o socratinismo cretinizante de que padece Emídio Rangel.
Não o fizemos antes pelo respeito ao seu problema de saúde, que espero esteja resolvido. Pelo menos não lhe faltam forças - o mesmo não se diga da lucidez - para produzir repetidas loas ao governo socratino.

Desta vez não se perdoa.

Numa rubrica bem cujo título condiz perfeitamente com as alarvidades panegíricas que dedicou a José Pinto de Sousa - Coisas do Circo -, faz esta afirmação que vinda mesmo do circo se afigura uma perfeita palhaçada, a menos que Emídio Rangel tenha ensandecido completamente, o que mudaria a origem do disparate... Um palhaço não diria melhor palhaçada... Ei-la:



Sócrates mostrou ontem no Parlamento que está em forma, tem uma estratégia para enfrentar as dificuldades da crise internacional e coragem inabalável para não deixar que o País se afunde no pessimismo.

Correio da Manhã
12/07/2008


Portugal socratino numa primeira página

Basta entrar na página electrónica do semanário Sol, para se ficar com uma ideia perfeita das sombras negras da governação socratina.


Aqui a imagem da crescente degradação da situação económica das famílias, que Sócrates vai tentando disfarçar como passes de mágica como o Passe Escolar, que não se confunde com o salvo-conduto para as criancinhas passarem todas de ano, que é uma das prendas envenenadas que anda a dar às famílias portuguesas.

Crise
Portugueses andam a levantar fundos de investimento e PPR

Os portugueses estão a levantar 22 milhões de euros por dia dos seus fundos de investimento e planos de poupança reforma.
E também andam a entregar as chaves das casas aos bancos.


Aqui é a trapalhada constante de enganos ou de mentiras.
Estradas
Sócrates enganou-se nas obras e custos

O primeiro-ministro deu informações incorrectas ao Parlamento sobre as novas concessões rodoviárias. José Sócrates afirmou na AR que estavam em causa «1.316km de estradas», mas a verdade é que o Governo já lançou concursos para a concessão de 2.470km.
Sócrates disse ainda que a «grande maioria» desses novos troços de auto-estradas têm portagem, o que também não é rigoroso.
O Presidente da República vai continuar a acompanhar este caso, pois está preocupado com as consequências que as obras podem ter no défice público.



Aqui temos o Far West em que Sócrates vai transformado o jardim à beira-mar plantado, cada vez mais longe da Europa desenvolvida e civilizada

Loures
Novos desacatos com 50 indivíduos no Bairro da Quinta da Fonte

Cinquenta indivíduos envolveram-se hoje, pela segunda vez em menos de 24 horas, num desacato com armas de fogo no Bairro da Quinta da Fonte, no Concelho de Loures, informou o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, que procedeu a detenções no local.


Isto é que se se vê só na entrada.

Quem espreitar essa luz da imprensa portuguesa que é o Correio da Manhã convence-se que «Já chegámos ao Brasil»... como antigamente se dizia jocosamente...

Não tarda que nas favelas do Brasil se diga o mesmo, mas mudando Brasil por Portugal...


Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

Números do "sucesso" socratino

A mesma OCDE que conseguiu fabricar um relatório tão elogioso para o engenheiro apenas há uns dias atrás, que encheu de orgulho o garboso peito do exilado político Ferro Rodrigues, vem agora mostrar uma imagem mais consentânea com a realidade.

Mas não nos iludamos. Mesmo que Sócrates consiga destruir 500.000 postos de trabalho com a sua nefasta polílica enocómico-financeira, ele acabará daqui a um ano por vir propagandear que conseguiu criar 150.000 postos de trabalho, mesmo que ilíquidos. E mesmo assim ainda não se vê como. Talvez a Maria de Lurdes Rodrigues lhe diga para contabilizar 4 vezes os professores repetidamente contratados cada ano ao longo destes quatro anos, mais os contratados temporariamente para substituir professoras de baixa ou em licença de parto... Com esta habilidade cria com certeza os tais 150.000 postos de trabalho...


Taxa de desemprego em Portugal sobe para 7,5% em Maio

A taxa de desemprego em Portugal subiu para 7,5% em Maio, registando o primeiro aumento em quatro meses e continuando acima da média da Zona Euro, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

No quinto mês do ano, a taxa de desemprego portuguesa foi a quarta mais elevada no conjunto dos 30 países da OCDE e voltou a ficar acima da média dos parceiros da moeda única, onde o indicador se manteve nos 7,2%.

No início de Julho, o gabinete de estatística europeu Eurostat já tinha também anunciado uma subida da taxa de desemprego em Portugal, tendência hoje também confirmada pela OCDE.

Diario Económico Online


Runo ao abismo


Se a estatística económica conseguisse enganar a realidade das empresas e das famílias do mesmo modo que a estatística educativa consegue disfarçar a ignorância dos alunos...

Mas a economia não se consegue enganar, e quando falta o dinheiro e o emprego, nem a propaganda nem a mentira mudam a percepção da realidade, a não ser de alguns esquizofrénicos que continuam a pensar que estão a governar Portugal, rodando o volante de um veículo descomandado que perdeu os mecanismos de direcção mas que segue o rumo do abismo...



Só um quarto dos portugueses acha que o país vai na direcção certa

As conclusões do Eurobarómetro da Comissão Europeia mostram que os portugueses estão cada vez mais pessimistas.

As conclusões do Eurobarómetro da Comissão Europeia mostra que os portugueses estão cada vez mais pessimistas.

A mais relevante está no facto de mais de dois terços admitirem que tem dificuldade em pagar as contas. Mas há outras conclusões que mostram que os portugueses estão cada vez mais pessimistas. E são muitas!

Quase dois terços dos portugueses pensam que, no próximo ano, a situação tenderá a piorar no que respeita ao emprego (contra 40% dos europeus), e três em cada cinco que o mesmo sucederá em relação à situação económica em geral (contra metade dos europeus). Apenas 26% dos portugueses pensam que o país segue numa direcção certa: dos 27 países da UE, apenas seis apresentam percentagens inferiores a esta.

Jornal de Negócios

O Mugabe europeu



Se Mugabe tivesse juristas em vez de homens armados de catanas, trabalhava assim para controlar o seu país.

O engenheiro Sócrates, dispondo de um exército de juristas e não tendo catanas, opera deste modo para controlar todo o aparelho de Estado:


Ponto mais polémico resida na figura do secretário-geral de segurança
PS aprova sozinho Lei de Segurança Interna com voto contra de Alegre e oposição


A Lei de Segurança Interna foi hoje aprovada em votação final no Parlamento apenas com os votos do PS, mas dois deputados socialistas - Manuel Alegre e Teresa Alegre Portugal - juntaram-se à oposição no voto contra. Na votação na generalidade, a 8 de Maio, a bancada do PSD e Manuel Alegre tinham optado pela abstenção.

Quanto à votação final global da lei de organização e investigação criminal, a proposta do Governo foi aprovada apenas pelos deputados do PS e teve os votos contra de toda a oposição, do CDS-PP ao Bloco de Esquerda.

O ponto mais polémico da lei de segurança interna reside na figura do secretário-geral de segurança, havendo críticas sobre a alegada interferência deste na área da investigação criminal que é da competência do Ministério Público. As suas funções, que incluíam a coordenação das forças policiais, passam agora a ser delimitadas a situações como ataques a órgãos de soberania, hospitais, prisões e escolas, sistemas de abastecimento de água e electricidade, bem como estradas e transportes colectivos.

No debate na especialidade, o PSD defendeu, a propósito da figura do secretário-geral de segurança, uma separação mais nítida entre a segurança pública e a investigação criminal, enquanto o BE alertou para o perigo para o Estado de direito democrático que representa os poderes atribuídos à nova figura que coordena as polícias.

O Governo e também o PS já vincaram, em diversas ocasiões, que o secretário-geral de segurança não tem acesso a processos em concreto, nem interfere na sua investigação.
11.07.2008 - 14h55 Lusa

Socratinada (quase) perfeita

O mago da Governação estatística conseguiu tirar mais uns coelhos da cartola para intrujar mais uma vez a populaça.

Eis mais uma socratinada (quase) perfeita, "quase" porque alguém reparou no embuste.


A administração central do Estado pode vir a arrecadar mais dinheiro do que aquele que terá de gastar para sustentar as medidas sociais anunciadas

As medidas de combate à crise deverão gerar um ganho orçamental. Feitas as contas, as ajudas na área da habitação, educação e transporte, combinadas com uma nova taxa cobrada às empresas petrolíferas, geram um saldo positivo de cerca de 20 milhões de euros no orçamento gerido pelo Governo. Já as autarquias podem ver as suas contas penalizadas em cerca de 100 milhões de euros. As estimativas são do próprio executivo: o aumento das deduções no IRS dos encargos com juros de empréstimo à habitação pode custar ao Estado 40 milhões de euros, a criação do passe escolar e o alargamento da acção social escolar, um pouco mais de 30 milhões de euros. Já o imposto sobre as petrolíferas deverá render 100 milhões.

Público
11/07/2008



Uma imagem que caracteriza um Primeiro-Ministrom



Errar acontece até aos melhores.

Quando se é completamente ignorante ainda acontece com mais frequência.

Como é possível que o Governo tenha negociado e celebrado um acordo com a Nissan-Renault e nem um dos seus numerosos membros e assessores conhecesse a lei fiscal?

Como é possível?

Com o engenheiro tudo parece possível...

Foi necessário o alerta de uma simples associação cívica para o Governo descobrir o que está na lei.

Para fazer figuras destas é melhor não termos Governo: bastava a Quercus!...




Pedidos esclarecimentos ao primeiro-ministro

Quercus: carros eléctricos estão isentos de imposto automóvel, ao contrário do que disse Sócrates

11.07.2008 - 11h30
Por Lusa

A Quercus exigiu hoje esclarecimentos ao Governo sobre o pagamento de imposto automóvel nos carros eléctricos, dado que a lei já isenta estes veículos, ao contrário do que diz ter sido a ideia passada pelo primeiro-ministro na cerimónia de assinatura do memorando de entendimento entre o Estado e a Renault-Nissan para a comercialização de um veículo com essas características em Portugal a partir de 2011.

Na terça-feira, o primeiro-ministro afirmou que o Executivo iria estudar um modelo fiscal para permitir que os futuros carros eléctricos, sem emissões poluentes, possam pagar menos do actual imposto automóvel.

"Se um carro eléctrico já existisse actualmente, apenas pagaria 30 por cento do imposto automóvel, já que este imposto tem em 70 por cento uma componente ambiental. O Governo está disponível para criar um quadro fiscal ainda mais atraente", disse José Sócrates.

A associação ambientalista considera que "há dois erros na afirmação do primeiro-ministro: a componente ambiental representa 60 por cento e não 70 por cento do cálculo do imposto e um veículo eléctrico está isento dos impostos".

Contactado pela Lusa, fonte oficial do gabinete do primeiro-ministro disse que Sócrates quis valorizar o facto de Portugal ter uma taxa de imposto automóvel "das mais favoráveis da Europa para promover veículos amigos do ambiente".

"Quando se referiu aos 30 por cento de pagamento sobre a cilindrada do imposto automóvel [o primeiro-ministro] estava a referir-se ao caso de se aplicar o regime geral. Mesmo nesse caso, no regime geral, pagaria apenas 30 por cento", defendeu o assessor de imprensa de José Sócrates.

Segundo um comunicado da Quercus enviado hoje à Lusa, "um veículo eléctrico está isento tanto de Imposto sobre Veículos como de Imposto Único de Circulação".

Para esta afirmação os dirigentes ambientalistas basearam-se na lei que cria o Código do Imposto sobre Veículos (antigo imposto automóvel) - de Junho de 2007 -, que refere no artigo 2º que os veículos exclusivamente eléctricos não pagam este imposto.

"Estão excluídos da incidência do imposto os seguintes veículos: Veículos não motorizados, bem como os veículos exclusivamente eléctricos ou movidos a energias não combustíveis", refere o artigo.

No que respeita ao Imposto Único de Circulação, a mesma legislação isenta os "veículos exclusivamente eléctricos ou movidos a energias renováveis não combustíveis" do pagamento dessa taxa.

A Quercus defende que os veículos eléctricos devem continuar nos próximos anos "a merecer um tratamento preferencial", continuando a beneficiar deste regime de isenção.

O gabinete do primeiro-ministro garantiu à Lusa que os veículos eléctricos "não pagam nem passarão a pagar [impostos automóvel e de circulação]".

"Antes pelo contrário. O Governo está empenhado em criar um regime fiscal ainda mais favorável para os veículos eléctricos", afirmou a mesma fonte.

Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Uma vergonha para os burlões



Apesar de só 20% dos conteúdos do Exame Nacional de Matemática do 9.º ano de escolaridade respeitarem a este ano lectivo (o resto eram conteúdos do 4.º, 6.º e 7.º anos), metade dos alunos continua a ter negativa no Exame.

Isto dá a imagem do valor real dos alunos portugueses e da fraude que o Ministério da Educação impõe aos professores.

Nem com esta burla, Maria de Lurdes Rodrigues conseguiu esconder a mentira que é o sistema educativo.

Nem com um teste feito para alunos do 7.º ano, nem impondo critérios de correcção viciados, nem forçando alguns professores correctores a subirem de níveis 2 para níveis 3, os embusteiros do Ministério da Educação conseguiram melhor do que 50% de negativas.

Os autores da burla deveriam ter vergonha e demitir-se... O País está condenado enquanto o Ministério da Educação se comportar como um bando de falsários que quer fabricar sucesso estatístico à força...


Mais de metade dos alunos tiveram positiva no exame

Negativas na prova de Matemática do nono ano caem quase 40 por cento num ano

10.07.2008 - 21h59 Isabel Leiria

Depois do sucesso no exame nacional de Matemática do 12.º ano, com a média nacional dos alunos internos a disparar para os 14 valores (em 20), agora foram os alunos do 9.º que revelaram uma melhoria muito significativa em relação à prova de 2007. A percentagem de negativas caiu de 72,8 por cento para 44,9 por cento, o que significa que há menos 38,3 por cento de notas negativas face à prova de 2007.

Em comunicado, o Ministério da Educação (ME) sugere algumas explicações para esta evolução. A saber: o “esforço dos professores e alunos” e os “instrumentos de apoio”. “Os alunos que agora fizeram exames trabalharam pelo segundo ano consecutivo no contexto do Plano de Acção para a Matemática”, lembra o ME.

