domingo, 22 de Novembro de 2009

Felgueirada

Francisco Assis, com a sua proverbial raiva canina, vem hoje realizar mais um dos tristes espectáculos a que este PS (Partido Socratino) já nos habituou.

Lembrando uma terra onde não foi propriamente feliz, parecia Fátima Felgueiras em demagogia e cegueira.

O que lhe faltou em decência, sobrou-lhe em descaramento.

Só num país imbecilizado alguém se deixa iludir com tão barata retórica.

Com criaturas destas, há sempre mais um degrau para descer.

Verdadeiro atentado ao Estado de Direito...



Onde pára o Direito?

Sejamos claros: o procurador-geral da República arquivou as escutas ao primeiro-ministro mas não dissipou todas as dúvidas.

O seu despacho foi dado em sede de quê? Inquérito-crime? É expediente administrativo? Estes esclarecimentos são essenciais para que se perceba que a solução aplicada ao primeiro-ministro não é de mera secretaria, o que, como se sabe, comporta um elevado ónus em processo penal. É que se o expediente é administrativo o despacho corre o risco de ser inexistente. Não tem força legal. Aplica-se a quem? Vincula quem? Quais são os efeitos?

Se é um mero documento administrativo qualquer cidadão pode reclamar uma cópia. Se foi dado em inquérito-crime, que é a sede natural, então qualquer pessoa que se constitua assistente no processo tem condições de reagir a este despacho, recorrendo para as secções criminais do Supremo. Por fim: o procurador-geral está solidário com magistrados e polícias de Aveiro, mas pede ao STJ para averiguar a legalidade das escutas. Para quê? Será para abrir a porta a processos disciplinares?

Uma coisa é certa: nem este procurador-geral da República nem nenhum outro podem tratar uma matéria desta relevância como se fosse segredo de Estado. O Estado de Direito tem regras de aplicação geral e abstracta que não cedem à vontade de um imperador de circunstância. Pelo menos, até ver...




Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

Correio da Manhã

Formalidades...

Pode ser discutível a subsunção dos factos escutados ao primeiro-ministro José Sócrates ao tipo de ilícito atentado contra o Estado de Direito, mas do que não restam dúvidas é de que após quase cinco anos de incompetência, mentira, prepotência e habilidades maquiavélicas, do Estado de Direito Democrático não restam senão meras formalidades...

sábado, 21 de Novembro de 2009

Só para as audiências




A publicação desta capa é só para as audiências, pelo campo superior esquerdo.

Mas também serve para ilustrar o estado em que está o país (do Enhenheiro) da treta...

Contabilidade de sucateiro




Saldo da Segurança Social baixou 904,2 milhões de euros nos primeiros dez meses


Lisboa, 20 Nov (Lusa) - O saldo orçamental da Segurança Social decresceu 904,2 milhões de euros nos primeiros dez meses do ano, face a período homólogo de 2008, para os 999 milhões de euros, segundo a Execução Orçamental de Outubro.






Enquanto isto, o Engenheiro mais o Ministro das Finanças divertem-se com a semântica dos orçamentos redistributivos.

O estado em que está o orçamento e a execução orçamental revelam tantas habilidades e artimanhas que parecem a contabilidade de um sucateiro.

As regras do cabimento orçamental deixaram de fazer sentido num governo sem cabimento...

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

E este estudo da OCDE?

O Engenheiro ainda não veio publicitar este estudo da OCDE?

Da outra vez, com aquele falso estudo da OCDE sobre o estado (miserável) da Educação, deram-lhe destaque até na página do PS...


Economia

OCDE diz que portugueses perdem nível de vida até 2017

por EDUARDA FROMMHOLD, com R.R.Hoje

OCDE diz que portugueses perdem nível de vida até 2017

Portugal não conseguirá criar emprego nos próximos oito anos e terá o segundo menor crescimento dos 30 países da organização com sede em Paris.

Portugal será o segundo país da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com o menor crescimento entre 2011 e 2017 e os portugueses continuarão a afastar-se do nível de vida ostentado pelos países da Zona Euro. O país, a confirmarem-se as previsões de médio prazo, não conseguirá criar emprego nos próximos oito anos, nem atingir o equilíbrio orçamental.

De acordo com as projecções ontem divulgadas pela OCDE, o crescimento médio anual da economia portuguesa não irá além de 1,4%. Apenas o Japão está atrás do desempenho português, com 1,2%, enquanto a Zona Euro cresce 2,1% e o conjunto dos 30 países da OCDE registam uma expansão de 2,6%.

Em 2017, a taxa de desemprego será de 7,4% em Portugal, maior que a prevista para o conjunto das 30 nações (6%), mas inferior à indicada para a Zona Euro (8,5%). Nas contas públicas, depois de um défice de 7,8% do PIB em 2011 (ver tabela), o país alcançará um desequilíbrio de 1,4% em 2017, enquanto a dívida pública estará nos 106% da produção final.

Não obstante, a instituição reviu em alta as previsões de crescimento português para o curto prazo, apontando para uma contracção de "apenas" 2,8% em 2009, quando anteriormente era de 4%.

O Economic Outlook ,refere que foram as exportações que mais contribuíram para a saída de Portugal da recessão económica no segundo trimestre, tendo-se verificado também uma recuperação no consumo. Mas a OCDE adverte que o crescimento da economia continua "anémico" e afirma que são essenciais reformas estruturais que promovam a competitividade para potenciar "exportações mais dinâmicas". E indica como "prioridade máxima" o planeamento e a implementação gradual da consolidação orçamental.

O défice orçamental deve este ano atingir 6,7% do PIB, devido ao aumento da despesa com os estímulos à economia e à queda das receitas com a crise.


DN




Pesetas e euros




Bem pode Figo desmentir a negociata com Sócrates. E oxalá tenha razão.

Mas nunca se livrará de ter sido peseteiro em Espanha e de ter apoiado esta personagem de face cada vez menos oculta...


20 Novembro 2009 - 00h30

Face Oculta

Figo nas escutas de Vara e Sócrates

O apoio do ex-internacional Luís Figo ao PS nas últimas eleições legislativas terá custado 75 mil euros a uma empresa pública.

Leia todos os pormenores na edição papel do jornal 'Correio da Manhã'.

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Sócrates sabe retribuir a quem sabe os seus segredos... Pudera!...


Pedro Santos Guerreiro

Boa, Amado!

psg@negocios.pt


O que leva Sócrates a nomear o seu braço-direito para a Anacom? O currículo de Filipe Boa Baptista é brilhante mas tem zero de telecomunicações... Vai ser autodidacta? Um vigia? Ou é tacho?



Até à crise do "suprime", os governantes ocidentais banalizaram a defesa de "uma economia liberal regulada". Depois, perderam a inocência: tiraram a palavra "liberal". Agora perdem a vergonha: tiram a palavra "regulada". Numa semana, o Governo nomeou um dos seus para a Anacom e acusou o Tribunal de Contas de ignorância.

A regulação é um empecilho. É por isso que existe. Antes era-o às grandes empresas privadas. Mas agora que as economias foram nacionalizadas pelo dinheiro dos contribuintes (que as salvaram), os políticos estranham o controlo. Não suportam que lhes falte a imunidade. E argumentam exactamente como as empresas monopolistas: quem põe em causa as suas decisões é irresponsável. Está a parar o progresso. Seja uma Autoridade da Concorrência, um Tribunal de Contas ou uma Quercus.

Como podem os políticos tirar a pedra do seu sapato? Acabar com os reguladores seria injustificável. Mais fácil é neutralizá-los. Basta nomear administradores pouco neutros.

Filipe Boa Baptista foi mais que um secretário de Estado do PS. Foi adjunto de Sócrates. A "Sábado" chamou-lhe "o homem secreto do Governo". Quando foi envolvido no caso "Freeport", fez uma das raras declarações em quatro anos. Para defender o seu nome? Não, para defender o nome de José Sócrates. Pode até vir a ser o mais competente regulador de comunicações do mundo. Mas vai ter de aprendê-lo. A conjugar o Direito Constitucional com o lacete local.

Quando Sócrates quiser ter uma conversa sobre regulação de telecomunicações, já tem a quem ligar. Nem que seja "como amigo".

Amado da Silva, o presidente da Anacom, tem mais gente a seu lado que do seu lado. Sobra-lhe a sua própria reputação, que o coloca acima de suspeita. Mas as administrações dos reguladores não deviam estar entregues à auto-regulação de cada um. Como diz Amado, os estatutos "dão condições às pessoas para serem independentes". São se quiserem. Não são se não quiserem.

Guilherme d'Oliveira Martins quis. Não é por ser do PS que faz o que o PS quer. Tanto que o "chumbo" do Tribunal de Contas às estradas está já a ser alvo de pressões políticas e da maior campanha de desinformação desde o colapso do BCP. O costume: parar as estradas é travar o progresso, fabricar desempregados, um fanatismo legalista. O PS já deve estar a riscar dias no calendário para ver quando acaba o mandato de Oliveira Martins.

Nos últimos anos, os reguladores mais "livres" que este País conheceu, Jorge Vasconcelos, na ERSE e Abel Mateus, na Concorrência, foram substituídos para sossego do Governo. Libertários tratados como libertinos.

Não é preciso nomear depedentes para manietar reguladores. Basta escolher alguém que, em vez de transparente, seja invisível. Foi o que aconteceu na Concorrência. Manuel Sebastião tem currículo, foi escolhido não apenas "como amigo" de Manuel Pinho. Mas fecha-se em estudos do passado enquanto empresas como a Cabovisão estão no corredor da morte. Independente. Irrelevante.

Amado deu o benefício da dúvida a Boa Baptista, o que também prova que ele entra sob dúvida. Estas nomeações devem ser desgovernamentalizadas. Nem que seja passando-as pelo Parlamento: é preferível ter agonias como na escolha do Provedor de Justiça que nomeações Farinha Amparo. Boa?

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

O amigo Oliveira e o Marcelinho deixaram passar isto?



É favor besuntarem-se

por Vasco Graça MouraOntem23 comentários

Supondo, por mera hipótese de raciocínio, serem verdadeiros os vários factos que, segundo o semanário Sol, envolvem José Sócrates, as consequências de tal situação estão à vista: o Governo, o Estado e as instituições ficariam a tal ponto descredibilizados que a solução seria, pura e simplesmente, a demissão do primeiro-ministro pela prática reiterada de batotas várias, de todo incompatíveis com a lei e com a ética, com a dignidade do seu cargo e com o interesse nacional.

É evidente que toda a gente, incluindo os titulares de altos cargos políticos, tem direito à sua privacidade. E também é evidente ter havido uma grave violação (apenas mais uma…) do segredo de justiça.

Os apaniguados de Sócrates desmultiplicaram-se, numa operação mediática sem precedentes, a invocar razões puramente jurídicas em tudo quanto é sítio, procurando desviar as atenções do problema político e da sua real dimensão.

Mas o problema tornou-se escandalosamente político. E tornou-se também uma questão de decência. As coisas são o que são e são assim mesmo.

O presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o procurador-geral da República viram-se metidos num verdadeiro imbróglio. Trata-se de dois altos magistrados, cuja idoneidade, rigor, competência e experiência são absolutamente indiscutíveis.

Por muitas explicações que sejam dadas agora quanto ao calendário das remessas e da apreciação das certidões, foi nítido o embaraço decorrente da situação, aliás protelado ao longo de vários dias e artificialmente pontuado por reenvios de competências que deixaram toda a gente perplexa. Ora nada disto terá decorrido da evidente inocuidade dos conteúdos das certidões enviadas. Se fossem inócuos tais conteúdos, qualquer deles poderia ter vindo logo a público dizer isso mesmo, dissipar dúvidas com a sua palavra autorizada e acalmar a opinião pública. Ninguém discutiria então a aplicação da lei.

Mas agora, mandadas destruir as certidões (e quem sabe se algum jornal tem cópia delas...), pode sempre pairar a suspeita de que esses conteúdos não eram afinal tão inócuos quanto isso e apontavam para qualquer coisa de política e juridicamente tão desconfortável que só um procedimento meramente formal conseguiu travar outros desenvolvimentos. No plano político, isso é desastroso e vira-se contra José Sócrates.

E afinal quem é que mandou fazer as escutas e analisou o resultado desses procedimentos. Terão sido políticos da oposição? Jornalistas de tablóides? Paparazzi desempregados? Jovens e ineptos utilizadores do Magalhães?

A resposta é confrangedoramente simples: foram magistrados portugueses, o procurador-coordenador do DIAP de Aveiro e o juiz de instrução criminal, no exercício das respectivas funções, quem sustentou existirem indícios da prática de um crime de atentado ao Estado de direito. Tratar-se-ia de puros incompetentes? De estagiários sem saber nem experiência? De loucos furiosos de justicialismo ultra-esquerdista a dispararem contra revoadas de mosquitos na outra banda? Ou antes de gente que achou ser de tal gravidade a matéria de que lhe chegavam indícios que entendeu do seu dever não agir de outra maneira?

Fosse como fosse, independentemente de apreciações formais, os factos que, pelo processo ínvio e lamentável da violação do segredo de justiça, vieram a público, adquiriram a maior relevância política e não há argumentação jurídica, por muito fundamentada que seja, que possa dissipar o seu efeito negativo.

O que é que faz com que José Sócrates e o seu naipe de ventríloquos e demais criaturas de serviço finjam não perceber o que se passa? Não há "salto à vara" que lhes permita passar airosamente por cima da situação criada, sem um esclarecimento muito sério que, dadas as circunstâncias, devia ser um imperativo político para o primeiro-ministro.

O mais deprimente é a sensação generalizada com que se fica de que Portugal está a caminho de se transformar numa república em que as bananas crescem num lodaçal. É nesses lugares que os valores se evaporam, as leis são impunemente violadas, tudo se degrada, todos os responsáveis são cúmplices e nada nem ninguém consegue evitar isso.

Mas é muitíssimo bem feito. Elegeram essa gente? Pois têm o que merecem… Assoem-se lá a esse guardanapo. Besuntem- -se com o resultado. Amanhã ainda vai ser pior...


DN



Imagem que dispensa palavras...

Mas a criatura tem algum carácter para assassinar?


Francisco Assis falou esta noite das "movimentações" para envolver José Sócrates no processo Face Oculta como uma tentativa de homicídio de carácter do primeiro-ministro



noticias.rtp.pt

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Sem comentários

Números do INE

Perderam-se 178 mil empregos este ano e 77 mil na anterior legislatura

De acordo com os dados hoje publicados pelo INE, existiam, durante o terceiro trimestre deste ano (o último em que o anterior Governo esteve em funções), 5.017.500 pessoas empregadas em Portugal. Esse número é inferior em 76.900 pessoas do que o registado no primeiro trimestre de 2005, o último em que o Governo liderado por Santana Lopes assumiu o poder.

Durante o mesmo período de tempo, o número de desempregados passou de 412,6 mil para 547,7 mil, o que significa que mais cerca de 135 mil pessoas ficaram nessa situação.

No início do seu mandato, em Março de 2005, o anterior Governo, também liderado por José Sócrates tinha como objectivo a recuperação dos 150 mil postos de trabalho perdidos durante o mandato do Executivo de coligação PSD/PP.

Público

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Em defesa da gamela


O antigo Presidente da República sublinhou que «é preciso que a Justiça não seja uma Face Oculta» e desvalorizou a investigação do processo que está a ser investigado com o mesmo nome.

Mário Soares considerou que o caso "Face Oculta", enquanto questão política, não passa de um «problema comezinho».


TSF



Talvez Mário Soares tenha razão.

Comparado com as tramoias e mafiosices em que se envolveu, enriqueceu e financiou o PS, com jogadas e dinheiros internacionais, as trafulhices do Vara, do Sócrates e do Godinho não passam comezinhos expedientes de sucateiros de província.



Se..

Se este desgraçado se chamasse José Sócrates, Augusto SS e Mário Soares já tinham vindo dizer que isto não passou de uma encenação, um ataque ad hominem e uma campanha negra...

E o Presidente do STJ tinha mandado destruir estas imagens...



Tentou assaltar supermercado, mas ficou preso num buraco

Aconteceu em Almancil, no Algarve, onde um homem ficou toda a noite preso num buraco



É uma história digna de um filme de comédia. Em Almancil, no Algarve, um homem de 23 anos tentou assaltar esta noite um supermercado, mas ao entrar por uma pequena janela acabou por ficar entalado toda a noite, só sendo descoberto de manhã. Exactamente como um gato escondido, mas com o rabo de fora.

TVI, 24 Horas


domingo, 15 de Novembro de 2009

Verbo de encher

Manuela Moura Guedes tirou-me mas palavras da boca.

Também eu não tenho visto Cavaco Silva.

Mas já não estranho.

Quando há alguma coisa séria que exige a sua intervenção ou está no estrangeiro e não comenta por estar no estrangeiro, ou é Carnaval e é necessário que os portugueses vivam a quadra festiva, ou está a comer bolo-rei.

Não tarda o Povo começará a pensar que este Presidente da República é apenas um verbo de encher!...

Ultimamente tenho estado arredada do meu "métier", daí que agora não obtenha tão facilmente como antes a informação sobre a agenda e o paradeiro dos senhores que o Povo elegeu para olhar pelo País. É claro, que, se calhar, sou eu que estou distraída, mas, de facto, estou preocupada sem saber nada do Presidente da Republica!! Primeiro, pensei que estava no estrangeiro, mas nada vi nas televisões sobre aquelas importantes viagens que nos fazem ter orgulho de ser português. Depois, ainda pensei que pudesse ter apanhado a gripe A. Mas não, não podia ser, isso seria motivo para Telejornais inteiros, biografias intensas de Cavaco e do próprio vírus, comunicados da Ministra, de médicos, paramédicos e paramilitares, planos de emergência laranjas e quiçá vermelhos... Portanto, mesmo eu, arredada que estou destas coisas, teria dado por isso. Ora, sendo assim, não encontrando eu explicação para este mistério, será que me podem dizer: onde está o Presidente da República? Será que ele também está arredado do seu "métier"? É que passam-se por aí umas coisas de que, mesmo eu, agora apenas espectadora comum, não consigo deixar de me aperceber. Eu sei que o Sr. Presidente diz sempre que não pode e não deve "meter-se ", nem fazer comentários sobre questões da Justiça. Pois muito bem, o princípio da separação dos Poderes é uma das regras fundamentais de uma sociedade democrática, mas essa é precisamente uma das questões que, mais do que a gripe A, precisa urgentemente de um plano de emergência e já não vai lá com vacinas porque, essas, só funcionam preventivamente. E depois, Sr. Presidente, por onde quer que ande, já não são apenas assuntos entregues à Justiça, são questões do País, questões de Regime. É um órgão de soberania que está em causa e é também a Justiça como pilar base de uma Democracia que dá sinais de muito pouca credibilidade. E se a Justiça está esforçada apenas em debater questões de forma, não estará o Senhor, como Presidente deste País, obrigado a debruçar-se sobre a substância? Que interessa afinal, para si, se são ou não nulas umas tais de escutas, se o mais alto órgão judicial declara que nessas escutas foram feitas declarações contra o Estado de Direito, que não é mais do que uma forma enviezada de declarar que nessas escutas foram expressos crimes. E sabe, Senhor Presidente, eu estou arredada do "métier" mas preferia não estar, e estas coisas de manipular, proibir, suspender, controlar ou o que lhe queiram chamar mas que têm a ver com a Comunicação Social, são graves, mesmo graves! É por tudo isto que eu não percebo por que é que não sei onde anda o Senhor Presidente. É que, quando foi daquelas escutas que metiam um café, um assessor, umas historietas de jornais para aqui e para acolá, muita intriga politica, enfim... umas escutas de opereta, eu sabia onde o Senhor estava, até o vi na televisão a falar sobre o assunto, embora achasse na minha modesta opinião que não devia ter deixado, mesmo antes das Eleições, que aquela historieta atingisse aquelas proporções porque acabou por ter efeitos perversos. E agora, que há escutas mesmo, ordenadas por um Juiz, que o seu conteúdo parece ir contra o que de mais "sagrado" há num Estado de Direito, não sei onde está o Presidente do meu País!!!! Por favor, digam-me, onde está Cavaco Silva?»