Este programa, estreado em 2006 nas escolas básicas com 2.º e 3.º ciclo, não deu quaisquer frutos em termos de resultados nos exames nacionais no ano passado. Em 2007 aconteceu mesmo o pior resultado de sempre, com quase três em cada quatro alunos a chumbar na prova.

Mas para os professores da disciplina existem outras razões que podem explicar o sucesso deste ano, que se traduz numa duplicação das positivas. Tanto a Associação de Professores de Matemática (APM) como a Sociedade de Professores de Matemática (SPM) consideraram, no dia em que foi conhecida a prova, que o exame tinha sido o mais fácil de sempre (foram estreados em 2005).

“Em todos os casos os conceitos avaliados são simples e testados com exemplos demasiado elementares”, apontou a SPM em comunicado, acrescentando que havia questões que podiam ser resolvidas por alunos do 2.º ciclo e até do 1.º (até ao 4.º ano) e que de fora tinham ficado tópicos “importantes do 9.º”, como equações e polígonos. A APM fez um comentário semelhante e escreveu que, sendo muito provável que os resultados venham a ser melhores face aos dos anos anteriores, tal não significará necessariamente que “existiu uma melhoria nas aprendizagens dos alunos”.

Esta alegada maior facilidade poderá ajudar a explicar o facto de a percentagem de notas de nível 5 (a mais alta) ter subido de 1,4 por cento para 8,3 por cento. As classificações equivalentes a Bom (nível 4) dispararam de oito por cento para 21,4. A que se juntam 25,5 por cento de Satisfaz. Tudo somado, houve mais alunos a ter positiva do que negativa a Matemática. A classificação mais baixa de todas (nível 1), por exemplo, foi atribuída a apenas 3,3 por cento. Em 2007, foram 25 por cento a ter esta nota.

O director do Gabinete de Avaliação Educacional (Gave), organismo responsável pela elaboração das provas, sempre rejeitou estas críticas e alegou que o exame tinha sido “muito claro”, o que fez com que “a leitura fosse mais simples, mesmo quando as questões eram mais complexas”. Além disso, a prova contou com mais meia hora de duração em relação aos anos anteriores.

Em relação ao Português, o número de positivas foi semelhante ao do ano passado: 83,4 por cento contra 86,4 em 2007, com a grande maioria dos alunos a ter notas de 3 e 4.



O Socratinismo tal como se exerce


Governo não respondeu a 90 requerimentos

Obras Públicas bate recorde negativo, deixando 19 requerimentos e 72 perguntas sem resposta

De uma lista publicada pela primeira vez no portal do Parlamento constam todos os requerimentos e perguntas a que o Governo não deu resposta até 30 de Junho: 90 e 550, respectivamente, nos últimos dez meses.

A lista oficial, que não distingue os requerimentos e perguntas dentro do prazo dos que não estão, mostra também os ministros mais e menos cumpridores. O recorde negativo pertence ao ministro das Obras Públicas.

O título de 'campeão das não respostas' aos deputados, com 72 perguntas e 19 requerimentos não respondidos, aparece em altura difícil. É que, esta semana, a nova líder do PSD voltou a acusar o Governo de esconder os relatórios de custos da construção de novas estradas pelo país.

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Agusto Santos Silva, defende o seu colega de Governo, Mário Lino: "O ministro das Obras Públicas é aquele que mais tem ido à comissão responder aos deputados", disse ao JN.

Aliás, o governante rebate os números argumentando com a entrada em vigor do novo regimento da Assembleia da República a 23 de Abril. "À luz do acordo sobre o novo regimento, que estabelece o prazo transitório de 60 dias para o Governo responder ao Parlamento, só podemos contar os requerimentos não respondidos no grupo dos que foram enviados até 30 de Abril e estavam sem resposta a 30 de Junho".

Pelas contas de Santos Silva, o número de não respondidos por parte da Administração Central é 64, num total de 340 requerimentos entrados até 30 de Abril. Ou seja, argumenta Santos Silva "81% foram respondidos e 19% não. Mas vamos fazer melhor".

O ministro acredita que, à luz deste acordo, haverá 26 desses requerimentos que ainda podem ser respondidos dentro do prazo, que em Setembro encolhe para 30 dias.

Ainda assim, na lista oficial do Parlamento - acessível em www.parlamento.pt, e que passa a ser publicada mensalmente - pode concluir-se que 15 requerimentos enviados ao ministério das Finanças e 12 ao ministério do Ambiente não foram respondidos. O mesmo destino tiveram, até à mesma data de 30 de Junho, nove requerimentos dirigidos ao Governo em geral e 11 enviados ao Ministério da Saúde. O maior número de não respostas é a deputados do PSD - 38, e do PS - 35, em parte porque são aqueles que mais requerimentos fazem ao Governo e a organismos públicos. O PCP ficou sem resposta a 11 requerimentos, o CDS-PP a 15 e o BE a oito. Não há registo de não respostas a requerimentos dos Verdes.

Jornal de Notícias
10/7/2008

À atenção do engenheiro e da socióloga


Depois de ensino secundário com formação insuficiente
Ordem dos Engenheiros critica facilitismo para entrar nalguns cursos

O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo, criticou hoje o facilitismo no acesso a alguns cursos de engenharia, após um ensino secundário onde a formação nas áreas da matemática, física e química é insuficiente. Segundo Fernando Santo, devido à falta de formação básica nas áreas de engenharia, "as universidades e os politécnicos têm pela frente um problema".

"Ou mantêm as regras de exigência adequadas às formações e exigências que querem garantir no final dos cursos aos seus alunos - e então terão muitos poucos alunos e estará em causa a sua sobrevivência -, ou têm de abrir as portas para adequar as exigências à falta de formação nivelando por baixo e, infelizmente, é isso o que está a suceder em muitas escolas", afirmou o bastonário, no dia em que foram conhecidas as vagas no ensino superior público para o próximo ano lectivo.

O bastonário realçou, ainda, que no ano passado "apenas quatro Institutos Politécnicos exigiam matemática como cadeira específica" para cursos de engenharia, pelo que "os alunos poderiam entrar nos outros politécnicos sem matemática, porque não era exigida". "É por esta via do facilitismo que estamos a encher o número de vagas, que são desejáveis a nível do país, mas que tem aqui um 'handicap' grave em termos de formação base", realçou.

09.07.2008 - 15h00 Lusa

Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Falar e fazer


No seu inveterado modo de ser narcísico e demagogo, Sócrates propagandeou estar entre os pioneiros deste Mundo com a celebração de um memorando com a Renault-Nissan sobre um famigerado carro eléctrico.

Quem o ouvisse pensaria que o carro foi concebido por portugueses e seria construído em Portugal. No fim de contas o Governo limita-se a beneficiar fiscalmente a comercialização desses veículos e a promover um sistema de recargamento das baterias.

Embora seja de louvar o esforço, é bastante pouco para quem se vangloria de pioneirismo.

Enquanto este engenheiro fala, há outros engenheiros que fazem, como os da Revigres que por uma pequenissima razão pessoal me enchem de satisfação, que dedico a alguém que já não pode comemorar este feito...


Revigrés desenvolve tecnologia fotovoltaica inovadora

A Revigrés lidera um consórcio promotor do Solar Tiles, projecto de desenvolvimento de sistemas solares fotovoltaicos em coberturas e revestimentos cerâmicos.

Um projecto tecnologicamente inovador a nível mundial, que vai ser objecto de candidatura ao QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional, e cujo valor do investimento previsto para o desenvolvimento do protótipo é de 1,7 milhões de euros.

De acordo com os promotores, “o desenvolvimento deste novo tipo de produtos cerâmicos multifuncionais, previsto para o período de dois anos, permitirá validar a tecnologia e os processos de produção para rapidamente serem produzidos e colocados no mercado mundial”.

Através de um filme que é depositado nos revestimentos cerâmicos, explica o consórcio promotor, “consegue-se captar a energia emitida pelo sol, armazená-la e transformá-la em energia eléctrica. Tal tem como base uma tecnologia extremamente sofisticada, desenvolvida à escala laboratorial e, por isso, com um custo de investimento muito elevado, o que justificou o recurso ao apoio do QREN”, justifica a mesma fonte.

“Tecnicamente, consiste no desenvolvimento de protótipos funcionais de produtos cerâmicos fotovoltaicos integrados, de elevada eficiência, para o revestimento de edifícios (telhas e revestimentos exteriores de fachada) que incorporem filmes finos fotovoltaicos (da última geração)”, conclui-se. Pretende-se que os protótipos a desenvolver se caracterizem por uma elevada qualidade estética e desempenho técnico.

O consórcio é formado pela Revigrés (promotor) e Dominó, empresas de revestimentos cerâmicos; Coelho da Silva (coberturas cerâmicas); De Viris, Natura e Ambiente (desenvolve e implementa soluções integradas de sustentabilidade ao nível dos recursos água e energia); e entidades do Sistema Científico e Tecnológico Nacional, designadamente CTCV – Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro, INETI – Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Universidade do Minho, CENIMAT – Centro de Investigação em Materiais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e a ADENE – Agência para a Energia.

Jornal de Negócios


Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Não somos nós que falamos de eleitoralismo...


Depois da Burla dos Exames Nacionais e da vergonhosa entrevista de Maria de Lurdes Rodrigues ao Expresso, só indivíduos de baixa condição moral ainda aceitam estar num grupelho de gente medíocre a que por antonomásia alguns chamam Governo...


SEDES acusa José Sócrates de governar para as eleições

É mais um documento muito duro para o Governo. A Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES) – que em Fevereiro tinha alertado para um “mal-estar difuso” que se “alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional” – vem agora a público, a propósito da discussão do Estado da Nação (quinta-feira, no Parlamento), acusar o executivo de José Sócrates de estar a governar pensando nas eleições de 2009 em vez de na administração do país.

Os membros do Conselho Coordenador da SEDES, no primeiro documento emitido desde que Luís Campos e Cunha lidera a associação (assumiu o cargo em Abril), não têm dúvidas em afirmar que a aproximação das eleições (europeias, autárquicas e legislativas) tem tido “consequências claras e visíveis na vida política portuguesa”. Essas consequências não são positivas. Para a SEDES, depois de três anos “de esforços de estabilização orçamental” e de “várias reformas que exigiram coragem política”, o executivo começa a recuar.

E dá como exemplos a “declaração do fim da crise orçamental”; “a ênfase nos investimentos públicos”; “a cedência à agitação social” e “as recentes baixas de impostos”.

07.07.2008 - 19h51 Luciano Alvarez
Público


Imagem eloquente da Socratinada



Projecto, previsto para Portimão, arrisca-se a ser transferido para Espanha

Demora no licenciamento trava abertura da primeira escola para sobredotados do país

A criação da primeira escola para sobredotados do país, em Portimão, está a ser travada pela demora das autoridades em licenciar o projecto, que corre o risco de ser transferido para Espanha, dizem os mentores.

O projecto foi entregue à Direcção Regional de Educação do Algarve em Fevereiro, mas até agora não houve resposta.

07.07.2008 - 10h57 Lusa


Comentário breve:

Maria de Lurdes Rodrigues e José Sócrates estão mais preocupados em transformar os jovens portugueses em alunos medíocres do que em criar gerações de excelência.
A excelência incomoda os medíocres.

Citação do dia


O país dos efeitos especiais

Este não é um Governo de meninos de ouro. É, quanto muito, de Peter Pans. Não cresce, vive no mundo do faz de conta. Durante algum tempo fez de conta que era reformista. Depois tentou fazer de conta que era conciliador. Agora chega-se à conclusão que é simplesmente um alquimista de ilusões. Os efeitos especiais sempre foram a linha de força deste Governo.

Fernando Sobral
Jornal de Negócios




Domingo, 6 de Julho de 2008

Desmacarada a demagogia de uma milagreira





A Associação de Professores de Matemática, que tinha destoado das severas críticas que a Sociedade Portuguesa de Matemática fez aos exames nacionais, finalmente reconheceu o óbvio.

O Albino continua a macaquear a Ministra da Educação e a tentar fugir a uma evidência que até um chimpazé consegue captar...


Professores duvidam de "milagre" na Matemática

A Associação de Professores de Matemática não acredita que a melhoria nos resultados dos exames nacionais da disciplina corresponda a uma diferença efectiva na aprendizagem dos alunos. "Acredito que haja um maior empenho das escolas, dos professores, dos alunos, mas uma diferença tão grande não é explicável por isso", diz Rita Bastos, presidente da associação, que não tem dúvidas de que os exames foram "acessíveis".

Por outro lado, os professores também não estão de acordo com a análise da ministra da Educação, que atribuiu a subida a mais trabalho e aos efeitos do Plano de Acção para a Matemática. Até porque o Plano se destina a alunos do ensino básico, até ao 9.º ano, e por isso, "não é possível que estes resultados sejam um reflexo disso", explica Rita Bastos.

Também Manuela Mendonça, da Fenprof, salienta esta "incorrecção" nas razões apresentadas por Maria de Lurdes Rodrigues. Mas vai mais longe e considera o discurso da ministra "demagógico". "Ainda que as medidas implementadas resultassem, e temos muitas dúvidas, não teriam resultados tão expressivos no imediato", diz a dirigente sindical.

"Há a tentativa de criar uma realidade virtual através das estatísticas, que não tem correspondência ao nível da melhoria da aprendizagem", acusa. "São demasiados os indícios de que houve interferências do Ministério para conseguir estes resultados."

Para o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Albino Almeida, é necessário comparar as notas dos exames com as avaliações dos alunos nos último três anos. "Se estiveram em linha com as notas anteriores, ficam mal aqueles que falam de facilitismo, se foram diferentes, então é preciso levar as críticas a sério." Até esse trabalho estar feito, "a Confap não vai alinhar no festival dos que falam em milagres a matemática, nem dos que falam em tragédia a português", diz, salientado que embora se tenha falado de exames mais fáceis, os resultados foram bem diferentes, já que a português pioraram.

Diário de Notícias
6/7/2008


Os Velhos do Restelo

A Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, declarou ontem que os sociais-democratas que criticaram as obras públicas propagandeadas pelo Governo, incluindo o TGV, são "velhos do Restelo".

Hoje o Público noticia:


O Presidente da República espera há dois meses informações que pediu ao primeiro-ministro sobre custos das novas estradas e, farto de esperar, no dia a seguir à entrevista de José Sócrates resolveu passar ao ataque. Cavaco Silva acha que é necessário repensar tudo em matéria de obras públicas e tem dúvidas, por exemplo, em relação ao projecto do TGV. O Governo insiste em levá-las por diante. A chamada cooperação estratégica atravessa o seu pior momento e a tendência é para piorar. Até porque Cavaco entende que uma das suas principais funções como Presidente da República é cumprir o seu dever de fiscalização e considera que, nestes investimentos, o Governo não lhe está a fornecer os dados para efectuar de uma forma correcta essa fiscalização.