Manuel Moura Guedes




Ciclo viciado

Se tivéssemos um primeiro-ministro trafulha, na designação usual do ex-sogro... e se além de trafulha usasse o Estado de Direito Democrático como usa o papel alegadamente chamado higiénico..., a ponto de substituir o PGR e agir na eleição do Presidente do STJ e na composição dos seus membros, teríamos esta situação, caso fosse necessário obter autorização superior para submetê-lo a escutas:

1.º - O STJ não autorizaria escutas de um primeiro-ministro eventualmente amigo... ou que pelo menos dispõe de meios persuasivos e dissuasivos de que não tem pejo em usar...;


2.º - Se o STJ autorizasse as escutas, o primeiro-ministro eventualmente amigo... saberia atempadamente que iria ser escutado...;

3.º - Se as escutas fossem alegadamente ilegais ou pelo menos comprometedoras para os amigos, seriam mandadas destruir...


Portanto, nicles batatoides... que é como quem diz em português técnico, o primeiro-ministro está sempre a coberto da lei e da justiça, o que equivale a dizer que o verdadeiro rei da sucata não é o que está em prisão preventiva.

Tudo isto é apenas um supônhamos!..., certo!?...

sábado, 14 de Novembro de 2009

Ai, ai...

Ai, ai...

quem escorrega também cai!...





E Augusto SS estendeu-se ao comprido, falando do que nenhuma comunicação social falara antes.


O António Cardeira enunciou perfeitamente as hipóteses explicativas da origem da informação:

      Hipótese A: O ministro Santos Silva soube o número de DVDs por ter tido acesso ao processo.

      Hipótese B: O ministro Santos Silva soube porque alguém com acesso ao processo lhe disse.
    Há uma terceira hipótese, mas é disparatada: a «pura espionagem política».



    Conhecendo como conhecemos a podridão moral desta gentinha, não excluímos a terceira hipótese...

    Parece que falta aqui uma face oculta...

    Oficialmente não é um bandido



    14 Novembro 2009 - 02h00

    'Face Oculta'

    Atentado contra Estado de Direito

    Suspeitas da prática de atentado contra o Estado de Direito, punido pela lei 34/87, que legisla sobre os crimes de responsabilidade dos titulares dos cargos públicos, foi a fundamentação usada pelo Ministério Público de Aveiro para extrair duas certidões visando o primeiro-ministro, José Sócrates. Aquele diploma legal foi ainda articulado com o artigo 38º, número 4, da Constituição, para fundamentar as suspeitas de manipulação dos órgãos de Comunicação Social.

    Leia mais na edição em papel do 'Correio da Manhã'.




    Como é bom ter um "amigo" assim...

    Filipe Baptista

    Amigo de PM triplica salário

    O ex-secretário de Estado adjunto de José Sócrates na anterior legislatura vai ganhar um salário ilíquido mensal de 14 198 euros como vogal da administração da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), para cujo cargo foi nomeado pelo Governo na passada quinta-feira. Com esta nomeação, Filipe Baptista, braço-direito do primeiro-ministro nos últimos 4,5 anos e seu chefe de gabinete no Ministério do Ambiente, triplica o vencimento mensal face ao ordenado, de cerca de 4600 euros brutos, acrescido de despesas de representação, que recebia como membro do Governo.

    Correio da Manhã


    sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

    Anedota do dia ou um caso de insanidade mental?



    Viera da Silva

    Escutas são "espionagem política" e não para "averiguar processos"

    O ministro da economia, Vieira da Silva, considerou hoje que as escutas ao primeiro-ministro têm uma legalidade duvidosa e não foram feitas para averiguar processos, mas sim para espionagem política .



    O ministro da economia, Vieira da Silva, considerou hoje que as escutas ao primeiro-ministro têm uma legalidade duvidosa e não foram feitas para averiguar processos, mas sim para “espionagem política”.

    Em entrevista à Antena 1, o ministro afirmou que “aquilo que hoje” ficou claro é que o que “motiva essas forças e as pessoas que estão por detrás dessas forças, não é qualquer averiguação de qualquer processo. É pura espionagem política”.

    Além disso, o ministro da Economia salientou que “estar a ouvir um líder de um partido, que é primeiro-ministro, para depois colocar nos jornais” tem uma “legalidade duvidosa”

    “É insólito e extremamente preocupante”, afirmou, acusando o Ministério Público de praticar “irregularidades grosseiras”.


    Negocios.pt

    Interrogação




    Se Armando Vara é a face visível, quem é a verdadeira face oculta?


    O que dizer disto?

    De facto, não paramos de descer na indignidade.

    Com gentinha desta categoria, apetecia-nos dizer que oficialmente este tipo não é um bandido, oficialmente...

    Mas não dizemos, nem aos amigos...

    Como é que há gente que aceita fazer parte de um governo dirigido por tal criatura?

    Será tudo farinha do mesmo saco?

    Quem tivesse um pingo de vergonha não tinha aceite um lugar num governo destes. E se foi ao engano, rapidamente batia com a porta, como fez Campor e Cunha

    Isto fede!

    E Cavaco Silva continua a sustentar este monstro de indignidade, de indecência, de podridão!...











    José Sócrates falava aos jornalistas no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, à entrada para uma sessão sobre os resultados do potencial tecnológico e científico.

    De acordo com a edição de hoje do jornal "Sol", "as escutas do processo Face Oculta provam que o primeiro-ministro faltou deliberadamente à verdade quando disse no Parlamento que desconhecia o negócio da compra da TVI pela PT".

    José Sócrates reagiu a essa notícia com palavras duras: "Isso não passa de um insulto desse jornal, que não dá uma notícia, mas faz um insulto. Mantenho tudo o que disse no Parlamento e não tenho nada a acrescentar", declarou o líder do Executivo.

    Segundo Sócrates, nem ele, "nem o Governo, tinham qualquer conhecimento oficial, nem nenhuma informação prévia de nenhuma intenção empresarial da PT". "Isso é completamente inverdadeiro. Não é verdade o que diz esse jornal e classifico isso apenas como um insulto", insistiu.

    Sobre o teor das suas conversas telefónicas com o ex-ministro socialista Armando Vara, arguido no processo Face Oculta, Sócrates deu a seguinte resposta: "Era só o que faltava que agora me pusesse a comentar conversas que tive com pessoas amigas ao telefone e, principalmente, as versões que um jornal diz que eu tive nessas conversas".

    O primeiro-ministro afirmou esperar que o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, esclareça, como prometeu, se é possível num Estado de Direito ser pessoalmente escutado "meses a fio", com as suas conversas privadas a serem gravadas e transcritas. José Sócrates começou por se referir à natureza do processo "Face Oculta", deixando uma mensagem de apoio às investigações em curso por parte das autoridades judiciárias.

    "Com certeza que o caso Face Oculta merece ser apoiado por parte das autoridades políticas no seu desenvolvimento de investigação. Já disse o quanto me entristece esse caso pelo facto de um amigo meu [Armando Vara] estar nele envolvido, mas o meu dever é incentivar as autoridades a prosseguir no combate à corrupção. E vejo neste caso um evidente sinal de combate à corrupção, que é preciso apoiar", salientou.

    "Outra coisa muito diferente - e esse é o ponto e importa não confundir as coisas - é saber se durante meses a fio eu fui escutado - porque isto está a passar todas as marcas -, se essas escutas foram legais e se é possível fazê-las num Estado de Direito. Eu tenho o maior interesse em ser esclarecido sobre isso", disse.

    "Desconheço as escutas, não estou a par de nada e sei apenas o que vem nos jornais. Espero que o senhor procurador [Geral da República, Pinto Monteiro], com o esclarecimento que prometeu, possa esclarecer-nos a todos. A questão mais importante para mim é saber se, durante meses a fio, fui escutado, com as conversas a serem transcritas e gravadas, e se isso é legal e possível de ser feito num Estado de Direito", frisou o primeiro-ministro.

    Já sobre o teor dos seus diálogos telefónicos com Armando Vara, o primeiro-ministro defendeu que se trataram de "conversas privadas". "Fazem parte da reserva da minha vida privada, tive essas conversas com um amigo. Estou à espera que alguém também diga se essas gravações são verdadeiras", disse.

    Sócrates procurou em seguida fazer uma distinção entre as posições assumidas na qualidade de primeiro-ministro e o teor de conversas informais que tem com amigos seus.

    "Uma coisa é naturalmente discutirmos, com amigos, como fiz, relativamente a notícias que são publicadas nos jornais e a conhecimentos informais; outra coisa é, como disse no Parlamento, como primeiro-ministro, o conhecimento oficial e o conhecimento prévio desse negócio [compra da TVI pela PT]. Em relação a esse negócio não tenha nada a acrescentar ou a retirar", declarou.

    O “Sol” noticia hoje que pelo menos cinco certidões retiradas do processo Face Oculta envolvem José Sócrates em actividades que indiciam o crime de tráfico de influências. Segundo o semanário, nas conversas entre Armando Vara, arguido no processo, e José Sócrates, é mencionado o “dinheiro para as despesas dos cartazes e panfletos que foram distribuídos pelos socialistas nas legislativas” ou o “apoio do futebolista Luís Figo a Sócrates (...) envolvendo o Tagus Park”.

    O jornal, que afirma que nas conversas Sócrates “surge sempre como alguém que está ao corrente das operações” e que é mecionado por Vara em encontros com terceiros "como estando a par do que lhes estava a dizer ou a solicitar", adianta ainda que nas conversas que estiveram sob Vara e o primeiro-ministro “falaram também sobre a necessidade de afastar mo presidente da Refer e a respectiva tutela, a então secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino”.

    Negócio PT-Prisa terá sido falado entre Sócrates e Vara em Março

    O “Sol” avança hoje que José Sócrates sabia previamente de que estavam a decorrer negociações entre a PT e o grupo espanhol Prisa para a compra da TVI. No passado dia 24 de Junho, em pleno debate quinzenal com os partidos na Assembleia da República, o primeiro-ministro foi questionado pelo CDS-PP sobre se tinha conhecimento daquele negócio. Em resposta, José Sócrates afirmou que “o Governo não dá orientações nem recebe informações da PT”.

    O jornal recorda que, pouco depois, em declarações aos jornalistas, já fora do hemiciclo, o chefe de Governo voltou a insistir que se tratam de “negócios privados e o estado não se mete nesses negócios”. “Não estou sequer informado disso, nem o Estado tem conhecimento disso”, acrescentou Sócrates.

    De acordo com o “Sol”, o primeiro-ministro mentiu ao garantir que não tinha qualquer informação sobre o negócio PT-Prisa. O semanário avança que em Março deste ano, em conversas entre Armando Vara e o primeiro-ministro, que constam no processo “Face Oculta”, o negócio é abordado. Esta será a primeira das nove certidões extraídas pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Aveiro, sublinha o jornal.

    O “Sol” recorda que, esta semana, o procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, afirmou que soube do assunto “numa reunião, entre Maio e Junho”, com o procurador do DIAP de Aveiro, titular do inquérito, e com o procurador distrital de Coimbra. “Consultando a agenda oficial de Pinto Monteiro, o Sol constatou que essa reunião ocorreu no dia 24 de Junho, às 11h. Segundo o PGR, a primeira certidão (negócio PT/TVI) foi-lhe remetida no dia 26 de Junho, estando as conversas de Vara e Sócrates gravadas há algumas semanas”, indica o semanário.

    Público

    Se o ridículo pagasse imposto...



    Se o ridículo pagasse imposto tínhamos resolvido o problema do défice orçamental, só à conta da Câncio e do Sócrates.

    Mas estas duas criaturas não se enxergam.

    Vergonha!...

    Nós por cá, preferimos tratá-la por namoradinha do Engenheiro ou, mais correctamente, putativa namoradinha.


    Esta gentinha que vive no mundo da mentira e do faz de conta, pensa que são todos estúpidos..





    Decisão da Comissão da Carteira de Jornalista Jornalistas podem tratar Fernanda Câncio por "namorada do primeiro-ministro"



    O plenário da Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas considerou “improcedentes” os recursos interpostos por Fernanda Câncio onde contestava o facto de ter sido designada como “namorada do primeiro-ministro” por alguns meios de comunicação social.


    Em comunicado, o plenário, que tomou a decisão a 21 de Outubro, diz ter sido unânime a considerar que “a matéria em causa era do conhecimento público e de interesse jornalístico, dada a situação de conflito de interesses entretanto gerada”.

    E acrescenta: “O conflito de interesses resulta de a autora do texto [Fernanda Câncio], à data dos factos e conforme é público e notório, ser namorada do primeiro-ministro – não se coibiu, todavia, de o defender, sem daquela relação ter dado conhecimento aos seus telespectadores”. Os factos reportam às opiniões que Câncio defendeu no programa “A Torto e a Direito”, transmitido na TVI24.

    No relatório completo, que o semanário “Sol” cita, a Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas diz que não se pode falar em “infracção disciplinar” tendo em conta que a relação de Sócrates e Câncio foi “assumida” na biografia autorizada do primeiro-ministro, intitulada “O Menino de Ouro do PS”. Além disso, o plenário entendeu que a queixosa “não podia ignorar a repercussão e as apreciações” que seriam feitas às suas opiniões “coincidentes com as manifestadas pelo chefe de Governo”.

    Assim, as queixas de Câncio contra os jornalistas Pedro H. Gonçalves (Correio da Manhã), Amélia Moura Ramos (SIC) e Carolina Reis (Expresso) foram arquivadas. A decisão foi tomada com os votos dos jornalistas Daniel Ricardo, Pedro Leal, Maria Flor Pedroso, Mário Moura e Albérico Fernandes, e do juiz desembargador Pedro Mourão. Os jornalistas Rosária Rato e Paulo Martins e o jornalista equiparado Henrique Pires Teixeira declararam-se impedidos uma vez que, como membros da Secção Disciplinar, tomaram a deliberação objecto do recurso em causa.


    Público


    Bloco Central é isto!


    O que une António Preto e José Sócrates?

    O empresário que entregou uma mala de dinheiro a António Preto foi sócio do primeiro-ministro num negócio de bombas de gasolina.

    Humberto Costa (www.expresso.pt)
    19:45 Quinta-feira, 12 de Nov de 2009

    O empresário socialista Sobral de Sousa, acusado com o social-democrata António Preto no "caso da mala", foi sócio de José Sócrates , Armando Vara e Rui Vieira (dirigente nacional do PS e marido de Edite Estrela) no início dos anos 90.

    Associaram-se na empresa Sovenco, na Amadora, e António Manuel Simões Costa, fundador do PS/Lisboa, foi o mentor da empresa que teve vida curta.

    António Preto conheceria Sobral mais tarde, em 1997, e garante: "Nunca me disse que conhecia Sócrates ou Vara". Simões explicou ao Expresso como nasceu a Sovenco e o que o aproximou dos demais sócios: "Conheci-os nas campanhas do partido e estivemos todos com Guterres". O partido aproximou-os e Guterres uniu-os. Mas também os haveria de separar. Sócrates, Vara e Rui Vieira prosseguiram a carreira política. O primeiro chegou a líder do partido e do Governo, o segundo foi ministro de Guterres e fez carreira na banca, e Rui Vieira chegou à direcção nacional do PS e a deputado.



    Sobral de Sousa foi conciliando a vida política com a empresarial e dele Manuel Simões lembra-se do primeiro grande negócio: "Um dia veio ter comigo e perguntou-me se queria entrar na compra de um terreno na Figueira da Foz". Simões não se entusiasmou. "Fui burro. Ele e o João (antigo presidente da União de Leiria) já o tinham vendido antes mesmo de o comprar. Não gastaram dinheiro e ganharam 140 mil contos cada".

    Mas o veterano na política era Manuel Simões: "Fui assessor do ministro do Trabalho Costa Martins em 1975, transitei para o mandato de Marcelo Curto, fui o primeiro dirigente da FAUL" e, garante, se o PS tem uma sede na Buraca a ele o deve: "Fui eu que a comprei".


    Amigos do Parlamento

    Em 1989, ano de fundação da Sovenco, Sócrates e Vara já tinham consolidado uma amizade feita no Parlamento, enquanto deputados. Então porquê esta incursão no mundo empresarial? Simões lembra uma conjugação de factores: "Cavaco Silva governava com maioria absoluta. E, entretanto, os suecos, com quem eu tinha boas relações, sugeriram-me que arranjasse quem representasse os pneus Jislaved e as jantes Ronal".

    Lembrou-se destes sócios por razões diferentes: "Sobral foi o responsável pela implantação do Círculo de Leitores. Vendi-lhes milhares de contos em peças de cristal; Rui Vieira trabalhava numa seguradora em Leiria, onde eu tinha uma fábrica; Sócrates e Vara conhecia-os das campanhas do PS. Éramos todos amigos e próximos de Guterres".

    Pneus, jantes e estações de serviço

    Recorda-se de Sócrates e Vara terem chegado ao pé dele e de lhe terem pedido apoio para darem início a uma vida empresarial. Simões sugeriu que se juntassem a ele na representação dos pneus, de jantes e da compra de terrenos para construção de estações de serviço. O negócio foi-se fazendo, ainda que a empresa tenha sido encerrada e todo o seu património integrado numa outra (ANSIEL). Mas, diz Simões, Sócrates, Vara e Vieira pouco tempo ficaram.

    "Ao fim de um ano vieram ter comigo e disseram-me que Guterres lhes tinha apresentado um projecto para ganhar o partido. Respondi-lhes que se aceitassem deviam deixar a empresa. Mas tal como entraram sairam, não fizeram um negócio que fosse e o património que havia foi o que ficou". Manuel Simões ficou na empresa e não tem razões de queixa. Com a Dinara, empresa de troféus de cristal faz negócio "com quase todas as autarquias, excepto a da Amadora", apesar de conhecer bem o presidente Joaquim Raposo: "Conheço-o, ainda ele era taxista", diz.

    A amizade com os restantes ficou e Simões caracteriza-os: "Sócrates é decidido, mas incapaz de violar princípios; Vara é voluntarioso e criativo e Sobral um negociante nato que gosta muito de dinheiro".

    Faces ocultas



    Se James Ensor fosse vivo, bem poderia viver no Portugal Socratino...

    Inquérito parlamentar

    Na Quadratura do Círculo, o Costa de Lisboa debitou abundantemente sobre a privacidade das conversas do amigo José, o Sócrates, como se os telefonemas versassem sobre idas à praia, piqueniques ou o estado do tempo.

    Conversas que penalmente se subsumem a ilícitos de corrupção e de tráfico de influências são assim habilidosamente equiparadas a conversetas de amigos.

    Só caiu a cara de pau ao esfíngico Costa quando Pacheco Pereira falou em Inquérito Parlamentar...

    Com o PS em minoria na Assembleia da República de pouco vale a declaração de nulidade das escutas ao Rei da Sucata...

    O homem que mordeu o cão...


    O Venerando Irmão José da Porta da Loja ainda destaca a capa do Sol.

    Para mim, notícia a sério será quando o jornal disser que Sócrates falou verdade. Isso é que será notícia.

    As mentiras de Sócrates são como mordidelas de cão. Não são notícia.

    É que isto está mesmo abaixo de cão!...

    E o Povo acomodou-se, por resignação ou por descrença...

    quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

    O Mesmo por outras palavras...

    ... ou anatomia de uma golpada socratina...


    Das liberdades

    1. Nesta estória Vara-Sócrates, convém saber que tipo de ligação existe entre o governo-Vara/BCP-"amigo Joaquim". E, já agora, convinha saber o que raio se passou entre a PT, a Ongoing e a Media Capital. Uma questão parecida com a do "amigo Joaquim".

    2. A PT deu dinheiro à Ongoing. A Ongoing também foi apanhada nas escutas. Segundo se sabe, a Ongoing foi falada, entre Sócrates e Vara, como solução para o "amigo Joaquim".

    Fernando Ulrich disse, e bem, que aquilo que se passava entre a PT e a Ongoing “não era bonito”. Pois não. Fica ainda menos bonito quando ficamos a saber que o PM falou disso com Vara.

    É bom! Outro que não tem medo de ser processado!



    Cronologia de um golpe

    Por Pedro Lomba


    Acto I. Estamos a 3 de Outubro de 2004 e José Sócrates é eleito líder do PS. A 9 de Outubro, Armando Vara regressa à direcção do partido pela mão de Sócrates. A 20 de Fevereiro de 2005, o PS vence as legislativas com maioria absoluta. A 2 de Agosto de 2005, há mudanças na Caixa Geral de Depósitos: Teixeira dos Santos afasta Vítor Martins e Vara integra o "novo" conselho de administração. A maioria dos membros desse conselho é afecta ao PS.

    Avancemos no tempo. Grande plano. No primeiro semestre de 2007, a Caixa financia accionistas hostis ao conselho de administração em funções no BCP. Cresce o peso do banco do Estado no maior banco privado português. Vara e Santos Ferreira são incluídos em lista concorrente nas eleições para o conselho executivo. O jornais falam no financiamento da Caixa ao empresário Manuel Fino que apoia Santos Ferreira.

    A 15 de Janeiro de 2008, Armando Vara é eleito vice-presidente do BCP. Segundo documento divulgado pelo próprio banco, ficam a seu cargo as competências executivas mais relevantes. Armando Vara coloca-se precisamente no coração dos movimentos de créditos, dívidas, compras e vendas de acções e activos. No centro do fluxo de todos os interesses e influências.

    Chegados aqui, com os actores certos nos papéis certos nas duas maiores instituições de crédito nacionais (CGD e BCP), tudo se torna possível. O primeiro golpe foi concluído. Começou então o segundo.

    Acto 2. Com as possibilidades que o controlo do BCP oferece, o recém-chegado grupo Ongoing, que entretanto adquirira o Diário Económico e já tinha uma posição no grupo Impresa (SIC, Expresso, etc.), é financiado para novas acções. Com o grupo Ongoing: José Eduardo Moniz sai da TVI e controla-se a Media Capital, depois de uma tentativa de aquisição pela PT abortada pelo Presidente e pela oposição. Em Fevereiro de 2009 torna-se possível ajudar o empresário Manuel Fino a aliviar os problemas financeiros (em parte criados pelo reforço da posição no BCP) junto da CGD prestando uma dação em pagamento com acções suas valorizadas cerca de 25 por cento acima do preço de cotação e com opção de recompra a seu favor. Torna-se também possível ajudar o "amigo Oliveira" a resolver os problemas financeiros do seu grupo de media (Diário de Notícias, TSF, Jornal de Notícias).

    Tudo factos do domínio público que muitos a seu tempo denunciaram. Sócrates respondia com a cassete familiar: "quem tem procurado debilitar os órgãos de supervisão, lançando críticas à sua actuação no BCP, está a fazer "política baixa"".

    Política baixa, diz ele. Estamos perto do fim desta operação bem montada. Sócrates ganhou de novo as eleições. Mas este encadeamento todo precisava de confirmação. Incrivelmente, nas escutas a Armando Vara no caso Face Oculta, eis que surge a arma do "crime" libertando fumo: "O primeiro-ministro e o "vice" do BCP falaram sobre as dívidas do empresário Joaquim Oliveira, da Global Notícias, bem como sobre a necessidade de encontrar uma solução para o "amigo Joaquim". Uma das soluções abordadas foi a eventual entrada da Ongoing, do empresário Nuno Vasconcellos, no capital do grupo. Para as autoridades, estas conversas poderiam configurar o crime de tráfico de influências". (Correio da Manhã, 7 de Novembro).

    Escutas nulas, disse o Supremo. Os factos, meus amigos, é que não são. Jurista

    A partir de hoje, Pedro Lomba passa a assinar esta crónica no PÚBLICO, neste espaço, duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras
















    Clique na imagem para ampliar!

    A primeira de muitas que se seguirão...



    Governo coloca "braço direito" de Sócrates na Anacom


    O Governo aprovou hoje em conselho de Ministros a nomeação de Filipe Boa Baptista, ex-secretário de Estado Adjunto de José Sócrates, para a administração da Anacom, comunicou o Executivo.


    O Governo aprovou hoje em conselho de Ministros a nomeação de Filipe Boa Baptista, ex-secretário de Estado Adjunto de José Sócrates, para a administração da Anacom, comunicou o Executivo.

    Tal como o Negócios avança na edição de hoje, Filipe Boa Baptista torna-se assim na primeira nomeação deste Governo e em concreto do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, já que cabe a ele propor os nomes para a administração da Anacom.

    Filipe Boa Baptista foi secretário de estado Adjunto do primeiro-ministro na legislatura anterior e já o tinha acompanhado como chefe de gabinete quando Sócrates foi ministro do Ambiente.


    Negocios.pt


    Pudera...


    Corrupção

    Apenas 24 organismos entregaram planos de prevenção de risco

    O Conselho de Prevenção da Corrupção recebeu até ao momento apenas 24 planos de gestão de riscos de corrupção, um documento que mais de mil entidades gestoras de dinheiros ou patrimónios públicos devem apresentar até ao final do ano.

    Negocios.pt


    ?

    Não sabemos se é do choque tecnológico se é da teoria da relatividade.

    Desde que este engenheiro chegou ao poder só acontecem coisas estranhas...


    Três juízes do Tribunal da Relação do Porto que participaram no acórdão que absolveu a empresa O2 - Tratamento e Limpezas Ambientais, SA de pagar 105 mil euros à Refer - Rede Ferroviária Nacional estranham que Manuel José Godinho, preso preventivamente no âmbito da operação Face Oculta, tenha sido apanhado numa escuta telefónica com Armando Vara a dizer que ganhou o caso, quatro dias antes da decisão ter sido assinada por aqueles juízes. E não conseguem explicar a eventual fuga de informação.

    Público


    quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

    "Tarde piaste"...

    Bem diz o sábio Povo.

    Agora, a delinquência continua no poder.

    É tarde de mais, com um Presidente da República que, por pruridos pseudo-constitucionais ou por taticismo carreirista, continua a apadrinhar a indecência...

    Ainda assim, regista-se com agrado:


    Ferreira Leite desafia Sócrates a falar sobre processo “Face Oculta”


    Manuela Ferreira Leite desafiou, esta quarta-feira no Parlamento, José Sócrates a quebrar o silêncio sobre o processo “Face Oculta”, por considerar que não se trata apenas de um processo jurídico, mas de um caso que está a ganhar contornos políticos.

    «Estou certa de que o primeiro-ministro tem consciência da necessidade de esclarecer o país em nome da confiança e da transparência que se exige aos responsáveis políticos. É aquilo que cada um de nós faria neste caso», disse a líder do PSD.

    Ferreira Leite considerou que o processo “Face Oculta” já ultrapassou a mera dimensão jurídica, tornando-se também numa questão política, porque «existem certidões sobre escutas que envolvem o primeiro-ministro».

    «O que está em comentário na opinião pública e a ganhar consistência é que estas se referem à intromissão do Governo em área tão sensível como a liberdade de informação na área da comunicação social», acrescentou.


    TSF





    Se houvesse...

    ... uma vacina contra a indecência, a indignidade, a falta de vergonha e a cleptomania...


    terça-feira, 10 de Novembro de 2009

    Pensamento do dia



    O Governo de José Sócrates continua a mostrar abundantemente que a delinquência, não sendo necessariamente uma realidade de facto posterior à entrada em vigor dos actos legislativos, bem pode ser simultânea com o acto legiferante, de modo que o crime parecendo uma conduta orientada contra o Estado de Direito se torna ínsita a um certo modo de exercício do poder político...

    Um jornaslista "com tomates"



    Carta aberta ao primeiro-ministro José Sócrates

    Autor: João Miguel Tavares

    Excelentíssimo senhor primeiro-ministro: Sensibilizado com o que tudo indica ser mais uma triste confusão envolvendo o senhor e o seu grande amigo Armando Vara, venho desde já solidarizar-me com a sua pessoa, vítima de uma nova e terrível injustiça. Quererem agora pô-lo numa telenovela - perdoe-me o neologismo - digna do horário nobre da TVI é mais um sintoma do atraso a que chegámos e da falta de atenção das pessoas para as palavras que tão sabiamente proferiu aquando do último congresso do PS:”Em democracia, quem governa é quem o povo escolhe, e não um qualquer director de jornal ou uma qualquer estação de televisão.” O senhor acabou de ser reeleito, o tal director de jornal já se foi embora, a referida estação de televisão mudou de gerência, e mesmo assim continuam a importuná-lo. Que vergonha.
    Embora no momento em que escrevo estas linhas não sejam ainda claros todos os contornos das suas amigáveis conversas, parece-me desde já evidente que este caso só pode estar baseado num enorme mal-entendido, provocado pelo facto de o senhor ter a infelicidade de estar para as trapalhadas como o pólen para as abelhas - há aí uma química azarada que não se explica. Os meses passam, as legislaturas sucedem-se, os primos revezam-se e o senhor engenheiro continua a ser alvo de campanhas negras, cabalas, urdiduras e toda a espécie de maldades que podem ser orquestradas contra um primeiro-ministro. Nem um mineiro de carvão tem tanto negrume à sua volta. Depois da licenciatura na Independente, depois dos projectos de engenharia da Guarda, depois do apartamento da Rua Braamcamp, depois do processo Cova da Beira, depois do caso Freeport, eis que a “Face Oculta”, essa investigação com nome de bar de alterne, tinha de vir incomodar uma pessoa tão ocupada. Jesus Cristo nas mãos dos romanos foi mais poupado do que o senhor engenheiro tem sido pela joint venture investigação criminal/comunicação social. Uma infâmia.
    Mas eu não tenho a menor dúvida, senhor engenheiro, de que vossa excelência é uma pessoa tão impoluta como as águas do Tejo, tirando aquela parte onde desagua o Trancão. E não duvido por um momento que aquilo que mais deseja é o bem do Pais. É isso que Portugal teima em não perceber: quando uma pessoa quer o melhor para o País e está simultaneamente convencida de que ela própria é a melhor coisa que o País tem, é natural que haja um certo entusiasmo na resolução de problemas, incluindo um ou outro que possa sair fora da sua alçada. Desde quando o excesso de voluntarismo é pecado? Mas eu estou consigo, caro senhor engenheiro. E, com alguma sorte, o procurador-geral da República também. Atentamente, JMT.



    Carta gentilmente surripiada aqui.

    Transcrição do dia



    A CHOLDRA

    Tresanda a laracha esta governação. O Sócrates, os Santos Silvas, o inefável Valter Lemos, os Perestellos, o camarada Vasco (Franco), os Lellos, um tal Amado, o clone Silva Pereira, o fogoso "revolucionário" Alberto Martins, a rapariga de Boston (Isabel Alçada), o inolvidável Lacão, estão de volta. Todos muito ajeitadinhos, muito bem esmaltados, quiçá boémios. Gente limpa e pitoresca são outra coisa. Mas este vaudeville – levado ao palco em S. Bento – nem parece um governo, mas lembra simplesmente um vero Xanax. O dr. Cavaco prescreveu a coisa e a gentinha, bem comportada, corre no imprevisto para o divã. Somos bons paroquianos!

    Está, assim, uma autêntica choldra a paróquia. Os arremedos da folia parlamentar, "sem fundilhos nem calças", são raros e íntimos. Os jornaleiros (salvé Ó Bettencourt Resendes) estão ferventes e ensimesmados na retórica política. Um Vara (Armando para os amigos) passa inseguro entre o espectáculo, primoroso na sua fatiota made in BCP. Alguns (poucos) jornalistas (ainda os há) catrapiscam a perdida ética republicana. Sócrates, o comediante Silva Pereira e os dormideiros do BCP garantem o seu valor, dão referências a esse bom e excelso portuga. O país, entretanto, caiu exaurido, entre o riso pelo infortúnio do gentio d’Alvalade e o suspiro triunfal do grande & glorioso SLB. Somos todos gente tímida. Admirável!

    Requiescant in pace

    Almocreve das Petas



    segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

    Com Ana Gomes (II)

    Desta vez foi forte e feio, mas bonito de se ler.

    Ana Gomes escreveu esta deliciosa prosa:

    LIMPAR PORTUGAL vai implicar travar, punir e prender os sucateiros que nos emporcalham o Estado com negociatas malcheirosas, que nos poluem o país com lixeiras ilegais e que nos dão cabo da saúde - a nós e à democracia - com a podridão dos dejectos que acumulam.
    Uns apresentar-se-ão como sucateiros de profissão, godinhos, gordinhos, com ou sem bigodinho... Outros, de fatinho e gravata, farda ou uniforme, abancam nos ministérios, nas empresas públicas, nas autarquias, nas forças armadas, nas polícias, nas magistraturas, etc... e dividem-se entre os que abrem portas à sucata e aos sucateiros e os que lhes fecham os olhos - tudo untado a euros, está bem de ver.



    Mas referia-se (pelo menos expressamente...) apenas a uma acção de limpeza em Sintra.

    Talvez seja melhor limpar São Bento: o palácio, os cláustros e as salas capitulares..., que é como quem diz, as duas das três mais altas figuras do Estado a que chegámos...

    ´Com Ana Gomes (I)

    É difícil estar de acordo com Ana Gomes. Mas desta vez, mesmo recorrendo à paráfrase, quase estamos com ela.

    Eis o que escreveu aqui:

    A Itália pode estar apodrecida pela corrupção e ter um Primeiro-ministro indigno de chefiar uma Junta de Freguesia, quanto mais um governo da República italiana.
    Mas o sistema de justiça italiano, apesar das pressões a que tem sido sujeito, vai dando provas de isenção e competência: assim ficou demonstrado no processo Mãos Limpas nos anos 90.



    E se trocássemos o nome do país?

    Portugal pode estar apodrecido pela corrupção e ter um Primeiro-ministro indigno de chefiar uma Junta de Freguesia, quanto mais um governo da República portuguesa.


    Quanto à isenção do sistema judicial, vamos esperar mais uns dias pelo que farão o PGR/DCIAP com as sucatas do Freeport e da Face Oculta...

    Mas esperaremos sentados, a avaliar pelo que já vimos...

    Mas no final não ficaremos nem calados nem quietos!...

    Excelente martelada na Sucata



    Os intocáveis

    2009-11-02

    O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.

    Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.

    O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.

    Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.


    JN






    E o remetente da notícia bem poderia ser...



    ONU diz que a corrupção custa 1,6 biliões de dólares

    As Nações Unidas (ONU) advertem que os custos associados à corrupção ascendem a 1,6 biliões de dólares aos governos, todos os anos.


    Jornal de Negócios Online

    Os medíocre têm a obsessão do mando...



    Fernando Sobral

    Quem governa?



    José Sócrates gosta, às vezes, de ser o educador das massas. Por isso não perdeu a oportunidade de reafirmar que "quem governa é o Governo". Foi bom recordar-nos esse facto. Porque poderíamos andar distraídos e julgar, erradamente, que quem...

    José Sócrates gosta, às vezes, de ser o educador das massas. Por isso não perdeu a oportunidade de reafirmar que "quem governa é o Governo". Foi bom recordar-nos esse facto.

    Porque poderíamos andar distraídos e julgar, erradamente, que quem governava era dra. Manuela Ferreira Leite ou mesmo o dr. Francisco Louçã. Não é nem um nem outro. Por outro lado, quem governa de facto também não é o PS: é José Sócrates. Por isso poderia ter dito, sensatamente: quem governa sou eu. Luís XIV, que tinha uma visão mais megalómana do exercício do poder, não se conteve e confidenciou que o Estado era ele. Criou-se assim o absolutismo. Em Portugal isso é, por agora, inviável. Sócrates criou uma outra figura: o oficialismo. As ideias do Governo, isto é, de Sócrates, tornaram-se hegemónicas na sociedade.