O Presidente da República, que já está na casa dos 70 e mora para os lados do Restelo, mais concretamente em Belém, será um desses "Velhos"?

Sábado, 5 de Julho de 2008

Adivinhem lá

Ontem, a menina Câncio, a suposta namoradinha de José Sócrates, voltou a aproveitar o pasquim onde escreve, que outrora foi um jornal de referências, para atacar Manuela Ferreira Leite.

Quem não se deu à perda de tempo de ler, adivinhe lá qual foi o tema, mais uma vez?

O casamento da paneleirada, pois então.

E por que será esta obsessão com este tema tão caro a certas criaturas que ainda não tiveram a coragem de o assumir frontalmente, rabejando como se faz aos touros para fugir de alguma cornada?...

Alívio


Quando ouvi o engenheiro a discursar após a Cimeira Luso-Marroquina estremeci no momento em que ia anunciar um reforço das comunicações com o Reino de Marrocos.

De repente pensei que era mais um TGV a ligar Lisboa a Rabat.

Felizmente alguém avisou a tempo o engenheiro que apesar de sermos vizinhos de Marrocos há um oceano pelo meio entre os dois Estados.

Mas se a Espanha quer construir um túnel no Estreito de Gibraltar, fica a esperança de que Mário Lino se lembre de outro túnel ou de uma ponte entre o Algarve e o Atlas.

Socratinice do dia (senão do século)...


No blogue dos canhotos - onde escreve o famoso Paulo Pedroso, o tal que será futuro Primeiro-Ministro segundo a proclamação da pitonisa Ana Gomes - pontua uma criatura que dá pelo nome de Rui Pena Pires.

Consta que é companheiro da indescritível Maria de Lurdes Rodrigues. Pelo menos é um afanoso defensor das ruinosas políticas educativas da dita senhora.

Deixamos esta pérola da sua autoria, onde se combina em grandes doses tanta imbecilidade como demagogia:

A acusação de facilitismo é, em rigor, a arma retórica usada por aqueles que reagem à generalização do sucesso como excesso de sucesso, a arma dos que gostariam de reservar para si e para os seus o acesso aos benefícios da educação. A onda do facilitismo é a onda das acusações de facilitismo, uma onda ideológica radicalmente conservadora e elitista.

Uma imagem

Como tudo ou quase foi dito na comunicação social e na blogosfera sobre a fraude dos exames, especialmente em Matemática, não perdemos tempo a bater mais na ceguinha ou na mentirosa.

Uma imagem vale mais do que mil palavras...



Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

O melhor para ele



Para António Pinto de Sousa desejamos o mesmo que para nós e para as nossas famílias: que os médicos, a sorte e Deus (se existir) estejam com ele neste difícil momento.

Quando está em causa a Vida, tudo o resto é secundário.


Interrogação legítima


Por que será que Sócrates e o seu PS dourado têm tanto medo do combate à corrupção?

Por que é que correram para longe com João Cravinho e deitaram para o lixo o seu projecto anti-corrupção?

Por que revelam um afã tão desmedido em controlar a investigação criminal?

Por que tentam manietar o poder judicial?

O que motivará a obsessão de José Sócrates em ter nas suas mãos o aparelho policial e ser ele próprio ou os seus a definirem as prioridades de investigação criminal?

Por que receiam tanto a independência da magistratura judicial e a magistratura do Ministério Público?

Por que têm medo de um PGR e de um Provedor de Justiça que não pertençam à corja socratina?

Será que entre tantos dourados existirá alguma ferrugem?


Pinto Monteiro falou em duplicação de funções com o Ministério Público
Críticas do PGR levam PS a corrigir Conselho de Prevenção da Corrupção
04.07.2008 - 18h24 Lusa

O PS corrigiu hoje o projecto de criação de um Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC), depois de o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, ter criticado a duplicação de funções com o Ministério Público. Antes da votação na especialidade na comissão de Assuntos Constitucionais, a bancada do PS entregou uma proposta para alteração, retirando ao conselho a atribuição de "tratar informações relativas à detecção e à prevenção" da corrupção.

Em vez de "tratar", o conselho tem agora a competência para "organizar informações relativas à prevenção", retirando a palavra "detecção", que esteve na origem das críticas quer do procurador quer da oposição.

A 25 de Junho, ouvido na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, Pinto Monteiro, considerou que o CPC tem um "pendor governamental". O procurador criticou também a duplicação de funções do CPC com o Ministério Público, nomeadamente na recolha e tratamento de informações na detecção de corrupção. A mesma crítica foi feita no dia do debate do projecto socialista em plenário da Assembleia da República, a 19 de Junho, e hoje reiterada através do deputado do CDS-PP Nuno Melo.

Hoje, na hora de votação na especialidade, o PS votou sozinho o diploma, com os votos contra do CDS-PP e abstenção das restantes bancadas.

O debate e votação na especialidade da proposta do Governo sobre o mapa judiciário foram adiados para a próxima semana.

Citações di dia

O chefe do Executivo resolve falar ao País, cumprindo assim a velha praxe de uma aparição anual. A conclusão da entrevista do primeiro-ministro é mais do que óbvia – Portugal é governado por um santo. Aliás, o percurso abençoado de Sócrates fica bem patente na recente biografia e na revelação de um “menino de ouro”. Só um País como Portugal pode confessar tão profunda ingratidão pelo sacríficio, esforço e preocupação de um primeiro-ministro com tão celeste vocação política. Se Portugal se vê confrontado com o resultado de más decisões e com a imagem intolerável do atraso, Sócrates aparece e afirma a perfeição da inocência política. Sócrates é o “menino de ouro” do socialismo moderno e o primeiro-ministro de um Governo cinza, sem talentos, no meio de um País parado à espera de uma hipoteca.

Carlos Marques de Almeida
Diário Económico





Há quem diga que a entrevista [de José Sócrates] à RTP foi um estertor. Não me parece, mas nota-se que muito do que estava cimentado é hoje colado com cuspo. E continua a não haver autocrítica. Nem uma gota.

Nuno Rogeiro
Jornal de Notícias

Socratinadas nas Águas de Portugal


Mesmo nomeando habilidosamente um correlegionário para o Tribunal de Contas, os pareceres deste tribunal não se têm prestado à mentira e à ocultação que Sócrates tanto desejaria.

Ainda assim a corja socratina continua a tentar controlar tudo e todos. Agora parece ser a Provedoria de Justiça que Sócrates quer dominar..



Água 2008-07-04 00:05

Tribunal arrasa gestão da Águas de Portugal

Lucros empolados, explorações ilegais e prémios sem critério para trabalhadores.

Nuno Miguel Silva

O Tribunal de Contas (TC) acusa: “O grupo AdP [Águas de Portugal] foi utilizado como instrumento da política externa do Governo português, tendo sido incentivada a sua expansão pelos mercados onde o Governo desenvolvia acções de cooperação”. Segundo a instituição presidida por Guilherme d’Oliveira Martins, “esta decisão teve fortes impactos negativos para o grupo empresarial traduzidos num sistemático esforço de financiamento e num acumular de resultados económico-financeiros acentuadamente negativos”.

De acordo com a auditoria do TC ao grupo AdP, incidindo nos exercícios de 2003 a 2006, só em 2005 e em 2006 a unidade de negócios internacional da Águas de Portugal registou prejuízos acumulados de 61,4 milhões de euros, tendo sido esta a unidade que mais agravou a situação financeira do grupo liderado por Pedro Cunha Serra desde meados de 2005.

No exercício do contraditório, o presidente da AdP reconhece a situação deficitária da área internacional, mas relembra que desde que iniciou o mandato prosseguiu uma política de alienação dos negócios fora de Portugal, como foram os casos no Brasil, vendidas em 2007, e da redução da posição em Cabo Verde. O TC adverte, contudo, que “esta operação traduziu-se num prejuízo contabilístico de 72,3 milhões”.

Pedro Serra adianta, em resposta às conclusões da auditoria, que está em curso o processo de encerramento da unidade de Timor Leste. Mesmo assim, a AdP mantém ainda uma concessão em Moçambique e contratos de prestação de serviços em Angola e na Argélia. A política de internacionalização da AdP foi iniciada no final da década de 90 do século passado, quando foi seu presidente, entre 1996 e 2002, o actual ministro das Obras Públicas, Mário Lino. A auditoria revela ainda que “nove empresas do grupo AdP procediam, em Dezembro de 2007, à captação de água em 72 locais diferentes sem estarem legalmente autorizadas para o efeito”.

Diário Económico


Desavergonhices do embusteiro


Sócrates talvez não saiba o que é a progressividade fiscal, o mínimo de existência, os escalões contributivos, o regime de isenção. Se não sabe, é ignorante.

Se sabe, tentou enganar mais uma vez os portugueses. Qualquer pessoa pela sua experiência como contribuinte percebia que as suas últimas promessas têm uma eficácia desprezível. Não é necessário ser especialista em Direito Fiscal para ter visto logo que Sócrates estava a mentir outra vez.

Mas o vício do embuste é um vício inveterado. E Sócrates - já se viu - tem a mesma facilidade para falar como tem para mentir e intrujar o Povo.





Primeiro-ministro prometeu apoiar os mais carenciados

Promessas fiscais de José Sócrates para as famílias terão efeitos marginais

04.07.2008 - 08h40 Rosa Soares, Luísa Pinto, Catarina Gomes, Vítor Costa

As promessas do primeiro-ministro de aumentar as deduções fiscais relativas a despesas com habitação e de reduzir as taxas de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) deverão ter um resultado nulo ou pouco significativo nos bolsos dos contribuintes.

Na entrevista dada à RTP na quarta-feira, José Sócrates fez declarações vagas sobre as medidas prometidas e ontem o seu gabinete insistia que os detalhes das propostas só seriam apresentados no próximo dia 10 durante o debate do Estado da Nação no Parlamento. Sócrates insistiu ainda que quer que estas medidas se façam sentir em 2008, algo que só é possível se a legislação for alterada de forma a entrar em vigor ainda este ano.

Nas respostas dadas, o primeiro-ministro acentuou ainda, em diversos momentos, que em relação ao aumento das deduções com os encargos com a habitação pretende beneficiar os “escalões mais baixos” e “as famílias mais carenciadas”, garantindo que o actual limite máximo de dedução, que é de 30 por cento das despesas suportadas, com o limite máximo de 586 euros, até agora igual para todos os escalões, se vai manter inalterado para os agregados com rendimentos mais elevados.

Deduções sem impacto

A consulta das estatísticas de IRS de 2006 e a forma como está redigida a lei fiscal permitem verificar, no entanto, que o aumento que vier a ser concretizado não terá resultados práticos significativos. Por um lado porque, segundo as estatísticas de IRS, em média, as famílias com rendimentos anuais brutos mais baixos já não pagam IRS. Os dados deste imposto referentes a 2006 (os últimos disponíveis) mostram que uma família com rendimento bruto até 5.000 euros (pouco mais de 357 euros mensais considerando 14 salários) pagou pouco mais de 15 euros de imposto. Ou seja, mesmo que o aumento das deduções venha a fazer-se sentir nestas famílias, a poupança nunca ultrapassará este valor anual. No escalão seguinte (entre 5.000 e 10.000 euros) a poupança seria de apenas 49 euros. E mesmo no terceiro escalão, que vai até aos 13.500 euros (pouco mais de 964 euros mensais de salário bruto) a poupança apenas seria 176,34 euros anuais, cerca de 14 euros por mês.

Nestes três escalões, ainda segundo as mesmas estatísticas, encontram-se 2,5 milhões de agregados (ou famílias) de um total de pouco mais de 4,3 milhões de agregados que entregaram a sua declaração de rendimentos naquele ano. Acontece que, ainda segundo as mesmas estatísticas, apenas pouco mais de um milhão de famílias utilizou esta dedução em 2006, tendo deduzido um montante de 447 milhões de euros. Ou seja, mesmo que este milhão de famílias estivesse dentro destes três escalões, a poupança que obteria com o aumento das deduções nunca ultrapassaria os 14 euros mensais.

Mas não são apenas as estatísticas que indiciam que o aumento das deduções terá pouco efeito prático, especialmente sobre os contribuintes de menores rendimentos. A forma como a lei fiscal está feita permite que sejam as famílias de maiores rendimentos a poderem deduzir mais despesas ao seu rendimento bruto. Isto porque a lógica da dedução é a de que o contribuinte vá deduzindo ao seu rendimento bruto várias despesas até ao momento em que já não tenha imposto a pagar ao Estado.

Acontece que no Código do IRS estão previstas nove categorias de despesa que podem ser deduzidas e se, por exemplo, se chegar à terceira categoria e já não haja imposto a pagar, então, as restantes já não se deduzem. Ora, as despesas com encargos com a habitação, são a quinta categoria a deduzir, ficando atrás das despesas de saúde, de educação, entre outras. Ou seja, o aumento desta parcela pouco efeito terá para os contribuintes de menor rendimento.

Quem ganha com o IMI

A segunda promessa feita por José Sócrates, a descida das taxas de IMI, também tem a forte possibilidade de vir a beneficiar poucos contribuintes.

Actualmente existem duas bandas de taxas de IMI. Uma que varia entre 0,2 e 0,5 por cento e que se aplica aos prédios novos ou aos que foram transaccionados a partir de 2003; e outra que varia entre 0,4 e 0,8 por cento e que se aplica aos restantes prédios. Dentro destas bandas cabe a cada município definir qual a taxa a aplicar.

A promessa do primeiro-ministro é de que irá reduzir estas taxas, mas, mais uma vez, a medida poderá não ter grandes efeitos. Primeiro, porque actualmente a lei fiscal isenta do pagamento deste imposto todos as famílias que preencham duas condições: que tenham um rendimento anual inferior a cerca de 10 mil euros e cuja casa não tenha um valor patrimonial superior a cerca de 50 mil euros. Ou seja, por mais mexidas que se faça nas taxas, estes contribuintes não irão sentir qualquer diferença.

Depois, a lei fiscal permite ainda uma outra isenção. As casas cujo valor patrimonial seja inferior a 157.500 euros estão isentas por seis anos e as casas que tenham um valor entre 157.500 e 236.250 euros estão isentas por um período de três anos. Mas estas isenções apenas vigoram desde 2003, ano em que foi introduzida a reforma da tributação do património pela então equipa liderada pela ministra das Finanças Manuela Ferreira leite. Antes disso as isenções (então de Contribuição Autárquica e não de IMI) chegavam aos dez anos para as casas cujo valor não ultrapassasse os 113.492 euros.