    Todas iguais, todas aparentemente diferentes. O discurso de Sócrates foi um conjunto de medidas, como é típico nas suas conversas com os deputados: algumas sensatas, outras nem tanto. Mas mostrou que ainda não se libertou da camisa-de-forças onde colocou a sua eventual capacidade para dialogar com quem não está de acordo com ele. Sócrates criou um oficialismo que paralisa o debate. Que só admite o sim e o não como bases de argumentação. No seu discurso, a ênfase foi sempre mais audível que os princípios, mas isso não é novidade. Quem quer ser ouvido fala alto. O oficialismo é exemplificado por esta política de megafone em punho. Só em parcos momentos o oficialismo se engasga: quando tem de dizer alguma coisa sobre casos como o "Face Oculta".

    Negocios.pt


    E não telefona também ao amigo Monteiro?...



    Pinto Monteiro quer saber se há matéria que merece ser investigada

    Certidões do Face Oculta paradas quatro meses na PGR

    PÚBLICO

    08.11.2009 - 09:38 Por António Arnaldo Mesquita, Mariana Oliveira


    As nove certidões que o Departamento de Investigação e Acção Penal de Aveiro extraiu do processo de investigação conhecido como Face Oculta estiveram perto de quatro meses na Procuradoria-Geral da República (PGR) sem que o procurador-geral, Pinto Monteiro, lhes desse um destino.

    No rol, incluiu-se uma certidão que envolve o primeiro-ministro, José Sócrates, escutado em conversas telefónicas com Armando Vara, administrador do BCP, que suspendeu o mandato esta semana depois de ter sido constituído arguido no processo. Só depois das buscas realizadas a várias empresas públicas, no passado dia 28, é que Pinto Monteiro decidiu remeter um pedido de informações ao DIAP de Aveiro, solicitando novos dados. Ontem o PÚBLICO tentou, sem sucesso, esclarecer junto da PGR as razões da demora em tomar uma decisão.

    O PÚBLICO apurou junto de fontes judiciais que as certidões chegaram à PGR em Julho. "A Procuradoria-Geral da República está a proceder à análise das nove certidões recebidas e, como já foi noticiado, foram pedidos elementos em falta que são essenciais para serem proferidas decisões, como seja saber se existem ilícitos, e nesse caso onde devem ser investigados, abrir ou não inquéritos, arquivar ou mandar prosseguir investigações, apurar eventuais responsáveis", esclareceu a Procuradoria numa nota enviada sexta-feira às redacções. Sobre se alguma das "nove certidões extraídas pelo DIAP de Aveiro estava relacionada com o primeiro-ministro, José Sócrates", uma assessora da PGR respondeu afirmativamente, sem adiantar mais pormenores.

    Uma certidão é extraída de um processo quando o procurador responsável pela investigação entende que existem indícios de um crime, mas estes não estão directamente relacionados com o caso em investigação. Ao extrair certidão, os factos começam a ter um tratamento autónomo naquela comarca ou noutra (se ocorreram noutro local). Se os crimes, nomeadamente ilícitos económico-financeiros, ocorrerem em diferentes distritos judiciais ou se revestirem de manifesta gravidade e complexidade deverão ser investigados pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal, gerido por Cândida Almeida.

    Curiosamente, esta magistrada já falou várias vezes publicamente sobre o processo Face Oculta, apesar de não ter qualquer responsabilidade nele. "Todos gozam do princípio de inocência e, até haver uma acusação, não se pode degradar a figura das pessoas ou das empresas porque isso é terrível", disse a procuradora-geral adjunta, esta semana, à margem de uma conferência em Lisboa.

    Tráfico de influências?

    Sobre as conversas entre Sócrates e Vara sabe-se pouco. Segundo o PÚBLICO apurou junto de fontes judiciais, os dois terão falado sobre a venda da TVI pelos espanhóis da Prisa. A operação de aquisição da Media Capital, montada pela Ongoing, de Nuno Vasconcellos, também terá sido abordada pelos dois, assim como a alegada "campanha negra" do PÚBLICO e da TVI que Sócrates afirmou existir contra si. Aliás, Vara já estaria sob escuta por alturas do Congresso do PS, em Espinho, no final de Fevereiro, quando o primeiro-ministro e secretário-geral socialista se referiu pela primeira vez ao assunto.

    Ontem, o "Correio da Manhã" (CM) referia que nas conversas terão sido ainda abordadas as dívidas do empresário Joaquim Oliveira, patrão da Controlinveste e da Global Notícias, que detém o Jornal de Notícias, o Diário de Notícias e a rádio TSF, entre outros órgãos de comunicação social. Em particular, diz ainda o CM, interessava-lhes perceber a forma de encontrar uma solução para o "amigo Joaquim" (ver caixa). A eventual entrada da Ongoing no capital grupo terá também sido referida, adianta o CM.

    Estas conversas poderão indiciar um crime de tráfico de influências, caso resulte dos factos que um dos dois interlocutores tenha sido surpreendido a prometer usar ou a usar a sua influência junto de entidades públicas para obter vantagens para si ou para terceiros, como está previsto no Código Penal.

    domingo, 8 de Novembro de 2009

    Pinto & Pinto, Lda.

    Ora, uma das melhores iniciativas do Engenheiro das Sucatas foi exactamente substituir o incómodo Souto Moura por esta espécie de primo desta galinácia família: Pinto Monteiro e Pinto de Sousa (vulgo Sócrates)...

    08 Novembro 2009 - 00h30

    Polémica: Conversas interceptadas são politicamente explosivas

    Escutas de Sócrates em risco (ACTUALIZADA)

    As dezenas de transcrições de conversas entre Armando Vara e José Sócrates interceptadas durante a ‘Operação Face Oculta’, validadas por um juiz e enviadas para a Procuradoria-Geral da República em forma de certidão, correm o risco de ser destruídas. Basta que Pinto Monteiro, a quem as mesmas foram entregues há quatro meses, considere que as situações em análise não configuram ilícitos criminais, o que permite assim proceder à destruição das mesmas.

    A decisão não é recorrível se for tomada pelo maior responsável do Ministério Público. Ao contrário do que acontece em todos os arquivamentos, em que as partes podem requerer a abertura de instrução ou fazer uma reclamação hierárquica.

    “Estando na instância superior, não há recurso. Se o procurador-geral da República tomar a decisão de as destruir, não há capacidade legal para o evitar”, afirmou ao CM Germano Marques da Silva, um dos autores do Código Penal.

    A polémica está instalada. É já sabido que entre as nove certidões enviadas pelo Ministério Público de Aveiro há vários factos que envolvem o primeiro-ministro. Tal como o CM ontem noticiou, diversas conversas tinham como tema a Comunicação Social. Vara e Sócrates falaram da venda da TVI aos espanhóis da Prisa e também da dívida da Global Notícias, que detém vários títulos na imprensa, ao BCP. Resta saber se estas situações, e outras detectadas nas conversas, configuram os crimes de tráfico de influências e/ou corrupção.

    Outra certeza é de que as ditas intercepções são “politicamente” explosivas. José Sócrates sempre garantiu, por exemplo, nunca ter interferido no negócio da TVI nem na saída de Manuela Moura Guedes da direcção daquele canal, podendo as conversas deixá-lo numa posição delicada. Também a renegociação da dívida da Global Notícias é um tema muito sensível. Sendo Joaquim Oliveira um dos maiores patrões da imprensa diária, fica por saber se haveria alguma contrapartida para o PS nas condições que lhe estavam a ser oferecidas pelo vice-presidente do BCP. Falta também esclarecer o motivo de José Sócrates estar preocupado com a saúde financeira do grupo que detém, entre outros, o ‘Jornal de Notícias’, o ‘Diário de Notícias’, o ‘24 Horas’ e também a TSF.

    “As escutas devem ser destruídas porque foram obtidas de forma irregular. Não podem ser usadas para qualquer processo porque a investigação visava o Godinho”, afirma de forma peremptória o advogado José Miguel Júdice, visivelmente incomodado pela forma como foi conduzida a investigação que atinge o 1º ministro José Sócrates.

    VARA CONHECE ACUSAÇÕES NO PRÓXIMO DIA 18

    Armando Vara, que já suspendeu funções no BCP, vai conhecer as suspeitas que sobre ele recaem no próximo dia 18. O ex-ministro será interrogado pelo juiz de instrução criminal, que decretará, se assim entender, medidas de coacção para além do termo de identidade e residência. Também Paulo e José Penedos serão ouvidos em Aveiro. A audição está marcada para dia 17.

    DISCURSO DIRECTO

    'SE ESCUTAS TÊM INDÍCIOS DEVE-SE ABRIR INQUÉRITOS', Germano Marques da Silva, Penalista

    Correio da Manhã – Entende que estas certidões devem ser arquivadas com consequente destruição das escutas?

    Germano Marques da Silva – A questão é muito simples. Se o titular do processo de Aveiro extraiu certidões é porque entendeu que havia matéria de certa relevância para ser investigada. Por isso, entendo que se essas escutas revelam indícios de crime deve-se abrir inquéritos.

    – E pelo que veio a público, acha que existem indícios suficientes para abrir inquéritos?

    – Pelo que vi e pelas pessoas que envolvem, e a ser verdade, acho que se deveria investigar para se apurar se há ou não matéria criminal. Se as escutas forem destruídas, deixa de haver matéria para investigar.

    – Qual é a sua opinião sobre o conteúdo das escutas.

    – As escutas não serão só o Armado Vara a conversar sobre banalidades com o primeiro-ministro. Em qualquer processo, essas conversas dariam origem a inquéritos.

    MINISTRO DA JUSTIÇA AVALIA CASO PARA TOMAR POSIÇÃO

    O ministro da Justiça, Alberto Martins, está a reunir informação junto de juristas e de outros membros do Governo para se pronunciar sobre as certidões que estão na posse no procurador-geral da República. Embora a tutela do Governo não tenha poder sobre o PGR, que é um órgão soberano, o CM sa -be que Alberto Martins quer conhecer os contornos legais e avaliar as consequências políticas dos conteúdos das conversas entre Vara e Sócrates. É o primeiro caso que o novo ministro da Justiça enfrenta.

    PORTAS: SEM COMENTÁRIOS

    Paulo Portas não quis ontem comentar o envolvimento do primeiro-ministro, garantindo apenas que 'ninguém está abaixo da lei, nem ninguém acima da lei'.

    MARCELO: MAU PARA GOVERNO

    Marcelo Rebelo de Sousa disse anteontem que o caso não é bom para o Governo 'e cai mesmo em cima dele', porque este foi o Governo queesteve em funções nos últimos quatro anos'.

    PCP: PROSSEGUIR INVESTIGAÇÃO

    Jerónimo de Sousa apelou ontem para que ainvestigação do processo ‘Face Oculta’ produza resultados, manifestando-se preocupado como sentimento de impunidade.




    Eduardo Dâmaso/Tânia Laranjo/Manuela Teixeira

    Correio da Manhã


    Era isto a asfixia democrática?


    Se até a SicN tem lá um socratino, um tal Costa, o que se poderia esperar da televisão pública?


    Programa da RTP sobre o programa do Governo

    CDS-PP vai fazer queixa à ERC por não participar no “Prós e Contras”

    08.11.2009 - 19:36 Por Lusa


    O CDS-PP vai apresentar uma queixa à Entidade Reguladora para a Comunicação Social contra a RTP, devido à não participação do partido no “Prós e Contras” de segunda-feira, dedicado ao programa do Governo, anunciou o líder parlamentar democrata-cristão.

    Em declarações à Lusa, o líder parlamentar do CDS-PP, Pedro Mota Soares, adiantou que no programa de segunda-feira participarão representantes do Governo, do PSD e do Bloco de Esquerda, contestando o que disse ser o “silenciamento sistemático” do seu partido. “A RTP é uma televisão do serviço público, paga com o dinheiro de todos os contribuintes, e está obrigada a regras de pluralismo face a todas as forças políticas”, disse Mota Soares.

    O dirigente democrata-cristão considerou “muito estranho” que num debate relativo ao programa do Governo “seja silenciado o terceiro partido, o que mais cresceu nas eleições e o que a generalidade dos analistas considerou ter liderado o debate, entre a oposição”, durante a discussão das propostas do executivo, quinta e sexta-feira no Parlamento.

    O CDS sustenta que a RTP “não pode continuar com esta postura que favorece o Governo, porque é simpático para o Governo não ter lá o CDS, e silenciar um partido”.

    A Lusa tentou obter um comentário junto da RTP, mas tal não foi possível até ao momento.

    Nada mal!

    O nova directora do Público, cujo nome ainda não consegui memorizar, não esteve nada mal...


    Ainda não passaram dois meses desde que foi eleito e José Sócrates já deve uma explicação aos portugueses. O primeiro-ministro tem de explicar por que razão decidiu o Ministério Público enviar à Procuradoria-Geral da República uma certidão extraída de uma conversa sua com Armando Vara. Tem de explicar sobre o que falou ao telefone com o vice-presidente do Banco Comercial Português e se discutiu a venda da TVI. E em que termos a discutiu. José Sócrates não pode ocultar a face neste assunto. Neste processo, ninguém fala pelo primeiro-ministro. Basta-lhe dizer do que falou. As escutas encarregar-se-ão de confirmar o que disse.

    As razões para essa explicação decorrem também do que não aconteceu na última legislatura. Com maioria absoluta no Parlamento, o Governo do Partido Socialista deveria ter aprovado medidas que travassem o pântano que se vive em Portugal com a repetição sucessiva de escândalos sem castigo.

    Nos Estados Unidos, por exemplo, os cidadãos nomeados para altos quadros públicos têm de passar por uma audição prévia para provar a sua idoneidade. Em Portugal, o suborno ou o tráfico de influências tende a ficar vezes de mais impune.

    O caso de Armando Vara, apesar de decorrer numa empresa privada, é sintomático. Era também ao Banco de Portugal que cabia avaliar da idoneidade de Vara para ocupar o cargo. Ficará sempre a dúvida: não teria já, nessa altura, o Ministério Público indícios que poderiam levar a duvidar da idoneidade de Armando Vara? E, se tinha, comunicou-os ao Banco de Portugal?

    A Justiça arrisca-se a passar meia dúzia de anos a tentar culpar Vara. Mas o Estado já falhou porque não consegue evitar situações como aquelas de que o antigo dirigente socialista é acusado. E enquanto não conseguir fazê-lo, o pântano continuará.

    O que está em causa é muito mais do que a idoneidade de um homem. É a idoneidade do regime que volta a estar em jogo.

    Isabel Alçada no País da Sucata



    Depois de tresler no Pasquim Oficial da Sucatolândia, o defundo DN, um elogio baptismal da novel Ministra da Educação, ocorreu-me pesquisar de onde vinha e quem era a dita senhora.

    Rapidamente concluí que, ao contrário do que poderia pensar quem está longe das lides deste misterioso ministério, a senhora vagueia há muito por esta sucata da nossa administração; sucata a caminhar para uma espécie de lixeira de resíduos perigosos para a sobrevivência da Pátria...

    Para quem escevinha livrinhos infantis em barda, isto é já currículo que engrandece qualquer burocrata da 5 de Outubro:

  • Técnica no Secretariado da Reestruturação do Ensino Secundário do Ministério da Educação, 1975-1976
  • Técnica na Direcção-Geral da Educação Permanente do Ministério da Educação, 1975
  • Técnica no Centro de Psicologia e Formação, Psicoforma, 1973-1974


  • Nesses anos em que se iniciou o Plano Inclinado em que estamos saltando e correndo, a senhora marcou logo presença, não faltando depois disso como:

  • Comissária do Plano Nacional de Leitura – Ministérios da Educação, da Cultura e Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares, 2006; e

  • Investigadora do Instituto de Inovação Educacional, Ministério da Educação.


  • As investigações educacionais têm sido muitas e boas, como se sabe..., de resultados internacionalmente reconhecidos..., mas com o sucesso estatístico interno que ninguém ignora...

    Da ligação ao regime dos gameleiros do PS fala um casamento com Rui Vilar, um dos muitos que vive à conta do aparelho burocrático e fundacional da República. E não haveria de faltar à senhora um nutricional lugar no sistema, como
    Administradora da Fundação de Serralves..., porque como se dizia no século passado, já no XIX, isto de baronia sem comedoria é gaita que não assobia...


    O que mais se realça na senhora, alçada agora ao posto de ministra, são as suas habilitações.

    Da licenciatura em Filosofia, nada a dizer. Muitos licenciados busca a Sucatolândia neste ramo do saber, um dos quais, passando incólome ao que dele disseram as crianças da Casa Pia, é Presidente da Assembleia da República com candidatura aprazada para substituir o teórico da Lei de Gresham aplicada à Política...

    O que merece mesmo destaque é isto:

    Formação Académica

    • Curso de preparação do Doutoramento em Ciências da Educação, Universidade de Liège, Bélgica, 1989
    • Mestrado em Análise Social da Educação, Universidade de Boston, EUA (reconhecido pela Universidade Nova de Lisboa), 1984

    Do doutoramento, nada! Uma mera preparação para o doutoramento... O doutoramento em si, 20 anos passados deste cursilho nem a nado-morto chegou. Não passou de um óvulo não fecundado neste úbere campo de cursilhos engendrados para compor currículos ministeriáveis...

    Do mestrado bostoniano, igual ao do inenarravel Valter Lemos, outros falaram melhor do que nós...

    A Sra. Dra. Isabel Alçada (que além de excelente escritora de livros – currículo profissional – tem a virtude de estar casada com Rui Vilar – currículo político), apresenta como currículo de governante o que está acima.
    Cerca de 200 pessoas como ela, frequentaram nos idos dos anos 80’s (claro que diversos anos) um curso de Verão, de dois meses, na Universidade de Boston.
    Esses senhores, todos eles ligados às ESE’s (Escolas Superiores de Educação), voltaram para Portugal depois do estio, e como as ESE’s, em pleno desenvolvimento dessa fraude que foram e são os Institutos Politécnicos, precisavam de mestres para lhes atribuir a categoria de Professores Adjuntos (nos Inst. Polit. basta o mestrado para se atingir o topo da carreira – Prof. Coordenador), dirigiram-nos a algumas Universidade de província (Évora, Algarve, Minho e etc.) para aí obterem a equivalência dos cursos de Verão, de dois meses, da Universidade de Boston, a mestrados (grau académico do ensino universitário).
    A certa altura, creio que em 1987 ou 1988, o Ministro da Educação da altura (Roberto Carneiro?) pôs fim a isso.
    Entretanto, cerca de duas centenas de falsos mestres iniciavam as suas carreiras nos IP’s. Foi o caso da dra. Isabel Alçada.
    (Recebido por email)



    Mais palavras para quê? É mais uma artista portuguesa!...



    sábado, 7 de Novembro de 2009

    Em terra de sucateiros, quem tem um PGR assim é rei...




    Andre Kosters/ Lusa José Sócrates diz que está “triste” por o processo ‘Face Oculta’ envolver o amigo Armando Vara. O primeiro-ministro afirma que falavam regularmente.

    José Sócrates diz que está “triste” por o processo ‘Face Oculta’ envolver o amigo Armando Vara. O primeiro-ministro afirma que falavam regularmente.
    07 Novembro 2009 - 22h00

    Investigação: PJ ouviu principais figuras do PS durante períodos eleitorais

    José Sócrates escutado dezenas de vezes (ACTUALIZADA)

    O universo da Comunicação Social esteve sempre presente nas dezenas de conversas entre Armando Vara e José Sócrates, escutadas pela Polícia Judiciária de Aveiro e anexas a certidões que se encontram desde Julho passado na Procuradoria Geral da República. O primeiro-ministro e o ‘vice’ do BCP falaram sobre as dívidas do empresário Joaquim Oliveira, da Global Notícias – que detém títulos como o Jornal de Notícias, o Diário de Notícias e a TSF –, bem como sobre a necessidade de encontrar uma solução para o ‘amigo Joaquim’. Uma das soluções abordadas foi a eventual entrada da Ongoing, do empresário Nuno Vasconcellos, no capital do grupo. Para as autoridades, estas conversas poderiam configurar o crime de tráfico de influências.

    Outro assunto abordado nas inúmeras conversas escutadas e transcritas pelas autoridades foi a venda da TVI aos espanhóis da PRISA. Os temas ‘Manuela Moura Guedes/José Eduardo Moniz’ também foram falados, sendo evidente que o casal não era do agrado do primeiro-ministro José Sócrates.

    Outras conversas foram ouvidas, transcritas e enviadas para a Procuradoria-Geral da República. Na altura, a Judiciária e o Ministério Público de Aveiro entenderam que, dada a gravidade das mesmas – e por envolverem o primeiro-ministro –, deviam ser comunicadas à hierarquia máxima do Ministério Público. Para que aquela decidisse o que fazer com a investigação.

    Quase quatro meses passados, Pinto Monteiro ainda não decidiu o destino a dar à informação recolhida. Ao CM, confirmou apenas a chegada dos documentos, assumindo o seu gabinete que ainda não se sabia se havia ilícitos criminais e quem os iria investigar: 'A Procuradoria-Geral da República está a proceder à análise das nove certidões recebidas e, como já foi noticiado, foram pedidos elementos em falta que são essenciais para serem proferidas decisões, como seja saber se existem ilícitos e, nesse caso, onde devem ser investigados, abrir ou não inquéritos, arquivar ou mandar prosseguir investigações, apurar eventuais responsáveis', disse a assessora de imprensa de Pinto Monteiro ao CM.

    O CM sabe ainda que as certidões não se limitam às conversas do primeiro-ministro. É já conhecido, neste momento, que as autoridades ouviram diversos elementos do Partido Socialista e que as mesmas escutas decorreram durante a preparação das três campanhas eleitorais que ocorreram neste ano.

    José Sócrates falou ontem do processo e afirmou estar 'triste' com o facto de o caso envolver o seu 'amigo' Armando Vara. José Sócrates falava aos jornalistas no final do debate do Programa do Governo, na Assembleia da República, e confirmou que falava regularmente com Vara.

    MAIS DADOS

    ACUSADOS SAEM

    José Sócrates diz que demite os gestores de empresas públicas que forem acusados no caso ‘Face Oculta’.

    CERTIDÕES NA PGR

    O procurador-geral tem as nove certidões há quase quatro meses na sua posse mas ainda não decidiu.

    MINISTRO ASSEGURA

    O ministro das Obras Públicas garante que as empresas têm 30 dias para fazer relatório.

    O CHEFE DAS FINANÇAS E O COLABORADOR

    Mário Pinho está indiciado por um crime de corrupção passiva para acto ilícito. Outra das medidas de coacção aplicadas pelo juiz de instrução foi a suspensão de funções na Repartição de Finanças de S. João da Madeira: não pode ainda sair do País ou contactar outros arguidos. No processo constam pelo menos 37 500 euros pagos por Godinho para arquivar um processo fiscal de 200 mil. Namércio Cunha, principal colaborador de Godinho, começou ontem a ser ouvido pelo juiz. A inquirição continua no dia 9.

    PROCURADOR PEDIU TODO O PROCESSO AO MP DE AVEIRO

    'Esclarecimentos adicionais.' É assim que Pinto Monteiro se refere ao pedido de informação enviado para o Ministério Público de Aveiro a propósito das certidões extraídas por suspeitas criminais que envolvem Armando Vara.Os 'esclarecimentos adicionais' implicaram o envio de todo o processo para a PGR. No entanto, há quatro meses que as cópias da investigação se encontram na PGR e Pinto Monteiro ainda não decidiu se estão em causa ilícitos criminais, quem os deve investigar e quais os crimes que as situações configuram.

    O CM sabe que a posição da PGR está a causar mal-estar em vários sectores da Justiça. Tanto mais que Cândida Almeida, do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (a quem poderão ser enviadas as certidões para que os processos sejam investigados), já mostrou algumas dúvidas sobre o caso ‘Face Oculta’. A magistrada chegou mesmo a dizer, nesta semana, que só esperava não ter qualquer 'surpresa' no andamento da investigação.

    REN: PENEDOS OUVIDOS A 17

    O presidente da REN, José Penedos, e o filho, Paulo, estão notificados para interrogatórios no dia 17, no Tribunal de Aveiro. José Penedos já suspendeu funções na Rede Energética Nacional.

    REFER: MAIS FUNCIONÁRIOS

    José Valentim e Carlos Vasconcelos, dois quadros da Refer, vão ser ouvidos na segunda-feira. Ambos forneciam a Manuel Godinho informação privilegiada sobre os negócios da empresa.

    VARA: EM AVEIRO NO DIA 18

    Armando Vara só será ouvido no dia 18, um dia após José e Paulo Penedos. Durante a próxima semana, deverão ser ouvidos os familiares de Manuel Godinho e funcionários das empresas.

    NOTA EDITORIAL

    ONDE ESTÁ O CRIME?

    Oprocurador-geral tem dúvidas sobre a natureza criminal dos factos que estão nas nove propostas de novos inquéritos a partir da ‘Face Oculta’. Isso resulta, claramente, de uma nota da PGR publicada nestas páginas.

    O Direito não é uma ciência exacta e todas as dúvidas são admissíveis. Já menos se compreende - caso venha a confirmar-se em absoluto - que essas dúvidas só tenham sido suscitadas nos últimos dias e não ao longo dos mais de três meses que os documentos levaram estacionados na PGR.

    É difícil perceber que essas dúvidas não pudessem ter sido dissipadas de imediato, depois de investigadores, magistrados e, porventura, o juiz de instrução terem convergido num acto que só pode ter lugar quando os factos evidenciam, de forma fundada, indícios da prática de um crime, desde logo como o de tráfico de influências. Será difícil perceber que este inexplicável compasso de espera venha a ser a causa da morte de um caso em que o regime joga a sua própria cara e dignidade.

    Eduardo Dâmaso




    Tânia Laranjo/ Manuela Teixeira


    Correio da Manhã


    Só falta ser apanhado em flagrante...

    Só falta ser apanhado em flagrante... com os maços de notas na mão...

    E mesmo assim ainda dirá que não é o que parece... é mais uma campanha negra...


    O escândalo é tal que a malta da PGR/DCIAP começa a parecer fazer parte da quadrilha...



    Freeport: TVI revela negócio de 4 milhões de libras

    Escritório de advogados de Lisboa afirma aos promotores do Freeport ser capaz de evitar o chumbo do outlet de Alcochete dois dias antes da decisão politica do Ministério do Ambiente


    Charles Smith e Manuel Pedro negociaram com um escritório de advogados a alteração da decisão do Governo sobre o Freeport, 48 horas antes da assinatura do secretário de Estado do Ambiente, Rui Gonçalves.

    Este documento link externo prova que a sociedade de advogados Antunes, Marques, Oliveira, Ramos, Gandarez, pediu dinheiro para viabilizar o Freeport em tempo recorde. Trata-se de uma folha com carácter de urgência, manuscrita e assinada por Alexandre Oliveira, um dos sócios daquela sociedade de advogados.

    Alexandre Oliveira trata o arguido Manuel Pedro por caro Manel.

    O memorando a que Alexandre Oliveira se refere, é datado de 5 de Dezembro de 2001, véspera da decisão do secretário de Estado Rui Gonçalves, que viria a chumbar, pela segunda vez, o projecto Freeport. Os advogados não só afirmam estar por dentro do processo de decisão do Ministério do Ambiente, como garantem ser capazes de resolver o problema.

    Ou seja, o projecto ia ser chumbado, mas os advogados podiam, ainda, inverter a decisão à última hora. Esse milagre tinha um preço: «Os honorários das equipas, para este propósito, serão na quantia de 1.250.000 escudos (cerca de 3.906.250 libras). Dez por cento deste valor tem de ser pago com a aprovação condicionada e o resto com a aprovação final do projecto reformulado. As condições para estes pagamentos serão dadas mais tarde».

    A forma de pagamento seria acertada depois, urgente era que os ingleses decidissem mesmo pagar: «Caso aceite estas condições, precisamos de uma resposta até às 18h do dia 6 de Dezembro de 2001». E percebe-se porquê. O tempo era incrivelmente curto, dado que faltam 48h para o secretário de Estado tomar a decisão.

    O memorando, em português e inglês, segue para a Smith e Pedro na madrugada do dia 6. Nessa mesma noite, chega à sociedade de advogados uma versão corrigida da Smith & Pedro. À versão original, é alterado o ponto 1. A frase inicial era esta: «Na qualidade de advogados da Smith e Pedro temos vindo a fazer diligências no sentido de obter a aprovação do projecto». A frase corrigida fica assim: «Tendo conhecimento que a Freeport quer obter a aprovação do projecto...»

    Vamos então aos factos: o primeiro é que a Smith & Pedro e este escritório de advogados negociaram mesmo o desfecho do projecto Freeport. Ambos sabiam de antemão, 48h antes, que o projecto iria ser chumbado; segundo facto, esta sociedade de advogados promete inverter a situação em apenas dois dias».

    Este memorando, de acordo com todos os intervenientes contactados pela TVI, foi o resultado de uma reunião realizada na noite do dia 4 de Dezembro, dois dias antes da decisão efectivamente tomada pelo secretário de estado Rui Gonçalves.

    No escritório da sociedade de advogados sentaram-se à mesma mesa os agora arguidos Manuel Pedro, Charles Smith e João Cabral, bem como os advogados - José Francisco Gandarez, genro de Mário Cristina de Sousa, antigo Ministro da Economia na mesma altura em que José Sócrates era Ministro do Ambiente - e ainda os sócios Alexandre Oliveira e Albertino Antunes.

    Os três últimos garantem que nunca foi discutida qualquer tentativa de suborno, ou sequer mencionado dinheiro que permitisse viabilizar o outlet de Alcochete. A verdade é que no dia 6, Rui Gonçalves chumba o segundo estudo de impacto ambiental. Nesse mesmo dia, chega à Smith e Pedro um fax, novamente assinado por Alexandre Oliveira.

    Ou seja, houve mesmo negociação sobre o que configura a preparação de um suborno que aparentemente acabou por não se concretizar. O memorando não terá sequer chegado ao Freeport de Londres. O que se sabe a seguir é que, poucos dias depois, a 17 de Dezembro, um fax trocado entre administradores ingleses do Freeport mostra uma nova negociação com vista a um suborno de dois milhões de libras. O estudo de impacto ambiental, acaba por ser aprovado à terceira, três meses depois e com poucas alterações.


    TVI 24 Horas

    Citação do dia


    O problema maior da corrupção não são os 10% de comissão cobrada nas adjudicações de obras e contratos públicos, mas os 100% da própria adjudicação de obras e contratos inúteis: os 50% do seu custo, os 10% de comissão ao corrupor e os 40% de ganho extra que o empresário corrompido exige como contrapartida da comissão. No fundo, o corruptor é o político, pois é ele quem extorque o dinheiro, o lugar e a quota, para um fim ilegítimo.

    Do Portugal Profundo

    Uma questão de posição

    Um primeiro-ministro deveria estar acima de qualquer suspeita. Este parece estar acima de qualquer punibilidade...


    Face Oculta

    Escutas a Vara e Sócrates são criminalmente relevantes

    Publicado em 07 de Novembro de 2009
    Se as escutas a Armando Vara e José Sócrates revelassem conversas inócuas não teriam sido enviadas a Pinto Monteiro
    Opções
    As escutas às conversa telefónicas mantidas entre Armando Vara e José Sócrates e interceptadas pela Polícia Judiciária (PJ) durante a investigação do caso Face Oculta - que o "Sol" noticiou ontem - não revelaram simples conversas de amigos: foram consideradas "criminalmente relevantes" para serem enviadas ao procurador-geral da República Pinto Monteiro, confirmou o i junto de fonte da investigação.

    Confrontado ontem com a notícia do "Sol" no Parlamento, o primeiro-ministro José Sócrates afirmou, após o debate sobre o programa do governo: "O que tenho conhecimento sobre o que vem nesse jornal é que eu fiz uma chamada para o dr. Armando Vara. Acontece que faço chamadas para os meus amigos e vou continuar a fazê-las. Com certeza que telefonei ao dr. Armando Vara porque é meu amigo e meu camarada. Como sabem, este processo entristece--me pelo facto de envolver um amigo meu há tantos anos."

    Armando Vara, que suspendeu funções como vice-presidente do Millenium bcp por ter sido constituído arguido no processo, terá recebido um envelope com 10 mil euros para compensar as suas diligências que acabaram, segundo os investigadores, por beneficiar as empresas Manuel Godinho dedicadas à limpeza e tratamentos de resíduos.

    As escutas telefónicas são realizadas pela PJ, promovidas pelo Ministério Público (MP) e validadas pelo juiz de instrução. Quando não existe indício criminal, as conversas são consideradas inócuas e não são sequer transcritas para o papel. Apenas quando os indícios apontam para um crime grave com uma moldura penal aplicável acima de cinco anos de prisão se transcrevem as escutas, podendo elas assumir dois destinos. Como explica ao i o advogado Carlos Pinto de Abreu - que rejeita falar de casos concretos e apenas explica o que a lei prevê - "as escutas ou servem para alargar o âmbito da investigação que está em curso, ou para abrir um novo inquérito através da extracção de uma certidão".

    Ora, como o Sol noticiou ontem, o caso Face Oculta, um esquema tentacular montado para alegadamente beneficiar as empresas de Manuel Godinho na adjudicação de concursos e consultas públicas do sector Empresarial do Estado na área de recolha e gestão de resíduos industriais, deu origem a nove certidões. Pinto Monteiro é quem tem agora de decidir se abre novos inquéritos sobre as matérias em causa.

    No caso de um inquérito envolver altas figuras do Estado, como o primeiro-ministro , o assunto só pode ser investigado por procuradores gerais da República do Supremo Tribunal de Justiça. O Sol noticiava ontem que uma das conversas entre Sócrates e Vara teria sido sobre o caso TVI. Não confirmando esta informação, Pinto Monteiro disse ao Sol que "estão a ser analisadas as nove certidões recebidas nesta Procuradoria-Geral da República, que estão directa ou indirectamente ligadas ao processo denominado Face Oculta, mas por não estarem completamente documentadas, foram solicitados elementos complementares que se aguardam."

    Financiamento partidário O Ministério Público e a Polícia Judiciária estão também a investigar indícios de financiamento partidário ilegal relacionados do caso Face Oculta. Os investigadores suspeitam que o negócio das sucatas de Godinho e a alegada corrupção de gestores e funcionários de empresas do sector empresarial do Estado, está relacionado um esquema de financiamento ilegal de estruturas partidárias, a nível nacional e local. E as suspeitas não se reduzem ao Partido Socialista. Nas câmaras municipais, segundo fontes da investigação, também existem indícios de negócios escuros e de favorecimento das empresas de Manuel Godinho, como a O2 - Tratamento e Limpezas Ambientais; a SCI - Sociedade Comercial e Industrial Metalomecânica ou a 2ndMarket - Recolha, Triagem e reutilização de Produtos Electrónicos Usados.

    Há pelo menos um indício descrito pelos investigadores de Aveiro: no dia 25 de Março, pelas 12h41, Manuel Godinho, contactou telefonicamente Carlos de Vasconcellos, ex-administrador da Refer, e afirmou que a superação do seu problema [judicial] com aquela empresa, poderia ter por contrapartida a entrega de um donativo para uma campanha partidária. Mas o que o Ministério Público suspeita que a "rede tentacular" montada por Godinho terá uma extensão significativa em partidos políticos

    O empresário de Aveiro, Manuel Godinho, é o único preso preventivo dos 15 arguidos no caso Face Oculta que veio a público no dia 28 de Outubro, quando a Polícia Judiciária desencadeou uma mega operação com 30 buscas, domiciliárias e diversas empresas. Entre os arguidos, estão o presidente da REN José Penedos e o seu filho Paulo Penedos, o ex-ministro socialista Armando Vara, o administrador da Indústria de Desmilitarização da Defesa, José Contradanças e três funcionários da Refer.

    Em causa podem estar crimes económicos, de corrupção, tráfico de influências de favorecimento ilícito e financiamento partidário, entre outros.

    I online



    Não querias mais nada?

    Já se percebeu que o que move Sócrates é o poder pelo poder: não apenas a vã glória de mandar, mas sobretudo a ignominiosa possibilidade de o poder lhe permitir manietar o Ministério Público nos casos Freeport e Face Oculta.

    O socratino dos socratinos deixou-o bem claro...



    Vital Moreira defendeu esta sexta-feira, em declarações à TSF que, se as oposições insistirem em fazer no Parlamento uma coligação negativa, que resulte num boicote sistemático às políticas do Governo, então, José Sócrates deve forçar a realização de eleições antecipadas.

    TSF


    Compreendido



    “Para o Governo, o desgaste de um processo como este é maior do que no caso Freeport”, antecipa Marcelo. Ao contrário do caso que envolve o primeiro-ministro, a investigação Face Oculta “não é um processo pessoal”, o que impossibilita que haja “vitimização” do PS. “Este é um processo concreto e não é bom para um Governo em funções, porque cai em cima de sectores por si tutelados”, entende o ex-líder do PSD.


    Público



    Ora é exactamente por isso que o Costa, Ricardo, longa mão do PS na SicN, conseguiu a proeza de passar dois programas do Expresso da Meia Noite fugindo a uma questão que é somente o maior caso de corrupção que existiu em Portugal...


    E como para os lados da CML também parece haver um tentáculo do Polvo, compreendem-se melhor as habilidade do mano costa...

    sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

    Uma capa que fala por si...




    A capa de hoje do Sol, é um bom retrato da negra sombra em que vivemos.

    Estão quase lá. Ainda não chegaram ao topo e nós ainda não batemos no fundo. Mas não falta muito.