Por lógica, os contribuintes de mais baixos rendimentos compram casas de valor mais reduzido pelo que, a grande maioria deles gozam actualmente de isenção de imposto, logo, não sentirão, no imediato, uma redução de taxas.

Assim, apenas beneficiarão de uma redução de taxas os contribuintes que tendo comprado uma casa de baixo valor já saíram do período de isenção e todos os que compraram casas de valor mais elevado e, como tal, não tiveram direito a isenção. Refira-se que, segundo números publicados pelo Jornal de Negócios, 70 por cento das casas transaccionados entre 2004 e Janeiro de 2006 não pagavam IMI, beneficiando de uma qualquer das isenções.

Mas mesmo os contribuintes sem qualquer isenção poderão não sentir qualquer alteração no imposto a pagar, a menos que a redução de taxas seja muito significativa. Isto porque como são as Câmaras Municipais a fixar as taxas, muitas delas já aplicam valores que não são o limite máximo. E analisando os 10 concelhos mais populosos do país, verifica-se que apenas três – Vila Nova de Gaia; Porto e Cascais - aplicam as duas taxas máximas (0,8 e 0,5 por cento). Lisboa, por exemplo, aplica uma taxa de 0,7 e 0,4 por cento. Logo, se o Governo vier a descer os limites máximos para 0,7 e 0,4 por cento, os munícipes de Lisboa não notarão qualquer alteração.

Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

Coisas de um ministro por engano

Afinal, o ministro que chegou a ministro porque o engenheiro confundiu dois homónimos anda por aí, mas só para se mostrar e para mostrar o seu carácter e a sua dignidade...


Ministro da Cultura recusa-se a receber peticionários contra o Acordo

O Ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, cancelou a audiência que o 1.º signatário da petição manifesto em defesa da língua portuguesa contra o acordo ortográfico lhe solicitou em 5 de Junho, para entrega de um dossier de documentação sobre o Acordo Ortográfico, a qual estava marcada para 12 de Junho às 18:30.

Na manhã do próprio dia 12, a audiência foi confirmada em contacto telefónico com o Gabinete do Ministro. Às 15h do dia 12, a audiência foi cancelada sine die, alegando-se compromisso “imprevisto” do Ministro. O mesmo “imprevisto” era afinal a tomada de posse da Comissão Organizadora das Comemorações Oficiais do Centenário da República, a qual teve lugar no Palácio de Belém às 19:00, e a qual estava agendada há semanas.

Aguarda-se o reagendamento da audiência desde dia 12 de Junho.

Em Defesa da Língua Portuguesa Contra o Acordo Ortográfico

Coincidência

Por razões ponderosas e incontornáveis, não vimos nem ouvimos as entrevistas de Manuela Ferreira Leite e de José Sócrates Pinto de Sousa.

Apenas nos pareceu uma estranha coincidência que a RTP arranjasse (em todos os sentidos da palavra) um tempo de antena ou uma putativa entrevista para o Primeiro-Ministro, imediatamente depois da nova dirigente do PSD ter sido entrevistada num canal privado.

Segundo se vê na blogosfera, uma questão dita fracturante colocada a Manuela Ferreira Leite causou inúmeros reflexos críticos. Ignoramos se igual questão terá sido colocada ao seu opositor na emissora oficial do Governo.

Radiografia da Governação Socratina


Medina Carreira deu ontem a alguns portugueses, os poucos que vêm a Sic Notícias, muitas fotografias e uma radiografia da governação socratina: uma governação de mentira e de incompetência.

Quem não viu, veja aqui.


Ele só, Sócrates




"Eu show Sócrates"


O ministro da Agricultura perde a paciência e insinua que a CAP e a CNA albergam extremistas (de esquerda e direita). Os representantes dos agricultores aproveitam o deslize e recusam falar com Jaime Silva. O que faz o primeiro-ministro? Anuncia que é ele quem vai negociar com os agricultores.

Take 1 – O ministro da Agricultura perde a paciência e insinua que a CAP e a CNA albergam extremistas (de esquerda e direita). Os representantes dos agricultores aproveitam o deslize e recusam falar com Jaime Silva. O que faz o primeiro-ministro? Anuncia que é ele quem vai negociar com os agricultores.

Take 2 – O ministro da Ciência não quer dar mais dinheiro às universidades à beira da ruptura financeira. O ministro das Finanças vai mais longe e diz que aquelas universidades têm um problema de gestão (claro como a água…!). O que faz o primeiro-ministro? Manda dizer que ele mesmo se ocupará do dossier “universidades”.

Compreende-se a descoberta tardia (há uns meses estes grupos seriam corridos a pontapé…), por Sócrates, dos seus dotes negociais. Não se compreende é a desautorização de dois ministros (três, se contarmos com Teixeira dos Santos), a quem passou um atestado de menoridade, com consequências previsíveis nos próximos confrontos com o Portugal corporativo.

Estes episódios reforçam a ideia de que Sócrates deixou de navegar com GPS para navegar à vista. Se o primeiro-ministro acha que os ministros não prestam, substitua-os. Porque insistir no “one man show” em que se transformou a sua governação tem riscos. Graves. E se amanhã alguma corporação disser que já não se senta com Sócrates? O primeiro-ministro cede o lugar ao Presidente da República?

Camilo Lourenço
Jornal de Negócios

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Citação do dia


Os sinais de desagregação da autoridade do Estado são bem visíveis e mais frequentes do que imaginamos. Quando um aluno bate num professor, quando se dão tiros num comício em que está presente o primeiro-ministro ou quando um arguido bate num juiz, o que temos é a completa inversão da pirâmide de valores, é o fracasso das estruturas em que assenta o Estado de Direito. Impressiona-me a condescendência de uma cultura que assiste passivamente a tudo isto. Sendo o homem lobo do homem, como disse Hobbes, se a autoridade do Estado não for exercida com responsabilidade e sem transigir na defesa da liberdade e da segurança, acabamos por morrer às mãos uns dos outros. (...)


É óbvio que a falta de respeito pelos juízes e a degradação da sua imagem foram alimentadas por este Governo, numa política de pura e baixa propaganda eleitoral, o que decisivamente contribuiu para estas agressões. Por isso, os juízes não devem aceitar fazer julgamentos em tais condições, até porque têm a obrigação de proteger a segurança e a tranquilidade das pessoas que vão ao tribunal.

Rui Rangel, Juiz desembargador

Correio da Manhã


Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Galeria dos Ministros da Educação


Amanhã, a excelentíssima ministra Maria de Lurdes Rodrigues inaugura a Galeria dos Ministros da Educação, nas instalações do Ministério, na Avenida 5 de Outubro, que reúne as imagens dos ministros desta pasta nos últimos 40 anos, por sinal os mais gloriosos do sistema educativo português.

É graças a muitos deles que um aluno português escreveu esta preciosa redacção.

Alunos destes «têm direito ao sucesso», nas sábias palavras de outra personagem que encerraria muito bem a galeria se num próximo mandato substituísse a especialista em estatística educativa e desconstrução sociológica: a Directora Regional de Educação do Norte.



Redassão: 'O mano'

Quando eu tiver um mano,
vai-se chamar Herrar, porque
Herrar é o mano.

Fim.

O meu menino é d'oiro




O meu menino é d'oiro
É de oiro fino
Não façam caso que é pequenino

Elogio da Indignidade (Sem comentários)





Biografia de Sócrates, «o menino de ouro do PS»

Livro de Eduarda Maio apresentado. Dias Loureiro confessou-se «emocionado» com a leitura

A biografia de José Sócrates, da autoria da jornalista Eduarda Maio, foi apresentada esta segunda-feira para uma plateia que surpreendeu pela ausência de todos os ministros do actual Governo, refere a Lusa.

O ex-ministro e ex-secretário-geral do PSD, Dias Loureiro, discursou durante a sessão de apresentação e revelou que a afectividade do actual primeiro-ministro foi a característica que mais o «emocionou» na leitura do livro «Sócrates - o menino de ouro do PS».

«O lado dos afectos foi dos que mais me emocionou, o seu amor pela sua terra. Estão em Vilar de Maçado os valores que o amarram à vida. Há duas coisas que não podemos escolher: os nossos pais e a terra onde nascemos. Temos a obrigação de respeitar essa herança, amá-la e transmiti-la», afirmou.

Entre elogios de «enorme generosidade», «sensatez», «prudência», «coragem» e «capacidade de liderança», Dias Loureiro classificou Sócrates como um «homem trabalhador» e um «homem de detalhes»: «Só quem está atento aos detalhes pode fazer grandes coisas. Essa é uma característica dos grandes homens».

António Vitorino foi o segundo a discursar e salientou que «Sócrates é o primeiro líder do PS totalmente formado em democracia». «José Sócrates é um político moderno porque é profissional no desempenho da sua actividade. Sócrates focaliza-se nos resultados. Sócrates percebe que nenhuma estratégia fixista pode ter sucesso num mundo em rápida mudança. Mas Sócrates tem um princípio bem fixo: o interesse geral deve prevalecer sobre o interesse particular», declarou.

Título não é elogio ao primeiro-ministro

A sub-directora de informação da Antena 1 Eduarda Maio discursou posteriormente e fez questão de esclarecer a origem do título «Sócrates - o menino de ouro do PS»: «Parece que estamos perante um título que é um elogio ao primeiro-ministro mas esse título é estritamente jornalístico. O título é do Correio da Manhã, nem sequer é meu. Foi retirado de uma notícia sobre bastidores [do PS]. Algumas pessoas que o queriam ver líder do PS falavam dele como menino de ouro».

Na sessão de apresentação da primeira biografia do primeiro-ministro estiveram alguns secretários de Estado, como Fernando Serrasqueiro e José Miguel Medeiros, alguns deputados socialistas, como Maria de Belém, Marques Júnior, Miranda Calha, José Junqueiro e Renato Sampaio, e alguns dirigentes do PS, como José Mota e Rui Oliveira e Costa.


______________________

PS(D) (salvo seja): Coibimo-nos de dizer mais seja o que for sobre Dias Loureiro e Eduarda Maio, além das alusões feitas abaixo...

Grande filho do povo...


É como ver um copo meio cheio ou meio vazio.

Uns vêem o PSD a apanhar o PS.

Outros admiram-se como é que o PS de Sócrates ainda tem tantos eleitores.

Nós limitamo-nos a achar que este povo merece a sorte que tem. Um povo que gerou esta criatura, que a elegeu engandado e que continua a deixar-se enganar, merece Sócrates e ainda pior, se houver pior...

Se as eleições fossem hoje, o PS tinha razões de sobra para se preocupar. O PSD de Manuela Ferreira Leite está mesmo a apanhar o Partido Socialista de José Sócrates.

Os socialistas têm ainda de se preocupar seriamente com o Bloco de Esquerda, que surge com alguma surpresa como a terceira força política portuguesa.

Se as eleições fossem agora o PS ganharia com 36,3% dos votos, mas sem maioria absoluta. O Partido Socialista não garantia também uma grande vantagem sobre o PSD, já com Manuela Ferreira Leite na liderança, os sociais-democratas são a escolha de 34,9% dos portugueses.

A grande surpresa da sondagem TVI/Intercampus é o Bloco de Esquerda, que passa a terceira força política com 13,4% das intenções de voto. O PCP reúne 10,1%, o CDS-PP 4,2 e 1,1% faz outra escolha.

TVI

Percalço na "Carreira de Sócrates"



Presidente polaco recusa assinar Tratado de Lisboa

O presidente polaco recusou assinar o Tratado de Lisboa. Em declarações a um jornal polaco, Lech Kaczynski justificou a sua decisão pelo facto de este documento já não fazer sentido depois do "não" irlandês.

O presidente polaco recusou assinar do Tratado de Lisboa, ao considerar que não faria sentido dar a sua aprovação a um documento já rejeitado pelos eleitores irlandeses em referendo.

Em declarações ao jornal Dziennik, Lech Kaczynski mostrou-se confiante de que União Europeia continuará a funcionar mesmo que não de uma forma ideal, o que não é admirar porque a UE é uma «estrutura complicada»

«É difícil de dizer como acabará toda esta situação. Mas, por outro lado, a afirmação de que não há união sem o tratado não é séria», acrescentou o chefe de Estado da Polónia.

Kaczynski lembrou que foi este mesmo o raciocínio que surgiu na mente dos apoiantes da Constituição Europeia no momento em que esta foi rejeitado por franceses e holandeses em 2005.

TSF




Ou muito nos enganamos ou a "Carreira de Sócrates", pelo menos a europeia, sofreu mais algum percalço.

Sarcozy, de quem a única coisa aproveitável é mesmo a Carla Bruni, teve um início auspicioso de presidência da UE.

Claro que a Comissão Europeia já iniciou as suas manobras chantagistas sobre a Polónia. Com a sua pulhice habitual, talvez tudo se resolva para maior glória e brilho do Menino de Ouro.


Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

A Branca de Neve e os seus Anões


António Ribeiro Ferreira depois de forjar a imagem simpática e competente da Ministra da Educação numa putativa entrevista que mais parecia uma agradável conversa de dois grandes amigos, vem agora elogiar o José Sócrates como um Super Primeiro-Ministro que, omnipotente e omnisciente, consegue governar vários ministérios ao mesmo tempo, a tal ponto que em vez de um temos vários Josés Sócrates.

Mas tal discurso laudatório, de tão elogioso que é para este génio da governação, negando-se a si próprio contém uma das maiores críticas que se podem fazer ao elogiado.

De facto, se o Governo só tem "Anões" e uma Branca de Neve, quem escolheu tais "Anões"? Não foi José Sócrates?

E se só escolheu "Anões" para o Governo foi porque os mais competentes não quiseram estar num Governo deste tão baixo calibre? Ou terá sido porque o Primeiro-Ministro é tão pequenino que teve de escolher ministros ainda mais pequenos do que ele para não lhe fazerem sombra?





Os Josés Sócrates

Um empresário conhecido da praça teve um desabafo muito curioso: "Tenho muita pena que o Governo não tenha mais alguns Josés Sócrates."

O homem estava manifestamente desolado com o facto de ter feito um investimento de muitos milhões de euros num negócio de biocombustível, com o apoio do primeiro-ministro, e agora não conseguir colocar o produto no mercado porque o preço do combustível teria de aumentar um cêntimo. Apesar da tristeza com o investimento feito com o aval de José Sócrates, o empresário deste sítio não tem razão. Anda é distraído com os seus negócios, de um lado para o outro, e não se deu conta dos Josés Sócrates que andam por esses ministérios a substituir os que se julgam ministros do Governo.