    Um acusado (pelos próprios) de abusos sexuais às crianças da Casa Pia, na presidência desta república...

    Um indiciado (pelos muito factos já conhecido) de crimes de corrupção e tráfico de influências, na presidência de uma espécie de governo napolitano...

    Só Cavaco está a mais, mas estrategicamente (por acção mas sobretudo por omissão) colaborando para que cheguem lá.

    Só faltava mesmo um lugar no trio dos órgãos de soberania para um amigo, da estirpe de Vara...

    E nem lhe falta um diploma da Independente...

    Está em todas...



    Operação Face Oculta

    Sócrates interceptado nas escutas



    Conversas com José Sócrates foram gravadas no processo ‘Face Oculta’, através das escutas telefónicas que a Polícia Judiciária (PJ) efectuou a Armando Vara, arguido no caso.

    O Ministério Público (MP) de Aveiro (comarca do Baixo Vouga), onde está a ser investigado o ‘Face Oculta’, mandou extrair nove certidões por indícios de vários crimes, um dos quais é o de tráfico de influências. Por terem subjacentes factos fora da esfera de competência da comarca de Aveiro, estas certidões foram enviadas ao procurador-geral da República para decidir se as converte em inquéritos e qual o departamento ou magistrados competentes para os investigar.

    Pelo menos um dos casos envolve Armando Vara e conversas com o primeiro-ministro, José Sócrates. Um dos temas abordados é a venda da TVI pelos espanhóis da Prisa. Recorde-se que, em Junho, após a revelação de que a PT estava a diligenciar a compra da estação, o negócio foi vetado por Sócrates, devido à polémica levantada. Acabou por ser a Ongoing a anunciar, nos primeiros dias de Agosto, que chegara a acordo com a Prisa: um negócio de 112 milhões de euros, financiado pelo BES e pelo BCP.

    O SOL perguntou ao procurador-geral da República se já tomou uma decisão sobre estas certidões e, tendo em conta que os factos em causa envolvem o primeiro-ministro, onde irá decorrer a investigação.

    Pinto Monteiro respondeu: «Estão a ser analisadas as nove certidões recebidas nesta Procuradoria-Geral da República, que estão directa ou indirectamente ligadas ao processo denominado ‘Face Oculta’. Por não estarem completamente documentadas, foram solicitados elementos complementares – que se aguardam».

    Recorde-se que a lei estipula que factos (e escutas) envolvendo o primeiro-ministro, bem como o Presidente da República e o presidente da Assembleia da República, só podem ser investigados e julgados pelo Supremo Tribunal de Justiça.

    Ex-dirigente socialista e amigo de longa data do primeiro-ministro, Vara foi alvo de vigilâncias e de escutas pela PJ, pelo menos entre Abril e Julho. O vice-presidente do BCP foi constituído arguido por tráfico de influências, por ter aceite, segundo o MP e a PJ, participar numa «rede tentacular» que visou beneficiar as empresas de Manuel Godinho em concursos de recolha e tratamento de resíduos industriais de empresas participadas pelo Estado. Vara terá recebido 10 mil euros.

    Uma análise aos currículos dos arguidos permite concluir que o ‘Face Oculta’ atingiu em cheio o PS e o círculo mais próximo de José Sócrates. Além de Armando Vara e de Paulo e José Penedos, outra figura central nesta teia de influências é um primo de Sócrates: Domingos Paiva Nunes, casado com uma prima do primeiro-ministro, que foi vereador da Câmara de Sintra (no executivo de Edite Estrela) e é actualmente administrador no grupo EDP.

    Manuel Godinho é o único dos 15 arguidos que já prestou declarações perante o juiz de instrução, estando preso preventivamente por perigo de fuga, de continuação da actividade criminosa e de perturbação do inquérito. O juiz Costa Gomes considerou que Godinho poderia exercer pressão sobre testemunhas que ainda não foram inquiridas e sonegar documentos ainda não apreendidos. Com a prisão do empresário , o procurador João Marques Vidal, titular dos autos, tem o prazo de um ano para deduzir acusação – motivo pelo qual a equipa da PJ neste caso tem vindo a ser reforçada.

    Os interrogatórios aos restantes arguidos prosseguiram ontem, estando prevista a audição de Armando Vara e do pai e do filho Penedos na terceira semana de Novembro.


    SOL


    (parte da) Teia...

    quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

    Para memória futura



    Silva Lopes

    "Bomba da dívida externa pode rebentar a qualquer altura"

    José Silva Lopes traçou hoje um cenário preocupante para a economia portuguesa e para a sustentabilidade do seu crescimento e das suas contas públicas. O ex-governador do BdP e ex-ministro das Finanças salientou o baixo crescimento esperado para Portugal nos próximos anos aliado a uma dívida pública e uma dívida externa crescentes, problemas que não estão a ser suficientemente atacados.

    Rui Peres Jorge
    rpjorge@negocios.pt

    José Silva Lopes traçou hoje um cenário preocupante para a economia portuguesa e para a sustentabilidade do seu crescimento e das suas contas públicas. O ex-governador do BdP e ex-ministro das Finanças salientou o baixo crescimento esperado para Portugal nos próximos anos aliado a uma dívida pública e uma dívida externa crescentes, problemas que não estão a ser suficientemente atacados.

    “A bomba da dívida externa pode rebentar a qualquer altura”, afirmou Silva Lopes, que participou na conferência “Direito e Economia, um ano depois da crise”, organizada pelo IDEFF com o apoio do Negócios. O economista faz a afirmação não como uma previsão mas como um aviso da situação preocupante que Portugal enfrenta.

    O responsável adiantou que “ninguém fala em Portugal sobre sustentabilidade da dívida pública, mas esta carga é insustentável”.

    Quanto ao aumento da despesa e dívida públicas, Silva Lopes considera insustentáveis as dinâmicas de crescimento, ainda mais com o esperado aumento das despesas com saúde e segurança social decorrentes do envelhecimento populacional.

    Face a este diagnóstico, Silva Lopes afirmou que “a instabilidade política vai aumentar muito”.

    Para Silva Lopes, o estado das Finanças Públicas não é ainda de desespero mas não foi meigo nos avisos sobre a importância de atacar os problemas estruturais da economia portuguesa.

    Comediante

    Sócrates pode ser um mau primeiro-ministro, como o demonstram os resultados económicos e financeiros da sua governação.

    Em compensação é um excelente comediante, como se viu hoje na Assembleia da República.

    Pena é que a gravíssima situação dos País nos tenha tirado a todos a vontade de rir.

    Ao invés, enquanto o DCIAP continuar candidamente controlado, Sócrates não tem razões para deixar de rir...

    Vale tudo...

    TC diz que violações à lei terão alterado resultados dos concursos das estradas

    O Tribunal de Contas (TC) aponta, nos dois acórdãos que determinaram a recusa de visto prévio à Estradas de Portugal (EP) nos contratos de concessão da Auto-Estrada Transmontana e Douro Interior, um conjunto de "violações de lei", que "provocaram, com fortíssima probabilidade, a alteração efectiva do resultado financeiro do concurso".


    O Tribunal de Contas (TC) aponta, nos dois acórdãos que determinaram a recusa de visto prévio à Estradas de Portugal (EP) nos contratos de concessão da Auto-Estrada Transmontana e Douro Interior, um conjunto de "violações de lei", que "provocaram, com fortíssima probabilidade, a alteração efectiva do resultado financeiro do concurso".



    Para o TC, "se não tivessem ocorrido as violações de lei, haveria fortíssimas probabilidades de que teriam sido obtidos resultados diferentes, com melhor protecção dos interesses financeiros públicos".

    Maria João Babo
    mbabo@negocios.pt


    Trapalhadas...



    Jorge Lacão, o novel Ministro dos Assuntos Parlamentares, resolveu ser o primeiro governante a falar sobre o processo de avaliação dos professores, desautorizando frontalmente a Ministra da Educação, ao garantir que está fora de causa qualquer suspensão do actual modelo e que o executivo só está disponível para o aperfeiçoar.

    O resultado das infelizes declarações de Lacão foi que o próprio Francisco Assis e outros deputados socialistas vieram discordar publicamente das posições de intransigência que aquele defendeu em nome do Governo.

    Como se não bastasse, socialistas católicos defendem, contra a vontade da direcção do partido, que os Portugueses devem ser ouvidos em referendo sobre o casamento entre homossexuais.

    Em resposta, Francisco Assis sustentou que não faz sentido fazer o referendo porque o mesmo costuma ser “pouco participado”, lógica da batata que levaria a defender-se o fim das eleições para o Parlamento Europeu, já que, ainda nas últimas eleições, cerca de 63% do eleitorado, mais de 6 milhões de Portugueses, optaram por não ir votar.

    Isto tudo no primeiro mês do segundo consulado socrático.


    31 da Armada





    Expectativas frustradas...

    Quem esperava que Sócrates aprendesse alguma coisa com os resultados eleitorais não entende que esta criatura tem manifestos problemas de aprendizagem, correlatos de uma grave dificuldade de visão da realidade. Ele é isto e só isto!

    Mas votaram nele!?

    Agora sofram as consequências...

    A chafarica de sucateiros...

    Muito se elogiou hoje a sensatez de Armando Vara.

    Sucede porém, que apesar da administração do BCP ter sido tomada de assalto pela maralha do Engenheiro, o banco tem dono: os accionistas.

    Quem investe o que é seu ainda manda alguma coisa, apesar do muito que temos visto...

    Conjunturalmente, os accionistas podem ver conveniência em estar à sombra do poder.

    Mas há limites para a indecência.

    E um banco não é propriamente uma chafarica de sucateiros...

    quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

    Uma capa eloquente

    Menino de Ouro II

    Graças ao blogue A Civilização do Espectáculo, fico a saber que é esta coisa que vai reiniciar o jornal Público, depois da interrupção de José Manuel Fernandes...



    Para o volume 2 da obra O Menino de Ouro já temos biógrafa...



    Isto é um Défice de Ouro. Não tarda está no Guiness

    Bruxelas prevê défice recorde de 8% este ano em Portugal

    A Comissão Europeia prevê que o défice orçamental português possa chegar aos 8% neste ano, devendo manter-se neste patamar em 2010, antes de bater um novo recorde de 8,7% em 2011, num cenário de manutenção da actual política.

    Negocios.pt


    segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

    De vitória em vitória...



    Comunicado

    O Banco Comercial Português (BCP) informa que a Agência de Rating Moody’s, através de comunicado em 29 de Outubro, anunciou a revisão do outlook da República Portuguesa de “Estável” para “Negativo”, mantendo a notação de rating de Aa2. Como resultado desta revisão, o outlook das emissões de Bancos Portugueses com garantia do Estado Português, nomeadamente o empréstimo obrigaccionista do BCP emitido a 19 de Janeiro de 2009 e com vencimento em 2012, foi revisto pela Moody’s de “Estável” para “Negativo”, mantendo o rating de Aa2.

    O rating do Banco Comercial Português mantém-se inalterado.

    2 de Novembro de 2009

    Dúvida



    Se a Face Oculta em vez de estar nas mãos do DIAP de Aveiro vagueasse no DCIAP de Cândida Almeida teria o mesmo andamento ou desandamento?

    domingo, 1 de Novembro de 2009

    É a economia, estúpido!

    O Público mudou hoje de director. No lugar de José Manuel Fernandes surge agora uma menina cujo nome ignoro. E nem sequer vou ver na Ficha Técnica.

    O Público foi o único diário que não alinhou com a sacanice socratina. A sua independência foi vista como oposição ao Governo. Numa comunicação completamente dominada pela socratinagem, a excepção do Público tornou-se incómoda.

    A mudança não parece difícil de explicar.

    A SONAE.COM pretende fundir-se com a ZON. Sócrates opôs-se à fusão. O preço da anuência governamental é o silenciamento de José Manuel Fernandes.

    No universo SONAE o Público tem um valor residual. Empresarialmente é até um desvalor pelo seu crónico défice de exploração.

    O interesse estratégico da fusão entre a SONAE.COM e a ZON vale bem esta abdicação de Belmiro de Azevedo e a decapitação de José Manuel Fernandes.

    A nova directora podia ao menos ter a elevação moral de se referir ao seu antecessor.

    Começa mal! Vamos ver como acabará!...

    Isto tem um destinatário que bem conhecemos...


    "Vale tudo para enriquecer de qualquer maneira e depressa, sem critério, e isto dito de uma maneira elegante, é uma percepção materialista ordinária da sociedade portuguesa. É a golpadazeca do ordinareco que faz umas jogadas, umas burlas, umas corrupções, umas porcarias, umas porcarias, condenando o país. E com uma ilusão: é que acha que quando morrer leva isso tudo."

    Ernâni Lopes
    31/10/2009


    Imperioso ouvir

    Citação do dia



    Só que a vacina não actua retroactivamente...

    Bem escrito e bem dito

    Apesar de escrito há uns meses, este texto de Manuel António Pina cai que nem uma luva nestes especialistas em lixeiras, aterros e sucatas




    De que tem medo o PS?

    O PS tem um problema com a corrupção que, sendo o PS Governo, se torna um problema do país. Sempre que o tema vem à baila, designadamente na AR, o PS mostra-se patentemente incomodado, e tal incómodo manifesta-se numa torrente de palavras e declarações de intenção que, por um motivo ou por outro (e pode legitimamente recear-se que seja por outro), nunca se traduz em actos. Paralelamente, se hoje, em Portugal, é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um corrupto ir parar à cadeia, isso deve-se fundamentalmente a um Código Penal aprovado pelo PS. Ao mesmo tempo, o deputado socialista que mais batalhou por eficazes leis anti-corrupção passou a…ex-deputado.

    Agora é o enriquecimento ilícito de titulares de cargos públicos. Os portugueses habituaram-se a ver gente que ocupa ou ocupou lugares de decisão política aparecer a vender cabritos sem ter, que se saiba, cabras e pareceria natural que a lei lhe perguntasse (como já faz no domínio fiscal) donde vieram os cabritos. O PS acha a pergunta imprópria, e nem permite que o TC se debruce sobre ela. Que hão-de pensar os portugueses?

    Jornal de Notícias
    10/04/2009


    sábado, 31 de Outubro de 2009

    Gamanço


    Neste País do gamanço, surripiei este texto no Portugal dos Pequeninos. Como ele assenta bem em certo figurão da nossa praça...


    «Basta imaginar a carreira típica de um corrupto. Começou por se inscrever num partido (no PS ou no PSD, evidentemente). Ou tinha influência, própria ou da família, ou conseguiu arranjar um "protector" (um empresário, um advogado, alguém com prestígio ou com dinheiro) para se promover a presidente da concelhia ou a qualquer cargo de importância. Daí passou para a administração central, para a Câmara do sítio ou, com muita sorte, para uma empresa pública. Com o tempo chegou a uma situação em que podia "pagar" os "favores" que até ali recebera e fazer novos "favores", em que já participava como sócio. Entretanto conhecia mais gente e alargava pouco a pouco os seus "negócios". Se punha o pé fora da legalidade, punha com cuidado, bem protegido por amigos de confiança e pretextos plausíveis. Um dia, por fidelidade ao chefe, "trabalho" no partido (financiamento directo ou indirecto) e recomendação de interesses "nacionais", foi chamado ao governo: a secretário de Estado, normalmente. No governo, proibiu ou permitiu conforme lhe convinha ou lhe mandavam e convenceu outro secretário de Estado ou mesmo um ministro mais "versado" ou "ingénuo" a colaborar na sua "obra". Torcendo uma regra aqui, explorando uma ambiguidade ali, a sua reputação cresceu. Não precisava agora de se mexer. Era, como se diz no calão da tribo, um "facilitador". A iniciativa privada gostava dele, o "sector público" gostava dele, o alto funcionalismo (a quem, de quando em quando, dava uma gorjeta) gostava dele. Ninguém lhe tocava. O corrupto ascendia à respeitabilidade. E anda, por aí, no meio de nós

    Vasco Pulido Valente, Público

    Sobre um dos cromos do socratinismo...




    Voltando ao elenco ministerial: o que diz ao facto de ter Valter Lemos, um nome contestado, na Secretaria de Estado do Emprego e da Formação Profissional?

    É um sinal absolutamente desastroso. Acho que não exagerarei se disser que, para o comum dos sindicalistas e dos trabalhadores, isso pode ser visto como uma autêntica provocação. E isso é muito mau. Não está em causa a pessoa, nem conheço suficientemente a pessoa para fazer qualquer apreciação dessa ordem, está em causa o desempenho de uma função como secretário de Estado. Valter Lemos foi a referência mais forte da conflitualidade com os professores e foi um membro do Governo que mais expandiu argumentos violentos de ataque aos trabalhadores.

    Carvalho da Silva
    Público

    Onde está Vara poderia estar outro...

    sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

    O Engenheiro começa em grande o segundo mandato...



    Operação Face Oculta

    Gestores do PS implicados

    Por Ana Paula Azevedo, Graça Rosendo e Luís Rosa

    A corrupção e o tráfico de influências junto do Governo e das empresas públicas. Leia tudo o que o MP diz sobre a ‘Operação Face Oculta’



    Manuel Godinho, presidente da empresa de tratamentos de resíduos envolvida no processo ‘Face Oculta’, beneficiou de uma extensa rede de gestores ligados ao PS para conseguir os melhores negócios em várias empresas participadas pelo Estado.

    O DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal) do Baixo Vouga e a Polícia Judiciária (PJ) de Aveiro entendem ter provas de que Armando Vara, vice-presidente do Banco Comercial Português (BCP), juntamente com os gestores Lopes Barreira (Consulgal), Paiva Nunes (EDP Imobiliária), Paulo Costa (Galp) e António Contradanças (Empoderf), Carlos Vasconcellos (Refer), José Penedos (presidente da Rede Eléctrica Nacional) e Paulo Penedos (assessor da Comissão Executiva da PT) ajudaram de forma ilegítima Manuel Godinho e o seu grupo O2 a ganharem concursos públicos naquelas e noutras empresas.

    A PJ entende que Armando Vara, Paulo Penedos, Paiva Nunes, Paulo Costa e Carlos Vasconcellos receberam avultadas contrapartidas financeiras e patrimoniais para ‘abrirem as portas’ daquelas empresas participadas pelo Estado às empresas de Manuel Godinho.