Vejamos alguns casos. A ex-ministra da Cultura, sentada no Palácio da Ajuda, imaginava que mandava no sector e tinha poder para discutir e decidir alguma coisa. Meteu-se com o comendador Berardo e a sua colecção de arte moderna e acabou mal. O José Sócrates da Cultura chegou a acordo com o empresário madeirense e o Centro Cultural de Belém ficou por conta dos seus quadros, com o Estado a pagar-lhe uma verba pelo favor que o accionista do BCP fez aos indígenas.

Mário Lino, que ainda hoje pensa que é ministro das Obras Públicas, imaginava que o novo aeroporto seria na Ota. Enganou-se redondamente. O José Sócrates das Obras Públicas fez um negócio com a CIP, mandou o LNEC reapreciar uns estudos sobre a localização e o aeroporto foi parar a Alcochete. Rui Pereira, ministro da Administração Interna, imaginava que mandava na PSP e na GNR. Foi mandado para o Brasil na altura em que os camionistas ameaçavam bloquear o País e foi o José Sócrates da Administração Interna que chamou o director da PSP e o comandante da GNR para accionar um plano de acção caso não houvesse acordo com os amotinados. Mário Lino, que além das Obras Públicas imagina-se ministro dos Transportes, andou horas em reuniões com os camionistas. Mas foi o José Sócrates dos Transportes que acabou por decidir os termos do acordo com os camionistas.

Jaime Silva, que imaginava ser ministro da Agricultura, atirou umas pedradas às confederações do sector. O José Sócrates da Agricultura obrigou-o a dar o dito pelo não dito, desmentiu-o em público e pacificou os agricultores. A verdade é que o Governo deste sítio cada vez mais mal frequentado tem uma Branca de Neve chamada José Sócrates e uns tantos anões. Mais nada.

António Ribeiro Ferreira, jornalista
30 Junho 2008 - 00h30



É raro, mas consegui concordar mais uma vez com JPP


Já o ouvi, já o disse e agora repito-o: se repararem bem, verão que Portugal nesta altura não tem governo. Não é sequer aquela pergunta cíclica dos jornais, onde é que está o governo, como se o governo fosse o Wally. O corpo físico do governo sei bem onde está, só que não exerce, não governa. Desde que os powerpoint e as sessões de casting começaram a ter efeitos contraproducentes; desde que o calendário de pau e cenoura, tão bem urdido pelo Primeiro-ministro para esta legislatura, encravou na crise internacional e nos erros nacionais; desde que a certeza de nova maioria absoluta se evaporou; desde que o PS percebeu que podia ter um PCP e BE com 20%, comendo-lhe a sua própria esquerda mais Manuel Alegre; desde que acabou a mistura de narcisismo e de turbulência psicótica que passava por ser oposição e apareceu oposição, o governo não sabe o que fazer e está em estado de estupor. Não há governo».

Abrupto



A CONFAP e a polémica dos Exames



Com tanto alarido à volta dos Exames Nacionais, já estranhava o silêncio do quase secretário de estado ou ministro que é o seu presidente Albino Almeida.

Para já a CONFAP continua a merecer viver à conta do chorudo orçamento que a Ministra da Educação lhe defere anualmente.

Embora sem a desfaçatez de se pôr ostensivamente ao lado do Ministério tergiversou o suficiente para se perceber o incómodo em que está metido.

Há cada vez mais encarregados de educação descontentes com a imagem da CONFAP como o braço popular de Maria de Lurdes Rodrigues.

Fez um comunicado suficientemente desculpabilizante para a sublime ministra, fingindo que não viu a burla que está à vista de todos.

Para desviar as atenções do essencial e atirar areia para cima dos olhos dos outros faz mais umas propostas no seu jeito habitual, num comunicado que abaixo se transcreve para evitar que magicamente ele apareça tresmudado...

E criou um forum de discussão sobre o assunto, para já pouco frequentado, mas cujo tema de discussão já diz tudo por si só:





Debater os Exames 2008 no Fórum Confap


Todos os anos, nesta época, os exames são alvo dos mais díspares comentários - uns a favor, outros contra, fáceis para uns, difíceis para outros. No meio de toda a polémica estão os interesses dos nossos filhos e a nossa vontade numa educação de qualidade que os prepare para a vida.

Então, o que fazer:

- Esperar pelos resultados dos exames, para perceber se o 'facilitismo' de que falam alguns será, mesmo, confirmado pelos resultados dos alunos!

- Ou, antes de os conhecer, exigir a sua ulterior comparação com as notas internas dos alunos, durante os três anos do 3.º Ciclo, bem como durante a frequência do Secundário?

E, porque não exigir a mesma comparação para as Provas de Aferição, relativamente ao 1.º e 2.º Ciclos?

Verificamos que, por exemplo, quer na consulta no sítio da Sociedade de Professores de Matemática (www.spm.pt) acerca dos Pareceres sobre as Provas de Exame do 9.º Ano (20 de Junho) e do 12.º Ano (23 de Junho), quer quanto aos comentários na Imprensa a propósito dos mesmos, não nos permite tirar nenhuma ilação.

Propomos, entretanto, esta questão: Quantos jovens (não os adultos, sejam, ou não,'barras' a matemática!) do nosso sistema de Ensino terão, por exemplo, respondido com acerto às DUAS questões referentes a uma situação problemática colocada na Prova de Exame do 9.º a uma hipotética Associação de Estudantes?

Por isso, a Confap considera pertinente a comparação entre as notas internas dos alunos, as notas das provas de aferição e as notas dos exames! Na totalidade e por conteúdos!

É necessário que se faça uma reflexão honesta e consistente sobre esta matéria. Nesse sentido a Confap, como movimento associativo heterogéneo que congrega Associações e Federações com as suas múltiplas sensibilidades, decidiu lançar o Debate sobre os Exames na sua página (www.confap.pt), nomeadamente, no Fórum Confap, como meio/local para se exercer essa reflexão aberta e alargada, apelando aos seus associados e pais em geral para contribuírem para este Debate.

O CE da Confap



Domingo, 29 de Junho de 2008

Sobre a Nulidade Absoluta em Teoria Geral do Direito Civil


«Ministro da Agricultura é o maior incompetente do mundo», diz Marcelo

O comentador de política Marcelo Rebelo de Sousa disse, este domingo, na RTP, que o ministro da Agricultura é uma «nulidade» e «o maior incompetente do mundo».

«O ministro da Agricultura é o maior incompetente do mundo», sublinhou Marcelo, acrescentando que Jaime Silva encaixa numa figura do «direito que é a nulidade».

«Um acto é nulo quando não produz nenhum dos efeitos que devia produzir, produz outros mas negativos», explicou Marcelo rebelo de Sousa referindo a actuação do ministro.

«O ministro da Agricultura desde o início não acertou uma», conclui Marcelo rebelo de Sousa.

O ministro da Agricultura tem sido alvo de duras críticas por parte dos agricultores e dos pescadores, que culminaram com uma série de protesto em todo o país por causa do preço dos combustíveis.

TSF

Ai Eduarda...



Eduarda Maio

Eduarda Maio nasceu em Moçambique em Maio de 1966. É jornalista e subdirectora de informação da Antena 1, desde 2003. Começou a trabalhar na rádio, profissionalmente, em 1987, na Antena 1, onde esteve durante três anos. Em 1989 tornou-se jornalista da RTP, onde permaneceu até 1993. Passou pela televisão onde apresentou o Jornal da Tarde, na RTP 1, o programa Juiz Decide, na SIC; e o Conselho de Estado, na RTP 2. Durante dez anos (1993-2003) foi jornalista da TSF tendo exercido durante os últimos dois anos o cargo de chefe de redacção da mesma rádio.

Da editora Esfera dos Livros




Quanto há uns dias noticiei a publicação de uma biografia d' O Menino de Ouro do PS, obra que continuo sem ter lido, não me ocorreu indagar quem era a autora, cujo nome me era familiar mas que a memória já esquecera.

Ora o cargo que ocupa na Emissora Nacional do PS (que agora acho que se chama Antena 1) combina bem com uma biografia oficial para instrução do povo e doutrinação das massas.

A confiar em quem já leu, tem algumas similitudes com a mais pura hagiografia medieval. A ser assim a copista terá trabalhado bem, sob inspiração do sacratíssimo espírito socratino.


Paráfrase


"Jaime Silva transformou-se numa espécie de embaixador da União Europeia e num carrasco da agricultura portuguesa"

António Barreto


Eu diria mais:

Este Governo transformou-se numa espécie sub-comissão da União Europeia e num carrasco da economia portuguesa.


Sábado, 28 de Junho de 2008

O estado a que chegou o Estado

Casos recentes de violência em pelo menos 16 instalações em todo o país

Pelo menos 16 tribunais em todo o país registaram casos recentes de violência, segundo dados da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) hoje divulgados na sequência das agressões a juízes no Tribunal de Santa Maria da Feira.



Durante séculos o professor, o padre, o médico, o polícia e o juiz foram as pessoas mais respeitadas da sociedade portuguesa, especialmente ao nível local.

Nos últimos anos nenhuma destas profissões foi poupada à violência da horda de bárbaros em que se converteu o País. Nem professores, nem padres, nem médicos, nem polícias, nem juízes escapam a constantes agressões ou actos de desrespeito.

O problema não começou com José Sócrates. Mas nunca como agora atingiu proporções tão avultadas. Sem qualquer autoridade que lhe advenha a não ser da força do cargo que improvavelmente veio a ocupar, Sócrates destruiu paulatinamente a credibilidade das instituições, ora com a sua proverbial incompetência, ora com os sucessivos escândalos da sua carreira escolar e profissional.

O mais expectável que lhe venha a acontecer não são actos como os que atingiram nos últimos dias alguns juízes, que são, como ele, titulares de um órgão de soberania.

O mais expectável é que no futuro, em vez de gritos e apupos, Sócrates seja apenas brindado com risos e gargalhadas.

Socratinice das grandes

TGV já está em dúvida


O TGV em Portugal está agora periclitante, depois de os espanhóis terem recuado no projecto que ligava Badajoz a Madrid. Sócrates está em contacto com Zapatero, mas este evita dar quaisquer garantias

O projecto do comboio de alta velocidade (TGV), tal como estava concebido, corre o risco de ser alterado. A ligação entre Lisboa e Madrid, via Badajoz, pode vir a sofrer um revés depois de o Governo espanhol ter dado prioridade às ligações ferroviárias entre a Espanha e a França e ter confessado que pretende adiar a ligação a Portugal para depois da actual legislatura (que termina em 2012).

Sol
28/6/2008




Quando não se conhece como trabalham os sucessivos governos espanhóis e se fazem projectos em cima do joelho acontece disto.

A incompetência de Sócrates de de Mário Lino não tem limites...

Dramatização?




Sócrates: Disparos em Portimão

Cerca de 20 minutos depois de José Sócrates ter abandonado o Pavilhão Arena em Portimão foram ontem ouvidos seis disparos. Os projécteis foram disparados para o ar, mas pelo menos dois deixaram marcas na cobertura do pavilhão. A PSP estava no local, mas não conseguiu identificar os autores dos disparos, bem como os populares que se encontravam fora do recinto.

Correio da Manhã
28 Junho 2008 - 02h18




Há poucos dias veio na comunicação social a notícia de que Sócrates iria começar a dramatizar, com o aproximar do último ano antes das eleições.

Vamos ver o que se vai suceder a este episódio que parece caricato. Vamos ver como actuará Sócrates e a que conclusões chega a investigação.

Nos EUA alguém sugeriu um atentado terrorista para beneficiar um dos candidatos presidenciais.

Para Sócrates vinha mesmo a calhar alguém encenar um atentadozinho contra uns morcegos que iam a passar no ar das imediações de um pavilhão onde discursou e que ainda rasparam nas paredes quando ele já lá não estava...

A habilidade do artista é conhecida. Vamos aguardar palas reacções e resultados...

Coisas que são difíceis de esconder...


Mais de quatro mil empregos desaparecidos nas Caldas da Rainha e Alcobaça

Mais de quatro mil trabalhadores da indústria cerâmica perderam o emprego nos concelhos de Caldas da Rainha e Alcobaça nos últimos três anos, revelou a União dos Sindicatos do Distrito de Leiria. Este é o resultado do encerramento de quatro empresas nas Caldas da Rainha e de oito em Alcobaça.

A este número deverão juntar-se, a partir do fim do mês, mais 250, fruto do encerramento da fábrica Secla, implantada há 61 anos nas Caldas da Rainha e que vive os seus últimos dias. "E as fábricas que ainda estão em laboração, com 30 a 45 trabalhadores, no concelho de Alcobaça, têm salários em atraso", afirmou à Lusa José Fernando, da União dos Sindicatos de Leiria.

DN
27/06/2008


O fim da festa




Banca deve 53,4% do PIB ao estrangeiro

Banqueiros estrangeiros podem começar a restringir empréstimos aos bancos nacionais. A dívida do País chegou em Abril aos 86,6% do PIB
Os empréstimos contraídos pela banca portuguesa junto dos banqueiros internacionais atingiram os 90,7 mil milhões de euros nos primeiros três meses do ano, cerca de 53,4% do PIB, de acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal. Um montante considerado pelos economistas como elevado e que levará a banca internacional a "apertar" a concessão de crédito à economia portuguesa.

DN


Ao fim de mais de três décadas de desvario a viver à conta de empréstimos ao estrangeiro, a festa está a chegar ao fim.

Como se costuma dizer: o último que apague a luz...

Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

Silêncios do lente coimbrão

Vital Moreira, sempre tão pressuroso em elogiar o Governo socratino, onde pontua a sua esposa, revela a mesma habilidade na gestão dos seus silêncios e omissões.

Como professor que é, não lhe deveriam ser alheias duas temáticas de grande actualidade: a burla dos exames nacionais promovida pelo próprio ministério e a situação de ruptura financeira das universidades.

Nem sobre um tema nem sobre o outro ainda lhe vimos palavra, no Cosa Nostra. Critérios ou conveniências...

Prioridades de Sócrates



Sócrates quer o «melhor» da engenharia nas escolas

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou esta sexta-feira que o Governo se empenhará em dotar com o melhor da engenharia e da arquitectura portuguesa o Programa de Modernização das Escolas do Ensino Secundário, que se desenvolverá até 2015, escreve a Lusa.

Ao nível da educação, o primeiro-ministro referiu que as primeiras décadas da democracia portuguesa tiveram a meta de construir novos estabelecimentos de ensino para corresponder ao aumento da população escolar.