    Vara e Lopes Barreira: figuras centrais

    Armando Vara e Lopes Barreira são nomes centrais dessa «rede tentacular», segundo as palavras do DIAP do Baixo Vouga. Amigo de Vara e um dos fundadores da Fundação para a Prevenção e Segurança (polémica entidade que Vara criou enquanto secretário de Estado de António Guterres), Lopes Barreira tem um passado de ligação ao Partido Socialista, ‘mexendo-se’ muito bem nos corredores do poder. Em 1999 foi acusado pelo general Garcia dos Santos, então presidente da JAE (Junta Autónoma de Estradas), de o ter tentado pressionar para contratar militantes socialistas para os quadros daquela empresa pública. Anos antes, a Consulgal, de Lopes Barreira, tinha estado ‘debaixo de fogo’ por ter sido a autora do projecto de renovação da Linha do Norte – obra que, devido a vários erros de vários projectistas, teve um desvio financeiro de mais de 200 milhões de euros.

    No processo ‘Face Oculta’, Lopes Barreira é dado como membro de uma «rede tentacular», que, «a troco de vantagens patrimoniais e/ou não patrimoniais» terá exercido a «sua influência junto de titulares de cargos governativos e políticos, titulares de cargos de direcção com capacidade de decisão ou com acesso a informação privilegiada, no sentido de favorecerem» as empresas de Manuel Godinho.

    Contactos com governantes

    Um mês depois, Lopes Barreira manifestou-se disponível a Godinho para falar com Jorge Coelho, presidente da Mota-Engil e ex-ministro de António Guterres, no sentido de lhe arranjarem trabalho para as suas empresas. Só em 2008, o grupo O2 facturou mais de 50 milhões de euros, quando no ano anterior não tinham ido além dos 24 milhões de euros.

    Além de Coelho, Lopes Barreira afirmou a Godinho que possuía boas relações com o então ministro das Obras Públicas, Mário Lino (peça fundamental para desbloquear o conflito que a REFER tinha com Godinho) e com João Mira Gomes, secretário da Estado da Defesa. O empresário disponibilizou-se para falar com Gomes, seu amigo pessoal, para «espoletar o favorecimento do universo empresarial» do grupo O2 junto das empresas tuteladas pelo Ministério da Defesa, nomeadamente com os Estaleiros Navais de Viana do Castelo – empresa com a qual Godinho se queixava não ter relações comerciais.

    Vara apresenta a Godinho administrador da EDP

    Armando Vara, por seu lado, apresentou a Godinho um administrador da EDP Imobiliário, chamado Paiva Nunes – tendo alegadamente solicitado cerca de 10 mil euros em numerário como contrapartida que lhe foram entregues no seu gabinete do BCP, na Av. José Malhoa, em Lisboa. Paiva Nunes, segundo a PJ de Aveiro, terá favorecido as empresas de Godinho em diversos concursos lançados por aquela empresa. Paiva Nunes chegou a pedir a Manuel Godinho que lhe indicasse três empresas para uma consulta ao mercado que o grupo EDP iria realizar, ao que o líder da O2 indicou duas sociedades por si lideradas e um empreiteiro da sua confiança. O objectivo era claro: o grupo de Godinho ganharia o concurso.

    Através do gestor da EDP (que chegou a ser candidato do PS à Câmara de Sintra), Godinho ‘chegou’ a Paulo Costa, director de Relações Institucionais da Galp. Costa, que é dado por Paulo Penedos como «amigo de Armando Vara», ligou a Manuel Godinho no dia 3 de Junho de 2009 e discutiu com o gestor da O2 «pormenores capazes de possibilitar o favorecimento» da FRACON – Construção e Reparação Naval, Lda – uma das empresas do grupo O2.

    Paiva Nunes e Paulo Costa receberam de Manuel Godinho dois veículos topo gama, tendo o primeiro recebido um Mercedes SL 500 (avaliado em 161 mil euros) e o quadro superior da Galp um Mercedes CL 65 (avaliado em mais de 280 mil euros). A PJ de Aveiro entende que os dois veículos são uma contrapartida pelas decisões dos dois gestores.

    Gestor do PS apresenta ‘colega’ a Godinho

    Paulo Costa apresentou a Godinho mais um gestor ligado ao PS: José António Contradanças. Ex-dirigente do PS e ex-administrador do Porto de Sines no tempo de Jorge Coelho como ministro das Obras Públicas, Contradanças é agora administrador de uma empresa do grupo EMPORDEF – holding estatal controlada pelo Estado através do Ministério da Defesa.

    Contradanças ligou a Manuel Godinho no dia 5 de Junho de 2009, «dando-lhe conta que Paulo Costa lhe havia transmitido que estaria interessado em ser favorecido nos concursos e nas consultas públicas» na área dos resíduos industriais lançados pela empresa IDD – Indústria de Desmilitarização e Defesa, SA., lê-se no mandado de busca a que o SOL teve acesso.

    A principal fonte na REFER

    Carlos Vasconcellos, ex-administrador do grupo Refer, é mais um gestor público que alegadamente terá sido subornado por Manuel Godinho. Segundo a PJ, Vasconcelos terá recebido de Godinho cerca de 2.500 euros em numerário para que lhe «continuasse a fornecer informação privilegiada sobre o posicionamento, o pensar e o sentir da administração da Refer», segundo se pode ler no mandado das buscas realizadas na passada quarta-feira. Vasconcellos foi uma peça importante na tentativa de afastamento da administração liderada por Luís Pardal. O ex-administrador do grupo REFER, hoje simples funcionário, tinha sido afastado por Pardal depois de a empresa ter descoberto, através de um inquérito interno, o seu envolvimento nos alegados favorecimentos às empresas de Godinho nas adjudicações da gestora da rede ferroviária.

    online@sol.pt

    Habilidade...

    Com um Caso tão escandaloso como o do Vara e companhia socratina, o Costa da SicN não arranjava nada melhor para distrair as atenções do que a avaliação dos professores?

    Este Ricardo é um habilidoso!...

    Mosquinha...

    Quem não gostaria de ser uma mosquinha para ver como reagiram certas almas do Ministério Público de Lisboa com as surpresas que chegaram de Aveiro...

    Com o Freeport é que as coisas não andam, ou só andam no sentido de manipular a não pronúncia dum tal Zezito...

    Mas alguém precisava de ser mosquinha para ter a certeza de que para os lados de Lisboa queriam que em Aveiro o Ministério Público e a PJ agissem da mesma maneira do que na capital?... ou não agissem...

    Esta empresa já foi o orgulho da propaganda socatina...


    Aerosoles não vai pagar os salários de Outubro

    A Aerosoles, maior grupo de calçado português, não vai pagar os salários de Outubro.

    Público

    Quem conhece Sócrates e não se vergao aos seus jogos sujos fala assim...








    Entrevista

    «Espero que a legislatura não seja cumprida», diz Campos e
    Cunha
    Por João Paulo Madeira


    Ex-ministro das Finanças considera que a economia pode
    enfrentar um «período difícil relativamente prolongado» mas que o Governo vai estar «sempre em pré-campanha»



    Há cerca de dez anos, Luís Campos e Cunha decidiu que não investiria mais na bolsa, para poder cumprir os «deveres de cidadania» de forma independente.
    Hoje continua a ter as poupanças «aplicadas da forma mais conservadora e banal que se possa imaginar» e sente-se «completamente livre».



    Em entrevista ao SOL, o professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade Nova e antigo ministro das Finanças do PS alerta para o risco da deflação, para a ‘degradação’ da classe política e para o perigo de não se tomarem as medidas necessárias para sair da crise.



    Campos e Cunha diz que não ficou surpreendido com os resultados eleitorais. «Confirmam a minha angústia», refere.



    Sobre o combate à crise, o professor entende que «não vale a pena arruinar as finanças públicas para salvar a economia» e que o «programa português de combate à crise não era grande coisa».



    Sem «ambições políticas», o ex-governante sustenta que «um ministro das finanças deve ter a sua própria legitimidade e base de apoio».

    joao.madeira@sol.pt

    quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

    Fedeltà al padrino...

    Pesquisei no Google por "padrinho"
    e saiu-me esta imagem em primeiro lugar. Paciência!



    1. Cumpriu-se mais uma vez a prática socratina: para cada ministro independente dois secretários estado do aparelho socialista. José Sócrates tem o poder absoluto sobre o partido, os ministérios e o país.

    2. A ascensão fulgurante dos dois secretários de estado da educação, Alexandre Ventura e João Mata, é a prova de que a fidelidade ao aparelho socialista e a José Sócrates compensa e muito.

    3. Alexandre Ventura era, há apenas dois anos atrás, um vulgar militante socialista de Aveiro conhecido apenas dos seus alunos da Universidade de Aveiro, em cujo departamento de educação é professor auxiliar. Doutorado com uma tese sobre avaliação e inspecção das escolas, o ex-presidente do CCAP e agora secretário de estado tem um mestrado em administração escolar e uma licenciatura em ensino do português. No seu currículo, uma breve passagem pela presidência do Conselho Científico da Avaliação de Professores, onde se destacou como fiel apoiante das políticas de Maria de Lurdes Rodrigues.

    4. João José da Mata é um produto da sociologia iscteana onde o PS de José Sócrates tem ido buscar a maior parte dos seus quadros para o desempenho de altas funções na administração pública nas áreas do Emprego e Educação. Licenciado em Sociologia, membro do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES), João Trocado da Mata chegou à direcção do Gabinete de Informação e Avaliação das Escolas, onde esteve em 2006 e 2007, e à Direcção Geral de Estatística e Planeamento da Educação (Gepe), onde esteve em 2008 e 2009, pela mão de Maria de Lurdes Rodrigues, sua mentora académica no Iscte, onde ele está em processo de doutoramento, entretanto interrompido pelo exercício de altas funções, primeiro na administração pública e agora no Governo. É co-autor de 10 artigos publicados em revistas e actas de Sociologia sobre recursos humanos e sociedade da informação e utilização da Internet em Portugal. É um homem tido como competente, trabalhador e ambicioso. A lealdade a José Sócrates e a Maria de Lurdes Rodrigues e a visibilidade que conseguiu imprimir ao Plano Tecnológico da Educação valeram-lhe agora a promoção a secretário de estado.

    Prof. Ramiro Marques



    Tantas vezes vai o cântaro à fonte...

    Ainda assim, o facto de Armando Vara estar entre os arguidos é uma boa notícia para os demais.

    Aumenta fortemente as hipóteses de se safarem.

    Portanto, para todos se safarem, incluindo Sócrates, o Engenheiro terá de safar o seu comparsa. O Vara sabe demais e se abre a boca... lá temos nós... outra campanha negra...

    Face Oculta é o nome apropriado para tudo isto. Mas com o muito que se sabe e o nada que se fez, talvez ficasse melhor com o nome de Descaramento...



    Armando Vara foi constituído arguido na operação Face Oculta

    29.10.2009 - 00:05 Por António Arnaldo Mesquita, com Carlos Cipriano, Cristina Ferreira, José Bento Amaro, Lurdes Ferreira

    Armando Vara é um dos 12 arguidos ontem constituídos no âmbito da operação Face Oculta desencadeada pelo Departamento de Investigação Criminal de Aveiro da Polícia Judiciária. O vice-presidente do Millennium BCP “não faz comentários”, disse ao PÚBLICO uma fonte oficial do banco, tendo o PÚBLICO apurado que Vara não está a ser alvo de investigação por actos praticados na sua qualidade de gestor daquela instituição financeira.



    Ontem à noite, a RTPN revelou que Vara terá sido surpreendido pelos investigadores a pedir ao empresário José Godinho cerca de dez mil euros.

    O ex-ministro da Administração Interna do Governo de António Guterres e presidente da Fundação para a Prevenção e Segurança, que ontem se remeteu ao silêncio, deverá agora prestar esclarecimentos ao juiz de instrução criminal de Aveiro, quando este magistrado o questionar durante o primeiro interrogatório de arguido que deverá realizar-se no próximo mês de Novembro e se destina a definir as medidas de coacção a que os suspeitos ficarão submetidos.

    Vara, recorde-se, exerceu vários cargos dirigentes no Partido Socialista e, antes de ingressar na administração do BCP, foi vogal do conselho de administração da Caixa Geral dos Depósitos, sendo actualmente responsável pelo pelouro das operações do BCP em África.

    O empresário José Godinho foi o único arguido ontem detido durante a operação, que mobilizou cerca de uma centena de investigadores da Polícia Judiciária, devendo agora ser presente ao juiz de instrução criminal para este confirmar ou não a detenção, na origem da qual estaria o risco de ele se ausentar para o estrangeiro. O risco de fuga é hoje um dos pressupostos determinantes para a detenção de arguidos fora de flagrante delito.

    José Godinho é arguido num outro inquérito relacionado com uma presumível fraude fiscal estimada em 11,6 milhões de euros, que se terá consumado através da emissão de facturas falsas, entre 2005 e 2007. A investigação decorreu também no DIC da PJ de Aveiro que, em 24 de Junho passado, desencadeou uma acção em colaboração com a Direcção dos Serviços de Investigação da Fraude e Acções Especiais (DSIFAE) da administração fiscal, através de 13 buscas em empresas e domicílios.

    Viciação de concursos
    Segundo o gabinete de imprensa da PJ, a investigação no âmbito da qual foi accionada a operação Face Oculta visa esclarecer a actividade do grupo empresarial de José Godinho que, “através de um esquema organizado, terá sido beneficiado na adjudicação de concursos e consultas públicas, na área da recolha e gestão de resíduos industriais”. Os eventuais cúmplices na trama seriam quadros médios e superiores de grande empresas públicas e participadas pelo Estado, nomeadamente a REN – Redes Energéticas Nacionais, a Galp e a Refer – Rede Ferroviária Nacional, como insistentemente sublinharam fontes oficiais da PJ, que desmentiram o eventual envolvimento destas empresas. “As buscas visaram domicílios e os locais de trabalho dos suspeitos”, foi dito ao PÚBLICO.

    Esta separação de águas seria, aliás, reiterada por informadores oficiais daquelas empresas. A Galp, por exemplo, admitiu que elementos da PJ realizaram buscas no local de trabalho de um quadro que trabalha na Refinaria de Sines. A REN, por seu turno, revelou que foi notificada a esclarecer a Polícia Judiciária “sobre eventuais contratos celebrados pela REN com algumas das 11 empresas identificadas na notificação”, que foi exibida no início da busca à sede da empresa.

    “Até ao presente momento”, acrescenta o comunicado da REN, “a REN apenas identificou uma empresa à qual foram adjudicados, com base em procedimento concursal, trabalhos de gestão de resíduos”. Em Madrid, onde participa num encontro da Cotec, José Penedos, antigo secretário de Estado no Governo de Guterres, não se mostrou preocupado com a diligência da PJ, garantindo: “A REN é uma casa transparente.”

    Um estado de espírito diverso tinha ontem o advogado Paulo Penedos, filho do presidente da REN, que admitiu publicamente ter sido constituído arguido. “Sou advogado de uma das empresas de Aveiro, a SCI [sociedade que pertence ao universo empresarial de José Godinho].” Paulo Penedos tem um particular gosto por viaturas de topo de gama, apesar da sua curta carreira como causídico. Esta afeição às viaturas de gama alta foi denunciada pelos adversários de Paulo Penedos, quando se candidatou a uma câmara municipal do distrito de Coimbra numa lista do PS.

    Os locais de trabalho de alguns quadros da Refer também foram ontem alvo de busca pelos investigadores da Polícia Judiciária, que apreenderam documentos. Num caso, apurou o PÚBLICO, os investigadores apreenderam um computador usado por um ex-responsável pela área de abastecimentos da empresa, que também foi constituído arguido.

    As investigações prosseguem e o universo sob suspeita tem âmbito nacional, como se infere dos pontos do país onde decorreram as três dezenas de buscas da operação Face Oculta: Aveiro, Ovar, Santa Maria da Feira, Lisboa, Oeiras, Sines, Alcochete, Faro, Ponte de Sor e Viseu.

    Teófilo Santiago é o responsável pela operação Face Oculta, mais uma a juntar ao seu currículo cheio de investigações de grande impacto. Teófilo Santiago foi um dos responsáveis pelo Apito Dourado, que desvendou situações de corrupção no futebol e que “lhe custou” o afastamento da directoria do Porto da PJ. Santiago também dirigiu o Aveiro Connection, cujos líderes foram condenados, no anos 90 do século XX.

    Público



    Credibilidade e confiança

    Por aqui se mede a credibilidade e confiança neste governo...

    Moody’s corta "outlook" da dívida de Portugal para "negativo"


    Rir e chorar

    Quando soubemos da nomeação de Augusto Santos Silva para Ministra da Defesa, rimos...

    Agora que se sabe que o Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar é Marcos Perestrello, só podemos chorar...

    É triste!...

    quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

    Nem um só



    Conhecido o elenco completo do que formalmente é o governo da Pátria, confirma-se perfeitamente o que era expectável: uma equipa medíocre, à imagem do seu chefe.

    No primeiro governo, Sócrates, para se legitimar, ainda arranjou dois ministros com estatura intelectual: Freitas do Amaral e Campos e Cunha. Este saiu logo pelo seu pé, logo que percebeu quem era o chefe. O outro saiu pelas costas, graças a um feliz problema de coluna.

    No novo governo não há uma só figura de valor intelectual. No meio de todos estes anões cegos, Sócrates é o rei...

    Ora, esta é a principal incumbência de um primeiro-ministro

    ... dar a gamela aos amigos...


    Primeiro-ministro

    Sócrates vai decidir 19 cargos de topo em empresas e no Estado

    Márcia Galrão
    28/10/09 00:05

    Calendário dita decisões no Banco de Portugal, CMVM, ASAE e em empresas como EDP e Galp.

    De cada vez que muda um governo, começa a habitual dança das cadeiras. A coreografia está a cargo do novo Governo de José Sócrates e entre os bailarinos haverá os que transitam da anterior peça e as novidades que ganham um lugar novo. Por caprichos de calendário, até ao final do seu mandato, o primeiro-ministro terá, pelo menos, 19 altos cargos no Estado, ou na sua dependência, para escolher, sem contar com os 390 dirigentes superiores que caem obrigatoriamente com a tomada de posse de um novo Governo e terão que ser reconduzidos ou substituídos.

    Há lugares importantes para preencher com nomes de total confiança política, entre eles o de governador do Banco de Portugal, presidente da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários ou presidente da RAVE - Rede Ferroviária de Alta Velocidade, o organismo responsável por todo o projecto do TGV liderado por Luís Pardal, que termina o mandato no final deste ano.


    Diário Económico



    terça-feira, 27 de Outubro de 2009

    Precebe-se porque defende o mesmo que Sócrates


    Ricardo Salgado considera a Ibéria essencial para o desenvolvimento de Portugal

    28.07.2009 - 18h18
    Por Cristina Ferreira


    Líder do BES defende ibéria

    A integração ibérica é essencial, para o nosso desenvolvimentro, defendeu Ricardo Salgado.