«A nossa aposta agora é na qualidade do espaço escolar, requalificando-o. Queremos atrair para a escola portuguesa o melhor que temos na engenharia e na arquitectura», disse.

Na sua intervenção, José Sócrates afirmou ainda que os projectos de requalificação «terão a participação activa da comunidade escolar» a que se destinam.

«As obras de requalificação não será impostas a partir de um qualquer gabinete do Estado. Queremos que haja sempre intervenção dos actores desse mesmo espaço», acrescentou.

Portugal Diário



Sócrates é de facto uma criatura providencial, um génio.

Ele é portáteis, ele é quadros interactivos, ele é videoprojectores, ele é Internet, tudo nas escolas.

E agora só falta mesmo dotar as escolas de qualidade arquitectónica, assunto em que é um reputado especialista.

Só lhe falta perceber que o que verdadeiramente é importante nas escolas é que os professores ensinem e que os alunos aprendam, exactamente o contrário do que o seu (des)governo pretende que se passe nas escolas.

Quanto não vale ter a eleições à porta...?


A partir do próximo orçamento do Estado todos os funcionários públicos terão acesso à ADSE, independentemente do vínculo que tenham com o Estado, prometeu esta sexta-feira, o ministro das Finanças, avança a «Lusa».

O ministro Fernando Teixeira dos Santos garantiu no Parlamento que a ADSE «é para ficar» e que esse regime de protecção social dos trabalhadores da função pública «não está em causa».

Portugal Diário


Bem se fartou o arauto do socratinismo, o lente coimbrão, Vital Moreira, de propor o fim da ADSE.

Mas a aproximação das eleições fala mais alto...


Como se amplia a burla





Margarida Moreira diz que "alunos têm direito a ter sucesso"

DREN não quer professores que dão notas "distantes da média" a classificar exames

27.06.2008 - 19h32 Isabel Leiria

De acordo com um relato de um professor escrito em acta, a directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, pediu aos conselhos executivos das escolas para terem atenção na escolha dos docentes que vão corrigir os exames, e disse que “talvez fosse útil excluir de correctores aqueles professores que têm repetidamente classificações muito distantes da média.” Os “alunos têm direito a ter sucesso” e o que “honra o trabalho do professor é o sucesso dos alunos” terá dito imediatamente antes e depois.Margarida Moreira diz que "alunos têm direito a ter sucesso"
DREN não quer professores que dão notas "distantes da média" a classificar exames
27.06.2008 - 19h32 Isabel Leiria
De acordo com um relato de um professor escrito em acta, a directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, pediu aos conselhos executivos das escolas para terem atenção na escolha dos docentes que vão corrigir os exames, e disse que “talvez fosse útil excluir de correctores aqueles professores que têm repetidamente classificações muito distantes da média.” Os “alunos têm direito a ter sucesso” e o que “honra o trabalho do professor é o sucesso dos alunos” terá dito imediatamente antes e depois.

Público


Socratinice do dia


“Tenho pena que o Governo não seja composto apenas por José Sócrates”, afirmou João Pereira Coutinho em Valência, onde assistiu à chegada do barco que bateu o recorde mundial de Volta ao Mundo em 60 dias com biodiesel produzido nas fábricas da SGC Energia, participada do grupo do empresário.

Jornal de Negócios


Estimável João Pereira Coutinho

Pouco falta para que Sócrates fique sozinho no Governo.
O Ministro da Agricultura é tão desatinado que agora é Sócrates a negociar com os agricultores. Até os deputados do PS já suspiram.
A Ministra da Educação andava tão tresloucada que foi necessário Sócrates agir de emergência junto dos sindicatos.
O Ministro das Obras Públicas não dá um passo nem esboça uma frase sem ter o ponto socratino por perto.
O Ministro da Cultura escolhido por engano está desaparecido, e o melhor que fez foi ir ao Brasil dizer umas alarvidades misturadas com trovas bandarrinas.
A maior parte dos restantes ministros suspirava de alívio se uma nave alienígena aparecesse repentinamente e os levasse ou levasse o nosso Primeiro para algures bem longínquo.
Pouco falta para ficar sozinho, tirando os controleiros colocados para manter o sistema socratino imune a certas adversidades
cabalísticas... e evitarem catástrofes tectónicas como terramotos anunciados e sempre adiados...


Quinta-feira, 26 de Junho de 2008



Aeroporto de Alcochete deve ser feito de forma faseada, insistem técnicos

Público
26.06.2008 - 18h12

Já era uma área em que as previsões eram de difícil certeza, mas com a crise dos combustível, as perspectivas de crescimento do transporte aéreo ficaram ainda mais baralhadas. "Flexibilidade" na resposta, é o que recomendam os peritos.

A actual crise do aumento dos combustíveis irá, inevitavelmente, trazer profundas alterações à indústria da aeronáutica, por isso, recomenda a prudência, que quem tiver a responsabilidade de planear novos aeroportos o faça de uma maneira flexível, e modular, que permita dar resposta às necessidades futuras.



E também há quem defenda, com argumentos fundamentados e reforçados com as novas previsões para a evolução dos preços do petróleo, que a Portela ou a Portela + 1 eram suficientes.

Mas os sábios engenheiros Sócrates e Lino é que sabem...

Se as coisas correrem mal já estarão a gozar uma reforma dourada enquanto o povo é que pagará.

Entretanto alguns enriquecerão com a privatização da ANA e a construção do Aeroporto e demais acessos...




Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

Amigo Sócrates



Quem conhece os mercados financeiros, em especial de futuros, sabe como nestas alturas de crise e de pânico se fazem fortunas.

Além dos problemas internacionais que estão no horizonte, que para alguns analistas são dos mais graves dos últimos séculos, temos a somar a governação socratina cujo desastre se começa agora a manifestar em todo o seu esplendor.

Quando cada vez mais portugueses começam a deixar Sócrates isolado, há um pequeno grupo que muito lhe deve e que não o esquecerá: os "shortadores". Poucas vezes se ganhou tanto a "shortar". Sócrates, graças a quem já ninguém acredita neste País, afinal é um bom amigo... dos "shortadores", o que é quase como ser amigo da onça...

Dificilmente é maledicência


Vindo de Vítor Constâncio, que tantos préstimos deu para o embuste de Sócrates dobre o défice orçamental, este relatório dificilmente será mais uma maledicência:


Banca: Quase um milhão de euros diários nos 12 meses terminados em Abril
Calotes somam 2,5 mil milhões

A Banca e as instituições financeiras que operam em Portugal não conseguiam cobrar o total de 2,523 mil milhões de euros em Abril de 2008. Comparando com o mesmo mês do ano passado, o crédito malparado aumentou 16,43 por cento, ou 356 milhões de euros. Isto significa que, nos 12 meses em análise, a verba de cobrança duvidosa aumentou 988 888 euros por dia.

Correio da Manhã
25 Junho 2008 - 21h30

Será maledicência ou o Choque Tecnológico?


Universidade de Aveiro vai usar dinheiro da investigação para subsídios de férias

A Universidade de Aveiro está a anunciar em reuniões de departamentos que vai utilizar dinheiro destinado à investigação para pagar os subsídios de férias de funcionários e professores, segundo a TSF.

Público

Sócrates e Mugabe


Alberto João Jardim, que não é propriamente um modelo de democrata, considerou José Sócrates como «o Mugabe da Europa».

Por este andar, com o prosseguimento da política de controlo total dos serviços de informação e da investigação criminal pelo Primeiro-Ministro não nos admiremos se a oposião do Zimbabue começa a dizer que o Mugabe é o José Sócrates africano.

Numa coisa estão cada vez mais próximos: o povo está cada vez mais condenado à paralisia económica, ao desemprego e à fome...

Portugal aproxima-se crescentemente de se transformar no Zimbabue da Europa, tanto em termos económicos como em termos de respeito pelos direitos, liberdades e garantias...





Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Aos mestres do embuste

Gargalhada


Se o assunto não fosse demasiado sério, estas declarações da sinistra ministra da deseducação só mereciam uma estrondosa gargalhada.

1. Só ela e os seus é que têm competência para avaliar o grau de dificuldade das provas de exame. Os outros são todos estúpidos...

2. «A única preocupação da tutela foi garantir o “rigor e exigência”»... Mais uma vezes somos todos estúpidos... e a sinistra ministra ainda tem o desplante de falar em “rigor e exigência”...

3. Ela nem sabe quem faz os exames, nem parece estar a confessar sem querer que alguém foi "assaltar a dispensa" - entenda-se instruir o GAVE - mesmo que seja evidente que o GAVE só por si não teria a genial ideia de efectuar esta burla. Bem diz o povo que a mentira tem a perna curta. Não lhe pesa a consciência que o seu Ministério tenha orquestrado esta burla. O caso é patológico e só um psiquiatra parece poder auxiliar a resolver o assunto...

4. Fica a certeza que de estatísticas percebe a ministra, de manipular as estatísticas melhor dizendo...



Declarações de Lurdes Rodrigues sobre exames nacionais
Ministra critica “quem acorda de manhã e diz que o exame foi fácil demais”

24.06.2008 - 20h19 PÚBLICO

A ministra da Educação garantiu que não tem qualquer intervenção no processo de elaboração dos exames e rejeitou veementemente as críticas de associações de professores e sociedades científicas, e hoje repetidas pelos deputados da oposição presentes da comissão parlamentar, sobre a excessiva facilidade de muitas perguntas nos testes nacionais deste ano.

“Não conheço as pessoas que fazem os exames, não dependem de mim e só tenho conhecimento das provas no final do período em que ocorrem. É preciso respeitar e confiar no órgão que produz estes testes e no seu trabalho técnico”, respondeu, reforçando a ideia de que a única preocupação da tutela foi garantir o “rigor e exigência.”

Afirmando que não tem competência para se pronunciar sobre o nível de complexidade destas provas, porque tal requer “testes estatísticos e procedimentos técnicos” e aguardar pelos resultados, Maria de Lurdes Rodrigues criticou também quem se tem pronunciado sobre este assunto: “Não é sério, nem credível contrapor os serviços que fizeram estas provas e que elaboraram relatórios técnicos a umas pessoas que acordam de manhã e que dizem que exame foi fácil demais, criando alarmismo entre pais, professores e alunos. A avaliação sobre a complexidade que tem sido feita é pouco rigorosa”, reforçou, já à saída da comissão parlamentar.

A Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), que criticou o nível de facilidade das provas de aferição e dos exames nacionais do 9.º e do secundário, tem sido a mais contundente nas apreciações e foi o principal alvo das afirmações de Maria de Lurdes Rodrigues quando questionada sobre esta polémica. “Este ano tivemos esta surpresa de uma sociedade que auditou os exames e um mês depois se pronunciou desfavoravelmente sobre eles”, declarou.

Na sequência desta troca de argumentos, a SPM emitiu um esclarecimento, garantindo que os especialistas indicados pela sociedade apenas tinham como missão a “avaliação científica” das questões facultadas pelo Gave – correcção dos erros e ambiguidades matemáticas. E que, em virtude da confidencialidade a que esses especialistas estavam obrigados, a SPM “não teve qualquer conhecimento prévio dos exames ou dos conteúdos neles abordados”. Por isso, afirma a SPM, “o Ministério e o Gave devem assumir a sua responsabilidade pelas insuficiências e pelo grau extremamente elementar das provas que elaboraram.”

Sobre o alargamento da duração das provas, com a criação de 30 minutos de tolerância, Maria de Lurdes Rodrigues explicou que essa foi a solução encontrada para dar resposta a um problema assinalado no ano passado pelo Gave de que os exames eram “provas de maratona e não de conhecimento.” “Não queremos que o tempo seja uma razão para os maus resultados. Queremos que sejam justificados pela falta de conhecimentos”, disse.

Os argumentos não pareciam convencer os deputados, que insistiam na crítica. Referindo-se ao salto de 59 por cento de positivas para 82 por cento na prova de aferição de Matemática do 6.º ano, Pedro Duarte, do PSD, perguntou se esta evolução conferia “seriedade e credibilidade” a estes testes e declarou que o Governo está “muito preocupado com a eleições e muito pouco preocupado com o futuro das próximas gerações”.

“O objectivo não é comparar com o passado. Os exames criam condições de igualdade para uma determinada 'cohort' de alunos”, esclareceu a ministra. “Sempre que um dado estatístico não se adequa ao que é o preconceito ou o pensamento dos senhores deputados, a culpa só pode ser da ministra que tem esse poder milagroso de manipular as estatísticas. Isso é um desrespeito para com o trabalho dos professores e das escolas, para com quem faz os exames”, reforçou, perante as muitas dúvidas também manifestadas por José Paulo Carvalho, do CDS-PP, e Ana Drago, do Bloco de Esquerda, que por várias vezes criticaram o que consideram ser os “sinais de facilitismo”.

Mais maledicência (2)


Procurador admite conflito de competências com Ministério Público Pinto Monteiro defende controlo dos poderes do secretário-geral de segurança interna

24.06.2008 - 20h16 Lusa, PÚBLICO

O procurador-geral da República defendeu hoje “um controlo” dos poderes do secretário-geral de segurança interna, sob pena de estes “se sobreporem às competências do Ministério Público”.

“Os poderes do secretário-geral têm de ser controlados porque podem sobrepor-se e limitar as competências do Ministério Público. Tem de haver uma delimitação mais rigorosa desses poderes”, afirmou Pinto Monteiro, hoje ouvido na Comissão Parlamentar de Direitos, Liberdades e Garantias, onde está a ser discutida na especialidade a nova lei de segurança interna.

No entender do procurador, a nova lei estabelece uma “amplitude imensa de poder” ao titular deste novo cargo, que irá funcionar na dependência directa do primeiro-ministro, sublinhando que algumas das competências “podem colidir com as do Ministério Público”.

Em relação à futura lei de organização da investigação criminal, também em discussão, Pinto Monteiro foi peremptório em afirmar que esta devia atribuir ao Ministério Público o poder de fiscalização sobre todos os órgãos de polícia criminal, não só a PJ, como as unidades específicas da PSP, a GNR e SEF.

Mais maledicência (1)


Organismo alerta para perigo de intromissão em áreas tutelas pela PJ e MP
Conselho Superior da Magistratura critica competências do secretário-geral da segurança interna

24.06.2008 - 16h09 PÚBLICO

O Conselho Superior da Magistratura, ouvido hoje na Comissão de Direitos Liberdades e Garantias, mostrou preocupação com a possibilidade do secretário-geral da segurança interna se vir a intrometer em áreas até agora da competência dos órgãos de investigação criminal e do Ministério Público.

Rui Moreira, vogal do Conselho Superior da Magistratura, defendeu que ao abrigo da lei de segurança interna, actualmente a ser discutida na especialidade, a figura do secretário-geral de segurança – equiparada à de secretário de Estado e nomeada pelo primeiro-ministro – passará a decidir sob o acesso a informações que deveriam ser restritas aos órgãos de investigação criminal.

Cretinização geral do País


Se alguém tivesse dúvidas, a corja socratina pôs em marcha um plano de cretinização geral do País.

Depois da Matemática vem a Química.

Leiam-se os comentários breves da Sociedade Portuguesa de Química:



- Ausência de questões de facto selectivas (todas as perguntas se ficam por questões extremamente elementares).

(...)

- Persistência também de questões que pouco ou nada exigem de conhecimentos prévios em Química. Exigem apenas que o aluno saiba ler (nem precisa sequer de ter grandes competências a nível da interpretação) um texto (caso da questão 1.2) ou os eixos de um gráfico (caso da questão 2.2.1).

- Persistência ainda de algumas questões já “batidas” em anos anteriores (...)

Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Os professores não estão inocentes

Comparando o parecer da Associação de Professores de Matemática com o da Sociedade Portuguesa de Matemática percebe-se que o facilitismo e o sucesso estatístico não são exclusivos do ME.

Há muito tempo que muitos professores aderiram ao sistema e que nas suas escolas promovem as mesmas técnicas que o GAVE agora levou ao extremo.

O cancro da educação alastrou por todo o País...

Com professores assim e associações acéfalas e acríticas não há autoridade moral para criticar o Ministério...

Parece que interessa a todos fazer de conta que o famigerado Plano de Acção para a Matemática é um sucesso, o que é uma mentira tão rotunda como os exames forjados pelo Ministério...

Estrumeira


O sr. Pinto de Sousa não é apenas especialista em construir uma casa de habitação em cima de uma curral de vacas.

A última especialidade desta medíocre criatura é construir o futuro dos estudantes portugueses em cima da estrumeira do facilitismo e da ignorância.


Os pareceres da Sociedade Portuguesa de Matemática são bastante claros sobre a categoria da corja socratina, para quem tudo vale em troca de propaganda, incluindo destruir as escolas portuguesas e transformar os estudantes portugueses num bando de ignorantes: afinal o modelo socratino.


Parecer da Sociedade Portuguesa de Matemática
sobre o Exame Nacional de Matemática A
Prova 635, 1ª Fase – 2008

(...) A prova comporta um grande número de questões de resposta imediata e elementar, não aferindo conhecimentos matemáticos importantes (Grupo I 3, 4, 7, 8; Grupo II 3, 5) o que perfaz um total de 5 valores. Confirma-se a tendência já patente no exame nacional do 9º ano da semana passada, em propor exercícios que correspondem aos primeiros exemplos usados para introduzir as noções.
Por outro lado, no que diz respeito ao capítulo da trigonometria, apenas aparece numa questão um limite notável elementar, envolvendo a função seno, o que fica muito aquém do indicado e exigido no programa do décimo segundo ano.
A questão 3 do Grupo II, poderia ser abordada numa aula do nono ano e resolvida por considerações de simples bom senso.
A questão 5 do Grupo II pouco ou nada avalia em termos matemáticos. Testa apenas a destreza no uso da calculadora.
O grau de dificuldade deste exame é inferior ao do ano passado. O padrão utilizado pelo G.A.V.E. para avaliar o desempenho dos alunos não permite distinguir aqueles que efectivamente trabalham dos que pouco trabalham, e não ajuda os professores a incentivarem os alunos a aprofundar os seus conhecimentos.
A SPM alerta também que modelos de avaliação deste tipo podem confundir tanto os alunos como os professores no futuro, quer nas metas a atingir quer nos meios a utilizar. É por isso importante que se adoptem modelos de avaliação que efectivamente reconheçam o esforço, que constituam um desafio para os alunos e que
ajudem a identificar e ultrapassar as fragilidades dos seus conhecimentos de matemática.


Parecer da Sociedade Portuguesa de Matemática
sobre o Exame Nacional de Matemática B
Prova 735, 1ª Fase – 2008

(...) O teste peca, no entanto, por omitir completamente conteúdos programáticos importantes, como a Estatística, a Geometria Analítica ou a Programação Linear e por
ser excessivamente fácil: se as questões dos três primeiros grupos, embora muito acessíveis, não se podem considerar demasiado fáceis para o Ensino Secundário, o mesmo não sucede com o resto da prova. Assim, o grupo 4 (com a cotação de 20 pontos!) está perfeitamente ao alcance de um aluno do 7º ano de escolaridade e o grupo 6 pode ser facilmente resolvido a nível de 9º ano.
Quanto ao grupo 5, apenas testa a capacidade de utilização da calculadora, sem qualquer apelo a conceitos matemáticos. O carácter elementar da prova é acentuado por algumas indicações excessivamente pormenorizadas, como as etapas de resolução indicadas para o grupo 5. O teste falha também no aspecto do cálculo algébrico, que está praticamente ausente da prova.
Outro aspecto que nos merece reparos é a cotação da prova:
não se percebe, por exemplo, como é que questões relativamente elaboradas, como 3.1 têm a mesma cotação (20 pontos) que perguntas triviais, como o grupo 4. (...)
Nos anos anteriores, os exames de Matemática B tinham um grau de dificuldade relativamente elevado, talvez até mesmo excessivo se atendermos às características dos alunos que frequentam a disciplina; neste ano, passou-se para o extremo oposto, fazendo-se uma prova demasiado fácil, que não premeia o esforço desenvolvido ao longo do ano por professores e alunos.

Espanha ultrapassa a Itália: Portugal fica a ver...

Como é assunto de bola, a notícia da vitória espanhola sobre a Itália foi conhecida de todos.

Outra notícia hoje divulgada não teve o mesmo impacto, apesar de ser bastante mais relevante:


Eurostat confirma que España supera a Italia en PIB por habitante

La renta española supera en siete puntos la media europea

El Producto Interior Bruto (PIB) por habitante en España siguió aumentando en 2007, hasta llegar al 107% de la media de la UE, con lo que amplía la distancia con Italia, donde este indicador se situó el año pasado en el 101% de la media comunitaria.

Según los datos facilitados hoy por Eurostat, la oficina estadítica comunitaria, España es el duodécimo país de la UE en PIB per cápita. Entre los socios de la moneda única, ocupa el noveno puesto en riqueza por habitante, al superar a Italia, Grecia, Chipre, Eslovenia, Malta y Portugal.

EFE - Bruselas - 23/06/2008


A Espanha continua a avançar. O Portugal socratino continua a regredir.

Será isto maledicência?...



Domingo, 22 de Junho de 2008

O menino de ouro...


Como ainda não lemos, limitamo-nos a dar notícia desta recente obra de Eduarda Maio e a transcrever a sinopse da editora, A Esfera dos Livros:


Fevereiro de 2005. Nas eleições legislativas, o Partido Socialista alcança uma vitória inédita e consegue a sua primeira maioria absoluta na Assembleia da República. Aos 48 anos e a liderar o partido há pouco mais de quatro meses, José Sócrates via a sua força de vontade recompensada com um triunfo histórico. Era o culminar da carreira política daquele que muitos companheiros apelidaram de «Menino de Ouro do PS», que começara duas décadas antes, na Covilhã. Das festas em Vilar de Maçada, aos seus primeiros tempos como militante da Juventude Social Democrata, do espírito com que reorganizou o Partido Socialista em Castelo Branco à eleição como deputado, de mediático ministro do Ambiente, à conquista do PS e do país. A jornalista Eduarda Maio percorre os trilhos políticos e familiares de José Sócrates. Entrevistou companheiros de luta e de juventude, recolheu pequenas «estórias» - umas desconhecidas, outras esquecidas -, aborda temas polémicos como o caso da sua licenciatura, revela rivalidades, capta emoções, tentando perceber a personalidade de um homem que uns consideram apaixonado, combativo e dinâmico, outros arrogante, teimoso e calculista. O resultado é a primeira biografia do actual primeiro-ministro.


Só pela capa quase nos atrevíamos a fazer algum comentário sobre a obra e sobre o biografado. Mas não querendo ser maledicentes, remetemo-nos ao mais profundo dos silêncios.

O mais recente embuste do falsário



Ora, depois de oferecer positiva num exame de matemática do 9.º ano a todos os alunos, com uma prova em que apenas 20% dos conteúdos era do 9.º ano, eis que o embusteiro sem escrúpulos inventou um novo embuste.

Alargou o programa e-escola aos alunos do 7.º, 8.º e 9.º anos. Doravante podem adquirir um portátil por 150 euros, através de uma das três operadoras de telemóvel...

Só que a Optimus já disponibiliza essa oportunidade a todos, andem ou não na escola, sejam alunos ou encarregados de educação, a toda a gente que queira ficar presa a um contrato de prestação de serviço de acesso à Internet por um pequenino período de 3 anos.

Mais uma habilidade do engenheiro embusteiro.

Francamente, a corja socratina não tem vergonha!

A vítima inocente


Sábado, 21 de Junho de 2008

O engenheiro Sócrates dá-se mesmo mal com os profes, exceptuado talvez um, José António Morais, um génio da docência, amigalhaço do PS, que o aprovou em 4 das cinco cadeiras que lhe ofereceram na Universidade Independente.

Depois de fechar os hospitais e as maternidades, só lhe falta mesmo encerrar as universidades e criar umas Novas Oportunidades que forneçam diplomas de licenciatura.

É que andar 3 anos na universidade bolonhesa para tirar uma licenciatura é um exagero inaceitável...

Uns cursos de 3 semanas, podendo enviar-se as provas por fax ou pela Net, será certamente o futuro simplex universitatis socratinensis.


O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) denunciou hoje a "grave situação financeira das universidades", que se traduz em défice real de tesouraria e impossibilidade de cumprir compromissos.

Segundo o CRUP, "se não houver um reforço de 100 milhões de euros ainda para os orçamentos de 2008, as universidades ficam em grandes dificuldades financeiras que colocam em causa o pagamento de salários". Um comunicado do conselho indica que foram retirados do orçamento das universidades este ano, por via da aplicação da Lei do Orçamento, "mais de 13 por cento da massa salarial global", onze por cento referentes ao aumento das transferências para a Caixa Geral de Aposentações e 2,1 por cento correspondente aos aumentos salariais.

Público
21/06/2008

Portugal, Socratine Europe’s Far West

Tiros na praia de Santo Amaro de Oeiras

Confrontos entre grupos rivais provocaram ferimentos num polícia que ficou ferido ao ser atingido por uma garrafa

Confrontos na praia de Santo Amaro de Oeiras obrigaram este sábado à intervenção de três equipas da brigada de intervenção rápida da PSP, tendo um agente sido ferido com o arremesso de uma garrafa. Para repôr a ordem a PSP disparou vários tiros para o ar «com balas não letais», disse ao PortugalDiário fonte da polícia.

De acordo com a mesma fonte, o incidente começou com uma rixa entre dois jovens, cerca das 17:30, tendo dois agentes da PSP presentes no local sido obrigados a pedir reforços, depois de terem tentado, sem sucesso, controlar os dois homens e alguns outros que, entretanto, se envolveram na luta.

Os polícias no local foram agredidos com garrafas e vários objectos que foram atirados na direcção dos agentes. Três equipas da brigada de intervenção rápida da PSP deslocaram-se, então, ao local, tendo um dos agentes sido agredido com uma garrafa, que lhe provocou um hematoma na cabeça.

Portugal Diário
21/06/2008


Fartar vilanagem

Do clone de Sócrates


Há poucos dias tivemos o desprazer de ver e ouvir aquela espécie de clone de José Sócrates que faz de Ministro da Presidência vomitar na Sic Notícias um chorrilho de mentiras entre as quais a de que os portugueses vivem melhor agora do que há 3 anos.

Infelizmente muitos portugueses estão a resgatar os certificados de aforro, os fundos de investimentos e as contribuições para planos de reforma, e a levantar o dinheiro das contas a prazo para conseguirem pagar as despesas correntes.

Aforrar é cada vez mais impossível quando os rendimentos mensais são rapidamente consumidos nas despesas mais essenciais.

Dizer que a responsabilidade é da subida do preço do petróleo e do arrefecimento da economia mundial é desculpa que a cronologia dos factos desmente categoricamente. Apesar de alguns indicadores macro-económicos se terem afigurado positivos, desde que Sócrates está no poder só o aumento do endividamento privado disfarçou as crescentes dificuldades das famílias portuguesas e só o aumento da emigração escondeu o crescimento acentuado do desemprego.

Agora com a contracção das disponibilidades financeiras da banca, o aperto dos critérios na concessão de crédito e a aproximação de dezenas de milhar de famílias do limiar da insolvência, viver à conta dos bancos, numa imitação privada da política de "faz de conta" socratina, começa a ser cada vez mais improvável. A hora da verdade está a chegar...

E está a chegar exactamente poucas semanas depois de Sócrates ter anunciado o fim das dificuldades e ter oferecido aos portugueses uma ineficaz e perigosa descida do IVA...




Cerca de 26% dos portugueses fica sem dinheiro após pagar despesas mensais

Um em cada cinco portugueses fica sem dinheiro disponível após pagar as despesas mensais. É a percentagem mais elevada entre 51 países analisados pela consultora Nielsen. Os habitantes de Singapura são os que mais poupam: cerca de 69% do rendimento disponível.

No primeiro trimestre de 2008, cerca de 26% dos portugueses ficaram sem dinheiro após pagar todas as despesas mensais, revela um relatório da Nielsen sobre confiança dos consumidores, preocupações, gastos e atitudes perante a recessão económica realizado no primeiro semestre do ano.

Portugal é assim o país com maior número de pessoas sem dinheiro após pagar todas as despesas mensais. Em segundo lugar surge os Estados Unidos (24%), logo seguido do Reino Unido (22%).