    O CEO do BES lembrou que "não faz sentido estarmos na União Europeia sem integração ibérica, sem a integração do nosso país na Ibéria", esclareceu. "Não me venham dizer que com o crescimento das relações económicas entre Portugal e Espanha o TGV não vai ter passageiros?". O presidente do BES, que tem uma operação de banca de investimento e de banca para PME´s em Espanha, considera o TGV uma obra essencial para o desenvolvimento de Portugal e para a construção da ibéria. Portugal, defende, "não pode continuar" no seu cantinho "à beira mar plantado". A construção do TGV é uma obra "incontornável" até porque, lembrou, "foi o partido da Oposição", o PSD, que lançou a ideia quando Durão Barroso era primeiro-ministro.

    Sem comentários

    Quarenta mil idosos passam fome em Portugal

    27.10.2009 - 12:32 Por Lusa

    Pelo menos 40 mil idosos portugueses não têm capacidade financeira para comprar alimentos, concluiu um inquérito realizado pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco). De acordo com o mesmo estudo, o custo dos produtos alimentares é ainda uma das razões para que não consumam refeições mais saudáveis.

    Compreende-se...

    Imagem postada só para chatear... quem não gosta...

    Compreende-se... quando a preocupação são os gays..., mesmo que se arranjem umas mulheres para enfeitar o governo...



    Ranking do Fórum Económico Mundial

    Portugal piora na desigualdade entre homens e mulheres
    Num ano assolado pela crise financeira, a desigualdade entre homens e mulheres agravou-se em Portugal, que está agora na 46ª posição numa tabela de 134 países.


    A desigualdade entre homens e mulheres agravou-se em 2009. De acordo com o “Global Gender Gap”, que hoje é apresentado em Nova Iorque, Portugal caiu cinco lugares na tabela e ocupa a 46º posição, muito longe da Islândia, Finlândia e Noruega, que lideram.

    A edição de hoje do “Público” alerta que, relativamente ao ano passado, Portugal perdeu pontos nos indicadores que medem a participação política, na economia e as oportunidade de carreira dadas às mulheres. Além disso, verificou-se uma quebra na igualdade de salários pagos a homens e mulheres para a mesma funções e um agravamento das dificuldades em aceder a cargos de topo nas empresas na justiça.

    Raquel Martins
    raquelmartins@negocios.pt

    segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

    Excelentes escolhas


    Ministro da Presidência: Pedro da Silva Pereira. Excelente escolha! É um autêntico clone de Sócrates, com a diferença de, ao contrário do Engenheiro, saber alguma coisa - de Direito - além das artes da baixa política.

    Ministro dos Negócios Estrangeiros: Luís Amado. Excelente escolha, sobretudo para Madrid. A Ibéria festejou-se hoje na Moncloa e na Zarzuela...

    Ministro do Estado e das Finanças: Teixeira dos Santos. Excelente escolha!. Ninguém sabe tão bem onde estão os buracos da desorçamentação do anterior governo. Ninguém conseguiu tão grande défice nos últimos 70 anos, com um primeiro-ministro a dizer que as contas estão em ordem...

    Ministro da Defesa Nacional: Augusto Santos Silva. Excelente escolha! Esperemos que seja desta que as Forças Armadas recuperem a sua função histórica...

    Ministro da Administração Interna: Rui Pereira. Excelente escolha, estão a pensar os criminosos e todo o género de bandidos...

    Ministro da Justiça: Alberto Martins. Excelente escolha para manter o Caso Freeport no caminho do arquivamento...

    Ministro da Economia, Inovação e Desenvolvimento: José Vieira da Silva. Excelente escolha! Com as empresas todas a fechar, fará da Economia um sucedâneo da Segurança Social...

    Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações: António Augusto Mendonça. Excelente escolha para as empresas de construção. Construa-se o TGV. Daqui a uns anos podem fazer uma nova negociata: a sua demolição...

    Ministro da Educação: Isabel Alçada. Excelente escolha! Tirando a avaliação docente, prosseguirá a mesma política de destruição do sistema educativo. E com tanto sorriso infanto-juvenil, a populaça cairá no conto da carochinha...

    Ministro da Saúde: Ana Jorge. Excelente escolha! Um exemplo para todo o governo. Cumprir discretamente o calendário, enquanto o Engenheiro continua a fingir que governa...

    O resto não merece uma singela linha deste post...

    Onde estão os Magalhães?


    Então não eram os ministros do engenheiro que usavam o Magalhães nos conselhos de ministros?





    20:19 Lusa

    O primeiro Conselho de Ministros do XVIII Governo Constitucional durou hoje cerca de três horas e meia, decorreu sem agenda e foi eminentemente político, disse à agência Lusa fonte do executivo.



    domingo, 25 de Outubro de 2009

    Socratina do mês

    Graças a este blogue, tomámos conhecimento da intervenção de Isabel Alçada, a futura ministra da educação do Engenheiro, numa acção de lavagem da cara do Animal Feroz.

    O mês ainda não terminou, mas o Prémio Socratina do Mês está atribuído.

    Vital Moreira que se cuide. Esta senhora bem pode arrebatar-lhe o Título de Socratino dos Socratinos.

    Parece que a mulher foi fabricada no laboratório de clonagem do Engenheiro. Só que desta vez encheram-lhe o rosto de sorrisos. Delicadeza não lhe falta. Língua para lamber as botas de Maria de Lurdes Rodrigues também não!...

    Num país decente estavam demitidos ou na cadeia...



    Jorge Paula O aumento do Terminal de Contentores de Alcântara vai custar 474,4 milhões de euros, dos quais 40% serão suportados pela APL e pela Refer



    O aumento do Terminal de Contentores de Alcântara vai custar 474,4 milhões de euros, dos quais 40% serão suportados pela APL e pela Refer









    24 Outubro 2009 - 00h30

    Polémica: Averiguação preventiva concluída até final do ano

    Terminal à medida da Mota-Engil

    O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa suspeita que as condições da prorrogação do contrato de exploração do Terminal de Contentores de Alcântara tenham sido desenhadas à medida das necessidades da Liscont, empresa do Grupo Mota Engil, que é presidido pelo socialista Jorge Coelho desde Maio de 2008. Os investigadores têm vindo a ouvir decisores e técnicos ligados ao processo e já recolheram muita documentação.

    Ao que o CM apurou, as condições em que o projecto foi negociado, com a introdução de alterações favoráveis à Liscont entre a data da assinatura do memorando de entendimento, em Abril, e a assinatura do contrato – Outubro de 2008 , estão a ser encaradas com muitas reservas. Por isso, já foram ouvidas pessoas que participaram no processo da prorrogação do contrato de exploração, concedida por ajuste directo por 27 anos.

    A própria auditoria do Tribunal de Contas (TC) deixa claro que "entre a data do Memorando de Entendimento, situada no mês de Abril de 2008, e a data da assinatura, em Outubro de 2008, do aditamento ao contrato celebrado entre a APL [Administração do Porto de Lisboa] e a concessionária [Liscont], no espaço de seis meses, foram introduzidas várias alterações e ajustamentos no modelo financeiro, inicialmente apresentado por aquela ao concedente público".

    O TC frisa que, "sendo tal prática normal, já não se pode deixar de questionar o facto de todos os ajustamentos e alterações introduzidos no Caso Base, durante aquele período de seis meses, terem sido sempre desfavoráveis para o concedente público". Por isso, não tem dúvidas de que este "não é um bom negócio para o Estado".

    A averiguação preventiva, iniciada em Julho, será concluída até ao final do ano. O ex-ministro das Obras Públicas, Mário Lino, não aceitou as críticas do TC e garantiu, assim como a Liscont, que o processo foi transparente.

    PORMENORES

    LUCRO DA LISCONT

    Na semana anterior à assinatura do aditamento ao contrato, o lucro líquido da Liscont subiu 77%, para 7,4 milhões.

    RISCO DO NEGÓCIO

    O TC diz que o "risco do negócio" foi transferido para o Estado. Sempre que o tráfego de navios for inferior ao previsto, a Liscont recebe compensações do Estado.

    AMBIENTE EM CAUSA

    O TC diz que a APL não acautelou o risco ambiental, ao aceitar encargos com contingências ambientais.

    António Sérgio Azenha

    CM


    Nunca fiar...

    Já várias vezes referimos um fio (quase) invisível que liga Gordon Brown (amigo dos McCann) a Sócrates e que passa por dar ao Caso Freeport o mesmo desfecho dado ao Caso Maddie...


    "Falha informática" foi a razão invocada pelas autoridades britânicas

    Documentos do Freeport retidos em Londres

    24.10.2009 - 09:40 Por António Arnaldo Mesquita

    Continuam retidos em Londres documentos requeridos pelos procuradores titulares do caso Freeport às autoridades britânicas, ao contrário do que o PÚBLICO noticiou anteontem. "Falha informática" foi a razão invocada para a inesperada suspensão da remessa daquela documentação considerada indispensável para a conclusão das investigações.


    A permanência da documentação nos arquivos do Serious Office Fraud e da Polícia Metropolitana de Londres foi um contratempo para a conclusão da fase final das investigações.

    Procuradores, investigadores e peritos já tinham planificado a análise dos dados provenientes de Inglaterra para definirem o rasto do dinheiro alegadamente usado para o pagamento de "luvas" para levantar os obstáculos à implantação do outlet de Alcochete no interior da Zona Especial de Protecção do Estuário do Tejo.

    Enquanto aguardam pela superação da "falha informática", os investigadores e magistrados não devem ficar parados. E devem concentrar esforços na avaliação dos indícios recolhidos para o inquérito aberto em Fevereiro de 2005, na sequência de uma carta anónima remetida para a Polícia Judiciária de Setúbal, que motivou a realização de buscas à Câmara Municipal de Alcochete e em empresas e entidades envolvidas no licenciamento do megaempreendimento no interior da zona protegida do estuário do Tejo.

    A ultimação das investigações implicou que os investigadores da Polícia Judiciária de Setúbal, nomeadamente a responsável por este departamento de investigação criminal, Maria Alice Fernandes, se dediquem em exclusivo ao processo Freeport. O envolvimento directo da experiente investigadora nas diligências do inquérito terá sido uma das razões que implicou o afastamento do responsável inicial pela investigação, o inspector-chefe Acúrsio Peixoto, ocorrido há cerca de seis meses e ontem noticiado pelo Diário de Notícias.

    Segundo uma fonte da direcção nacional da PJ afirmou ao DN, a responsável pelo DIC de Setúbal terá entendido "que se tornava desnecessária uma chefia intermédia". Contactada pelo PÚBLICO, Cândida Almeida, coordenadora do Departamento Central de Investigação e de Acção Penal (DCIAP), afirmou que este departamento é alheio àquela mudança, sublinhando que, "enquanto titular da acção penal, o MP não escolhe, nem muda os investigadores". "Só há uma escolha, quando se trata da constituição de equipas especiais, cujos elementos são escolhidos pelos procuradores responsáveis."

    A conclusão das investigações está a ser marcada por revelações: há uma semana, a TVI divulgava um fax atribuído a responsáveis da empresa-mãe do Freeport de Alcochete, segundo os quais teriam sido pagos três milhões de libras de luvas. E, ontem, o semanário Sol revelava que um dos seis arguidos terá dito que um político terá recebido 750 mil euros para a aprovação do outlet.

    sábado, 24 de Outubro de 2009

    Quantos fatinhos Armani dá para comprar?





    Caso Freeport

    Arguido do Freeport diz que responsável político recebeu 750 mil euros

    Um arguido no caso Freeport afirmou ao SOL que dirigentes da empresa inglesa, bem como o consultor Charles Smith, assumiram, em conversas que manteve com eles entre 2003 e 2004, que tinham sido pagos subornos para conseguir a aprovação do projecto em Alcochete e que cerca de 750 mil euros foram para um responsável político


    Os dirigentes da Freeport PLC eram Gary Russell, director comercial, e Jonathan Rawnsley, director de empreendimentos. Em 2003, à saída de uma reunião oficial para discutir aspectos do licenciamento do outlet, Rawnsley não gostou dos novos problemas suscitados, enfiou as mãos nos bolsos e exclamou: «O dinheiro com que já entrámos ainda não chega?». Foi nessa altura que este arguido teve a certeza da existência de subornos naquele negócio.

    Esta conversa ocorreu em 2003, já depois da aprovação do projecto (em 14 de Março de 2002, a três dias das eleições legislativas, perdidas pelo PS) e tinha como pano de fundo as dificuldades que a Freeport estava agora a enfrentar, na Câmara de Alcochete e no Instituto de Conservação da Natureza (em termos de cumprimento do projecto e das medidas de requalificação ambiental de zonas adjacentes ao outlet, impostas pela Declaração de Impacte Ambiental).


    SOL



    O (So)cretino da noite...

    O Ricardo Costa, irmão do Costa de Lisboa, escolhe-os a dedo.

    E ontem, no Expresso da Meia Noite, o principal lacaio do Engenheiro foi um tal Baldaia que pôs a TSF ao nível do DN.

    Pelo que acabamos de ler, não somos os únicos a pensar assim:

    A rádio oficiosa do PS marca o terreno na questão da avaliação de desempenho

    Qual é o grau de credibilidade da TSF desde um tal Baldaia tomou conta da direcção editorial? Zero ou próximo disso. Mais do que a Antena 1, a TSF é a guarda avançada do PS nos media radiofónicos. Está para a rádio como a RTP1 está para televisão: sempre a minar o terreno dos adversários do PS e a abrir o caminho às políticas do Governo.

    A TSF divulgou, hoje, que José Sócrates e a nova ministra da educação vão avançar com a avaliação de desempenho porque "já há mais de 50% de docentes avaliados" e estes não podem perder os direitos adquiridos. Nunca vi argumento mais tosco na minha vida.

    Já ontem, no programa da SICN, "Expresso da Meia Noite", o tal Baldaia espalhou as suas teorias contra os sindicatos e os professores, lançando bocas do tipo: "eles não querem nenhuma avaliação!" E avançou com a teoria constitucional mais maluca do mundo: os partidos da oposição não podem aprovar leis a suspender a avaliação de desempenho sem, simultaneamente, aprovarem um modelo alternativo.

    Não fosse a credibilidade do tal Baldaia estar próximo do zero, e isto era motivo para preocupação. Afinal, é apenas motivo para rir.

    Prof. Ramiro Marques

    sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

    Como trabalham estes embusteiros...


    Plataforma apresenta queixa contra o Estado Português

    Ministério do Ambiente faz desaparecer administrativamente resíduos de embalagem e assim consegue taxas de reciclagem mais elevadas

    Recentemente foi publicado o Despacho n.º 10287/2009 de 20 de Abril que faz alterações à licença concedida à Sociedade Ponto Verde em 7 de Dezembro de 2004 e que nos suscita as maiores dúvidas em relação aos valores apurados para o “Mercado potencial de embalagens nos SMAUT - Sistemas Multimunicipais e Autarquias.
    Na realidade, o referido Despacho fez desaparecer administrativamente (a nosso ver, de forma completamente artificial e ilegal) mais de 40% dos resíduos de embalagens existentes nos resíduos urbanos.

    Contudo, o material que o Ministério do Ambiente faz desaparecer de uma forma mais drástica é o plástico, onde mais de metade dos resíduos de embalagem de plástico desaparecem sem qualquer explicação. Com efeito, a generalidade dos estudos oficiais indica que as embalagens de plástico constituem entre 9% a 13% dos resíduos urbanos, enquanto que o Governo, sem qualquer justificação técnica, diz que são apenas 3%. Esta situação levou a que a Quercus pedisse, no dia 4 de Setembro, esclarecimentos sobre este assunto ao Secretário de Estado do Ambiente (Dr. Humberto Rosa), não tendo até ao momento obtido qualquer resposta.

    Desta forma, Portugal prepara-se para cumprir as metas de reciclagem de uma forma meramente administrativa, o que significa que os resíduos de embalagem vão para aterro ou para queimar, perdendo-se os benefícios ambientais, sociais e económicos para o país associados à reciclagem, nomeadamente a poupança de materiais, a redução da emissão de gases de estufa, a poupança de energia, a criação de emprego, a produção de riqueza, etc..

    Esta situação é particularmente grave quando o Estado Português está a fomentar a criação de um mega sistema de gestão de resíduos urbanos nas regiões de Lisboa e Oeste. O novo sistema resultará da fusão entre a VALORSUL (municípios da zona de Lisboa Norte) e a RESIOESTE (municípios da região do Oeste) e será o maior do país, correspondendo a perto de 20% da produção de resíduos a nível nacional.

    Este novo sistema pretende, com a autorização do Governo, atingir taxas de reciclagem inferiores às obrigatórias a nível comunitário, usando para isso os valores irrealistas da quantidade de embalagens referidos no Despacho 10287/2009.

    A Plataforma Ambiental de oposição à Fusão Valorsul – Resioeste vê-se desta forma obrigada a apresentar hoje queixa à Comissão Europeia sobre este assunto, enviando também um novo pedido de esclarecimentos ao Secretário de Estado do Ambiente.


    Lisboa, 22 de Outubro de 2009

    Plataforma Ambiental de oposição à Fusão Valorsul – Resioeste

    Bem negra...


    Foto simpaticamente gamada no vizinho do lado.

    Se não fosse a capa do Pasquim do Governo, outrora Diário de Notícias, podia dizer-se que esta capa era um insinuação torpe, um ataque pessoal, uma campanha negra.

    Cada um casa com quem quer ou até não casa. Há mesmo os que casam com mulheres ou que têm uma namoradinha de conveniência para disfarçar...

    É a vida!...

    Mas agora que já se percebeu que a maioria dos eleitores portugueses ligam tanto à verdade como à mentira, à homossexualidade como à paixão pelo sexo feminil, era de se encararem as coisas como elas são!...

    Com Sócrates é sempre a avançar


    Total de desempregados cresceu 29,1 por cento em Setembro
    23.10.2009 - 17h14
    Por Lusa
    O número de desempregados inscritos nos centros de emprego subiu 29,1 por cento em Setembro em relação ao mesmo mês do ano passado e aumentou 1,7 por cento face a Agosto, segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

    No final de Setembro, encontravam-se inscritos nos Centros de Emprego do Continente e das Regiões Autónomas 510.356 desempregados, mais 115.113 indivíduos do que há um ano atrás. Face a Agosto, o aumento foi de 1,7 por cento, o que representa um acréscimo de 8.693 inscritos. Para o aumento homólogo do número de desempregados inscritos - uma tendência que se mantém desde Outubro de 2008 - contribuíram sobretudo as subidas do desemprego entre os homens (mais 46,2 por cento).

    Louvor a quem o merece

    Ao contrário do que as más línguas dizem por aí, Alberto Costa foi um dos melhores ministros de Sócrates. Foi um dos que melhor cumpriu o programa que justificou a sua escolha como Ministro do Caso Casa Pia e do Caso Freeport.

    Ficamos a aguardar a retribuição que Sócrates lhe deve!...