Jornal de Negócios


Eficiência socratina (2)

Coisas do "Engenheiro"


O CARRO ELÉCTRICO

José Sócrates encontrou a solução política para a crise petrolífera. Promete-nos o carro eléctrico. Sócrates já nos tinha dado a energia eólica (subsidiada), a energia solar (subsidiada), a energia das ondas (subsidiada) e os biocombustíveis (subsidiados). Como é evidente, o carro eléctrico de Sócrates será subsidiado. Os portugueses vão pagar a crise petrolífera através de petróleo mais caro e impostos mais elevados. Sócrates sonha com o carro eléctrico, como sonhou com as eólicas. O sonho será pago pelo contribuinte. O carro eléctrico utilitário é, por enquanto, uma utopia. Não é um problema político. É essencialmente um problema técnico e económico. Os carros a bateria e as células combustíveis são tecnologias experimentais reservadas a modelos de luxo. Têm custos de desenvolvimento e de produção elevados. Mais importante, o carro eléctrico não acaba com a dependência dos combustíveis fósseis. A energia acumulada em baterias tem de ser obtida através dos processos tradicionais de produção de electricidade, como as centrais de ciclo combinado. O hidrogénio usado nas células combustíveis é produzido a partir de gás natural. Em última análise, os carros eléctricos requerem maior produção de energia a partir de fontes primárias e, actualmente, os combustíveis fósseis encontram-se entre as fontes primárias de energia mais competitivas. O episódio do carro eléctrico ilustra bem a forma como os políticos vêem a economia e a inovação. José Sócrates não sabe, ninguém sabe, qual é a tecnologia mais adequada para substituir o petróleo. Pode ser o carro eléctrico, o etanol celulósico ou o biopetróleo. Este é um problema típico de empreendedorismo. Mas Sócrates apresenta-se como oráculo do futuro. Pretende substituir-se aos empreendedores ditando à partida qual será o resultado da competição entre tecnologias. José Sócrates já decidiu. É o carro eléctrico. Os empreendedores não percam tempo a experimentar. Sócrates acredita que a sua visão pode substituir o mercado e os empreendedores na descoberta de inovações. Não pode. João Miranda DN 21/06/2008

Eficiência socratina (1)

«Espanha, Espanha, Espanha»

A cabotinagem socratina, a que se junta o resto da cabotinagem do Bloco Central, não percebeu quais são os reais intentos espanhóis com o projecto do TGV: reforço do centralismo de Madrid com a rede em estrela; e liquidação de Portugal com um projecto financeiramente ruinoso para o nosso País. Além do mais, quer pelo traçado, quer pelas características da linha de Madrid a Badajoz, teremos um comboio de média velocidade ao preço de um verdadeiro TGV que não nos servirá para nenhuma das vantagens que dele poderíamos retirar... Estes néscios acham que a Espanha iria gastar dinheiro para fazer de Portugal uma porta privilegiada de entrada de mercadorias e de passageiros para a Europa?

Portugal demorou mais de um século a pagar um empréstimo contraído para a construção de uma via do caminho-de-ferro em Moçambique, que, ainda não estava vencido no tempo dos governos de Cavaco Silva. (Ignoro se já está paga a totalidade da dívida neste momento).

Se o País não acabar entretanto, teremos uma situação pior... com a agravante de a linha acabar por encerrar por défice incomportável de exploração...



Mário Lino pede explicações a Espanha
O ministro Mário Lino escreveu uma carta à sua homóloga espanhola pedindo informação sobre o noticiado recuo da Espanha no TGV Badajoz-Madrid


Depois de ter justificado a urgência do TGV português com o adiantamento do projecto em Espanha, o Governo de Lisboa ficou com ‘o menino nos braços’: sem garantias de prosseguimento da alta velocidade do lado de lá da fronteira.

Em causa, apurou o SOL, está o facto, de nas últimas semanas, ter sido noticiado na imprensa espanhola – e depois portuguesa – que o governo espanhol não vai cumprir com o prazo acordado para chegada da linha à fronteira nem com a velocidade de projecto, comprometendo os tempos de percurso que estavam definidos.

Na carta enviada esta semana a Magdalena Álvarez, o ministro das Obras Públicas português lembra que o acordo entre os dois Estados prevê um tempo de percurso de 2h45m nas ligações directas entre as duas capitais, cuja linha será ser mista (incluindo transporte de mercadorias).

SOL
21/06/2008




Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Tão liberal que ele era...


Ainda há poucas semanas Sócrates e o resto da corja neo-liberal internacional acreditava nas excelsas virtudes do mercado e da neutralidade do Estado. De repente começaram a abrir aquelas mentes atrofiadas pela propaganda das sebentas bafientas do século XVIII em que acreditam em nome de quem mais lhes paga...


Sócrates quer criar taxa... «Robin dos Bosques»

Imposto incidiria sobre as petrolíferas e seria usado para acções sociais

O primeiro-ministro, José Sócrates, revelou em Bruxelas que Portugal está a estudar a possibilidade de aplicar a chamada taxa «Robin dos Bosques», que permitirá subir os impostos às petrolíferas e aplicar a verba obtida em apoio social, informa a agência Lusa.

«Isso compete a cada um dos Estados-membros e nós, em Portugal, estamos a estudar» a possibilidade de aplicar a taxa em causa, disse Sócrates, numa conferência de imprensa no final do Conselho Europeu. «Essas matérias são difíceis, é difícil identificar qual a parcela dos lucros das empresas que derivam e resultam do aumento inesperado, brusco dos preços do petróleo», sublinhou ainda.

O Governo italiano já aprovou a aplicação do imposto especial sobre as petrolíferas para financiar programas de assistência social a famílias afectadas pelo aumento dos preços dos combustíveis e dos bens alimentares.

Portugal Diário


Megafraude no Exame Nacional de Matemática


Quem viu o Exame Nacional de Matemática do 9.º Ano, de hoje, dificilmente se pode conter...

Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues são simplesmente uns crápulas, uns falsários.

Os seus peritos do GAVE fizeram uma prova que parecia feita para atrasados mentais, talvez à medida de si próprios e da sua falta de vergonha.

Com o futuro do País não se brinca. Forjar resultados com provas propositadamente facílimas é abjecto e criminoso. É apenas fazer da acção governativa uma actividade de mentira. Toda a política socratina é política de mentira. Tristemente, essa mentira chegou onde não deveria nunca chegar.

Esta escumalha não tem vergonha.

O Ministério da Educação transformou-se na mais nauseabunda estrumeira a céu aberto do País.

O fedor é cada vez mais insuportável!...


Sócrates e os "gays"


Sócrates negou a sua alegada homossexualidade. E presumindo que fala verdade damos o assunto de barato.

Mas a paneleirada portuguesa, por alguma razão que ela saberá, alimentou grandes esperanças com a subida de Sócrates ao poder, especialmente quanto à questão dos casamento homossexual.

Para já Sócrates frustrou as suas expectativas e eles, com o seu jeitinho efeminado, fizeram beicinho.

Se Sócrates ainda não lhe deu o casamento apaneleirado, deu-lhe este rebuçadinho, que cai bem, principalmente agora que perigosamente desce nas sondagens. A acreditar que 12% dos portugueses pertencem à estirpe, há que aproveitar os potenciais eleitores.


Prisões: Anteprojecto do código da execução de penas

Prisões abrem a sexo gay

Os reclusos homossexuais vão passar a beneficiar de visitas íntimas nas prisões para relacionamento sexual com os respectivos companheiros. Esta é uma das novidades do anteprojecto do Código da Execução das Penas e Medidas Privativas da Liberdade, que, por recomendação do provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, prevê alargar as visitas íntimas ao maior número possível de reclusos, independentemente da sua orientação sexual.

Correio da Manhã
20/06/2008


Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Andar aos papéis

Ter Sócrates como Primeiro-Ministro e Ricardo na baliza da Selecção Nacional é como andar aos papéis.

Num caso como noutro, só não percebeu desde o início o que valem quem não quis ou quem sofre de miopia acentuada.

Cada um no seu lugar foram
excelentes escolhas...

São
óptimos a andar aos papéis...

Felizmente Scolari já se foi. Falta o seu irmão gémeo da política portuguesa.

Num caso como noutro, podemos ter de esperar mais uma temporada, porque a populaça vê mal e tem memória curta...

Vitória estatística



Na educação como no futebol estamos em grande: ganhamos nas estatísticas.

Mas o que conta verdadeiramente são os golos, os conhecimentos reais dos alunos.

Se no futebol as coisas se passassem como na educação, éramos os campeões europeus.

Pena é que Maria de Lurdes Rodrigues e José Sócrates não tenham umas Novas Oportunidades para o EURO 2008 nem consigam uns exames - uns jogos - fáceis ou facílimos, arranjados por uns peritos nas vitórias de faz de conta...

Não precisamos de ganhar nas estatísticas, precisamos de ganhar a sério, nas competições que contam e onde não dá para fingir...


Imagem extorquida aqui.

Poder político-policial socratino


Se isto é verdade, confirma-se que o exercício socratino do poder político-policial está cada vez mais refinado:

A PSP não é controlada democraticamente - O GOE ao serviço dos Partidos e da Maçonaria

A PSP - Polícia de Segurança Pública - tem serviços secretos, de escuta ilegal, de espionagem, no GOE, o chamado Grupo de Operações Especiais .Tudo ilegal.

A PSP não tem qualquer controlo democrático. Ninguém , exterior à PSP, controla o uso desses equipamentos, nem o resultado da sua utilização.

A PSP possui, HÁ MUITOS ANOS, serviços de escutas telefónicas, ilegais, no GOE.

O GOE funciona como unidade operacional de actividades secretas, também no interesse de pessoas, partidos e grupos no interior da PSP, que não são controlados pelo Estado.

O Ministério Púiblico, os Juízes, outras pessoas, são controladas pela PSP através dos equipamentos do Grupo de Operações Especiais, autêntica unidade de reserva do Poder, das Hierarquias da PSP, do Partido Socialista e da Maçonaria, para, actuando à margem da lei, beneficiar pessoas, partidos e grupos.

O GOE possui na sua sede potentes e poderosos equipamentos de escutas ilegais, de vigilância, sobre Juizes, advogados, magistrados do Ministério Público, entre outros.

O GOE da PSP tem equipas de vigilância sobre as movimentações do arguido Carlos Silvino da Silva, o "Bibi", usando carrinhas, com equipamentos de escutas, de vídeo , operados por agentes que depois reportam os passos daquele, com quem falou, com quem esteve, onde.

Nomeadamente, os serviços do GOE vigiam também os juízes do Processo Casa Pia, depois de terem imposto a "segurança pessoal", sendo os agentes obrigados a fornecer às hierarquias relatórios diários dos contactos dos magistrados, para os interesses que estão por detrás desta actividade irem tentando perceber qual o sentido da sua decisão, ou seja, se condenam ou absolvem os arguidos e que arguidos.

O GOE pode saber, exactamente, tudo o que os magistrados do Processo Casa Pia dizem, já que os equipamentos de escuta que transportam na carrinha o permitem .

Objectivo: Controlar os contactos dos magistrados para saber em que sentido vai a sua decisão,com quem se relacionam, com que pessoas falam, onde vão.

Quanto ao Carlos Silvino da Silva , o "Bibi", o objectivo é saber os passos que dá, que pessoas contacta, mesmo quando se dirige ao escritório do seu advogado.

Mais até, um individuo que hoje tem um altíssimo cargo na PSP criou uma equipa especial de agentes para fazer serviço privado para ele.

O "trabalho" desse grupo de funcionários era fazer seguimentos a altos oficiais da Policia de Segurança Pública, de forma a esse individuo saber quem contactavam, o que faziam, para controlar os passos da tutela em relação a nomeações para altos cargos na PSP.!

Esta matéria deve ser investigada pela Procuradoria Geral da República, porque a PSP, através do GOE, converteu-se num Estado dentro do Estado.

Por outro lado, a PGR deve investigar para onde vão os relatórios sobre as movimentações, deslocações, dos magistrados que têm "segurança" a cargo da PSP. Como são tratados esses dados, a quem são reportados.

A "segurança" nada mais é que controlo à boa maneira da PIDE e da GESTAPO. Sob a capa de necessidade de segurança, interesses particulares controlam os passos dos magistrados.

Quando deveria ser segurança pessoal e nada mais.

Nós pagamos estas actividades "encobertas", ilegais, mas a PSP não pode estar ao serviço, por exemplo, do seu Director Nacional, da Maçonaria, do PS ou do PSD, do Opus Dei, dos interesses particulares dos dirigentes da PSP.

Tudo isto tem de ser investigado, porque é verdade e é muito grave.

E é uma vergonha. O desaforo da PSP vai muito longe, longe demais. Num regime democrático esta actividade da PSP é antidemocrática, ilegal, e mesmo criminosa.

A AR, o Governo, as outras polícias sabem que a PSP tem no GOE esse serviço. Que tem lá os equipamentos. E que os não pode usar mas usa. É o Reino do faz de conta.

Os magistrados nada podem contra a Polícia. A Polícia faz o que quer. A democracia está nas mãos da polícia que usa como quer o poder, sabendo que ninguém os controla.

A informação - verdadeira - que um dirigente da PSP criou uma equipa de "detectives privados", ao seu serviço, para saber quem os seus colegas do topo da hierarquia contactavam, é de gritos!

Na prática o individuo mandava homens da PSP seguir altos dirigentes da PSP, para saber as suas movimentações, com quem falavam, quem contactavam, para ele saber se algum estava melhor colocado para ser Director Nacional!!!

A PGR deve investigar tudo isto e devem ser chamados detectives da União Europeia para integrar a equipa de investigação, ou isto tudo não é investigado. Porque aqui em Portugal há um regime de marajás.

Mas isto tem de ser denunciado, investigado, punido.

A bem da democracia.

NOTA: Foram feitas pequenas correcções no texto cerca das 09H35 de 19/6/2008 e cerca das 16H59.

José Maria Martins


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PS (Ou melhor, PSD): Pelo menos nesta matéria o Bloco Central já funciona, ou nunca deixou de funcionar...

Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Uma lição

Enquanto o socratino dos socratino e arauto de todas as socratinices continua a gerar cavalidades sobre a questão do referendo irlandês no blogue Cosa Nostra, Jorge Miranda deu esta lição a Sócrates, Cavaco & Cia.

Imagem furtada aqui.

O "sucesso" socratino tal qual se faz

SINDICATOS CONTRA 'FACILITISMO' DAS PROVAS NACIONAIS

A Federação Nacional do Ensino e Investigação (FENEI) criticou ontem o 'facilitismo' dos exames nacionais que considera ser uma avaliação ‘faz-de-conta’. A organização sindical sublinha, em comunicado, que 'os próprios especialistas na matéria afirmam que os exames têm vindo a revelar um nível de dificuldade menor face a anos transactos'. A introdução, este ano, de meia hora de tolerância para a realização dos exames é também criticada.

'O Ministério da Educação pretende, com esta política, desinformar a opinião pública, ao apresentar o sucesso (ilusório) dos resultados dos exames e provas de aferição. O País pagará esta factura num futuro muito próximo', pode ler-se no comunicado desta organização sindical.

Correio da Manhã
18/06/2008